mai 31 2008

A Tradição Estadunidense

Categoria: CulturaSenhor_do_Servo @ 22:02

Segundo este site aquias páginas impressas pelas impressoras laser coloridas podem incluir pontos minúsculos, praticamente invisíveis a olho nú. Os pontos formam um código que pode ser lido pelo Serviço Secreto Americano, aparentemente para rastrear falsificadores. Agora, pela primeira vez este código foi craqueado. O Serviço Secreto já tinha admitido que o rastreamento de informações era parte de um acordo feito com fabricantes de impressoras laser selecionados incluindo a Xerox, Canon e muitos outros.

Se uma impressora laser colorida for utilizada para falsificar um documento, e os agentes tiverem acesso a este documento, os códigos poderão ser lidos. Entretanto, a natureza completa da informação privada codificada em cada documento ainda não era conhecida. “Descobriu-se que os pontos de pelo menos uma linha das impressoras codificam a data e hora em que o documento foi impresso, assim como o número de série da impressora”, disse o funcionário Seth David Schoen da EFF. Podem ser vistos os pontos em impressoras coloridas feitas pela Xerox, Canon e outros fabricantes.

Os pontos são amarelos, com menos de um milímetro de diâmetro, e tipicamente repetidos em todas as páginas do documento. Para ver o padrão, é necessária uma luz azul, uma lente de aumento ou um microscópio. Mas uma vez craqueado o padrão, é possível chegar ao dono da impressora que produziu o documento suspeito.” A nota foi enviada por Halley Pacheco de Oliveira (halleypoΘyahoo·com·br), que acrescentou este link da fonte para maiores detalhes.”

Há alguns anos atrás eu já havia lido isso em algum lugar. E penso que isso faz sentido, caso se considere as práticas costumeiras do governo estado-unidense, que por sinal, pioraram ainda mais sob o governo Bush. De toda forma, fica o alerta! Ah, para mais informações, aqui, aqui, aqui e aqui.


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mai 31 2008

Por um Estado Laico

Categoria: Ceticismo,Cultura,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 20:19

Um leitor cobrou de mim um texto em comemoração à aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias pelo STF. Farei mais do que isso, porque, para quem é pai de uma criança com paralisia cerebral, como é meu caso, essa aprovação, como dizem os jovens, foi “tudo de bom”.

Quero tratar do que obriga nações a discussões absurdamente demoradas em questões que o bom senso requer que sejam resolvidas rapidamente. Quero falar da mistura do Estado com uma única religião.Vale ressaltar que fui criado com os valores da religião católica. Estudei durante minha infância e em boa parte da mocidade em escolas católicas. Casei-me na Igreja Católica e nela batizei meus filhos.

Mas, nessa questão das células-tronco e em outras, acho revoltante que a religião de alguns paute as vidas de todos. As pesquisas genéticas, sejam com células-tronco, embrionárias ou não, sejam de que natureza forem, podem pôr fim, um dia, a dramas terríveis, a sofrimentos indizíveis.

Temos outros direitos dos cidadãos sendo violados por leis que se pautam por dogmas católicos. O impedimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo, o mal chamado “casamento gay”, por exemplo. Quem tem preferências sexuais e afetivas que o catolicismo, entre outras religiões, não aceita, é tratado como cidadão de segunda classe.

E não é apenas socialmente. Dois homens ou duas mulheres decidem constituir uma vida em comum, constroem um patrimônio comum e a parte do casal gay que não for titular de tal patrimônio, se a parte titular vier a falecer, poderá perder o direito ao que ajudou a construir.

Apesar disso, homossexuais têm que pagar tantos impostos quanto os heterossexuais. A lei, influenciada pela religião da maioria, mas que não é a de todos, impõe deveres aos homossexuais comuns a todos os cidadãos, mas não lhes garante direitos que todos têm.

Há, também, a inexplicável lei contra o aborto. Centenas de milhares de mulheres morrem ou ajudam a lotar o esgotado sistema de saúde pública depois de serem levadas à beira da morte por práticas abortivas insalubres praticadas por charlatães.

