mai 17 2010

O erro do jovem Sócrates

Categoria: Apoiamos,Educação,FilosofiaSenhor_do_Servo @ 22:14

Belíssimo texto de Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, professor, escritor e multimídia, cujo sítio na internet nós recomendamos muito que você visite, AQUI:

Quando Sócrates ainda era criança, seu pai levou-o para junto de uma obra que ele desenvolvia em seu atelier. Sofronisco era escultor, e dos bons. Naqueles dias, estava encarregado de um importante projeto para Atenas. Deveria povoar a cidade com imagens dos seus mais importantes deuses. Quando Sócrates entrou no atelier de seu pai, ficou maravilhado. As figuras pareciam ter vida. Nesse dia mesmo traçou o seu futuro: seria artista igual ao seu pai.

Sócrates estudava como qualquer outro menino. Freqüentava a praça de esportes e dedicava-se à luta. Dono de uma resistência incomum, ele encontrava forças para, diariamente, aprender o oficio de escultor com seu pai. Queria fazer parte do projeto ao qual seu pai estava ligado e, de fato, já havia um lugar para ele nesse empreendimento. Tão logo começasse a mostrar habilidade, ficaria sob sua responsabilidade esculpir as filhas de Zeus – as Três Graças: Aglaia (beleza), Eufrosine (prazer) e Thalia (esplendor). O projeto era suficientemente ambicioso para que houvesse tempo de Sócrates deixar a infância e ganhar a juventude.

Sócrates entregou as Três Graças à cidade de Atenas ainda bem jovem, como um de seus primeiros trabalhos profissionais, ao lado de seu pai. Ainda estava longe o tempo em que ele iria servir na guerra e mais longe ainda sua decisão de filosofar a partir da determinação do “deus do templo”. Naquela época, sua perspicácia já se mostrava prodigiosa, mas ele não dava nenhuma demonstração de querer outra vida que não a de seu pai.

As Três Graças feitas por Sócrates ocuparam um lugar de destaque diante da Acrópolis e Sócrates deixou seu pai orgulhoso com a obra.  Veio então um segundo trabalho, já não mais integrado ao projeto solicitado ao pai. A obra foi encomendada pelos governantes de Atenas, para Sofronisco, mas com a determinação de que o jovem Sócrates colocasse seu talento na pedra. Sócrates deveria fazer a figura de Hermes, o deus mensageiro.

Mais uma vez, Sócrates desempenhou o trabalho com maestria. Todavia, quando terminou a obra e a mostrou a Sofronisco, este disse “poderia ter ficado melhor, você foi treinado para fazer mais que isso”. Aquele que iria ser considerado o mais sábio de Atenas, não foi nada sábio nessa hora. Retirou-se do atelier.

No dia seguinte, Sócrates não foi trabalhar. Sofronisco imaginou que seria uma teimosia passageira. Mas, no outro dia e também no outro, Sócrates não levantou junto com o pai, levantou bem mais cedo e foi para o campo militar. A força e a tenacidade necessárias ao escultor foi então colocada a serviço da brutalidade e, enfim, da guerra. Sócrates nunca mais lidou com escultura e, de certo modo, suas relações de amizade com seu pai esfriaram para além do que deveria ocorrer.

Sofronisco era um homem simples, mas não simplório. Havia tido boa educação. Não era nobre, claro, mas era autêntico grego e, por isso, conhecia bem o básico fornecido pela educação pública grega. Sabia perfeitamente o que estava acontecendo com o filho. Havia chegado a adolescência para o seu filho. Ele entendia que Sócrates iniciava sua busca por uma identidade própria. Apesar disso, Sofronisco alimentou durante um bom tempo a esperança de ver Sócrates voltar senão ao atelier, ao menos à boa amizade de outrora com ele. Mas o planeta Terra não foi abençoado pela vida harmônica entre pais e filhos. Todo o maior reino da injustiça mora nessa valeta. Assim, Sócrates seguiu seu caminho, como se o seu pai fosse eterno.

O pai da filosofia não viu que seu próprio pai contava os dias para uma reconciliação. Preocupado demais consigo mesmo, não prestou atenção em nada. Infelizmente, Fenarete, a mãe de Sócrates, não fez a intervenção devida. Cabia a ela chamar o filho e fazê-lo voltar às boas com o pai. Mas Fenarete se deixou levar pelos afazeres diários de parteira, o que lhe tomava muito tempo, e quando se deu conta do que fizera, já era tarde.

Sofronisco faleceu e só então Sócrates percebeu o quanto perdera ao não viver junto do pai. Sua mãe logo se casou de novo. Ele próprio, Sócrates, tinha de autorizá-la a tal, e assim fez. E então, seu pai ficou sozinho no sepulcro – nem mesmo a esperança de que um dia a esposa voltaria poderia ser depositado na conta de Sofronisco. Seu atelier ficou fechado durante um bom tempo. Até que um dia as autoridades chamaram Sócrates, para que ele visse o que faria com o prédio fechado, que não poderia assim ficar.

Quando Sócrates entrou ali no atelier, caiu de joelhos e chorou. Finalmente apreendeu com toda luz o rosto da estupidez que o havia dominado durante anos. Profundamente magoado consigo mesmo, disse que iria seguir a profissão do pai, mas de um novo modo. Não iria moldar imagens na pedra, mas mexer com os moldes das figuras reais, ou seja, suas almas.  Sócrates decidiu envolver-se com filosofia. A partir desse dia, Sócrates adotou um comportamento mais reflexivo, buscando jamais cometer o mesmo erro. De fato, Sócrates foi considerado bom amigo. Ter a amizade de Sócrates era ter uma amizade leal para sempre. Ele tentou a vida toda se desculpar de sua infidelidade com o pai.

Por que será que esses exemplos se repetem com sábios e não sábios? Qual o motivo dessa história banal se repetir, não perdoando ninguém? Talvez essa seja a grande maldição do homem na Terra, que é o de não contar na sua bagagem uma atitude correta em relação ao pai.

Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, ficcionando a partir de Sócrates.


mar 06 2010

Cota racial é política, cota social é esmola

Categoria: Apoiamos,Filosofia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 14:34

Racismo BrasileiroPor Paulo Ghiraldelli

A pior defesa que conheço das cotas para negros e índios na Universidade brasileira é a dos que dizem que isso se insere em uma política educacional de compensação.  Em geral essa defesa é feita pela esquerda. O ataque mais perverso que conheço contra as cotas raciais é o dos que dizem que defendem, ao invés destas, as cotas sociais. Em geral esse ataque é o da direita, em especial a dos parlamentares do PSDB e DEM.

Cota racial advém de uma política contemporânea, em geral de cunho social-democrata ou, para usar a terminologia americana, mais apropriada ao caso, liberal. A cota social é esmola, tem o mesmo cheiro da ação de reis e padres da Idade Média, e aparece no estado moderno travestida de política.

A cota social não faz sentido, pois o seu pressuposto é o de que há e sempre haverá pobres e ricos e que aos primeiros se dará uma compensação, que obviamente não pode ser universal, para que alguns usufruam da boa universidade destinada aos ricos. É como se dissessem: também há pobres inteligentes que merecem uma chance para estudar. O termo social, neste caso, é meramente ideológico. Não se vai fazer nenhuma ação social com o objetivo de melhoria da sociedade. O que se faz aí é, no melhor, populismo, no pior, a mera prática a esmola mesmo.

A cota racial não pode ser posta no mesmo plano da cota social. Todavia, a sua defesa cai na mesma vala da cota social quando se diz que ela visa colocar os negros na universidade, até então dominada pelos brancos, para que se possa compensá-los pela escravidão ou pelo desleixo do estado ou pelo racismo velado ou aberto. Não! Cota racial não é para isso. O objetivo das cotas é o de colocar um grupo no interior de um lugar em que ele não é visto para que, assim, de maneira mais rápida, se dê o convívio social entre os grupos nacionais, de modo a promover a integração – o que passa necessariamente pelo convívio que pode levar ao conhecimento entre culturas, casamentos, troca de histórias e criação de experiências comuns.

