set 06 2010

A mais nova farsa de Israel

Categoria: EUA Japão Europa,Fascismo,Israel,Oriente MédioSenhor_do_Servo @ 17:46

O ceticismo é geral e a paz entre israelenses e palestinos está longe de qualquer horizonte palpável. Apenas os protagonistas da última cúpula de Washington querem fingir acreditar nela, e têm boas razões para isso

por Alain Gresh, pelo Le Monde Diplomatique


Quem ainda acredita no processo de paz entre palestinos e israelenses? Em 23 de agosto de 2010, o jornal britânico Financial Times publicou um editorial entitulado One final act in the Middle East farce (“Um último ato na farsa do Oriente Médio”). Nada mais adequado. O ceticismo é geral. Estamos longe das ilusões que haviam acompanhado a Cúpula de Annapolis, em 2007, que previa a criação de um Estado palestino antes do final de 2008. Apenas os protagonistas da cúpula que começou em 2 de setembro em Washington querem fingir acreditar nela, e todos têm boas razões para tanto:

— O rei Abdala 2º da Jordânia e o presidente egípcio Hosni Moubarak, porque ambos precisam convencer de que suas opiniões sobre a evolução rumo à paz estão corretas, no exato momento em que a sua prática autoritária visa impedir todo debate e todo avanço da oposição nos dois pleitos que serão realizados no Egito e na Jordânia em novembro.

— O presidente Barack Obama, que não cumpriu as promessas do seu discurso no Cairo, em 4 de junho de 2009, e que, envolvido num conflito difícil no Oriente Médio, quer tranquilizar seus aliados árabes sem desagradar seu aliado israelense.

— A União Europeia, covarde demais para definir uma política inovadora e que simplesmente quer que as pessoas acreditem que as centenas de milhões de euros derramados sobre a Autoridade Palestina servem para outra coisa e não para financiar a ocupação.

— O presidente palestino Mahmoud Abbas, cuja legitimidade vem sendo mais e mais contestada, inclusive pelos seus próprios súditos, e que quer mostrar que a sua opção por uma negociação pode dar resultados. Tanto que não há realmente outra escolha, já que toda a estrutura da Autoridade Palestina depende das benesses internacionais: dezenas de milhares de funcionários vivem graças a esse dinheiro. E tanto pior para os palestinos que criticam a retomada das negociações: eles não têm nem mesmo o direito de se expressar, como confirma Benjamin Bartheno diário Le Monde de 27 de agosto (“A autoridade palestina censura os opositores das negociações com Israel”). Não é apenas o Hamas que tem práticas autoritárias, mas as dos “nossos” aliados não nos incomodam.

— O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que obteve o queria, negociações sem condições prévias, ou seja, com o prosseguimento da colonização, sobretudo em Jerusalém Leste (e em outros lugares, conforme comprovam estudos recentes) e com a demolição das casas palestinas. Ou, em outras palavras, escritas por Akiva Eldar no diário Haaretz de 23 de agosto (“With a victory like this…” / “Com uma vitória como essa…”), essas negociações abrem-se com condições prévias: aquelas ditadas por Israel.

Para resumir o espírito da reunião de Washington, vale lembrar uma anedota que contavam na União Soviética durante os últimos anos do período de Brejnev:

Em 1918, um trem no qual Lênin está instalado fica bloqueado pela neve. Lênin desce do trem, profere um discurso sobre o proletariado e a revolução mundial, mobiliza todos os viajantes que desobstruem a via, e o trem segue caminho.

Em 1936, um trem no qual Stalin está instalado fica bloqueado pela neve. Stalin desce do trem, manda fuzilar quinze pessoas a esmo, e todos os viajantes aterrorizados se mobilizam, desobstruindoa via. O trem segue caminho.

Em 1978, um trem no qual Brejnev está instalado fica bloqueado pela neve. Brejnev não se mexe. Os seus conselheiros o veem sentado, simplesmente sacudindo o corpo para frente e para trás. Um deles ousa finalmente perguntar-lhe por quê. E Brejnev responde: “Vamos fazer de conta que o trem está se movimentando”.

Em Washington, os protagonistas fazem o mesmo: fazem de conta que a paz está a caminho…

Alain Gresh é jornalista, do coletivo de redação de Le Monde Diplomatique (edição francesa).


set 04 2010

Seja bem-vinda à Liberdade, Turquia!

Categoria: Internacional,Oriente MédioSenhor_do_Servo @ 21:52
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Brasil De Fato – [Dafne Melo] pelo Diário da Liberdade:

O país, que era visto como um aliado do imperialismo europeu e estadunidense na região, apoiando inclusive Israel, tem repensando sua política externa nos últimos anos

Numa posição geográfica estratégica, entre a Europa e o Oriente Médio, a Turquia, país muçulmano, tem, nos últimos anos, voltado a fazer parte da comunidade árabe. “Em parte, essa aproximação se dá porque ela não tem visto muito futuro em suas relações com a Europa”, explica Paulo Hilu, professor do Departamento de Antropologia da UFF.

