ago 16 2010

Lula Mobiliza Internaut@s

Categoria: Apoiamos,Colaboradores,Cultura,Educação,Mídia,Vera L. SilvaVera L. Silva @ 22:09

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Blog  do Atheneu


ago 04 2010

Por que o PSDB, DEM, PTB e PPS são contra o ENEM?

Categoria: Apoiamos,Educação,Fascismo,José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 17:55
Por Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada

O Ministro da Privatização da Educação e o Espírito Santo, Di Gênio

Amiga navegante, mãe de um jovem que se prepara para fazer o ENEM, telefona indignada: por que o PiG (*) é contra o ENEM ?

E, enfática, pergunta: se o ENEM é essa porcaria que eles dizem, por que o “seu” Di Gênio todo dia compra páginas inteiras dos jornais de São Paulo – Folha (**), pág. A9 – para dizer que o colégio dele, o Objetivo Para Gênios Superiores, é o melhor do ENEM ?

Esquisito, não, amigo navegante ?

Depois de uma prova do ENEM ter sumido de dentro de uma gráfica da Folha (**), agora o Estadão e a Folha (**), na primeira página, parecem alarmados com o vazamento de dados de candidatos do ENEM, que só deveriam ser acessados por portadores de senhas autorizadas.

O próprio Estadão diz que a fonte foram “técnicos” de escolas de São Paulo.

Uma hipótese é que aqueles com acesso tenham aberto as portas a todos.

São Paulo (o Governo tucano de São Paulo, bem entendido) não gosta do ENEM.

No primeiro vazamento, as universidades públicas de São Paulo foram as primeiras a dizer que não queriam esperar pela segunda prova do ENEM.

Interessava ao Governo tucano de São Paulo – como interessa agora – desmoralizar o excelente Ministro da Educação, Fernando Haddad.

Não se trata, apenas, de uma questão pessoal, embora o Ministro da Educação dos tucanos de São Paulo, Paulo Renato de Souza, tenha bons motivos para não gostar da nova gestão (***).

É uma questão política.

E quem já percebeu foi o Di Gênio,  o Espírito Santo de Orelha do Ministério da Privatização da Educação dos tucanos.
O ENEM veio para ficar.

O ENEM acabou com o cursinho pré-vestibular (como o Objetivo).

O ENEM vai democratizar a educação superior.

O estudante de Itacoatiara, no Amazonas, se tiver um bom ENEM, pode vir estudar no ITA.

Um estudante de Itaquaquecetuba, São Paulo,  se tiver um bom ENEM, pode ir estudar na excelente Universidade Federal de Pernambuco.

Não precisa fazer cursinho.

Nem se deslocar para o local onde quer estudar.

Ou seja, os pobres vão poder estudar nas universidades boas.

Não na USP, que já foi boa (clique aqui para ler “Tucanos rebaixam a nota da USP”).

O ENEM (além do ProUni) vai ajudar o bom aluno negro, o bom aluno pobre.

E isso para a elite branca e separatista de São Paulo é um horror !

Horror !

É a pior elite do mundo, segundo o Mino Carta.

O Di Gênio percebeu isso antes do PiG (*) e está furioso, porque sua escola avançada para cérebros superiores não se classificou no ENEM.

O negócio do Di Gênio passa a ser o ENEM, porque ele viu que não adianta chorar.

Era bom o Di Gênio ter uma conversinha com o pessoal do PiG (*).

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) A propósito do Ministro da Privatização da Eucação, Paulo Renato de Souza, o amigo navegante Frederico enviou o seguinte e—mail:

Paulo Henrique

Vi hoje no blog do … (arghhhh) declarações fortes do Secretário de Educação de São Paulo, o Sr.Paulo Renato de Souza, sobre o PT e os sindicalistas, comparando-os à Cosa Nostra italiana.

Para que a gente nunca se esqueça desse … , tem um belo apanhado sobre esse …  do PSDB no blog  http://namarianews.blogspot.com/.

Seria de bom alvitre dar uma olhada nas denúncias que foram postadas lá e responder à altura o Sr. Paulo Renato.

Forte abraço

Frederico


Em tempo: Comentário emocionante, que merece destaque:

O amigo navegante miled disse:

Tenho de dizer que grande diferença foi o ENEM na nossa vida aqui em casa. Acontece que meus dois filhos oriundos de escolas públicas e eu com os meus 62 anos e desempregado já tínhamos dado adeus a possibilidade deles cursarem faculdade ou mesmo curso técnico. Prestaram o ENEM e foi uma dádiva pois, ambos tiraram nota máxima e conquistaram os primeiros lugares na USP. Agora um faz lá Engenharia de Produção e o mais novo passou também na UNICAMP onde faz Economia. Nossas perspectivas mudaram e muito, eles para se manterem, trabalham na própria universidade e tudo se encaminha bem.
Amamos o Lula por isso, foi uma oportunidade única que saberemos aproveita-la.

É isso!


jul 21 2010

Você que acha graça

Categoria: Crônica,EducaçãoSenhor_do_Servo @ 22:09

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Tatiani Lopatiuk, do Elvis Costello Gritou Meu Nome

Um menino de 18 anos morre andando de skate e as pessoas só sabem fazer piadas e dizer que ele “mereceu”. Um programa de tv acha que é engraçado colocar uma idiota qualquer arrotando no rosto de pessoas que estão ali para ser entrevistadas, dentre elas uma senhora de mais de 80 anos. Uma mulher é morta, esquartejada e tem seus restos mortais dados de comer ao cachorro pelo seu ex-amante, o que resulta em piadas e mais piadas, dias a fio, sobre o tema.