No Brasil há miscigenação. E em grande escala. Ótimo! Mas não basta. Não é o suficiente porque há espaços físicos e institucionais, no Brasil, que não estão disponíveis para que determinados grupos étnicos, e isso promove uma má visibilidade da nossa população em relação a ela mesma. A população não vê o negro e o índio na universidade e, com isso, não formula o conceito correto de universitário: o universitário é o estudante brasileiro de ensino superior. Ora, se você não vê o negro e o índio nesse espaço, o conceito não se forma de modo ótimo, o que é gerado na mentalidade, ainda que não verbalizado de maneira completamente clara, é o seguinte: o universitário é o estudante brasileiro branco de ensino superior. Isso é o pré-conceito. Ele está aquém do conceito – por isso ele é “pré”. Ele pode gerar a discriminação social, em qualquer outro setor da vida nacional.

Assim, para resolver o problema de brancos, negros, índios ou qualquer outro grupo, do ponto de vista social, no sentido de fazer com que todo brasileiro tenha acesso à universidade, a política não é a cota social. Também não é a cota racial. A política correta é a melhoria da escola pública básica, para que todos possam cursar, depois, o melhor ensino universitário. Agora, para resolver o problema da diminuição do preconceito em qualquer setor, e não só no campo universitário, uma das boas políticas é ter, o mais rápido possível, o negro e o índio em lugares onde ele não está. Isso evita a formação de uma mentalidade que se alimente de formulações aquém do conceito – há com isso a diminuição da formação do pré-conceito.

Foi assim que a América fez. As cotas ampliaram rapidamente o convívio e mudaram a mentalidade de todos. O preconceito racial que, na época de Kennedy, era um problema para o FBI e, depois, do Movimento dos Direitos Civis, diminuiu sensivelmente nos anos oitenta. Uma classe média negra escolarizada emergiu no país mudando a visibilidade do negro e diminuindo sensivelmente o que o americano médio – negro ou branco – pensava de si mesmo. Foi essa política que permitiu um país com bem menos miscigenação que o nosso pudesse, mas cedo do que se imagina, eleger um Presidente negro.

A ação em favor da cota social é um modo de não dar prosseguimento à política educacional democrática e, ao mesmo tempo, atropelar a política de luta contra a formação do preconceito racial. É uma ação da direita contra a esquerda. A esquerda defende sua política de modo errado ao não lembrar que a cota racial não é política educacional, e política de luta pela integração e pela ampliação da visibilidade de uma cultura miscigenada para ela mesma. Ao mesmo tempo, a esquerda se esquece de denunciar que cota racial, esta sim, quer se passar por política educacional e, na verdade, não é nada disso – é uma atitude ideológica conhecida, que sempre veio da direita, que sempre teve saudades de uma época anterior ao tempo da formação do estado moderno, uma época em que a Igreja e os reis saiam às ruas “ajudando os pobres”.

Os senadores que defendem a cota social e não a cota racial, no fundo imaginam o mesmo que os ricos da Idade Média imaginavam, ou seja, que os pobres existem para que eles possam fazer caridade e, então, como os pobres – de quem o Reino de Céus é dado por natureza, como está na Bíblia – também consigam suas cadeira junto a Jesus.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

Tags: , , , , , ,


out 27 2009

Serra supera seu antecessor!

Categoria: Biografia,Filosofia,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 14:28

Estudo mostra que Serra fez governo ainda pior que o de Alckmin

O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo não deixou nenhuma saudade. Tímida, burocrática e marcada pelo abandono das questões sociais, sua gestão apenas empurrou com a barriga os problemas mais graves do Estado. Mas a atual gestão de seu sucessor, José Serra, consegue ser ainda pior. É o que mostra um estudo feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

A administração do governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra (PSDB), revela a marca de um programa próprio de aceleração do “crescimento”. Iniciado em janeiro de 2007, o Governo Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual.

Um amplo diagnóstico financeiro e orçamentário dos sucessivos governos tucanos em São Paulo, concluído na semana passada pela liderança do PT na Assembleia Legislativa, não apenas reafirma o modelo das administrações do PSDB. O estudo também evidencia que o governador Serra, que ambiciona suceder o presidente Lula, comanda um governo menos atento aos problemas da população do que o de seu antecessor e companheiro de partido Geraldo Alckmin. A participação dos gastos em Educação, Saúde e Segurança, por exemplo, no orçamento estadual, era maior no Governo Alckmin do que tem sido no Governo Serra.

O diagnóstico começa apontando a fúria arrecadatória dos governos do PSDB. A carga de tributos aumentou continuamente desde 2002. Em valores corrigidos pelo IPCA, o peso dos impostos sobre cada contribuinte subiu de R$ 1.732,89, em 2002, para R$ 2.268,75. Só escaparam dessa fúria os grandes devedores do Estado. A dívida deles quase triplicou – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, no ano passado.

Ao longo dos governos tucanos cresceram, além da carga tributária, os gastos com terceirizações de serviços públicos – de R$ 6,74 bilhões, no ano 2000, para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

A venda de patrimônio público teve ritmo e volume variados nas sucessivas administrações do PSDB, que privatizaram as empresas de energia – CPFL, Eletropaulo e CESP, os bancos Banespa e Nossa Caixa, mais a Comgás, a Fepasa e outras estatais e ainda as rodovias, concedidas depois de duplicadas.

O primeiro governo do PSDB em São Paulo (1995/98), comandado por Mário Covas, vendeu R$ 46,1 bilhões. O próprio Covas, no segundo mandato, e seu sucessor, Geraldo Alckmin, desaceleraram as vendas. Elas caíram para R$ 18,4 bilhões, entre 1999 e 2002, e para R$ 4,3 bilhões, entre 2003 e 2006. No Governo Serra as privatizações voltaram a crescer. Ao fim de 2010 as vendas deverão chegar a R$ 10,4 bilhões – valor quase 150% superior ao da última gestão de Alckmin.

Para fazer caixa e garantir superávits primários artificiais, os governantes do PSDB fizeram crescer a cada ano o calote aos credores de precatórios. A dívida para com esses credores aumentou de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões neste ano.

Toda a dívida pública cresceu sob os governos tucanos. Em 1997 somava R$ 130 bilhões; em 2008 chegou ao ápice: R$ 168 bilhões.

Ao mesmo tempo, entre 1998 e 2008, os gastos com Educação, Saúde e Segurança perderam participação no orçamento estadual.

Em 1998 o Governo Covas gastou 14,45% em Educação; Alckmin, em 2003, gastou 16,40%; e Serra, em 2008, gastou menos de 13%.

Na Segurança, o governo de São Paulo gastou em 2002, sob o comando de Alckmin devido à morte de Covas, 10,59% do orçamento. No ano passado, sob Serra, os gastos foram inferiores a 8%.

Algo próximo se repetiu na área da Saúde. Os gastos do Governo Alckmin em 2004 chegaram a 10,42% do orçamento estadual. No ano passado, o segundo do Governo Serra, ficaram abaixo de 9%.

Na área da Habitação, os governos tucanos sequer cumpriram a lei estadual que manda destinar 1% da arrecadação do ICMS para a construção de moradias. Os investimentos previstos no período 2001 e 2008 somavam R$ 8,3 bilhões, mas foram aplicados somente R$ 5,2 bilhões. Ou seja: R$ 3,1 bilhões foram esquecidos.

Já os gastos com propaganda só aumentaram. Em 2000, somaram R$ 88 milhões; em 2008, R$ 180 milhões.

Pelos cálculos do PT, Serra está longe de cumprir algumas das metas com que se comprometeu. O governador disse que criaria 50.000 vagas para o ensino médio, mas até agora criou pouco mais da metade. Serra prometeu também atender 31.650 famílias com obras e serviços de urbanização de favelas. Até agora atendeu menos de 12 mil.

Carga tributária

Em 2002, cada contribuinte paulista pagou R$ 1.732,89 em impostos estaduais. No ano passado, pagou R$ 2.268,75.

Privatizações

O Governo Serra acelerou o crescimento do programa de privatizações. A venda de patrimônio público, que alcançou R$ 4,3 bilhões no período 2003 e 2006, somará R$ 10,4 bilhões ao fim do período 2007/2010.