O país, que era visto como um aliado do imperialismo europeu e estadunidense na região, apoiando inclusive Israel, tem repensando sua política externa nos últimos anos. O apoio, ao lado do Brasil, ao desenvolvimento de tecnologia nuclear por parte do Irã, o envio da Flotilha da Liberdade à Faixa de Gaza no fim de maio e a posterior condenação ao ataque de Israel são exemplos. O país também condenou a operação Chumbo Grosso, como ficou conhecido o massacre à população palestina em Gaza no fim de 2008 e início de 2009.

“A Turquia tem se distanciado de Israel, pôs fim aos treinamentos militares conjuntos, por exemplo. No Fórum de Davos, ano passado, o premiê turco [Recep Tayyip Erdogan] saiu de uma mesa após uma discussão com o presidente israelense, Shimon Peres, sobre o ataque a Gaza”. Na ocasião, Erdogan disse a Peres “você está matando gente”, e foi cortado por um moderador.

Para Arlene Clemesha, da USP, a Turquia, que possui o segundo maior exército da Otan, ainda é uma aliada e não irá se alinhar totalmente ao Irã, mas pode ser um fator de desequilíbrio dependendo de sua posição. “A Turquia tem tido uma postura crítica sobre algo que de fato é totalmente criticável. Antes podia até discordar, mas não tinha força para se colocar. Agora tem”, conclui.


ago 26 2010

Estados Unidos patrocinam o terrorismo

Categoria: EUA Japão Europa,Fascismo,InternacionalSenhor_do_Servo @ 06:20

Brizola Neto, do Tijolaço

A Wikileaks vazou ontem um documento da CIA que revela atividades terroristas financiadas por cidadãos americanos e revela o temor com a percepção internacional dos Estados Unidos como “exportadores do terrorismo”.

O documento da unidade especial Red Cell, da CIA, de 5 de fevereiro de 2010, afirma que “ao contrário do senso comum, a exportação americana de terrorismo ou terroristas não é um fenômeno recente, e nem tem sido associado unicamente a radicais islâmicos ou pessoas de origens étnicas do Oriente Médio, África ou Sul da Ásia”.

Prossegue o texto afirmando que “esta dinâmica desmente a crença americana de que nossa sociedade multicultural livre, aberta e integrada diminui o fascínio dos cidadãos americanos pelo radicalismo e pelo terrorismo”.

O informe secreto descreve uma série de atentados promovidos e/ou executados por cidadãos norte-americanos em vários países, como Paquistão, Palestina, Índia e Irlanda do Norte.

A principal preocupação revelada pelo documento refere-se às consequências que os Estados Unidos poderiam sofrer caso fossem vistos como exportadores do terrorismo, como a não cooperação em rendições (incluindo a prisão de agentes da CIA) e a decisão de não dividir com os EUA atividades de inteligência.

Também se antecipam possíveis problemas na cooperação internacional com os EUA em atividades extrajudiciais, incluindo, detenção, transferência e interrogatório de suspeitos em outros países.

“Se os EUA forem vistos como ‘exportadores de terrorismo’, governos estrangeiros poderiam requerer uma reciprocidade que iria impactar a soberania norte-americana”, diz o documento.

“Em casos extremos, a recusa dos EUA de cooperar com pedidos de extradição de cidadãos americanos por governos estrangeiros pode levar alguns governos a considerar retirar secretamente os suspeitos de terrorismo do solo americano”, acrescenta o documento.

A percepção dos EUA como “exportadores de terrorismo”, diz ainda o documento, também criaria difíceis questões legais, já que o país não é signatário do Tribunal Penal Internacional TPI) e fez acordos bilaterais de imunidade com outros países para preservar cidadãos americanos de serem processados pelo TPI. Os EUA ameaçaram encerrar ajuda econômica e militar a países que não concordassem com esses acordos bilaterais.

O Wikileaks presta mais um serviço a humanidade revelando as práticas dos serviços secretos dos EUA e a dupla moral com que o país enfrenta a qusetão do terrorismo no mundo.


ago 25 2010

NÓS ESTAMOS PRONTOS

Categoria: Oriente Médio,PolíticaSenhor_do_Servo @ 06:45

Chauke Estephan Filho, leitor do Estado Anarquista

Cara Wákila Mesquita, aqui me tem de regresso. Conforme o prometido, segue a minha resposta para você, que me brindou com a sua resposta ao meu primeiro comentário ao texto do analista internacional Reginaldo Nasser, intitulado “Será que Stalin tinha razão?”, texto este que você critica, porque o analista defende o Irã.