O pior, na questão do aborto, é que os fanáticos religiosos que querem impor suas idiossincrasias a todos sabem que não estão impedindo que seja praticado. Sabem que apenas estão levando mulheres pobres à morte ou complicando um sistema de saúde pública exaurido, pois a mulher que sofre complicação num aborto mal feito vai parar em hospitais públicos quando poderia fazer o procedimento abortivo nesses hospitais, em segurança.

A batalha das pesquisas com células-tronco no STF, foi absurda. A suprema corte do país perdeu tempo, gastou dinheiro e atrasou pesquisas só porque alguns dos juízes se acharam no direito de impor a todo um país seus valores religiosos particulares. Quem é de outra religião ou não tem religião, em países como o Brasil tem sua vida absurdamente afetada por crenças abstratas das quais não compartilha. É uma violência.

O princípio da laicidade do Estado deve ser objeto de discussões no Congresso. Deve-se retirar das leis brasileiras a influência de qualquer religião. Não pode existir religião “oficial”. Esse é um conceito da Idade Média, absurdo e atrasado.

Eduardo Guimarães

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mai 31 2008

Galegofonia e Lusofonia

Categoria: CulturaSenhor_do_Servo @ 14:38

“O primeiro a nosa lingua, a lingua que falou este pobo, e a que falan e entenden galegos, portugueses, brasileiros, africanos e asiáticos”,

Manuel Murguía.

Este artigo, que non pretende ser un novo contributo ao xa extraordinariamente longo debate arredor de se galego e portugués son dúas variantes da mesma lingua ou linguas diferentes, si vai partir dunha premisa coa que a maior parte de persoas, expertas ou leigas, preocupadas pola lingua galega ou non, coinciden: quen fala galego e quen fala portugués poden entenderse con facilidade.

É este un feito de fulcral transcendencia no mundo de hoxe, onde as distancias xa non son tan limitativas como noutrora, de tal maneira que podemos comunicarnos de modo practicamente instantáneo con calquera parte do planeta e viaxar ou facer chegar bens a calquera lugar en horas. Un mundo que facilita, mais tamén esixe, a internacionalización empresarial a fin de garantir a estabilidade económica e potenciar o crecemento; un mundo que demanda a posta en contacto con outras expresións culturais que nos axuden a ser persoas máis abertas, máis comprensivas, máis tolerantes… máis maduras; un mundo no que proxectar unha solidariedade intelixente e completa, non meramente paliativa ou creadora de novas dependencias; un mundo no que desenvolver unha política externa propia, que nos visibilice como país. Un mundo, en fin, cheo de novas oportunidades.

É claro que para o aproveitamento das posibilidades actuais continúa a ser imprescindíbel usar códigos de comunicación, linguas. Neste sentido, hai meses, quen escribe este artigo ouvía a unha persoa da primeira liña da xestión cultural galega dicir: “Neste país temos un problema grave: non dominamos nada ben o inglés”. Isto é certo, e sen dúbida debe ser corrixido. Mais tamén é certo que se ten insistido de maneira irresponsábel, nos últimos tempos, en esquecer a formidábel proxección internacional da nosa lingua. O inglés, o español, o francés… son importantes e non debemos renunciar ao seu coñecemento e aproveitamento, nomeadamente no caso do español, mais resultan inútiles nalgúns lugares nos que a lingua galega non o é. Neses lugares temos, pois, unha vantaxe comparativa. E non está a ser aproveitada!

Eses países e rexións son habitualmente designados co termo Lusofonía, se ben que profesores brasileiros, portugueses e galegos teñen defendido que igualmente lexítimo sería usar a palabra Galegofonía, por ter sido o Reino da Galiza o dominio político no que a lingua galego-portuguesa naceu. E quizá sexa esta a palabra máis adecuada, por máis didáctica, no noso país.