Gastos com terceirizações

As despesas com serviços terceirizados aumentaram de R$ 6,74 bilhões em 2000 para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

Aumento da dívida pública

A dívida do Estado de São Paulo aumentou de R$ 130 bilhões, em 1997, para R$ 168 bilhões, em 2008.

Tolerância com grandes devedores

Os valores devidos pelos grandes contribuintes cresceram 150% – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, em 2008.

Calote nos precatórios

O calote aos precatórios cresceu de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões em 2009.

Redução de investimentos

Os governos tucanos previram a aplicação de R$ 8,3 bilhões na construção de moradias, no período 2001 a 2008. Aplicaram R$ 5,2 bilhões – R$ 3,1 bilhões a menos. Os gastos com educação, que representavam 16,40% do orçamento em 2003, passaram a representar 12,69% do orçamento em 2008. A participação dos gastos em Segurança no orçamento paulista caiu de 10,59% em 2002 para 7,67% em 2008 – mesmo nível de 10 anos antes. A participação dos gastos com Saúde caiu de 10,42%, em 2004, para 8,98% em 2008.

Investimento em propaganda

As despesas com publicidade do governo aumentaram de R$ 88 milhões, no ano 2000, para R$ 180 milhões no ano passado.

Promessas

Serra prometeu criar 50.000 vagas para o ensino médio. Criou 26.900.

Prometeu atender 31.650 famílias com urbanização de favelas. Até agora atendeu 11.935

Prometeu construir 40 unidades para a Polícia Técnica entre 2008 e 2010. Construiu 13.

Fonte: Brasília Confidencial – Enviado por André Lux


set 12 2009

Pena de Morte SIM

Categoria: Cultura,Defesa,Filosofia,Vera L. SilvaVera L. Silva @ 13:18

A pena de morte está até na bíblia….(Grande merda!!). E ela é  a forma mais justa de punir um bandido que cometeu um crime hediondo… Ela  é necessária. Nos países em que ela não diminuiu a violência,  ela impediu o crescimento da violência.

Muitas pessoas são contra devido á certa moralidade que é passada pela mídia;  acreditam que estão sendo “boazinhas” poupando um bandido perigoso. Não sabem que se todo assassino fosse morto logo depois de cometer seu primeiro crime de morte,  muitas vidas de inocentes seriam salvas.

Estudos e pesquisas chegaram à conclusão científica que,  para cada execução de um criminoso,  se evitam pelo menos 18 assassinatos. Se houvesse pena de morte muitos inocentes,  que hoje estão mortos,  estariam vivos.

Para muitos (inclusive eu) a pena de morte é a solução SIM.. “tempos difíceis exigem leis mais duras”.

Aqui não estou discutindo quem seria executado ou quem seria poupado, estou discutindo os benefícios da pena de morte. Muitos dizem que só os pobres  o seriam, isso não cabe a mim julgar,  mas aos juizes (e muitos deles também deveriam ser executados) e cabe ao povo cobrar. A lei deveria ser DURA,  sem julgamento e,  portanto,  sem recurso para  os casos em que a culpa é sabida de todos (filmada, pego em flagrante, etc…),  como o caso do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho que “encachaçado,” bêbado, com a carteira de habilitação cassada por ter  30 multas  e dessas, 23 por excesso de velocidade, ainda assim dirigia seu lindo carrão pelas ruas de Curitiba em alta velocidade, na madrugada do dia 7 de Maio,  provocou o acidente que resultou na morte de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida. Nesse caso ele não é suspeito, ele é CULPADO  e como tal deveria receber a punição:  forca em praça Publica,  para servir de  exemplo.

E como ele Luiz Fernando da Costa,  o Fernandinho Beira-Mar;  Castor Gonçalves de Andrade e Silva;  Daniel Dantas;  Elias Pereira da Silva, vulgo “Elias Maluco”;  Farah Jorge Farah;  Hildebrando Pascoal;  Law King Chong; Marcelo PQD; Salvatore Cacciola e por ultimo cito (poderia citar mil nomes sem dificuldade) Pedro Rodrigues Filho, vulgo Pedrinho Matador;  que começou a matar com 14 anos (“só uma crinaça”,  para muitos, para outros, um monstro) e hoje acumula mais de 100 assassinatos. Se tivesse sido enforcado em praça pública no primeiro crime teria sido poupadas muitas vidas. Pessoas que não podem ser recuperadas devem ser executadas.

O custo prisional “per capita” no Brasil beira os US$ 800 (oitocentos dólares), pagos pela mesma sociedade  prejudicada. Isso é um absurdo, pois enquanto um pai de família rala o mês inteiro para ganhar R$ 465 reais para manter sua família,  um vagabundo gasta 800 DÓLARES pagos pelo trabalhador,  para o bandido ficar coçando o saco na cadeia!

No máximo um brasileiro pode ficar 30 anos na cadeia,  por mais mortífero, sanguinário, cruel e perverso que seja – isso  vezes 12 meses dá um total de 360 meses,  vezes US$ 800 dólares dá um total de US$ 288000 (duzentos e oitenta e oito mil dólares) ou aproximadamente R$ 535.600 (quinhentos e trinta e cinco mil e seiscentos reais) pagos pela sociedade; dinheiro que daria para construir mais ou menos 34  casas populares ou 50 salas de aula ou 1890 cestas básicas.

O metro de corda boa custa  em média R$ 1.20 (um real e vinte centavos), vezes 3 metros dá  R$ 3.60 (três reais e sessenta centavos), e a corda  pode ser usada por mais de um ano,  enforcando centenas de criminosos. Economicamente são fantásticos esses números -  e creio que socialmente também o seria.

Devemos sim discutir essa possibilidade no Brasil, ainda mais com a criminalidade aumentando do jeito que está! Hoje o cidadão fica preso em casa e o bandido solto na rua ou gastando 800 dólares na cadeia. O correto e  o justo seria  o cidadão livre na rua e o bandido enforcado em praça pública.

http://opiniaopublikada.blogspot.com/


abr 26 2009

O Discurso de Ahmadinejad

Categoria: Apoiamos,Cultura,Educação,Filosofia,Internacional,Israel,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 22:09

Discurso do Presidente Ahmadinejad, do Irã, na “Durban Review Conference” (20-24/4/2009), Genebra, Suíça*, obtido do Viomundo:

20/4/2009, PressTV, Teeran

Notem bem: procurem a expressão “Holocausto” no discurso. Não acharão. Surpreendentemente a Globo e a Folha têm versões onde a expressão aparece. Mas dado o caso da brasileira “agredida” na Suíça (invenção da Globo) e a ficha de “terrorista” da Dilma (mentira da Folha), é preferível acreditar na versão oficial e duvidar dos mentirosos manipuladores.

Ilustre presidente da Conferência, ilustre secretário-geral da ONU, ilustre Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos. Senhoras e senhores.

Estamos reunidos para dar prosseguimento à Conferência de Durban contra o racismo e a discriminaçao racial, para definir mecanismos que permitam pôr em ação nossas campanhas humanitárias e religiosas.

Ao longo dos últimos séculos, a humanidade tem passado por grandes sofrimentos e dores terríveis. Na Idade Média, condenavam-se à morte pensadores e cientistas. Depois se seguiu um período em que se praticaram a escravidão e o comércio de seres humanos. Inocentes eram capturados aos milhões, separados de suas famílias e entes queridos, para serem levados à Europa e à América, sob as piores condições. Período de trevas, em que a humanidade também conheceu a ocupação, a pilhagem e os massacres de inocentes.

Muitos anos passaram-se antes de que as nações erguessem-se e lutassem pela liberdade, pela qual sempre pagaram preço muito alto. Perderam-se milhões de vida na luta para expulsar os ocupantes e estabelecer governos nacionais independentes. Mas não demorou para que saqueadores do poder político impusessem duas guerras à Europa, que também varreram como praga parte da Ásia e África. Essas guerras terríveis custaram a vida de 100 milhões de pessoas e provocaram devastação massiva em todo o mundo. Se a humanidade tivesse aprendido o que havia a aprender daquelas ocupações, dos horrores e crimes daquelas guerras, já haveria um raio de esperança para o futuro.