Na sua crítica ao meu comentário de apoio ao texto de Nasser, você diz:

“Chauke, então os fundamentalistas islâmicos que enfrentam os fundamentalistas judeus e evangélicos americanos agora se transformaram em lutadores em favor da liberdade. [?] E o que seriam os pacifistas israelenses e americanos e o povo iraniano (que nem sabemos se existe aqui em Carta Maior) ou todos no Irã defendem seu governo? O governo israelense, sempre que é contestado, nós sabemos, inclusive aqui neste portal [Carta Maior], pois a oposição de Israel tem espaço. O que quero saber é [:] onde está a “esquerda” iraniana? Onde estão as mulheres iranianas? e  [E] o [os] gays [homoafetivos]? os [Os] pobres? não [Não][há] intelectuais no Irã?”

Em linha com a propaganda anti-iraniana ocidental, você diz querer a liberdade e a democracia para o Irã.  Perceba o que a mídia fez com você, Wákila: talvez abusando da sua pouca idade, da ingenuidade própria de muitos adolescentes, ela emoldurou a sua cabeça, por efeito do monopólio da contrainformação, que fez de você simples repetidora de chavões já felizmente muitíssimo desmoralizados nesta altura da história.

Mas você parece não ter dado fé da manipulação midiática de que você mesma é vítima. Não acredite no que se ouve no Jornal Nacional, não creia no que se lê sobre política internacional na Folha de São Paulo e em outros jornalões da comunicação monopolizada, não leve a sério a “seriedade” da revista Veja, quando esta critica a falta de liberdade no Irã, quando fala do perigo que o Irã representa para a humanidade e de tudo o que deveria ser feito para conjurar esse perigo… Desconfie daqueles que se dizem prontos a defender a civilização e a vida, a liberdade e a democracia, por meio da ação militar dos Estados Unidos, de Israel, dos países da Europa reunidos na Otan… Faça uma leitura invertida de tudo que a caterva internacional apresenta como sua imagem, porque não passa de uma interface mentirosa de seus reais desígnios, que são de dominação mundial. Os dominadores não vão dizer que querem territórios, que querem petróleo, que querem terra e água, que querem o poder para reorganizar o mundo à sua imagem e semelhança. Não, nunca confessariam suas reais intenções, porque o diabo não desejaria outra coisa. A besta esconde-se sob a pele do cordeiro, Wákila.

Depois da II Guerra Mundial, o discurso racial que inferiorizava a humanidade do Sul mudou. O racismo, que servia aos interesses da dominação europeia, tornou-se contraproducente, porque não se pode mais dizer a verdade, não é conveniente para a bandidada europeia. O último a dizer o que pensava foi Hitler. Hoje, os conquistadores do planeta não assumem o que são, não manifestam explicitamente os seus interesses, que substituem por alegações humanitárias (Haiti) ou ideológicas (Iraque), ou “policiais” (Colômbia) etc. E  que faz a mídia? Ela inunda o mundo de propaganda, naturaliza a grande mistificação ocidental, demoniza suas vítimas, multiplica a mentira a cada dia, escondendo a enormidade dos crimes de seus senhores ianques e judeus. Você sabia, Wákila, que o que fizeram com Faluja foi pior do que fizeram com Hiroshima?  É claro que o Globo Repórter não vai exibir uma reportagem sobre o que se passou e se passa e vai continuar se passando (porque permanece a radiação a produzir monstruosos efeitos nas crianças) em Faluja. Será que o Iraque de Sadam Hussein, sem povo, sem esquerdistas, sem mulheres livres, sem homossexuais, sem o seu modelo ocidental de liberdade não era infinitamente melhor do que isso que hoje é o Iraque? Será, Wáquila, que você quer para o Irã a democracia e a liberdade que a besta loira George Bush levou para o Iraque? Será o Haiti um país mais livre do que o Irã? Lá no Haiti, onde existe povo, esquerdistas, homossexuais, mulheres “livres”… lá haverá mais liberdade, mais democracia, mais dignidade do que no Irã? Você quer para o Irã o tipo de pacifismo da Costa Rica?  Talvez você tenha naturalizado a dominação europeia sobre nós, latino-americanos, afinal nascemos do ventre da besta europeia. Mas, felizmente, o Oriente Médio não é, como nós somos, o quintal dos dominadores germânicos, lá não medra tão facilmente um pé de banana. Se fosse, o Oriente Médio não teria sido jamais o que foi na história milenar de criação da civilização. Wákila, a guerra do bandido Bush, como a guerra do grande lacaio negro Obama, tudo isso atenta contra a herança desse patrimônio histórico extraeuropeu, que não pertence só a iranianos, só a iraquianos, só a muçulmanos, mas a toda a humanidade, já empobrecida com a guerra ianque de dominação mundial.