Estados galegófonos ou lusófonos son hoxe Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Mozambique, Portugal, San Tomé e Príncipe e Timor Leste. E as rexións máis significativas son Goa, na India, e Macau, na China. A Galegofonía abrangue, así, 4 continentes. Mais os nomes que vimos de dar, por si propios, quizá digan pouco. Acrecentemos, pois, que a Galegofonía representa, sen incluír a Galiza, máis de 222 millóns de persoas no mundo e manexa a 50ª parte do PIB mundial. O PIB lusófono creceu en 2004 a un ritmo medio de 6,5%, tendo sido os crecementos medios de Mozambique e Angola no período 2000-2005 de 7,72% e 8,29% respectivamente. Constitúe, pois, un mercado considerábel con perspectivas de crecemento notábeis que chegan mesmo a ser extraordinarias se pensamos, por exemplo, que Angola podería crecer, segundo o Fondo Monetario Internacional, 14,3% neste ano e 31,4% no 2007. Téñase en conta que os países do euro, onde o empresariado galego está a concentrar un maior esforzo, creceron apenas 1,3% en 2005, segundo o Banco Mundial.

Aprofundemos aínda un pouco máis. O Brasil é unha potencia económica emerxente con espectaculares expectativas e que, entre outras cousas, podería vir a ser o principal produtor mundial de bio-combustíbeis, substitutos limpos e renovábeis do petróleo. Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsahariana e principal fornecedor desta substancia á China, actualmente. Mozambique foi o país co maior crecemento mundial do turismo no ano 2005. Macau e Goa son portas de entrada para a China e a India, respectivamente, dous dos mercados máis cobizados nos días de hoxe. No caso específico de Macau, ademais, esa porta está a ser consciente, intelixente e intensamente aproveitada pola China e polos países de lingua galego-portuguesa, a través do Fórum para a Cooperación Económica e Comercial entre a China e os Países de Lingua Portuguesa. Pénsese, por exemplo, que o comercio bilateral China-Timor Leste creceu 10 veces no presente ano.

A Galegofonía é costa, quilómetros e quilómetros de costa para o sector mariñeiro galego, e non só. “Da minha lingua vê-se o mar” dicía o escritor portugués Vergílio Ferreira. A Galegofonía é necesidade de edificios, de estradas, de universidades, de tecnoloxía, de coñecementos técnicos do máis diverso tipo… para o empresariado e profesionais especializados do noso país. A Galegofonía é tamén necesidade básica, de comida, de bebida, de medicamentos… para as nosas entidades cooperantes para o desenvolvemento. A Galegofonía son institucións e actividade diplomática intensa para que as nosas políticas e políticos poidan proxectar o país no mundo e tamén para que poidan adquirir unha visión máis completa e fértil á hora de gobernar. Galegofonía son os Xogos da Lusofonía, para mostrar ao mundo as seleccións galegas e dar oportunidades ás nosas e aos nosos deportistas que, doutro xeito, quizá nunca chegarían a ter. O próximo encontro, ademais, será en Lisboa. A Galegofonía é actividade cultural intensa e heteroxénea coa que nos enriquecer, e tamén mercado cultural para as creadoras e creadores da Galiza: de literatura, de música, de pintura…

A nosa lingua, en fin, ábrenos un mundo de oportunidades no que a Galiza xorde en situación de verdadeiro privilexio: é un país desenvolvido que non carga co pasado metropolitano portugués, mais co que todas as persoas no mundo que falan a lingua de Camões (cuxos avós eran de Nigrán, convén non esquecer) poden entenderse sen maiores dificuldades. Non se fala aquí de nacionalismo ou galeguismo, senón de senso común, de pragmatismo.

Quen escribe este artigo ten xa constatado, na súa breve experiencia, que no Além Minho a Galiza conta con todas as simpatías e apoios e con toda a disponibilidade precisa para que o noso país se integre sen obstáculos e na primeira liña.

Non vamos facer nada ao respecto?

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mai 31 2008

Um Moçambicano

Categoria: Amenidades,Cultura,InternacionalSenhor_do_Servo @ 13:35

Do Palavrarte uma entrevista com Rogério Manjate, literato moçambicano:

Vamos começar pelo papo na praia da Pajuçara, em Maceió, na beira do Atlântico, bebericando e conversando sobre muitas coisas. Uma curiosidade bastante interessante é que falamos a mesma língua, cada qual com suas peculiaridades, embora você esteja no Índico e nós brasileiros, no Atlântico. Inclusive, há aquele fato de que depois de alguns quilômetros saindo de Maputo, outras línguas surgem. Fala um pouco a respeito disso, dessa diversidade lingüistica e da formação moçambicana.