Os poderes então vitoriosos autodesignaram-se conquistadores do mundo, ignorando ou subvalorizando direitos de outras nações e impondo leis de opressão e de arranjos internacionais.

Senhoras e senhores, consideremos por um momento o Conselho de Segurança da ONU, que é uma das heranças deixadas pelas duas guerras mundiais.

Que lógica há em o Conselho de Segurança assegurar apenas a alguns o direito de veto? Como essa lógica se harmonizaria com valores humanitários ou espirituais? Não seria lógica sempre discrepante dos princípios de justiça, de igualdade de todos ante a lei, do amor e da dignidade humana? O direito de veto não lhes parece sempre discriminatório e injusto, não implica sempre violação de direitos humanos e humilhação da maioria das nações e países?

O Conselho é o mais alto corpo político de decisores do planeta, para salvaguardar a paz e a segurança mundiais. Mas como se pode esperar que realize a justiça e a paz, se a discriminação está ali convertida em lei e a própria a lei é constituída mediante coerção e arbítrio, não pela justiça e respeito aos direitos de todos?

A coerção e a arrogância estão na origem da opressão e das guerras. Embora hoje muitos racistas condenem em seus discursos e slogans a discriminação racial, alguns países muito poderosos tem sido autorizados a decidir sobre suas políticas, baseados apenas em seus interesses e no próprio juízo. Assim têm podido facilmente violar todas as leis e todos os valores humanitários.

Logo depois da II Guerra Mundial, alguns daqueles países recorreram à agressão militar para arrancar de suas casas toda a população de uma nação inteira, sob o pretexto de que os judeus sofriam horrivelmente; aquelas nações enviaram migrantes refugiados para toda a Europa, para os EUA e para outras partes do mundo, e estabeleceram um governo totalmente racista na Palestina ocupada [2]. De fato, em compensação pelas terríveis consequências do racismo na Europa, ajudaram a implantar no poder, na Palestina, o mais cruel e repressivo regime racista.

O Conselho de Segurança ajudou a estabilizar o regime ocupante e apoiou-o durante os últimos 60 anos, dando-lhe pleno direito de cometer todos os tipos de atrocidades. É lamentável sob todos os aspectos, que alguns governos ocidentais e o governo dos EUA tenham-se comprometido na defesa desses racistas genocidas, enquanto a consciência dos homens e mulheres livres em todo o mundo condenavam a agressão, as brutalidades e o bombardeio contra civis em Gaza, Palestina. Os apoiadores de Israel têm defendido esses crimes e têm silenciado contra esses crimes.

Amigos, ilustres delegados, senhoras e senhores. Onde estão as causas radicais dos ataques dos EUA contra o Iraque ou da invasão do Afeganistão?

Não é outro o motivo que levou à invasão do Iraque, se não a arrogância do então governo dos EUA e a pressão crescente dos mais ricos e poderosos que visam sempre a expandir sua esfera de influência. Aí estão os interesses da poderosa indústria de armamento, destruindo uma cultura de mil anos, nobre em todos os sentidos, de longuíssima história. Tentam eliminar a potência e a ameaça direta que os países muçulmanos impõem hoje ao regime sionista, ao mesmo tempo em que defendem o regime sionista e querem assenhorear-se das fontes de energia do povo iraquiano?

Por quê, afinal, quase um milhão de seres humanos foram mortos ou feridos e mais outros milhões foram convertidos em exilados e refugiados? Por que, agora, o povo iraquiano sofre perdas que já alcançam as centenas de bilhões de dólares? E por que o povo dos EUA teve de ver consumirem-se bilhões de seus dólares, como custo dessas ações militares? A ação militar contra o Iraque não terá sido planejada pelos sionistas e seus aliados no governo dos EUA, cúmplices todos dos países fabricantes de armas e dos senhores da riqueza do mundo? A invasão do Afeganistão terá, por acaso, restaurado a paz, a segurança e o bem-estar econômico naquele país?

Os EUA e seus aliados fracassaram na missão de conter a produção de drogas no Afeganistão. O cultivo de narcóticos multiplicou-se, depois da invasão. A pergunta necessária é “quem responderá pelo que fizeram o então governo nos EUA e seus aliados, naquela parte do mundo?”

Representavam ali os países do mundo? Receberam de alguém algum mandato? Foram autorizados pelos povos do mundo a interferir em todos os lugares do globo – e sempre mais frequentemente na nossa região? Não são a invasão e a ocupação exemplos claros de autocentrismo, racismo, discriminação e violência contra a dignidade e a independência de tantas nações?

Senhoras e senhores, quem é responsável pela crise econômica pela qual passa o mundo? Onde começou a crise? Na África? Na Ásia? Ou começou nos EUA, contaminando em seguida toda a Europa e os aliados dos EUA?

Por longo tempo, usaram seu poder político para impor regulações econômicas desiguais na economia internacional. Impuseram um sistema financeiro e monetário sem adequado mecanismo de supervisão internacional sobre nações e governos que nada podiam, no sentido de conter tendências ou políticas. Sequer permitiram que outros povos supervisionassem ou monitorassem suas próprias políticas financeiras. Introduziram leis e regulações que agrediam todos os valores morais, exclusivamente para proteger interesses dos senhores da riqueza e do poder.

Mais ainda, apresentaram uma definição de economia de mercado e competição que nega muitas das oportunidades econômicas que poderiam ser acessíveis para outros países do mundo. Também transferiram seus problemas a outros, enquanto ondas de crises repercutiam sobre a própria economia, gerando milhares de bilhões de déficit no orçamento. E hoje, estão injetando centenas de bilhões de dólares tirados de seu próprio povo e de outras nações, para ajudar bancos, companhias e instituições financeiras falidas, o que torna a situação cada vez mais complicada para sua própria economia e para seu próprio povo. Estão pensando simplesmente em manter o poder e a riqueza. Não dão nenhuma atenção aos povos do mundo, sequer ao próprio povo.

Senhor presidente, senhoras e senhores.

O racismo nasce da falta de conhecimento sobre as raízes da existência do homem como criaturas escolhidas por Deus. Também é produto de desvio do verdadeiro caminho da vida humana e das obrigações da humanidade na criação do mundo, que leva a falhar nos deveres de conscientemente servir a Deus; nasce tambem de não saber pensar sobre a filosofia da vida ou o caminho da perfeição que são os principais ingredientes dos valores divinos e humanitários. Assim, essas ignorâncias restringiram o horizonte do olhar humano, tornando-o superficial, e tomando, como instrumento de sua ação, só os interesses mais limitados. É por isso que o poder do mal ganhou forma e expandiu seu domínio, ao mesmo tempo em que privou outros de todas as oportunidades justas e igualitárias de desenvolvimento.

O resultado foi o surgimento de um racismo sem limites que é hoje a mais grave ameaça que pesa sobre a paz internacional e tem comprometido todos os esforços para construir a coexistência pacífica em todo o mundo. Sem dúvida, o racismo é o principal símbolo da ignorância; tem raízes históricas e, de fato, é signo de que o desenvolvimento de uma sociedade humana foi frustrado.

É, portanto, crucialmente importante denunciar as manifestações de racismo em todas as ocasiões e em todas as sociedades nas quais prevaleçam a ignorância e pouca sabedoria. A consciência e a compreensão geral da filosofia da existência humana é o principal objetivo e princípio da luta contra manifestações de racismo. E revela a verdade: os seres humanos são o centro da criação do universo. A chave para resolver o problema do racismo é o retorno aos valores espirituais e morais e, afinal, implica voltar a servir a Deus Todo-Poderoso.

A comunidade internacional têm de iniciar movimentos que visem a ampliar a consciência coletiva, sobretudo nas sociedades em que o racismo e a ignorância prevaleçam; só assim pôr-se-á fim ao avanço dos danos causados pelo racismo, que é perverso.

Caros amigos. Hoje, a comunidade humana enfrenta um tipo de racismo que macula a imagem de toda a humanidade, no início do terceiro milênio.