Eu concordo com você, Wáquila, eu também acho que uma mulher insatisfeita com o próprio marido tem todo o direito de buscar a sua felicidade com outro homem; penso igualmente, como você, que os homossexuais têm todo o direito de darem o bumbum quando bem entenderem. Contudo, essas são questões morais gerais, não são só problemas do Irã. O homossexual será livre no Brasil? Se o são, então por que não se podem casar? Será que eles não sofrem nenhuma repressão? Será que não são vítimas da violência? Será que o governo é o culpado por um preconceito sexual? Será que a cultura, ainda que conservadora, da maioria deva ser violentada para que prevaleça uma subcultura minoritária?   Isso não criaria ainda mais problemas?

Na verdade, Wákila, esses perguntas são apenas retóricas. Para a nossa discussão, não importam tanto as respostas. O problema é outro. A questão é que a acusação de violação contra mulheres e homossexuais assacada contra o Irã visa apenas a difamar o país, demonizá-lo, enfraquecê-lo moralmente, numa espécie de tribunal internacional da mídia, onde o governo iraniano seria o réu.  Ora, quem poderia ser o juiz a julgar a humanidade? Que magistrado europeu pode julgar o Irã? Com que autoridade? Um membro da Otan pode ditar normas morais para o resto do mundo? Pense, Wáquila: haveria alguma coisa mais imoral, mais indecente, mais desumana, mais covarde, mais bestial, mais perigosa, mais agressiva, mais intolerável do que seria a guerra de judeus e ianques contra o Irã?  Hitler pelo menos tinha a coragem de atacar os mais fortes!

Os costumes iranianos devem ser levados para mais próximo dos instintos humanos por meio do canhão? A via do diálogo não seria mais producente? A integração cultural, as trocas econômicas, o estabelecimento da confiança recíproca não serviriam melhor ao propósito de promoção dos direitos?  Os homossexuais teriam algo a ganhar, colocando-se como quinta-coluna dos Estados Unidos, no Irã, quando este país está sob ameaça dos gringos? Tudo não passa, perceba, de operação psicológica de guerra.

Você pergunta: onde está a esquerda iraniana?   Ora, Filhinha, eu responda à sua pergunta com outra pergunta: onde está a esquerda mundial? Felizmente árabes, iranianos, muçulmanos e outros bravos lutadores fora da Europa não precisam da “esquerda” para lutar contra o imperialismo uma luta vitoriosa, milagrosamente vitoriosa, gloriosamente vitoriosa. Quem luta contra o monstro imperialista enlouquecido não é a esquerda, não é o socialista, não é o ateu, não é o proletariado em particular. Luta o muçulmano, luta o burguês, o próprio capitalista muçulmano violentado de todas as formas pela agressão de judeus e ianques.  A esquerda já festejou Tony Blair, o totó engraçadinho de Bush, como o seu herói. Que esperar dessa esquerda? Do proletariado europeu mais realista seria esperar o racismo do que a solidariedade internacionalista. A categorização dicotômica esquerdo-direita terá ainda valor? Entre nós mesmos ela parece confusa hoje, o que se dirá, pois, em outros contextos civilizacionais, como o do Oriente Médio? Um camicase palestino é de direita ou esquerda? Felizmente os iraquianos não precisam de padrinhos europeus de “esquerda”. De mais, uma esquerda que no Irã apoiasse os Estados Unidos seria mesmo de esquerda? Por outro lado, a inexpressividade da esquerda iraniana talvez resulte do fato de no Irã faltar a base social em que se assenta a esquerda, ao menos no Brasil de hoje: ribeirinhos, índios, quilombolas… Aliás, nem o próprio Marx, um cantor do dinamismo econômico capitalista, haveria de se entusiasmar por uma  “vanguarda” desse tipo.

Você diz que em Israel a oposição tem espaço. Na verdade, ninguém em Israel tem espaço. Todo o espaço de Israel não pertence a Israel, tudo é território palestino ocupado, solo encharcado de sangue palestino. Você chama os pacifistas de oposição. Ora, que “oposição” mais inócua essa! O problema com os judeus do bem é que conservam ligações perigosas com os judeus sionistas. Os judeus bonzinhos pregam a tolerância para com os palestinos. Não lhe parece algo estranho, Wáquila, o violador pregar a tolerância ante o violado, na terra usurpada deste? Também a recíproca não seria uma proposição estranha?  Daqui a vinte anos, talvez um judeu bonzinho vá estar  pregando a tolerância da parte de invasores sionistas para com iranianos… no Irã!  Esse tipo de oposição “bondosa”, Wáquila, serve mais de propaganda a Israel, e propaganda muito eficaz, a julgar pelo fato de você aceitar toda essa patranha. A oposição a Israel quem faz são os palestinos, e estes não têm espaço, a não ser nos campos de concentração e tortura de Israel, minha cara.