É mais ou menos isto, andas 400 Km, e ouves uma nova língua. Meus pais falam chope, que apenas percebo, nasci em Maputo, falo changana e ronga; as línguas que se falam a partir dos cerca de 900 km de Maputo eu não percebo, só identifico uma ou outra palavra por elas serem bantas.

A língua portuguesa é que estabelece, a famosa unidade nacional, é a língua oficial, mas que não é falada por mais de metade dos 16 milhões de habitantes, devido ao alto índice de analfabetismo. Como podes imaginar a literatura não é para muitos, confinando-se às cidades, e para os privilegiados. Esta coisa das línguas, vai associada com a diversidade de ritos, de danças, de ritmos musicais que este país tem. Por exemplo, o norte de Moçambique, tem grandes influências árabes, pois estes estiveram antes dos portugueses a fazerem trocas comerciais (no entanto Vasco da Gama descobriu Moçambique) aliás há semelhanças nesse aspecto com o nordeste do Brasil, e essa influência está presente na música, na gastronomia, e mais.

Por isso, moçambicanidade é algo que se vai construindo a cada dia e vai levar muito tempo, e não sei que rumos tomará com a globalização ocidental. E a moçambicanidade é algo que a literatura vinca bastante.

(…)

- No meio da nossa conversa você me falou muito da literatura, da música e do teatro brasileiro, e, também, da preocupação de uma outra imagem que chega daqui em Moçambique. Como é que o Brasil chega até você, que impressão você levou do Brasil?

Brasil não conhece Moçambique, pois só lá chega quando há catástrofes, e grande parte de brasileiros com quem falei pensa que África é um país, quanto mais Moçambique! confesso fiquei chocado… e são pessoas que meia volta dizem, eu sou africano! Mas a nós o Brasil chega das telenovelas, que são vistas desde 85. É por isso que ouvi uma estudiosa portuguesa um dia dizer que “neste momento teme mais o imperialismo cultural brasileiro” mais por via da televisão, a telenovela.

Vais hoje aos países que falam português, Portugal também, vais encontrar influências brasileiras na linguagem quotidiana. E isto também reflecte-se na música, só chega a brega. Mas pessoas bem informadas, cultas, conhecem um pouco mais do Brasil, mas melhor mesmo é indo… a literatura brasileira tem influenciado bastantes autores moçambicanos, sem sombras de dúvida.

A música também, veja que eu, por exemplo, escrevi o conto Jorogina e o Mar, inspirado na poesia de José Craveirinha e também nas músicas do Chico Buarque e a eles dedico: a sensibilidade, a forma genial como o Chico trata as prostitutas na sua música.


Adorei o Nordeste, o grande movimento cultural que se faz sentir, as comidas, meu deus. Trago comigo uma imagem muito boa do Brasil, a força que vocês fazedores de arte têm, as grandes iniciativas que pude testemunhar, o grande movimento que se faz para o resgate das identidades culturais, (com algum (e contra o) preconceito) principalmente a africana, apesar de algumas vezes me parecer que querem ser mais africanos que os próprios africanos, a euforia é notável, e acho que é movido pela perda das raízes, o que se tenta buscar agora. E pensam que nós africanos também temos o mesmo problema, por exemplo a luta negra; os cenários são diferentes. Mas muitas pessoas esquecem-se que África também sofre as suas transformações, é a urbanização, globalização, essas coisas que afectam todas culturas.

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mai 30 2008

Colômbia: Uma Topografia da Fraude

Categoria: Internacional,MídiaSenhor_do_Servo @ 18:25

Descubro por meio de uma nota no Rebelión que o governo da Colômbia, sempre equipado com seu inseparável computador-oráculo, anunciou aos quatro cantos que as Farc planejavam estender suas ações a outros países. A Madri (Espanha), mais concretamente. Isso mesmo, creiam!

Por Okrim Al Qasal*

Ao que parece, o Exército colombiano não conhece sua própria geografia, porque o plano -no caso de ser algo real – fazia referência ao município de Madri, no departamento colombiano de Cundinamarca, não à Madri castelhana, onde a guerrilha supostamente pretendia agir.

Alguém dirá que esse desconhecimento sobre a situação da Madri colombiana – onde há uma escola de suboficiais, potencial objetivo da guerrilha – se deve ao fato de que o referido município se encontra na parte mais profunda e inacessível da selva colombiana… mas, na realidade, está situado a 25 km de Bogotá, a capital do país.