O sionismo mundial personifica o racismo que é falsamente atribuído a religiões mas, de fato, abusa dos sentimentos religiosos para esconder sua horrenda face de ódio. Contudo, é importante que não percamos de vista os objetivos políticos de alguns dos poderes mundiais, dos que controlam os imensos recursos econômicos e os lucros, no mundo. Mobilizam todos os recursos, inclusive a influência econômica e política – e a mídia em todo o mundo –, para tentar ganhar apoio para o regime sionista e para ocultar a indignidade e a desgraça daquele regime.

Não se trata aqui de simples questão de ignorância. Ninguém pode pôr termo a esses horrores mediante campanhas consulares e diplomáticas. É preciso trabalhar com muito empenho para deter os abusos praticados pelos sionistas e seus apoiadores políticos e internacionais, e para fazer respeitar o desejo e as aspirações dos povos. Os governos antissionistas devem ser encorajados e apoiados com vistas a erradicar esse racismo bárbaro e para que se reformem os mecanismos internacionais hoje existentes.

Não há qualquer dúvida de que todos os senhores aqui presentes têm perfeito conhecimento da conspiração movida por alguns governos e pelos círculos sionistas contra as metas e os objetivos dessa conferência.

Infelizmente, houve declarações e declarações de apoio aos sionistas e seus crimes. É dever e responsabilidade dos respeitáveis representantes de todas as nações desmascarar essa campanha que corre na direção oposta a todos os valores e princípios humanitários.

Deve-se reconhecer e declarar que boicotar uma reunião como essa, e tentar degradar a excepcional capacidade política internacional que aqui se acumula, é perfeita manifestação de apoio aos racistas e é escandaloso exemplo de racismo. Para defender direitos humanos, é fundamentalmente importante, em primeiro lugar, defender os direitos de todas as nações do mundo, de participar em condições de igualdade no processos de tomar toda e qualquer decisão, sem qualquer tipo de pressão que venha de apenas alguns poderes mundiais.

Em segundo lugar, é necessário reestruturar as organizações internacionais existentes e suas respectivas constituições e acordos. Essa conferência, portanto, é como um campo de testes. A opinião pública, hoje e no futuro, julgará nossas ações e nossas decisões.

Senhor presidente, senhoras e senhores. O mundo está passando por mudanças profundas e muito rápidas. Relações de poder consideradas estáveis já se mostram frágeis, muito fracas. Ouve-se o “crack” dos pilares dos sistemas mundiais. As principais estruturas políticas e econômicas estão em ponto de colapso. No horizonte, já aparecem crises políticas e de segurança. O agravamento da crise da economia mundial, para a qual não se vê futuro melhor, demonstra que estamos sob a força de uma maré de mudanças globais. Tenho repetido e enfatizado que é necessário que o mundo abandone a rota errada em que caminhou por tanto tempo, e na qual ainda insiste.

Também tenho alertado repetidas vezes contra as terríveis consequências de qualquer desatenção a essa responsabilidade crucial.

Aqui, nessa importante conferência, entendo que já possa declarar a todos os líderes do mundo, aos pensadores e a todos os povos de todas as nações do planeta aqui representados, e que anseiam por paz e bem-estar econômico, que aquela ordem injusta que comandou o mundo já chega, hoje, ao fim de sua caminhada. É fatal que aconteça, porque a lógica desse poder imposto sempre foi a lógica da opressão.

A lógica do governo compartilhado e dos negócios planetários deve-se basear nos mais nobres anseios que há em todos os seres humanos e na supremacia de Deus Todo-Poderoso. Portanto, operará tão mais eficientemente quanto mais se façam ouvir todas as vozes de todas as nações. A vitória do bem sobre o mal e a construção de um sistema mundial justo é promessa que Deus e seus mensageiros fizeram à humanidade. Esse sistema mundial justo tem sido objetivo partilhado de todos os seres humanos e de todas as sociedades ao longo da história. Realizar esse futuro depende de conhecer o espírito da criação e a força da fé dos crentes.

Construir uma sociedade global é, afinal, alcançar o alto objetivo de estabelecer um sistema global comum do qual participem todas as nações do mundo, ouvidos todos em todos os processos de decisão, com vistas a esse mesmo objetivo.

Capacidades científicas e técnicas e tecnologias de comunicações criaram novas vias de entendimento para a sociedade mundial, entendimento partilhado e disseminado; essa é a base essencial para um sistema comum. Cabe, doravante, aos intelectuais, pensadores e construtores de políticas, em todo o mundo, assumir a responsabilidade de cumprir esse seu papel histórico, com firme crença de que esse é o caminho a seguir.

Quero também destacar o fato de que o liberalismo e o capitalismo ocidentais não se mostraram suficientemente potentes para perceber a verdade do mundo e dos homens como são. Sempre tentaram impor objetivos e rumos que eram só deles, a todos. Sem qualquer atenção a valores humanos e divinos de justiça, liberdade, amor e fraternidade; sempre viveram em intensa competição, pensando mais, sempre, em interesses materiais, individuais e corporativos.

É tempo de aprender com a experiência e iniciar esforços coletivos para enfrentar os desafios que aí estão. Nessa mesma linha de argumento, quero chamar-lhes a atenção ainda para duas questões importantes.

Primeiro, que é absolutamente possível melhorar a situação em que o mundo vive hoje. Mas deve-se observar que, para tanto, é indispensável que todos os povos e países cooperem, com vistas a construir mundo melhor para todos, fazendo render o máximo possível, para todos, todas as capacidades e os recursos com que o mundo conta hoje.

Participo hoje, presente nessa conferência, porque tenho a firme convicção de que as questões que aqui se discutem são importantes. E porque é dever de todos, e é responsabilidade comum de todos, defender os direitos de todas as nações contra o racismo sinistro, aqui, e solidários aos melhores pensadores do mundo.

Em segundo lugar, considerada a ineficácia do sistema político, econômico e de segurança hoje vigentes, é indispensável voltar a considerar os valores humanos e divinos, a verdadeira definição do homem e da humanidade, baseada na justiça e no respeito aos valores de todos os povos, em todo o mundo. Para isso, é necessário denunciar os erros e vícios dos sistemas que até hoje governaram o mundo; e é necessário que tomemos medidas coletivas para reformar as estruturas existentes.

Para tanto, é crucialmente importante reformar imediatamente a estrutura do Conselho de Segurança, com imediata eliminação do discriminatório direito de veto; e é preciso mudar os sistemas financeiro e monetário mundiais. Claro que, quanto menos se compreenda a urgente necessidade de mudar, mais nos custarão os adiamentos e atrasos.

Caros amigos. Andar na direção da justiça e da dignidade humana é como seguir o fluxo rápido das águas de um rio. Tenhamos sempre em mente a potência do amor e do afeto. O futuro prometido para todos os seres humanos é patrimônio valiosíssimo. Temos de nos manter unidos para construir outro mundo possível.

Para que o mundo seja melhor lugar, cheio de amor e bênçãos, mundo onde não haja nem ódio nem pobreza, mundo abençoado por Deus Todo-Poderoso, que levará à realização de todas as perfeições dos seres humanos, temos de nos dar as mãos em amizade e solidariedade, e trabalhar para realizar esse mundo melhor.

Agradeço ao presidente da Conferência, ao secretário-geral e a todos os ilustres participantes, a paciência com que me ouviram. Muito obrigado.

Tags: , ,


abr 09 2009

Vá Tomar No Cú!

Categoria: Filosofia,Vera L. SilvaVera L. Silva @ 20:53

Vá Tomar No Cú!

Parodiando o  FODA-SE!,  a frase Vá  Tomar  No Cú é também um fortissimo   mantra -  e  tem poder!

Se você está cheio de  problemas, entrar em depressão  não vai resolve-los – então abra a  boca e  sussurre, fale, grite ou urre: Vá Tomar No Cú!