Nós, inimigos dos possessores germânicos da Europa e de suas extensões extracontinentais, que em suas mãos ainda têm o mundo, estamos em guerra contra os Estados Unidos e seus aliados e lacaios. Logicamente nenhum país vai abrir a luta contra o Império de forma oficial, exarando uma declaração de guerra. Seria suicídio. Por isso, convém que os governos pareçam manter relações normais, cobrindo a guerra em andamento pelo formalismo diplomático. Assim as aparências são preservadas, e nelas muitos acreditam, crendo até que os agressores sejam as vítimas e as vítimas os agressores, como é o seu caso, Wáquila. Mas, já dizia o velho Marx: “Se a aparência fosse a essência, para que fazer ciência?” Pois, então, Wáquila, não se fie nas aparências!  A guerra que travamos não pode ser convencional. Ninguém ganharia com a destruição do planeta. Daí vem uma das razões da guerra assimétrica. Veja o caso do Paquistão. Oficialmente o governo é um aliado dos imperialistas, mas abaixo dessa superfície ferve a resistência à política brutal do Império.  Não interessa ao Paquistão declarar guerra. Mas os paquistaneses, muitos deles pertencentes à etnia dominante no Afeganistão, não se submetem ao dominador anglo-saxônio.  Essa guerra imperial, tão estúpida, tão bárbara, de dimensão, importância e implicação quamanhas, não se faz sem o envolvimento de regiões aparentemente tão distantes, geograficamente, dos países diretamente conflagrados. Porque, afinal, Wáquila, está-se tratando do poder sobre o mundo, que a Europa quer mantém como seu, desde há quinhentos anos.

De que valeria a alternância do poder no âmbito interno de cada país, quando sobre todos os países pesa um só e imutável poder?   Uma democracia que comporte a ditadura anglo-saxônia internacional, aqui ou no Irã, seria de fato uma democracia? A democracia útil aos interesses do imperialismo agressor não seria apenas a fórmula política de seus aliados e lacaios, fachada democrática da ditadura mundial ianque? Se Israel, se os Estados Unidos, se a nojenta Europa querem a democracia, então por que estrangulam Gaza, onde o Hamas recebeu das urnas o poder? Por que não respeitaram o voto palestino? Agora, Wáquila, responda a minha última pergunta para você: que mais importa: votar, ou vencer?

O povo iraniano está onde sempre esteve: na posição de glória histórica de quem se alça a altos cometimentos e está pronto para  mostrar ao mundo o quanto vale, na paz ou na guerra.


ago 23 2010

O Irã está pronto

Categoria: Internacional,Oriente MédioSenhor_do_Servo @ 21:45

ANTONIO CARLOS LACERDA, correspondente do Pravda

TEERÃ/IRÃ – Pressionado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por potências mundiais devido ao seu programa de energia nuclear, o governo revolucionário do Irã colocou em operação uma usina atômica, mostrou ao mundo que tem um avião de combate não tripulado de longo alcance e avisou aos Estados Unidos e Israel que vai deflagrar uma guerra planetária caso venha ser atacado por algum País.

Usando linguagem de guerra apocalíptica, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, prometeu uma “resposta em escala planetária”, caso o seu país seja atacado. “Nossas opções não terão limites, envolverão todo o planeta”, avisou o presidente iraniano.

Um dia após colocar em operação a primeira usina atômica iraniana, o presidente Mahmoud Ahmadinejad mostrou ao mundo o primeiro avião não tripulado de longo alcance, desenvolvido e construído inteiramente dentro do país.

Denominado de Drone, o veículo aéreo não tripulado é capaz de realizar bombardeio a longa distância contra alvos no solo e de voar em alta velocidade, comandado e pilotado remotamente por militares em posições distantes da aeronave e do alvo a ser atingido.

Mahmoud Ahmadinejad participou da apresentação do avião um dia depois de inaugurar a usina nuclear de Bushehr, construída pela Rússia e destinada à geração de energia.

Segundo jornalistas iranianos, em fevereiro, o Irã inaugurou a linha de produção de dois tipos de aviões com capacidade de bombardeio e de reconhecimento. Antes de mostrar o Drone, o ministro iraniano da Defesa disse que o país estava pronto para revelar um projeto de “grande importância” e que a capacidade de defesa do Irã chegou a um ponto que não precisa de qualquer ajuda de outros países.