É que os nomes dos municípios colombianos se prestam a confusões como essa, ainda mais quando alguém é incapaz ou está mal-intencionado – ou as duas coisas, como é o caso do governo do país, de se porta-voz local (“El Tiempo”) e seu ainda mais fiel porta-voz internacional, o jornal “El País”, da Espanha.

Por exemplo, o executivo de Uribe poderia ter anunciado também planos contra outras “cidades espanholas”, como por exemplo Segovia, Toledo, Granada y Cáceres (municípios do departamento de Antioquia), Córdoba (Nariño), Málaga (Santander) ou Pamplona (Norte de Santander).

Ou até mesmo delirantes incursões armadas em Valparaíso, Copacabana, Armênia, Argélia, Palestina, Filadelfia e até Veneza (suponho que um ataque naval), já que todos são nomes de cidades colombianas.

Surge a dúvida se esses “erros” são intencionais ou não. Recordemos de casos como o da suposta foto de Gustavo Larrea, ministro equatoriano do Interior, com Raúl Reyes, quando na realidade tratava-se de Patrício Etchegaray, dirigente comunista argentino. A foto foi exibida como troféu de caça por “El Tiempo” e pelo executivo colombiano, e teve ampla difusão internacional.

Mas as artimanhas do uribismo se saíram com mais uma das suas: já espalhou no inconsciente coletivo dos numerosos e desafortunados leitores de “El País” que as Farc pretendiam explodir monumentos como a estátua de Cibeles ou a Puerta de Alcalá. Disso se tratava, de se justificar moralmente diante da opinião pública internacional, como uma reserva para qualquer operação que seja levada a cabo. Ou não?

Por isso, duvido se o governo colombiano está enfermo de cretinismo topográfico. Ou simplesmente enfermo.

* Okrim Al Qasal é jornalista e a nossa mídia, mentirosa.

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mai 28 2008

Nossa língua portuguesa

Categoria: Apoiamos,Cultura,InternacionalSenhor_do_Servo @ 14:02

Logo aí abaixo um excepcional texto contra-argumentativo, sobre o acordo ortográfico da língua portuguesa, publicado no igualmente bom blogue Quintus:

O debate ocorrido neste dia na Assembleia da Manhã e que tivemos oportunidade de – parcialmente – assistir entre o Dr. Vasco Graça Moura, do lado da oposição à ratificação do 2º protocolo modificativo e do Reitor da Universidade de Coimbra, Carlos Reis, foi muito interessante á que permitiu condensar em pouco mais de uma hora as posições dos defensores do Acordo e dos seus detractores, deixando antever uma certa indefinição ou hesitação latente entre os países africanos de expressão oficial portuguesa aqui representados: Angola indirectamente e São Tomé e Príncipe, mais directamente.

No que concerne ao tema que vamos analisar, é importante rebater passo a passo, frase a frase e parágrafo a paragrafo a intervenção de Graça Moura, não só porque se arvorou como paladino público da causa dos opositores à implementação do Acordo Ortográfico de 1990 mas porque utilizou nesta intervenção um discurso e uma selecção de palavras intensamente gongóricas e inflamadas que pontuam o seu texto: “poder mírifico”, “ofensa chocante”, “deplorável mutilação”, “desfiguramento”, “os prejuízos serão astronómicos”, “existências gigantescas de dicionários”, “custos inadmissíveis”, “catastroficamente”, “autêntica violência”, “desorientação dos estudantes”, “desagregação de identidade”, “ingenuidade lusitana”, para citar apenas as mais gritantes… Perante este discurso apocalíptico, urge responder ponto a ponto, com a devida ressalva que tecnicidades linguísticas não são do nosso foro. Nem no de Graça Moura, aliás, já que não é umlinguista de profissão e carreira, stricto sensus…

A continuação, com os argumentos e contra-argumentos, está aqui:

 

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mai 27 2008

A elite cambaleia

Categoria: Cultura,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 15:43

Observe bem esta notícia publicada no jornal argentino “Página 12“: “sábado pasado jóvenes universitarios hostigaron en la zona de El Abra a columnas que acudían a un acto en el estadio Patria, en el que hablaría el presidente Evo Morales. Al menos 20 personas fueron tomadas como rehenes, obligadas a quitarse la ropa primero y arrodillarse frente de la Casa de la Libertad después, por lo que Morales debió suspender su visita.”