O fato de botar  pra fora seu desejo de que aquela pessoa ou  situação Vá Tomar  No Cú,  te livra, na pior das hipóteses, de ter que pagar  130 reais mensais  pelo comprimido diário do Prozac que irá garantir sua sanidade mental. O Vá Tomar  No Cú  te faz  um ser humano  relaxado – alguns dizem, esculachado, de boca suja,  podre, porco  nojento,  mas… Vá Tomar  No Cú!

E eu estou paradodiando o Foda-se! porque  prefiro o Vá Tomar  No Cú!, ou, veja você:  Pode parecer que estou brincando, que estou usando de sarcasmo para falar sobre coisas sérias, mas é neste ponto que o Vá Tomar No Cú! tem sua força: na irreverência. Nunca diga Vá Tomar No Cú!  com ódio, despeito ou tristeza – antes de tudo ele deve ser repetido com  humor.

O Vá Tomar No Cú!  é otimo para quem vive se controlando, para estas pessoas que querem ser  perfeitinhas, que vivem de aparências. Ou seja, o Vá Tomar No Cú!  é um mantra milagroso  especialmente  para gente que tem medo de  se arriscar, de sair do “sistema” . Ah, como é bom quando estas pobres almas dizem pela primeira vez “Vá Tomar No Cú!”!!!!  É poderoso porque desdenha de tudo aquilo que imaginamos como certo, as tais regras fixas. Ele  liberta qualquer um de qualquer peia, amarra, freio, opressão, feitiço, macumba, reza  braba…  Quando você se acostumar a dizer Vá Tomar No Cú!  para todas as porcarias que carrega, para todos os medos, apegos e obssesões, irá se sentir leve.

Você pode, por exemplo,  dar uns conselhos para aquela sua amiga problemática, pedir para que deixe de se entupir de lexotan  e fluoxetina todas as vezes que leva um pé na bunda, mas se ela não quiser escuta-la, Vá Tomar No Cú! Sim, meu bem, sua parte já foi feita, se ela não quiser escutar, que pague o preço de suas escolhas.

A crise chegou e a grana tá curta, não está sobrando um puto para pagar as contas? Em vez de entrar em parafuso e ficar  cultivando úlcera, apenas diga “Vá Tomar No Cú!, quando tiver grana eu pago!” O que é isto, ser caloteira por culpa dos EUA e em  um país onde todo mundo deve até as calças é algo super natural!

O Morzão não tem aparecido, passa a maior parte do tempo com a galera e só te procura para uma bimba rapidinha?  Vá Tomar No Cú!  Arruma outro e deixa de sofrer por quem  só te quer para um sexozinho ocasional e  bem ruinzinho,  confesse!

Sabe a  sua “alma gêmea virtual”, aquele mesmo, que prometeu vir para  o Brasil, se casar contigo e te dar filhos e  pelo qual voce se apaixonou perdidamente? Pois é. Você caiu na bobagem de  procurar o nome dele no Google e encontrou o desgraçado em todos os sites de relacionamentos namorando mil zinhas do  Zorpia ao Par Perfeito, passando pelo Facebook, Par Romântico,  Match.Com, Planeta Sites, Love Is You, Te Procurando, Ti Voglio, Eres Mia,  Romance  Ideal…? O FDP te bloqueia, tem mil niks diferentes,  diz que te ama e te  pede pra “baixar a cam” para se  masturbar? Digite em negrito no  seu  MSN: Vá Tomar No Cú! e adiconone outros, afinal, até a prova do amor de Um  em contrário dos demais, eles são todos iguais:  punheteiros!

Seu chefe vive te obrigando a fazer hora extra? Vá Tomar No Cú!  Manda tudo pro espaço e arruma um emprego melhor, onde não trabalhe feito uma escrava e  ganhe uma merda de salário! E quando bater aquele medo de ficar desempregada, basta dizer “Vá Tomar No Cú! Vá  vender espeto na praia, CD pirata nas calçadas, levar cachorros para passear e ser livreeeeeee!

Está tudo ruim na sua vida, os cachorros vivem te atacando na rua e os malditos pombos cismam em cagar em sua cabeça? Em vez de ficar nesta de chorar e se julgar uma infeliz (o que não deixa de ser verdade), aprenda a não valorizar tanto suas limitações e diga um lindo e radiante Vá Tomar No Cú!  para a maré de azar!

Você é uma destas infelizes que arruma um homem e logo vai achando que ele é tudo em sua vida, que sem ele não conseguiria viver?Argh, que coisa nojenta!   Então, olhe bem para ele, imagine-o sentado em uma privada, com um rôlo de papel higiênico nas mãos. E aí, minha filha? Ele ainda continua sendo um Deus para você? Não? Ótimo! Mas se ainda está dificil aceitar que ele é um simples mortal que não te dá o  valor que você  merece, então diga “Vá Tomar No Cú!  Ninguém é tão bom assim para eu idolatrar”. E se ele for embora,  Vá Tomar No Cú!  Você arruma outro… Mas e se não arrumar outro igual? Vá Tomar No Cú!  Você arruma um melhor então, uai.

Se a sua mãe vive te aporrinhando, criticando, azucrinando os ouvidos, dizendo que precisa aprender a viver como uma submissa senão vai ficar solteria pelo resto da vida, diga “Vá Tomar No Cú! Não vou mudar pra agradar ninguém!”

E se o papai vive fazendo chantagem emocional, querendo que siga a carreira dele, mas seu sonho é  trabalhar como jornalista, professora, psicóloga  ou advogada de porta de cadeia, diga ao  papai chantagista Vá Tomar No Cú!  É melhor que ele morra de decepção à voce fazer o que não te dá  prazer algum.

Pois  então. Acaso você está pensando: “Este texto é o FODA-SE!, Oxe!”  e por preconceito intelectual  vai perder sua segunda oportunidade na vida de  se livrar de toda  merda que vem carregando nos ombros, se  negando a ver como o Vá Tomar No Cú! também   pode ser um péssimo mantra para quem deseja te dominar, mas uma maravilha para sua vida? …  Porra!  Então Foda-se!  Vá Tomar No Cú!


fev 04 2009

A soberba de Cláudio Lembo

Categoria: Apoiamos,Ceticismo,Cultura,FilosofiaSenhor_do_Servo @ 15:21

Inquisição

Maravilhoso texto do Filosofia Social e Positivismo

Recentemente o ex-Governador de São Paulo, Cláudio Lembo, publicou um artigo no portal Terra (ver aqui) acusando quem não crê em deus de ser anti-ético e antissocial. Uma afirmação dessas é terrível, é detestável e não pode passar incólume. Assim, enviei ao ex-Governador a carta abaixo.

* * *

Prezado Professor Lembo:

Li em um artigo publicado no portal Terra que, para o senhor, a recente campanha atéia é uma “explosão de soberba”; além disso, atribui aos “ateus” e “agnósticos” a atual crise financeira mundial.

Suas opiniões são fantasticamente imaginativas.

Para começar, repete o bordão de que é necessário acreditar em divindades para ser ético e ter um comportamento moralmente orientado e aceitável. Isso é mentira e é um duplo erro: seja porque atribui à crença em deus o comportamente ético, seja porque atribui à descrença em deus o comportamento anti-ético. Senão, vejamos.

Os maiores fascínoras do mundo eram TODOS crentes ou saídos de seminários, estando à frente, é claro, a trinca Stálin, Hitler e Mussolini – mas não nos esqueçamos de todos os criminosos comuns de todos os países do mundo, que aparecem na televisão e nos jornais rezando e pedindo clemência a deus; também não se esqueça dos criminosos políticos e de colarinho branco, que fazem as mesmas coisas. Também não nos esqueçamos dos criminosos políticos brasileiros, a começar pelos militares que torturaram e mataram (aliás: durante os seus mandatos parlamentares e executivos): todos eles formados nas tradições dos anos 1920 e 1930, todos eles bons devotos.

Por outro lado, grandes beneméritos da Humanidade são ateus, agnósticos ou humanistas. Fiquemos apenas no Brasil: Benjamin Constant e Rondon (para citar dois que já morreram e cujos valores ninguém – nem o senhor – discutem) e Dráuzio Varela. Mas também o Gal. Pery Bevilácqua que, sem acreditar em deus, combateu o despotismo do regime de 1964 no Supremo Tribunal Militar.