Aviões não tripulados são recursos cada vez mais utilizados por forças armadas mundiais, principalmente a dos Estados Unidos. No entanto, os críticos da arma dizem que os pilotos e comandantes das operações, que ficam a milhares de quilômetros de distância enquanto comandam a aeronave por controle remoto, não têm capacidade para julgar corretamente se há ou não a necessidade de um bombardeio em determinado alvo.

Um dia antes de apresentar ao mundo o avião não tripulado de bombardeiro e reconhecimento de longo alcance, o Irã colocou em operação a sua primeira usina atômica, em Bushehr, ao Sul do País, às margens do Golfo Pérsico, construída por engenheiros russos, segundo informações da Rosatom, uma empresa nuclear russa.

O diretor da Organização da Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, e o chefe da Rosatom, Serguei Kirienko, assistiram à cerimônia oficial de inauguração da usina, aprovada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Os governos do Irã e da Rússia garantem que a usina de Bushehr será destinada unicamente a gerar eletricidade, e suas instalações não podem ser utilizadas para fins militares.

Salehi disse que o fato é “histórico” e “inesquecível” para o Irã, e agradeceu à Rússia por sua cooperação na construção da usina e na transferência de tecnologia nuclear, segundo as agências russas.

“Apesar de todas as pressões e sanções impostas pelos países ocidentais, somos testemunhas do início dos trabalhos do maior símbolo das atividades nucleares pacíficas iranianas”, disse Salehi na cerimônia que colocou em operação a usina atômica iraniana.

As 82 toneladas de combustível nuclear russo foram transportadas até a câmara do reator da central, que tem mil megawatts de potência. “A partir de agora, o reator é uma usina nuclear”, disse o russo Serguei Kirienko.

Kirienko explicou que as barras de combustível de urânio serão carregadas no reator nas próximas semanas, e que a central começará a gerar eletricidade antes do fim deste ano, vários meses antes do previsto inicialmente.

A empresa alemã Siemens iniciou as obras da usina em 1974, mas teve que suspender o projeto após a explosão da revolução iraniana em 1979. O projeto de Bushehr é único e não tem análogos no mundo. Suas obras começaram em 1974, e os especialistas conseguiram construir uma central sobre alicerces antigos e com equipamentos utilizados pela companhia alemã há mais de 30 anos.

A corporação russa Atom Stroy Export retomou a construção após assinar um contrato com o Irã em fevereiro de 1998, mas desde então o projeto sofreu inúmeros atrasos, devido às suspeitas da comunidade internacional sobre a existência de um programa nuclear militar iraniano.

Diante das críticas dos Estados Unidos e Israel, a Rosatom insiste que as duas fases do ciclo nuclear da usina, que podem ser utilizadas tanto com fins civis como militares, ocorrem em território russo.

Trata-se do enriquecimento de urânio e da reciclagem do combustível nuclear utilizado para o funcionamento da central, com garantias escritas adicionais do Irã de que o combustível será empregado exclusivamente na central para a geração de eletricidade. Além disso, Moscou e Teerã assinaram um protocolo adicional sobre a devolução à Rússia do combustível nuclear utilizado.

Usando uma linguagem de guerra apocalíptica, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, prometeu uma “resposta em escala planetária” caso seu país seja atacado. “Nossas opções não terão limites, Envolverão todo o planeta”, afirmou o presidente iraniano, em resposta a uma pergunta feita pelos jornalistas sobre qual seria a reação de Teerã a um ataque externo.

“Acho que alguns pensam em atacar o Irã, em particular no âmbito da entidade sionista (Israel), mas sabem que o Irã é uma muralha indestrutível e não acho que seus amos, americanos, o permitam fazê-lo”, acrescentou Ahmadinejad, que defendeu, por outro lado, a retomada da iniciativa de Brasil e Turquia sobre uma troca de urânio enriquecido.

O Irã colocou em operação sua usina nuclear e alega que precisa enriquecer urânio para alimentar com combustível suas futuras usinas e conta produzir um dia 20 mil megawatts de eletricidade de origem nuclear. Entretanto, as potencias mundiais suspeitam que o Irã quer equipar-se com a bomba atômica, escondendo-se atrás de seu programa nuclear civil, apesar de seus reiterados desmentidos.

Os Estados Unidos e Israel afirmam com regularidade não excluir um ataque contra o Irã para por um fim a seu controverso programa nuclear. Os ocidentais suspeitam que Teerã, apesar de suas negativas reiteradas, tenta fabricar a bomba atômica, servindo-se de seu programa nuclear civil.

ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA Ru BRASIL


ago 22 2010

Brasil abre mão de Copa América para ajudar Chile

Categoria: América LatinaSenhor_do_Servo @ 14:21

Brizola Neto, do Tijolaço

Mudança da sede seria para marcar reconstrução do Chile após o terremoto desse ano

Com o desprezo que destina aos vizinhos do continente, vai ser difícil Serra entender a negociação entre os governos do Brasil e do Chile para que a Copa América de futebol, prevista para ser disputada no Brasil em 2015 seja transferida para o Chile.