Reparem bem: “jovens universitários”. Decerto como os cinco marginais que espancaram uma doméstica, sob a justificativa que acharam que “ela era uma prostituta”. E se enganam aqueles que pensam que o exemplo da juventude nazi, ops, camba, não representa bem a nossa “elite” latino-americana, branca, bem nutrida, universitária, estúpida e criminosa. É uma elite que, como os reis absolutistas da Europa pré-revolucionária, acham que tem uma espécie de “direito divino’, garantido por sua cor de pele, sua altura e seus diplomas.

Mais, essa juventude racista boliviana não é a única que cansou de ser hipócrita e mostrar sua facezinha rosada e nazista. A nossa também já se “cansou“, se lembra? Quem não se lembra da cara de merda da Regina “Eu Tenho Medo” Duarte, Ivete Sangalo e Ana Maria Brega emprestrando seus botox-rostinhos ao movimento da elitezinha cansada. A OAB do golpista D’Urso, defensor dos casal de bispos contrabandistas da Renascer “cansou”.

A elite latino-maericana já perdeu o comando de quase todos os países latino-americanos, oscila perigosamente na Costa Rica e no Peru e conserva apenas El Salvador e Colômbia, com ostensivo apoio do Império, e sabe-se lá até quando.

A nossa mídia golpista, aliada histórica desta direita retrógada e entreguista, que vem sendo finalmente derrotada, tenta reagir. Eles todos se cansaram de ver pessoas mais pobres consumindo, alguns exigindo direitos e portando diplomas. Se cansaram deste mundo em que ter diploma não é mais ter pedigree, é apenas ter competência. Se cansaram de ver presidentes sem cursos superiores, como Lula e Morales e se cansam mais ainda de ver presidentes com mestrado, como Chávez, ou intelectuais, como Rafael Corrrea. Mas que se cansem! O mundo mundo e nem mesmo os Estados Unidos podem agir comos e nada tivesse mudado.

Por fim, que essa elitezinha racista boliviana, que gosta de humilhar índios e também a brasiliense, que prefere queimá-los,  vá a merda. E que seu racismo e sua mediocridade continue sendo desmascarados, para que seu fim enquanto opressores seja não apenas rápido, mas instrutivo.

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mai 24 2008

Amizade

Categoria: Conto,Vinícius R²Vinícius @ 21:47

Fora sugestão do gerente do banco que Laura e Cláudia voltassem juntas para casa. Ambas moravam em um edifício distante somente três quadras do salão, no qual se comemorava o sucesso da nova promoção do banco. Já era noite e o trajeto, apesar de curto, seria mais perigoso desacompanhado. Recusando e agradecendo a oferta de carona de um colega, não restara outra opção à Laura se não acatar a sugestão do gerente.

Ela não era amiga de Cláudia. Colega, talvez. As duas trabalharam por anos na mesma sala, quase ao lado uma da outra. Mas eram tipos diferentes. As personalidades se chocavam e, talvez por preconceito, nunca se deram a oportunidade de conversar.

A impressão que todos tinham de Laura, exceto os amigos mais íntimos, era de extrema austeridade e frieza. Afinal, ela mal respondia os bom-dias que lhe desejavam, e muito menos tinha a iniciativa de desejá-los. Falava pouco, escutava bastante e tinha o péssimo hábito, pelo menos na opinião de Cláudia, de observar bastante as pessoas.

Esta, por sua vez, era bem extrovertida. Querida por todos, sempre risonha e faladeira, Cláudia contava para quem quisesse ouvir como haveria de ser o seu conto de fadas e o príncipe encantado que, segundo ela, estava por aparecer. Era sentimental e feliz. Enquanto sobre a vida íntima de Laura, nada se sabia; a de Cláudia era um livro aberto e folheável.

Na sala em que trabalhavam, no banco, apenas a mesa de um outro funcionário – não só uma mesa, mas uma verdadeira muralha – as separavam. Eis que tal funcionário era Murilo. Tranqüilo ao extremo, alegre ao seu modo, responsável e honesto sempre, sapatos de couro e cabelos rebeldes: eis a muralha.