Estou cercada de imbecis. De gente que julga assassinatos “por merecimento”, que não consegue se colocar no lugar de uma mãe que perdeu o filho. Achei que só a parcela do mundo que comete crimes fosse doente, mas vejo que a parcela que assiste o sofrimento alheio rindo e fazendo galhofa é maior e mais doente ainda. Diante da dor alheia, da humilhação alheia, a empatia e o respeito já não são mais os sentimentos naturais. Está em alta o humor de carniceria, quanto mais você tripudia as lágrimas de quem sofre, mais você é cool.

Bater de frente com essas pessoas é se sujar. É ser visto como o careta ou mau-humorado e entrar no rol dos que “merecem” ser zoados também. Gentileza e empatia são demodé agora. O legal do momento é posar de “insensivel descolado”. Ver o mundo entrando em colapso e achar bonito.

Não esqueço nunca que ninguém é invencível e que todos estarão sozinhos na hora da morte. A honestidade do que eu sinto vem disso. A minha empatia vem disso. Se com você não é assim, pois bem. Então, seja mesmo sincero, mostre o que há de mais podre em você: com a boca escancarada de dentes ria e faça piada de tudo o que de cruel acontece no mundo.

Amanhã pode ser você numa vala. Ou quem você ama. O mundo dá voltas. Gente prá rir não vai faltar.

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jun 19 2010

Paulo Renato, sus hermanos de España y la educaçióm paulista

Categoria: Educação,PolíticaSenhor_do_Servo @ 19:00

Do NaMaria News:

Qual razão para incentivar que os alunos de escolas públicas paulistas estudem a língua espanhola? Para que eles possam participar do esforço pela integração latino-americana, em especial a proporcionada pelo Mercosul.

Mas se o governo do PSDB é declaradamente contrário ao Mercosul, então eles não fazem nada para que a língua dos nossos hermanos seja estudada nas escolas estaduais, certo?

Errado. Para comprovar, o governo de São Paulo está comprando jornais para os alunos estudantes de espanhol. Qual jornal? Argentino, chileno, uruguaio, venezuelano ou paraguaio…? Diários desses países poderiam ajudar na prática da língua espanhola e, também, possibilitar que os estudantes conheçam a realidade dos vizinhos do nosso continente, não é?

Não, claro que não. O PSDB é contra o Mercosul e por isso não assinaria jornais desses países. Então o que fez o governo do PSDB de São Paulo, em especial a Secretaria da Educação? No dia 28/abril/2010 lançou em Diário Oficial a seguinte compra sob o número 15/00024/10/04:

Que bacana. Ou seja, o Sr. Paulo Renato Costa Souza aproveita a boa intenção de introduzir a língua espanhola para fazer mais um bom negócio, semelhante àqueles feitos com a Folha de SP, Estadão, Nova Escola, Fundação Roberto Marinho…

Mas por que o El País e não jornais dos participantes do Mercosul? Porque o PSDB, com seu contumaz elitismo, continua de costas para a América Latina e de olho na Europa e nos EUA. Não que o El País seja um tenebroso jornal, afinal reconheceu Lula e Dilma Rousseff como “Líderes de 2009“, mas qual é o sentido de comprar só ele – e com dispensa de licitação? Será que aí tem coisa?

Amigos y negocios de siempre

Pues veyamos. Lembremos que o El País pertence à Prisa, cuja qual é dona, também, do Grupo Santillana e como já mostramos aqui e no Cloaca News, o grande pensador Paulo Renato Costa Souza, Secretário da Educação do Governo Serra, é Conselheiro Consultivo da Fundação Santillana. Seu escritório, PRS Consultores, fica (ainda? não dá para saber, o site sumiu) no mesmo edifício/14º andar (Av. São Gabriel 201) e dava assessoria à Santillana (entre várias, como a Fundação Lemann, Positivo, Moderna, Gerdau). Assim como outro escritório (de seu filho), a Prismapar, que tem como clientes a própria Santillana, bem como outra editora da Prisa, a Moderna, que por sua vez tem a Avalia Assessoria Educacional, que fica no mesmo edifício/14º andar e é cliente da PRS Consultores (repare atentamente nesta foto institucional). Fato interessante, pesquisas indicam íntima relação do Sr. Paulo Renato e a Avalia, uma instituição especializada na avaliação de escolas e sistemas educacionais das redes particular e pública. Resultado da soma da experiência de instituições de renome como o Grupo Santillana, Fundação Carlos Chagas e a Paulo Renato Souza Consultores… Será que uma coisa teria a ver com a outra?

Acompanhando o incentivo do aprendizado do espanhol da Espanha através dos CEL’s e celebrando a chegada do El País nas salas de aula paulistas, a famosa Rede do Saber – também citada aqui, no espetacular caso arquivado das antenas parabólicas – abraçou o projeto “El País nas Escolas” (registrado em nome da Editora Moderna), sob a tutoria de Elena María Barcellós Morante, cujo vídeo altamente explicativo da teleconferência do dia 20/abril pode ser visto aqui.