O Brasil tem o direito de sediar a competição continental, a mais antiga do mundo entre seleções, mas está disposto a abrir mão para o Chile, que gostaria de receber a Copa América para marcar a reconstrução do país após o terrível terremoto de fevereiro, que afetou mais de 2 milhões de pessoas.

A isso se chama diplomacia e solidariedade, dois conceitos que exigem sensibilidade política. Lula e o presidente chileno Sebastián Piñera estão longe de se alinhar politicamente, mas têm a grandeza de se entenderem sobre o que é melhor para os seus povos e para a integração regional. Mesmo em um país fanático por futebol, Lula passaria o direito de sediar a Copa América de 2015 para contribuir com a recuperação do povo chileno. E receberia a competição em 2019 de acordo com os entendimentos que envolvem a Confederação Sul-Americana de Futebol.

Infelizmente, não é só Serra que demonstra estreiteza diante de atos magnânimos. O UOL, portal do Grupo Folha, ao noticiar o possível acordo, títulou sua matéria de maneira sórdida, afirmando que “Chile pode tirar Copa América de 2015 do Brasil”.


ago 17 2010

Os israelenses, estas pobres vítimas indefesas e oprimidas

Categoria: Fascismo,Internacional,Israel,Oriente MédioSenhor_do_Servo @ 13:04

Militar israelense indefesa contra um perigoso e desalmado terrorista

Brizola Neto, do Tijolaço

Em 2004, o mundo ficou chocado com a divulgação das imagens da soldado americana Lynndie England humilhando prisioneiros iraquianos na tenebrosa prisão de Abu Ghraib. A jovem soldado, então com 21 anos, se divertia com abusos físicos, psicológicos e sexuais contra prisioneiros iraquianos, numa postura covarde e reveladora de como o exército de ocupação dos Estados Unidos via o povo que dominara à força. Parecia impossível que tal desprezo poderia se repetir em situação semelhante, mas uma ex-soldado do exército israelense postou em seu Facebook fotos pousadas suas junto a prisioneiros palestinos de olhos vendados.

A soldado Eden Abergil reuniu as fotos em um álbum que intitulou de “o melhor período de minha vida”. Sobre uma das fotos, um amigo comenta que ela está sexy, ao que ela responde: Eu me pergunto se ele (o palestino com as mãos amarradas às costas e vendado) tem Facebook também. Eu teria que marcá-lo na foto”.

O comentário é um escárnio pois trata de forma pejorativa o prisioneiro, que na visão da soldado jamais participaria de seu universo de redes sociais. O governo palestino considerou a atitude da soldado uma afronta, que demonstra a “mentalidade ocupante, orgulhosa de humilhar”.

Um porta-voz das Forças Armadas de Israel criticou a ex-soldado, mas não está claro se ela poderá ser punida porque já encerrou seu período de serviço militar obrigatório. O mais grave é que a atitude da soldado não se trata de um comportamento isolado. Em julho, circulou no YouTube um vídeo de soldados israelenses fazendo danças coreografadas enquanto patrulhavam a Cisjordânia, o que também gerou protesto dos palestinos. Houve ameaça de punição aos soldados, mas depois não se soube se forma realmente punidos.

Subordinados não agem de forma tão irresponsável se não percebem eco de seus gestos nos superiores. As soldados americana e israelense revelam o total desprezo que sentem por outros povos, que consideram inferiores. Refletem exatamente a atitude de seus governos em relação aos países que ocupam. E o pior, não sentem um pingo de remorso por isso, como a própria Lynndie England falou cinco anos após o episódio, quando insistiu não feito nada de errado.

Quando o exemplo da brutalidade vem de cima, espalha-se. E aí, quando é uma pessoa – e mais, uma jovem – que personifica o que é feito institucionalmente sem chocar o mundo


ago 16 2010

O Nosso Humor Dilmista

Diretamente da Hungria, os comentários de Dona Eva sobre as eleições no Brasil :)

 

Clique:   Dona Eva e o Data Folha 

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ago 16 2010

Apesar de Uribe

Categoria: América Latina,InternacionalSenhor_do_Servo @ 18:10

Mário Augusto Jakobskind, do Direto da Redação

Venezuela e Colômbia deram os primeiros passos no sentido de um entendimento. Os presidentes Hugo Chávez e Juan Manuel Santos se encontraram e restabeleceram relações diplomáticas entre os seus países. Provavelmente quem não deve ter gostado é o agora ex-Presidente Álvaro Uribe, que ingressou atabalhoadamente no Tribunal Penal Internacional acusando o dirigente venezuelano de permitir o ingresso de integrantes das Farcs em território da Venezuela, o que foi negado inúmeras vezes por Chávez, que já sugeriu ao grupo insurgente deixar as armas e adotar outra estratégia para conseguir tornar a Colômbia num país mais justo socialmente e menos desigual como agora.