Se o senhor parasse para refletir e deixasse seus preconceitos cristãos de lado, perceberia que é exatamente a crença em deus que permite que os crentes ajam de maneira anti-ética, imoral e completamente antissocial: afinal de contas, prestam contas a uma “autoridade maior”. A preocupação com esta vida e o respeito ao ser humano é o que leva os descrentes no deus a adotarem um comportamento ético e respeitoso aos seus semelhantes: afinal de contas, vivem em sociedade, vivem apenas nesta vida e têm responsabilidades afetivas, práticas, intelectuais e – por que não? – jurídicas com os seres humanos.

Dessa forma, o senhor consegue a proeza de repetir o sofisma segundo o qual “acreditar em algo” é sinônimo de “acreditar em deus”. Eu não acredito em deus: isso equivale a não acreditar em nada? Eu acredito no ser humano, eu acredito que há leis naturais no mundo, eu acredito que estou vivo, eu acredito (por mais difícil que seja) que o senhor falou as bobagens acima e, por fim, eu acredito que as idéias que o senhor expôs são todas elas preconceituosas, mistificadoras e intolerantes.

Dessa forma, o senhor consegue a proeza de repetir o sofisma segundo o qual “acreditar em algo” é sinônimo de “acreditar em deus”. Eu não acredito em deus: isso equivale a não acreditar em nada? Eu acredito no ser humano, eu acredito que há leis naturais no mundo, eu acredito que estou vivo, eu acredito (por mais difícil que seja) que o senhor falou as bobagens acima e, por fim, eu acredito que as idéias que o senhor expôs são todas elas preconceituosas, mistificadoras e intolerantes.

Mas o senhor também afirma que a atual crise econômico-financeira é devida à “falta de valores” dos “ateus”. Pois bem: se não se baseasse em preconceitos e parasse para pensar e observar o que de fato ocorre à sua volta, perceberia que a crise surgiu nos Estados Unidos, onde a população é fortemente cristã e, de qualquer forma, crente em deus; exatamente porque crêem em deus é que se sentem autorizados a agirem de maneira irresponsável. Duvida disso? Pois bem: faça uma pesquisa sobre crenças religiosas nos Estados Unidos. Ah, lembrei: ela já existe e, não sendo apenas uma mas várias, comprovam elas o que disse.

Além disso, as crenças nos deuses não garantem um comportamento ético por si: o crente, quando é “ético”, de modo geral não o é porque entende a importância e os próprios conceitos de “ética” e de “moralidade”. Os crentes são “éticos” porque, literalmente, têm medo do inferno: basta o senhor sair às ruas de São Paulo para ver as pichações nos muros; ou, talvez, vá ao Rio de Janeiro ler esse “raciocínio” exposto em quantidade assustadoramente maior. Ou, ainda, fique insone uma noite e assista à programação dos pequenos canais abertos da televisão.

É necessário também corrigir uma imprecisão conceitual: o agnosticismo não é um ficar em cima do muro, uma indecisão sobre a existência ou não do deus por debilidade de caráter; é uma tomada firme de posição no mundo e a favor do ser humano, em que o problema de deus é deixado de lado como insolúvel e inútil. Mas o senhor deve saber disso: para o senhor, é melhor o ateísmo, que põe em questão o seu deus, que o agnosticismo, que simplesmente o deixa de lado.

Last but not the least, é importante notar que o senhor, sendo fiel ao seu pensamento e crente em deus, é profundamente intolerante com aqueles que não acreditam naquilo em que o senhor acredita. Mas isso não lhe faz diferença, não é mesmo? Afinal de contas, o senhor responde a uma autoridade maior, não se importando com os seres humanos.

Humanamente,

Gustavo Biscaia de Lacerda,  Sociólogo e Cientista Político


out 02 2008

OS ATEUS SÃO PESSOAS MÁS?

Categoria: Apoiamos,Ceticismo,Crônica,Cultura,Educação,Estude+,FilosofiaSenhor_do_Servo @ 20:39

Recentemente a Igreja Católica iniciou uma campanha cerrada contra o que denominou de “valores ateus” e suas supostas conseqüências (basicamente, coisas como ser a favor do aborto e do uso da camisinha e da clonagem de embriões). Um bispo brasileiro, exagerado, chegou a afirmar publicamente que “os ateus são pessoas más”, possivelmente porque muitos religiosos acreditam que a religião é a única fonte da moral. Logo…. ateus não têm moral.

Mas não têm mesmo? Os ateus são em média mais imorais e maus do que os que têm religião? A evidência científica aponta que parece ser justamente o contrário… A Bíblia afirma, em Salmos 14:1, que “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem”. Então serão os ateus insensatos ou tolos? Corruptos e abomináveis? Incapazes de fazer o bem? Quanto à questão das “abominações”, a evidência é incontestável.

Um estudo feito em 1997 pela Federal Prison Board, dos EUA mostrou que enquanto que 75% da população carcerária americana se declara religiosa e crente em Deus, apenas 0,2% se declaram ateus ou agnósticos! (na população em geral eles já representariam cerca de 10%). O divórcio (um pecado, segundo o catolicismo, mas não segundo os protestantes) ocorre em 40% dos católicos americanos, 27% de evangélicos e apenas em 21% dos ateus…

Ou seja, a crença em um pecado é inversamente proporcional à sua adoção… Além disso, não é preciso pesquisar muito na história para constatar que, em nome de valores religiosos, foram praticadas grandes mortandades, infindáveis guerras, horrendas atrocidades (como a Inquisição) e nefandos atos terroristas. Ou matar em nome de Deus não é uma constante insana da humanidade? Quem é mau, então? Numerosos estudos sociológicos têm demonstrado cabalmente que ateus, em geral, cometem menos crimes, respeitam mais as leis, e criam seus filhos com mais critérios morais e familiares do que a maioria dos que acreditam em Deus.

Conclusão: não é preciso acreditar em Deus para ser moral e respeitador dos costumes e das regras sociais. Eu mesmo, por exemplo, sou agnóstico, criei meus dois filhos sem batismo, Deus ou religião, e podemos nos incluir tranquilamente entre as pessoas mais morais e sérias e praticantes do bem que eu conheço.

Tolos? Veja só a lista dos “tolos” e “insensatos” que foram ou são ateus ou agnósticos: Albert Einstein, Charles Darwin, Stephen Hawking, Francis Crick, James Watson, Richard Feynman, Paul Dirac, Linus Pauling, Alfred Kinsey, Karl Popper, Carl Sagan, Edward O.Wilson, Marvin Minsky, Thomas Edison, B.F. Skinner, Marie Curie, Bertrand Russell, Noam Chomsky, Isaac Asimov, Sigmund Freud, Michel Foucault, Richard Dawkins, Steven Pinker, Daniel Dennett, Stephen Jay Gould, Steve Jobs, Thomas Jefferson, Denis Diderot, Auguste Comte, Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer, Karl Marx, Oscar Niemayer, George Bernard Shaw, Jorge Amado, Jorge Luis Borges, Gore Vidal, Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus, Robert Frost, H.G. Wells, José Saramago, Salman Rushdie, Mark Twain, Arthur Clarke, Michael Crichton, Milan Kundera, Marcelo Gleiser, Drauzio Varella, Ernest Hemingway, Kurt Vonnegut Jr., Luis Buñuel, Ingmar Bergman, Charlie Chaplin, John Lennon, Woody Allen, Angelina Jolie, Jodie Foster, Marlon Brando, Christopher Reeve, Juliana Moore, Jack Nicholson, Larry King, Chico Buarque, Paulo Autran e muitos outros. A nata da nata. Quase 40% de todos os cientistas declaram não ter religião.

O ateísmo é muito mais prevalente entre pessoas de maior escolaridade, intelectuais e autores, do que no resto da população. Exceção: políticos (isso deve ser o resultado da democracia, ou seja. o fenômeno de seleção pelo eleitorado religioso, ou então medo de declarar publicamente seus “valores ateus”, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma vez, e perdeu a eleição para prefeito de São Paulo). Não fazem o bem?