Pelo DO ainda não se sabe o preço ou as quantidades a serem adquiridas. Mas pelas imagens sabe-se do plano de enviar 1 exemplar para cada 10 alunos. Também fica-se sabendo que há cadernos do aluno e do professor e que a primeira entrega dos materiais foi em 27 de abril, antes, portanto, da publicação do negócio no DO. Os exemplares deverão chegar às terças-feiras, até novembro/2010. Entretanto, aos 13:48 a primeira professora a falar na teleconferência, após os responsáveis discursarem as maravilhas do projeto, já entrega que não recebeu o caderno do professor; em seguida a justificativa da SEE. De acordo com o regulamento, os alunos deverão produzir um jornal, os melhores serão premiados. Estranhamente, não há qualquer referência sobre a tal premiação no site mencionado, também não há outras informações relevantes do tipo: quem já participou, quantos alunos, os trabalhos realizados, os resultados obtidos; não há qualquer forma de avaliação das metas, não aparece nenhum produto, não há interação. Que projeto é esse, afinal? Temos de nos contentar com o PDF das apostilas do aluno e do professor se quisermos tirar conclusões ínfimas.

Ao dar umas vistas nos valores das assinaturas praticados, juntar com uma estimativa de alunos/CEL’s, analisar os astros etc., concluímos que apostar entre 700 mil e um milhão de reais pode ser quanto a SEE vai gastar na façanha de ensinar espanhol para alunos utilizando jornal + técnicas jornalísticas + exemplares do periódico (+ algumas coisas que nem podemos supor). Pouco dinheiro? Já é um começo.
Vamos aguardar as atualizações em DO.

Outras relações em teia

Em SP esses centros de ensino de idiomas chamam-se CEL’s (Centros de Estudos de Línguas). E em Brasília? Chamam-se CILs (Centros Interescolares de Línguas).
O projeto El País nas Escolas é inédito? Não. Ele já foi inclusive feito no DF, exatos moldes, sendo que em 20/fevereiro/2010 noticiaram pela Secretaria de Educação que o recente vencedor foi o CIL de Sobradinho. Desejamos aos dois alunos vitoriosos boa viagem à Espanha. Aos outros 18 participantes que ficarão, nuestros saludos.

Trata-se, pois, de projeto/concurso pedagógico veterano para vender singelos exemplares do periódico às Secretarias de Educação. Que o diga a Diretora de Relações Institucionais da Santillana/Moderna, Mônica Messemberg Jabour Costa (hoje Messemberg Guimarães), responsável pelos contatos entre governos e prefeituras: sem sombra de dúvidas, sabe tudo do projeto. Ela já foi Secretária Adjunta de Previdência Complementar de novembro de 1997 a março de 1998, no lugar de Carla Grasso (esposa de Paulo Renato, que por sua vez saiu para trabalhar com o empresário Benjamin Steinbruch, na Valepar; atualmente é Diretora-executiva na Vale do Rio Doce). Depois a Sra. Mônica foi Secretária-executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, quer dizer: braço direito de Paulo Renato enquanto ele esteve no poder em Brasília. Parece seguir no ritmo até hoje.

Em tempo¹: quer saber o que pensa o Sr. Paulo Renato Costa Souza sobre ensino de idiomas nas escolas públicas e quais seus enlevos quanto ao tema? Tenha paciência e assista mais esta película institucional cativante – é munição preciosa que não acaba mais.

Em tempo²: Se o El País está na Internet graciosamente, se as escolas possuem salas de informática montadas a preço de ouro com máquinas alugadas da CTIS (inclusive com laptops, de acordo com o edital do contrato), se há alunos monitorando as salas e tudo está em perfeita ordem…, por que fazer assinaturas do jornal? Será que os 92 CEL’s não estão equipados? Eles não funcionam dentro das escolas estaduais?

Ler mais: AQUI


jun 03 2010

A Educassão Paulista

Categoria: Educação,Fascismo,José Serra,MídiaSenhor_do_Servo @ 11:31

Do NaMaria News

Qual razão para incentivar que os alunos de escolas públicas paulistas estudem a língua espanhola? Para que eles possam participar do esforço pela integração latino-americana, em especial a proporcionada pelo Mercosul.

Mas se o governo do PSDB é declaradamente contrário ao Mercosul, então eles não fazem nada para que a língua dos nossos hermanos seja estudada nas escolas estaduais, certo?

Errado. Para comprovar, o governo de São Paulo está comprando jornais para os alunos estudantes de espanhol. Qual jornal? Argentino, chileno, uruguaio, venezuelano ou paraguaio…? Diários desses países poderiam ajudar na prática da língua espanhola e, também, possibilitar que os estudantes conheçam a realidade dos vizinhos do nosso continente, não é?

Não, claro que não. O PSDB é contra o Mercosul e por isso não assinaria jornais desses países. Então o que fez o governo do PSDB de São Paulo, em especial a Secretaria da Educação? No dia 28/abril/2010 lançou em Diário Oficial a seguinte compra sob o número 15/00024/10/04:

Que bacana. Ou seja, o Sr. Paulo Renato Costa Souza aproveita a boa intenção de introduzir a língua espanhola para fazer mais um bom negócio, semelhante àqueles feitos com a Folha de SP, Estadão, Nova Escola, Fundação Roberto Marinho…

Mas por que o El País e não jornais dos participantes do Mercosul? Porque o PSDB, com seu contumaz elitismo, continua de costas para a América Latina e de olho na Europa e nos EUA. Não que o El País seja um tenebroso jornal, afinal reconheceu Lula e Dilma Rousseff como “Líderes de 2009“, mas qual é o sentido de comprar só ele – e com dispensa de licitação? Será que aí tem coisa?