Tijolos à parte, como a boa observadora de que todos taxavam Laura, ela tinha opiniões formadas sobre ambos, após anos e observação pura e aplicada. Não se tratava de um empirismo ofensivo, contudo. Nem exagerado. Nisso se resumiam as raras horas de folga e os últimos minutos do expediente, quando o banco ia gradativamente fechando suas portas.

E a muralha era acrescida de alguns milímetros a cada dia. Tanto da parte de Laura, devido aos resultados de suas observações, quanto por parte de Cláudia, devido à indiferença com a qual não sabia lidar. Até que um dia, esta última resolvera abandonar o cargo de construtora. Deixou estar e seguiu a vida, sem mais pensar na outra. Laura, contudo, continuou sobrepondo tijolo por tijolo.

Mas, naquela noite, sem muralhas, ou pelo menos não sem sua interferência direta, era chegada a hora de se enfrentarem. O momento – não se sabe por quem – tão esperado. Já tinham percorrido metade do trajeto, em um silêncio mortífero. Estavam, naquele instante, em um trecho mal iluminado e deserto. Não que isso as assustasse. Aquela rua era muito movimentada, só não apresentava ser devido ao horário, supuseram elas.

Não fazia frio. Era uma típica noite de verão, com um céu sem nuvens e uma Lua Cheia bem visível. As estrelas só não o eram mesmo, pela poluição da grande cidade, que escondia a abóbada celeste. Mas ventava. E farfalhavam as folhagens. De repente, o som proveniente de algum inseto cessou. Foi quando tudo aconteceu.

- Passa a grana, dona! – ouviu-se.

Da penumbra surgira um sujeito corpulento e com praticamente todas as partes do corpo cobertas. Somente o nariz, os olhos e a boca pareciam estar de fora. Ele trazia na mão direita, em plena posição de uso, alguma arma que Laura julgou ser um revólver.

As duas mulheres, de susto e de medo, estavam paralisadas. Laura pareceu, ao menos para Cláudia, ter se agarrado um pouco mais à bolsa.

- Eu não gosto de esperar! – alertou o assaltante, preparando o revólver para um tiro.

Então, eis que um turbilhão de pensamentos, sentimentos e recordações dispersaram-se pela mente das duas mulheres.

Laura se viu em perigo mortal ao lado da pessoa com quem tinha menos afinidade. Aliás, que fosse franca com ela mesma, principalmente em um momento daqueles: estava ao lado da pessoa que mais detestava, sem ter nem trocado mais de cem palavras com ela, até então. Mas conversar, para Laura, era dispensável. A essência estava na observação. Segundo ela, a conversa sempre esteve sujeita às mentiras. A análise baseada em observação, contudo, demonstrava o comportamento das pessoas nas mais diferentes situações, sendo o mais próximo possível da realidade. Mesmo que tal observação fosse de longe.

Cláudia, contudo, por estar do lado de uma pessoa que considerava desconhecida, tinha mais medo ainda. Que apoio poderia receber da pessoa que mal respondia seus comprimentos? E como enfrentaria uma situação daquelas sem apoio? Se apenas houvesse uma muralha entre ela, o bandido, e Laura! A muralha que a protegesse e que oferecesse o apoio negado por Laura…

O assaltante, também, não estava tão menos nervoso que as mulheres. Tremia e fazia tremer a arma em sua mão. Fosse a ocasião apropriada, Cláudia diria se tratar de um marinheiro de primeira viagem. E teria os risos e aplausos de aprovação das pessoas, como sempre fora…

- Eu já disse pra andar logo! É o último aviso! – gritou ele, puxando a bolsa de Laura e se dirigindo para a de Cláudia.

- Eu não… não posso! – chorou Cláudia, com todas as suas forças. – Eu preciso muito do…

- Se eu não precisasse de dinheiro também, não estaria aqui, tia! – justificou o assaltante, levando a mão à bolsa de Cláudia. – Vai ser por bem ou por mal?