Os três maiores doadores de dinheiro para causas boas e nobres, de toda a história (conjuntamente doaram mais de 70 bilhões de dólares), George Soros e Warren Buffet (financistas) e o fundador da Microsoft, Bill Gates, são ateus declarados. Meu ídolo científico, o físico alemão Albert Einstein, eleito pela revista Time como a Maior Personalidade do Século XX (e erroneamente citado como sendo religioso) escreveu uma vez sobre isso: “Se as pessoas são boas apenas porque têm medo de punições, e esperam uma recompensa, então elas formam um grupo realmente lamentável“.

E disse tudo!

…………………………………………………………………………………………………………………………………………

E meu amor: os ateus também acreditam no sagrado, mas sagrado, ao menos para mim, é o que elegi como tal, sagrado é seu sorriso e sua lágrima, sagrados são cada um dos seus átomos e abençoado é tudo que há em si!

Senhor do Servo

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


jul 11 2008

Gilmar Mendes deve ser destituído

Categoria: Apoiamos,Filosofia,Mídia,Política,Senhor do ServoSenhor_do_Servo @ 22:15

Já há 3 dias que não consigo escrever direito. As sucessivas ondas de alegria e indignação envolvendo o quadrilheiro mor do Brasil, Daniel Dantas, têm me deixado aflito. É um caso muito pior do que o PC farias, é algo que enoja este país. Mas mais do que ele, um criminoso, o que me tem matado a alma é a ação do ministro do STS o indicado pelo tucanato, Gilmar Mendes. Ele deve ser destituído. Liberar o mesmo Dantas, duas vezes é um acinte, uma afronta e um atentado contra a democracia e a justiça. Ele é uma espécie de terrorista, portanto.

Veja o que diz o Paulo Henrique Amorim:

O Supremo Presidente do STF, Gilmar Mendes, está neste momento, às 23h50, desta quarta-feira, dia 09, trancado em seu gabinete com seus assessores para preparar uma liminar para soltar todos os quadrilheiros chefiados por Daniel Dantas. (Foi exatamente o que ele fez.)

. O Supremo Presidente Gilmar Mendes governa o Brasil e humilha os brasileiros.

. O Supremo Presidente Gilmar Mendes transformou o Supremo Tribunal Federal num balcão de negócios.

. O único recurso é recorrer ao Conselho Nacional de Justiça e pedir o impeachment de Gilmar Mendes.

. O Brasil é o que é: Gilmar Mendes.

. Quando o Brasil olha no espelho vê Gilmar Mendes.

. Gilmar Mendes é Fernando Henrique Cardoso na presidência do Supremo Tribunal Federal.

. O problema de Gilmar Mendes é não deixar Daniel Dantas macular a imagem impoluta de Fernando Henrique Cardoso, que o nomeou para o Supremo.

. Se o Presidente Lula tivesse metade da fibra de Néstor Kirchner, teria demitido todos os ministros do Supremo escolhidos por Carlos Menem, um foragido da Justiça.

. O Brasil é o que é: o Presidente Lula e Gilmar Mendes.

Ele está certo. Certo também estão o Bob Fernandes (que está dando uma excepcional cobertura, quase em tempo real), Luiz Azenha (que está colocando o povo para gritar) e graande parte da Blogosfera brasileira. Ele deve ser impedido. Vejam o que dizem mais de uma centena de juízes sobre este infeliz:

Nós, juízes federais da Terceira Região abaixo assinados, vimos mostrar, por meio deste manifesto, indignação com a atitude de Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que determinou o encaminhamento de cópias da decisão juiz federal Fausto de Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para o Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região.

Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada podem interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito. Prestamos, pois, nossa solidariedade ao colega Fausto de Sanctis e deixamos clara nossa discordância para com este ato do Ministro Gilmar Mendes, que coloca em risco o bem tão caro da independência do Poder Judiciário. Até às 17 horas de hoje, 11 de julho, os Juízes Federais abaixo identificados manifes taram-se conforme o presente manifesto, sem prejuízo de novas adesões.

Dentre os meus poucos leitores, o Google Analytc me informa, eu tenho um sem número de brasileiros de todos os lugares. Reajam, por favor! Peçam ao próprio ministro que renuncie, e ao CNJ que o destitua.  Aos portugueses, sul americanos e demis estrangeiros que eventualmente leiam este blogue, escrevam para os jornais, blogues, emissoras de TV e rádio de seus países. Falem sobre o acinte de que o Brasil, vergonhosamente, está sendo vítima. Nos ajudem.  Toda ajuda é bem vinda. De forma alguma este homem pode ficar no STF até 2025.

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,


jul 09 2008

A DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Categoria: Filosofia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 21:37

Henry David Thoreau

Aceito com entusiasmo o lema “O melhor governo é o que menos governa”; e gostaria que ele fosse aplicado mais rápida e sistematicamente. Levado às últimas consequências, este lema significa o seguinte, no que também creio: “O melhor governo é o que não governa de modo algum”; e, quando os homens estiverem preparados, será esse o tipo de governo que terão. O governo, no melhor dos casos, nada mais é do que um artifício conveniente; mas a maioria dos governos é por vezes uma inconveniência, e todo o governo algum dia acaba por ser inconveniente. As objecções que têm sido levantadas contra a existência de um exército permanente, numerosas e substantivas, e que merecem prevalecer, podem também, no fim das contas, servir para protestar contra um governo permanente. O exército permanente é apenas um braço do governo permanente. O próprio governo, que é simplesmente uma forma que o povo escolheu para executar a sua vontade, está igualmente sujeito a abusos e perversões antes mesmo que o povo possa agir através dele. Prova disso é a actual guerra contra o México, obra de um número relativamente pequeno de indivíduos que usam o governo permanente como um instrumento particular; isso porque o povo não teria consentido, de início, uma iniciativa dessas.

Esse governo norte-americano – que vem a ser ele senão uma tradição, ainda que recente, tentando-se transmitir inteira à posteridade, mas que a cada instante vai perdendo porções da sua integridade? Ele não tem a força nem a vitalidade de um único homem vivo, pois um único homem pode fazê-lo dobrar-se à sua vontade. O governo é uma espécie de revólver brinquedo para o próprio povo; e ele certamente vai quebrar se por acaso os norte-americanos o usarem seriamente uns contra os outros, como uma arma de verdade. Mas nem por isso ele é menos necessário; pois o povo precisa dispor de uma ou outra máquina complicada e barulhenta para preencher a sua concepção de governo. Desta forma, os governos são a prova de como os homens podem ter sucesso no acto de oprimir em proveito próprio, não importando se a opressão se volta também contra eles. Devemos admitir que ele é excelente; no entanto, este governo em si mesmo nunca estimulou qualquer iniciativa a não ser pela rapidez com que se dispôs a não atrapalhar. Ele não mantém o país livre. Ele não povoa as terras do oeste. Ele não educa. O carácter inerente do povo norte-americano é o responsável por tudo o que temos conseguido fazer; e ele teria conseguido fazer consideravelmente mais se o governo não tivesse sido por vezes um obstáculo. Pois o governo é um artifício através do qual os homens conseguiriam de bom grado deixar em paz uns aos outros; e, como já foi dito, a sua conveniência máxima só ocorre quando os governados são minimamente molestados pelos seus governantes. Se não fossem feitos de borracha da Índia, os negócios e o comércio nunca conseguiriam ultrapassar os obstáculos que os legisladores teimam em plantar no seu caminho; e se fôssemos julgar estes senhores levando em conta exclusivamente os efeitos dos seus actos – esquecendo as suas intenções -, eles mereceriam a classificação dada e as punições impostas a essas pessoas nocivas que gostam de obstruir as ferrovias.

No entanto, quero me pronunciar em termos práticos como cidadão, distintamente daqueles que se chamam antigovernistas: o que desejo imediatamente é um governo melhor, e não o fim do governo. Se cada homem expressar o tipo de governo capaz de ganhar o seu respeito, estaremos mais próximos de conseguir formá-lo.

Para ler o texto completo, que tem apenas 16 páginas, eu recomendo e é magnífico, clique aqui:

Tags: , , , , , ,


Próxima Página »