Amigos y negocios de siempre

Pues veyamos. Lembremos que o El País pertence à Prisa, cuja qual é dona, também, do Grupo Santillana e como já mostramos aqui e no Cloaca News, o grande pensador Paulo Renato Costa Souza, Secretário da Educação do Governo Serra, é Conselheiro Consultivo da Fundação Santillana. Seu escritório, PRS Consultores, fica (ainda? não dá para saber, o site sumiu) no mesmo edifício/14º andar (Av. São Gabriel 201) e dava assessoria à Santillana (entre várias, como a Fundação Lemann, Positivo, Moderna, Gerdau). Assim como outro escritório (de seu filho), a Prismapar, que tem como clientes a própria Santillana, bem como outra editora da Prisa, a Moderna, que por sua vez tem a Avalia Assessoria Educacional, que fica no mesmo edifício/14º andar e é cliente da PRS Consultores (repare atentamente nesta foto institucional). Fato interessante, pesquisas indicam íntima relação do Sr. Paulo Renato e a Avalia, uma instituição especializada na avaliação de escolas e sistemas educacionais das redes particular e pública. Resultado da soma da experiência de instituições de renome como o Grupo Santillana, Fundação Carlos Chagas e a Paulo Renato Souza Consultores… Será que uma coisa teria a ver com a outra?

Acompanhando o incentivo do aprendizado do espanhol da Espanha através dos CEL’s e celebrando a chegada do El País nas salas de aula paulistas, a famosa Rede do Saber – também citada aqui, no espetacular caso arquivado das antenas parabólicas – abraçou o projeto “El País nas Escolas” (registrado em nome da Editora Moderna), sob a tutoria de Elena María Barcellós Morante, cujo vídeo altamente explicativo da teleconferência do dia 20/abril pode ser visto aqui.

Pelo DO ainda não se sabe o preço ou as quantidades a serem adquiridas. Mas pelas imagens sabe-se do plano de enviar 1 exemplar para cada 10 alunos. Também fica-se sabendo que há cadernos do aluno e do professor e que a primeira entrega dos materiais foi em 27 de abril, antes, portanto, da publicação do negócio no DO. Os exemplares deverão chegar às terças-feiras, até novembro/2010. Entretanto, aos 13:48 a primeira professora a falar na teleconferência, após os responsáveis discursarem as maravilhas do projeto, já entrega que não recebeu o caderno do professor; em seguida a justificativa da SEE. De acordo com o regulamento, os alunos deverão produzir um jornal, os melhores serão premiados. Estranhamente, não há qualquer referência sobre a tal premiação no site mencionado, também não há outras informações relevantes do tipo: quem já participou, quantos alunos, os trabalhos realizados, os resultados obtidos; não há qualquer forma de avaliação das metas, não aparece nenhum produto, não há interação. Que projeto é esse, afinal? Temos de nos contentar com o PDF das apostilas do aluno e do professor se quisermos tirar conclusões ínfimas.

Ao dar umas vistas nos valores das assinaturas praticados, juntar com uma estimativa de alunos/CEL’s, analisar os astros etc., concluímos que apostar entre 700 mil e um milhão de reais pode ser quanto a SEE vai gastar na façanha de ensinar espanhol para alunos utilizando jornal + técnicas jornalísticas + exemplares do periódico (+ algumas coisas que nem podemos supor). Pouco dinheiro? Já é um começo.
Vamos aguardar as atualizações em DO.

Outras relações em teia

Em SP esses centros de ensino de idiomas chamam-se CEL’s (Centros de Estudos de Línguas). E em Brasília? Chamam-se CILs (Centros Interescolares de Línguas).
O projeto El País nas Escolas é inédito? Não. Ele já foi inclusive feito no DF, exatos moldes, sendo que em 20/fevereiro/2010 noticiaram pela Secretaria de Educação que o recente vencedor foi o CIL de Sobradinho. Desejamos aos dois alunos vitoriosos boa viagem à Espanha. Aos outros 18 participantes que ficarão, nuestros saludos.

Trata-se, pois, de projeto/concurso pedagógico veterano para vender singelos exemplares do periódico às Secretarias de Educação. Que o diga a Diretora de Relações Institucionais da Santillana/Moderna, Mônica Messemberg Jabour Costa (hoje Messemberg Guimarães), responsável pelos contatos entre governos e prefeituras: sem sombra de dúvidas, sabe tudo do projeto. Ela já foi Secretária Adjunta de Previdência Complementar de novembro de 1997 a março de 1998, no lugar de Carla Grasso (esposa de Paulo Renato, que por sua vez saiu para trabalhar com o empresário Benjamin Steinbruch, na Valepar; atualmente é Diretora-executiva na Vale do Rio Doce). Depois a Sra. Mônica foi Secretária-executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, quer dizer: braço direito de Paulo Renato enquanto ele esteve no poder em Brasília. Parece seguir no ritmo até hoje.

Em tempo¹: quer saber o que pensa o Sr. Paulo Renato Costa Souza sobre ensino de idiomas nas escolas públicas e quais seus enlevos quanto ao tema? Tenha paciência e assista mais esta película institucional cativante – é munição preciosa que não acaba mais.