E no meio de tudo isso explodia uma bomba nas proximidades de uma rádio de grande audiência e de uma agência de notícias, obrigando o novo presidente a se posicionar de forma dura. Então, vale a pergunta: a quem interessou esse ato? E a quem serviu?

A questão das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia rende e, segundo Chávez, está servindo de pretexto para os Estados Unidos intervirem na Colômbia, inclusive com a instalação de sete bases militares a pretexto de combater o narcotráfico, como é de amplo conhecimento que o motivo é outro. Na verdade, a presença de forças militares estadunidenses na Colômbia é um fator de tensão na região.

Mas não é o que pensa o Presidente do Chile, Sebastián Piñera. Em pronunciamento recente, o milionário que substituiu Michele Bachelet no Palácio La Moneda (sede do governo) defendeu a presença de militares norte-americanos na Colômbia, fazendo eco com os falcões do Pentágono. Na justificativa, o também apoiador da ditadura Pinochet assinalou que se trata de um acordo entre países livres e soberanos e com propósitos nobres.

Piñera pouco a pouco vai mostrando a que veio, o que não chega propriamente a ser uma surpresa. Ele se junta a outros presidentes latino-americanos que seguem a mesma linha de ação conservadora, como, por exemplo, o peruano Alan Garcia.

Mas já que estamos falando de Sebastián Piñera, seu irmão foi condenado a realizar 50 horas de trabalhos comunitários e pagar multa de 11.500 dólares por ter sido preso dirigindo bêbado e provocado ferimentos numa motorista de outro carro.

A história não acaba aí. O hermano fugiu do local do acidente e só 13 horas depois se dignou a fazer o exame de teor alcoólico. E sabem aonde? Numa clínica particular em que um dos maiores acionistas era nada mais nada menos que Sebastián Piñera. E sabem quem dirigia o estabelecimento? Nada mais nada menos que o atual Ministro da Saúde, Jaime Mañalich.

Voltando a Venezuela, mais uma vez, para variar, a mídia de mercado colocou o Presidente Chávez como se ele fosse o bandido do filme de mocinho. Motivo: o governo bolivariano simplesmente avisou que não permitirá o ingresso no país do novo embaixador estadunidense, salvo se ele se retratar de uma declaração . Larry Palmer fez comentários ofensivos a Venezuela ao afirmar, na Comissão de Relações Exteriores do Senado estadunidense, que as Forças Armadas Venezuelanas teriam uma alegada baixa moral “devido a nomeações de caráter político “. E de quebra ainda assegurou que há guerrilheiros das Farc em território venezuelano. Ou seja, o representante vetado fez coro com Uribe e sua presença na Venezuela pode se tornar um foco de provocação contra o governo bolivariano.

Os jornalões e quase todos os canais de televisão preferiram afirmar que o governo Chávez estava “desafiando” os Estados Unidos. Nada de dizer que Palmer estava criando caso com as declarações no Senado. Como não se informou o motivo da não aceitação do indicado pelo governo Obama, leitores e telespectadores foram induzidos a crer que o erro deve ser atribuído a Chávez .

Aí então, a partir da informação truncada, os analistas de plantão vão aproveitar o embalo para criticar o “desafiante” dos Estados Unidos para apresentá-lo como um radical criador de caso.

O exemplo em questão serve para ilustrar o que acontece volta e meia em outras editorias e que no fundo também ajuda a projetar a imagem negativa de muitos personagens que não rezam pela mesma cartilha preferencial do proprietário de veículo de comunicação.

Quando os jornalões, por exemplo, atacam o atual goveno brasileiro na questão da exploração do petróleo e defendem o regime de concessão que favorece as empresas, o mecanismo editorial é semelhante ao utilizado no caso do representante dos Estados Unidos vetado na Venezuela. Ou seja, matérias e editorias mostram que o regime de partilha(*), defendido pelo governo é “danoso”, mas não complementam que o “dano” é só exatamente para a empresa, que deixa de ficar com toda a parcela da exploração do petróleo. E ainda por cima omitem o fato que o regime de partilha é adotado na maioria dos países. O resto é o resto.

(*) Adotado para exploração do pré-sal em que o estado brasileiro determina o quanto eventualmente caberá de lucro à empresa petrolífera, enquanto no regime de concessão, adotado pelo governo o FHC, o lucro total é de quem explora.


ago 10 2010

Notas sobre Israel

Categoria: Fascismo,Israel,Oriente MédioSenhor_do_Servo @ 16:51


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