Em tempo²: Se o El País está na Internet graciosamente, se as escolas possuem salas de informática montadas a preço de ouro com máquinas alugadas da CTIS (inclusive com laptops, de acordo com o edital do contrato), se há alunos monitorando as salas e tudo está em perfeita ordem…, por que fazer assinaturas do jornal? Será que os 92 CEL’s não estão equipados? Eles não funcionam dentro das escolas estaduais?

Ler mais: aqui


mai 17 2010

O erro do jovem Sócrates

Categoria: Apoiamos,Educação,FilosofiaSenhor_do_Servo @ 22:14

Belíssimo texto de Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, professor, escritor e multimídia, cujo sítio na internet nós recomendamos muito que você visite, AQUI:

Quando Sócrates ainda era criança, seu pai levou-o para junto de uma obra que ele desenvolvia em seu atelier. Sofronisco era escultor, e dos bons. Naqueles dias, estava encarregado de um importante projeto para Atenas. Deveria povoar a cidade com imagens dos seus mais importantes deuses. Quando Sócrates entrou no atelier de seu pai, ficou maravilhado. As figuras pareciam ter vida. Nesse dia mesmo traçou o seu futuro: seria artista igual ao seu pai.

Sócrates estudava como qualquer outro menino. Freqüentava a praça de esportes e dedicava-se à luta. Dono de uma resistência incomum, ele encontrava forças para, diariamente, aprender o oficio de escultor com seu pai. Queria fazer parte do projeto ao qual seu pai estava ligado e, de fato, já havia um lugar para ele nesse empreendimento. Tão logo começasse a mostrar habilidade, ficaria sob sua responsabilidade esculpir as filhas de Zeus – as Três Graças: Aglaia (beleza), Eufrosine (prazer) e Thalia (esplendor). O projeto era suficientemente ambicioso para que houvesse tempo de Sócrates deixar a infância e ganhar a juventude.

Sócrates entregou as Três Graças à cidade de Atenas ainda bem jovem, como um de seus primeiros trabalhos profissionais, ao lado de seu pai. Ainda estava longe o tempo em que ele iria servir na guerra e mais longe ainda sua decisão de filosofar a partir da determinação do “deus do templo”. Naquela época, sua perspicácia já se mostrava prodigiosa, mas ele não dava nenhuma demonstração de querer outra vida que não a de seu pai.

As Três Graças feitas por Sócrates ocuparam um lugar de destaque diante da Acrópolis e Sócrates deixou seu pai orgulhoso com a obra.  Veio então um segundo trabalho, já não mais integrado ao projeto solicitado ao pai. A obra foi encomendada pelos governantes de Atenas, para Sofronisco, mas com a determinação de que o jovem Sócrates colocasse seu talento na pedra. Sócrates deveria fazer a figura de Hermes, o deus mensageiro.

Mais uma vez, Sócrates desempenhou o trabalho com maestria. Todavia, quando terminou a obra e a mostrou a Sofronisco, este disse “poderia ter ficado melhor, você foi treinado para fazer mais que isso”. Aquele que iria ser considerado o mais sábio de Atenas, não foi nada sábio nessa hora. Retirou-se do atelier.

No dia seguinte, Sócrates não foi trabalhar. Sofronisco imaginou que seria uma teimosia passageira. Mas, no outro dia e também no outro, Sócrates não levantou junto com o pai, levantou bem mais cedo e foi para o campo militar. A força e a tenacidade necessárias ao escultor foi então colocada a serviço da brutalidade e, enfim, da guerra. Sócrates nunca mais lidou com escultura e, de certo modo, suas relações de amizade com seu pai esfriaram para além do que deveria ocorrer.

Sofronisco era um homem simples, mas não simplório. Havia tido boa educação. Não era nobre, claro, mas era autêntico grego e, por isso, conhecia bem o básico fornecido pela educação pública grega. Sabia perfeitamente o que estava acontecendo com o filho. Havia chegado a adolescência para o seu filho. Ele entendia que Sócrates iniciava sua busca por uma identidade própria. Apesar disso, Sofronisco alimentou durante um bom tempo a esperança de ver Sócrates voltar senão ao atelier, ao menos à boa amizade de outrora com ele. Mas o planeta Terra não foi abençoado pela vida harmônica entre pais e filhos. Todo o maior reino da injustiça mora nessa valeta. Assim, Sócrates seguiu seu caminho, como se o seu pai fosse eterno.

O pai da filosofia não viu que seu próprio pai contava os dias para uma reconciliação. Preocupado demais consigo mesmo, não prestou atenção em nada. Infelizmente, Fenarete, a mãe de Sócrates, não fez a intervenção devida. Cabia a ela chamar o filho e fazê-lo voltar às boas com o pai. Mas Fenarete se deixou levar pelos afazeres diários de parteira, o que lhe tomava muito tempo, e quando se deu conta do que fizera, já era tarde.

Sofronisco faleceu e só então Sócrates percebeu o quanto perdera ao não viver junto do pai. Sua mãe logo se casou de novo. Ele próprio, Sócrates, tinha de autorizá-la a tal, e assim fez. E então, seu pai ficou sozinho no sepulcro – nem mesmo a esperança de que um dia a esposa voltaria poderia ser depositado na conta de Sofronisco. Seu atelier ficou fechado durante um bom tempo. Até que um dia as autoridades chamaram Sócrates, para que ele visse o que faria com o prédio fechado, que não poderia assim ficar.

Quando Sócrates entrou ali no atelier, caiu de joelhos e chorou. Finalmente apreendeu com toda luz o rosto da estupidez que o havia dominado durante anos. Profundamente magoado consigo mesmo, disse que iria seguir a profissão do pai, mas de um novo modo. Não iria moldar imagens na pedra, mas mexer com os moldes das figuras reais, ou seja, suas almas.  Sócrates decidiu envolver-se com filosofia. A partir desse dia, Sócrates adotou um comportamento mais reflexivo, buscando jamais cometer o mesmo erro. De fato, Sócrates foi considerado bom amigo. Ter a amizade de Sócrates era ter uma amizade leal para sempre. Ele tentou a vida toda se desculpar de sua infidelidade com o pai.

Por que será que esses exemplos se repetem com sábios e não sábios? Qual o motivo dessa história banal se repetir, não perdoando ninguém? Talvez essa seja a grande maldição do homem na Terra, que é o de não contar na sua bagagem uma atitude correta em relação ao pai.

Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, ficcionando a partir de Sócrates.


mai 01 2010

Propaganda enganosa

Categoria: Educação,José Serra,PolíticaSenhor_do_Servo @ 08:50

Dois professores na sala de aula, mais uma mentira do Serra

por Conceição Lemes, do Viomundo

A rede de ensino pública do Estado de São Paulo tem mais 5 mil escolas, 240 mil professores e 5 milhões de alunos.

Veja este comercial. É de 2009, quando José Serra (PSDB) era governador. O tema dois professores na sala de aula é um dos principais “pontos de venda”.

O assunto é abordado rapidamente também recente neste anúncio do governo paulista.

Gostaria que o esquema dos dois professores fosse implantado na escola de seus filhos, sobrinhos ou netos? E que fosse disseminado por todo o Brasil?

“Pois a história dos dois professores na sala de aula é mentira ”, denuncia o professor Fábio Moraes. “É para iludir a população dos outros estados, pois os pais, os alunos e os professores de São Paulo já sabem que é um engodo. Eu desafio o ex-governador José Serra a mostrar uma única sala de aula na rede pública estadual onde existam dois professores. Nunca houve isso.”

Fábio Moraes é secretário do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do  Estado  de São Paulo (Apeoesp). Nessa condição, percorre continuamente toda a rede pública. O esquema propagandeado dos dois professores seria para crianças aprendendo a ler e a escrever, ou seja, nas classes do atual segundo ano do primeiro grau (antigo primeiro ano primário).

Fábio explica por que considera a propaganda enganosa:

1º) O que existe em algumas salas é a presença de um professor e de um estagiário, que não é professor formado.

2º) Os estagiários são remanescentes do Projeto Escola da Família, do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que José Serra reduziu drasticamente. Por esse projeto, as escolas eram abertas nos fins de semana para a comunidade, e os estagiários atuavam como monitores. Serra alocou então parte dos estagiários do Escola da Família no Projeto Dois professores na sala de aula.

3º) Desde 1998, há crescente municipalização do ensino das primeiras séries do primeiro grau, justamente quando as crianças aprendem a ler e a escrever. O governo do Estado foi transferindo pouco a pouco essa responsabilidade para as prefeituras. Assim, hoje são poucas escolas da rede pública estadual que atuam na alfabetização.  A maior parte das classes dos primeiros anos está nas mãos das prefeituras e não do Estado, como a propaganda do governo estadual pode levar muitas pessoas a acreditar.

4º) Além disso, o governo estadual coloca até 40 alunos numa sala. Mesmo que fossem dois professores de verdade em classe, do ponto de vista pedagógico é inadequado. Já está comprovado que o ideal, para a aprendizagem, são salas de 20 alunos. Por que não organizar salas de 20 alunos com um professor  em cada uma?  Pedagogicamente traria mais ganhos aos alunos.

“Não somos contra os estagiários, que são vítimas também são vítimas desse processo”, salienta  Fábio . “A questão é a propaganda enganosa. É só marketing. Os maiores interessados – alunos, pais, professores e os próprios estagiários – não foram ouvidos, para mostrar aos governantes de plantão o que realmente é necessário para melhorar o sofrível padrão de ensino no Estado de São Paulo.”

O Viomundo consultou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre os dois professores na sala de aula. A assessoria de imprensa  respondeu por e-mail:

O segundo professor será disponibilizado em classes do 2º ano do Ensino Fundamental (antiga 1ª série no ensino de 8 anos). Temos 97 instituições de ensino superior inscritas, porém até o momento foram firmados apenas 3 convênios, que totalizam 1.235 classes/alunos-pesquisadores. Os demais convênios estão em fase de finalização. Em todo Estado, são cerca de 6 mil classes, sendo em torno de 4 mil na capital e Grande São Paulo e 2 mil no interior.

Solicitamos mais detalhes, inclusive em quantas e quais escolas o projeto está implantado. A assessoria, também por e-mail, respondeu:

Temos cerca de 6 mil classes em todo Estado que contam com o segundo professor previsto no Programa Ler e Escrever. Porém o convênio com instituições de ensino superior dentro do Programa é firmado anualmente. Os convênios para 2010 se encontram em fase de conclusão.

segundo professor são estudantes dos cursos de Pedagogia ou de Letras, como consta no histórico do Projeto Ler e Escrever.

Geralmente são chamados de estagiários. Mas oficialmente são denominados alunos pesquisadores.

Nada contra os estagiários, insistimos. É importante que eles tenham a oportunidade de aprender com os professores já formados. Mas por que o governo paulista não diz que são estagiários ou alunos pesquisadores em vez de apresentá-los como se fossem professores?

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação adota o mesmo discurso . Tal qual o anúncio, usa sistematicamente a expressão dois professores na sala de aula.

Não à toa Fábio Moraes arremata: “É só mais um dos “reinos” do faz de conta do ex-governador José Serra e seus tucanos”.

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abr 03 2010

Os professores e a real face de Serra

Categoria: Educação,Fascismo,José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 09:56

Márcia Denser*, em Congresso em Foco pelo Viomundo

Desta vez eu canto a bola, coleguinhas & hidrófobos demotucanos, até porque aqui, de Sampa, a porta da realidade não é a Rede Bobo, tampouco as chamadas dos jornalões Folha e Estadão, mas a realidade circundante, a cotidiana, a realidade dos fatos ao meu redor, a mais pedestre e epidérmica. Ei-la: dia 19/3, sexta-feira, tipo 15h, casualmente, desci do metrô na Avenida Paulista (esquina com Brigadeiro Luís Antonio). Metrô lotado, inclusive por professores estaduais que iam à manifestação da categoria. À saída da Estação, eles foram entusiasticamente aplaudidos pelo distinto público circunstante (including me), aquela multidão que habitualmente se espalha pelos corredores e escadas rolantes. Pensei: algo definitivamente está mudando.

Mas existem outras portas da realidade (e da percepção) – os blogueiros do bem da web – Azenha, Eduardo Guimarães, André Lux, Miguel do Rosário, Nassif, Argemiro Ferreira de Nova York, Altamiro Borges, Paulo Henrique Amorim, Celso Lungaretti (que vez-em-quando escreve aqui) e sobretudo ultimamente os editoriais da Agência Carta Maior.

By the way, aviso aos coleguinhas & hidrófobos demotucanos: estou realmente prestando um serviço ao leitor de Congresso em Foco, pois não adianta procurar no site. Os editoriais on-line são renovados dia-a-dia, às vezes a cada doze horas (tipo celular de traficante) e não há arquivo disponível.

“Com arrocho sobre o funcionalismo que presta serviços à população –em especial, áreas da educação e saúde, cujos salários não foram sequer corrigidos pela inflação; com taxa de homicídio em alta no setor da segurança pública; com níveis de aprendizado que fazem um aluno de SP concluir o ensino médio sem ter assimilado nem mesmo o que se espera de uma criança ao final da 8º série; com a aura de gestor eficiente dissolvida nas inundações de verão deste ano em SP; com um legado político cujo símbolo maior é o desmoralizado prefeito de SP, Gilberto Kassab, Serra deixa hoje o governo do Estado para assumir oficialmente o papel de líder da oposição conservadora ao governo Lula. Uma frente de sindicatos e organizações populares saudará o bota-fora do candidato demotucano com manifestações na Av. Paulista, nesta quarta-feira.” (Carta Maior – 31/03)

“76% dos brasileiros consideram o governo Lula ótimo ou bom. Desse total, 33% declaram voto em Dilma; 32% em Serra. Detalhe: 42% do eleitorado ainda não sabe que Dilma é a candidata de Lula, embora nos levantamentos espontâneos 23% já manifestem intenção de votar na ministra, num candidato de Lula ou nele próprio. O Datafolha, naturalmente, não avalia se o eleitor sabe que Serra é o líder da oposição conservadora a Lula e ao seu governo, detalhe que o candidato demotucano procura dissimular de maneira sebosa e oportunista. Esse esclarecimento pedagógico caberá à propaganda eleitoral e ao próprio Presidente Lula.” (Carta Maior – 29/03)

“É fato que a categoria (dos professores), de 230 mil pessoas, ganha pouco e não teve nos últimos anos nem direito à reposição da inflação. Existe, pois, uma demanda material, antes de ser ‘ideológica’. A verdade é que José Serra dispensa aos grevistas exatamente o mesmo tratamento de que julga ser vítima. Demoniza, desqualifica, não reconhece os professores como interlocutores e parte de conflitos próprios do jogo democrático. Recusa-se a conversar porque são petistas, porque estão a serviço da campanha adversária.Deve ser fácil governar São Paulo tendo a Assembléia Legislativa a seus pés. Mas, sempre que a política não se desenrola entre quatro paredes, com atores previsíveis, Serra se revela inábil. Em 2008, sua condução desastrosa da greve da Polícia Civil, recusando-se ao diálogo, desembocou numa batalha campal com a PM a poucas quadras do Bandeirantes. Desde então, pode-se dizer que Serra não aprendeu nada.” (Folha pag.2 –até tu?! — sobre a greve do professorado paulista que tem assembléia hoje às 15 h em frente ao Palácio dos Bandeirantes; CartaMaior, 26/03)

“Exceto sob Vargas, São Paulo quase sempre subordinou a federação a seus interesses, o que ocorreu de forma visceral sob FHC. Isso deixa marcas de ressentimento e aprendizado. A plutocracia paulista tem hegemonia quando mandam os ‘livres mercados’ — leia-se, seus interesses hegemônicos calcificados; perde espaço quando o planejamento estatal reacomoda interesses regionais e redistribui os benefícios dos fundos públicos, como ocorre agora com o PAC. Serra, independente do que ele diz que pensa, ou do que os seus amigos pensam que ele pensa, é o representante do conservadorismo paulista que não une o Brasil; aliás não une nem o PSDB -vide Aécio. O ‘desenvolvimentismo de boca’ do governador de SP –ironia de Maria da Conceição Tavares– na verdade nunca passou de um fiscalismo engajado na defesa da hegemonia quatrocentona, contra as urgências do restante do país.” (Carta Maior e a difícil tarefa da coalizão demotucana de transformar um cavalo de tróia da plutocracia paulista em presidente de todos os brasileiros, 15/03)

Ouvi no rádio que os professores, através do seu sindicato, serão processados judicialmente por Serra & Asseclas “por usarem a greve com fins eleitorais”. Mas é claro que existe, não exatamente “um fim” (apoiar outro candidato), como querem Serra & Asseclas, antes um “oportunismo eleitoral normalíssimo” – você não usaria se estivesse na pele deles? – cujo objetivo óbvio seria obter um aumento do agora ex-governador. Ou seja, descer o cacete nos manifestantes e depois processá-los judicialmente, este é o modus operandi exemplar dum candidato a presidente que, em ano eleitoral, até por razões estratégicas, deveria mostrar sua face mais amável?

Então como será – parafraseando o título dum texto de Ivan Ângelo – sua face horrível?

*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 – Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma (2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II – Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos – O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell’s Angel – foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell’s Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.


mar 27 2010

Serra espiona, Serra é ditador!

Categoria: Apoiamos,Educação,Fascismo,José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 15:03

Do Miguel Grazziotin OnlineÍ

A foto acima, feita ontem durante o conflito entre a polícia política de Serra/PSDB e os professores paulistas acabou por desmascarar as intenções e ações nazifacistas do governador paulista e seus apoiadores.
Em princípio se achou que seria um manifestante, no caso um professor, que estari socorrendo o policial emquestão.
Hoje a mídia dominante informa que era um policial militar à paisana.
Fato grave.
Notem a foto em cima.
Vemos que o policial está de barba, não uma barba de um dia de folga, por exemplo, mas de dias, no mínimo. Sabemos também que policial não pode andar barbado, logo a conclusão que tiramos é que se trata de um policial da P2, a polícia secreta paulista.
Perguntamos então:
O que estava fazendo este militar ali?
Não basta apenas responder que era policial à paisana passando por acaso.
Nem mesmo responder que era um policial à paisana para “observar de dentro” a manifestação, o que já bastaria para um protesto formal dos porfessores e uma indignação dos “defensores da liberdade” da mídia comprada.
MAS, o principal detalhe é a barba!
O policial em questão estava trabalhando dentro do movimento há muito tempo. Sua caracterização, usando barba é a prova concreta e definitiva.
Vemos então, caros leitores, que Serra/PSDB e companhia estão usando táticas totalitárias, para atacar os trabalhadores que “ousam” se organizar e defender seus direitos.
TÃO importante quanto, é o fato de que esta descoberta nos autoriza a pensar:
1. Quantos policiais disfarçados estavam presentes no ato público?
2. Foram eles orientados a iniciar os ataques para justificar a violência?
Acho que a Assembléia Paulista, se prestasse para algo, visto que engaveta toda CPI contra o PSDB, abrisse uma CPI para esclarecer o que a polícia militar de Serra anda fazendo contra a população.
Estamos diante de um fato muito grave.
A liberdade de cada um de nós está sob ameaça. Este senhor do PSDB, está nos mostrando claramente o que faz e o que fará, contra aqueles que não seguirem suas ordens e desejos.
Ainda há tempo de nos organizarmos e banir este político do mapa.
Ou correremos o risco de viver em uma ditadura acobertada pela mídia.

Serra faz com os professores o que Maluf fazia

TV Vermelho

Horas antes do protesto realizado dia 19, um professor registrou como a polícia rodoviária deteve, sem dar explicação alguma, os ônibus que vinham da região metropolitana para a capital. Mesmo assim, 60 mil protestaram:

“Foram quatro ônibus parados no pedágio de Barueri, SP. Eram mais de 10 no pedágio de Sorocaba. Serra foi perseguido pela ditadura ou aprendeu com a mesma seus métodos?”, questiona o professor.

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mar 27 2010

Ele quer ser nosso presidente…

Categoria: Apoiamos,Educação,José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 08:55

Agentes da SS Tucana forjando pose para fotos; de Clayton de Souza, do Estadão

P.S. O sítio da PM paulista informa que:

Com relação à foto publicada na grande imprensa de uma policial sendo socorrida, a Polícia Militar esclarece que trata-se da Soldado Erika Cristina Moraes de Souza Canavezi, que foi ferida com uma paulada no rosto e que está sendo socorrida por um policial militar a paisana.

A policial foi atendida no Hospital Albert Ainsten medicada, liberada e passa bem.

A Polícia Militar agradece as manifestações de solidariedade.

Dito isso, se a PM disse isso e mentiu para retirar o simbolismo e a poesia da foto, isso é intolerável e se disse a verdade, i.e., colocou espiões na manifestação, além de intolerável, é obsceno, nojento e é uma mostra do perigo que é ter o inominável como presidente (imagine uma criatura destas comandado PF, FFAA e ABIN?).

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