Por mal, teria sido a resposta de Cláudia caso esta tivesse dado uma. Saiu correndo, o mais rápido que pôde. A arma de fogo, contudo, seria bem mais rápida. O bandido já a tinha na mira…

Mas Laura não se conteve. Levantou-se do canto em que estava caída, horrorizada com o incidente e, sem pensar duas vezes, renunciou à possibilidade de, algum dia, ser tão feliz quanto Cláudia. Recebeu o tiro.

O sangue e a queda súbita da mulher fizeram o assaltante desistir de seus planos e fugir. Levou consigo a bolsa e a vida de Laura. Cláudia, contudo, saiu ilesa, sem jamais entender a atitude da amiga.


mai 23 2008

Chapeuzinho Vermelho by “Veja”

Categoria: Mídia,Política,Senhor do ServoSenhor_do_Servo @ 17:10

Era uma uma vez uma garota comunista tão afeita a violação das regras democráticas e da liberdade de mercado e tão descrente do importante papel que os Estados Unidos desempenham no mundo que lha chamavam “Chapeuzinho Vermelho”. Ligada as FARC, ao PT e provavelmente a Al Qaeda, a garota terrorista deveria levar alguns dólares de um grupo terrorista colombiano para financiar uma campanha petista. Seu contato se chamava “Vovozinha”.

Fontes revelaram então que, sabendo da iminência deste ataque a democracia, um amável lobinho, alcunhado perversamente de “Canis lupus taxado de insuficientmente bom por esquerdistas dos quais toda pessoa de bem e todo especialista sério discordaria“, buscou algum método para atrasá-la e seguiu por um atalho, para pegar a perversa Vovozinha em flagrante delito. Todavia, a vovozinha corrupta tentou comprar D. Tantas, mas ele, por ser pessoa de ilibado e incomensurável apreço pela verdade, não apenas resistiu a tentativa de achaque como gravou tudo e devorou, moralmente, a Vovozinha.

Feito isso e armado das mais puras e honestas intenções, o lobinho espera a Chapeuzinho Vermelho, que finalmente chega e começa a lhe inquerir, desconfiada do inofensivo anjo lupino, que contava com o apoio sincero e descompromissado de dois cordeirinhos mansos para lhe enaltecer as virtudes, que para nós estão bastante óbvias. De toda forma, logo logo a malvada comunista começa o seu vendaval de questões descabidas:

_ Vovozinha, por que estes olhos tão grandes?

_ É para enxergar melhor as armações do PT.

_ Vovozinha, para que tantos dossiês?

_ É para proteger melhor o país das tentativas de roubo dos petistas, disse o Canis lupus não tão bom assim.

_ Vovozinha, por que esta boca tão grande?

-É para denunciar melhor o PT em um meio de comunicação nacional, de grande circulação e com grande afeição pela verdade.

Disse isso e começou a correr atrás da Chapeuzinho Vermelho, afim de denunciá-la, sem pensar em seus interesses pessoais, apenas na verdade. Todavia, um caçador petralha, provavelmente financiado por Cuba, chegou e assassinou brutalmente o pobre canídeo, de modo que os dólares ilegais foram entregues a “Vovozinha” e o país agora encontra-se sobre grande ameaça petralho-farcista, da qual talvez apenas o bom povo dos Estados Unidos ou da África do Sul pode nos salvar!

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mai 23 2008

Entre o poder e a esquizofrenia

Categoria: Economia,Internacional,Senhor do ServoSenhor_do_Servo @ 11:05

Segundo a Folhaa Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA aprovou nesta terça-feira uma lei que permite ao Departamento de Justiça processar os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) por limitar a oferta de petróleo e por fixar os preços da commodity. A Casa Branca, no entanto, deve vetar a medida. A medida submeteria os países do cartel –entre eles Venezuela e Irã, com quem os EUA têm relações difíceis– às mesmas leis antitruste que regulam as operações das empresas americanas.”

Em resumo, eles estão legislando sobre território internacional, que não lhes pertence nem lhes compete, como se fossem os donos do mundo. Mas mais do que isso: estão querendo proibir que NAÇÕES de se associarem e defender seus próprios interesses. Quem lhes outorgou este poder?

Mas há algo mais medonho do que isso: o que eles vão fazer se os países da OPEP ignorarem solenemente este ridículo? Será que não perceberam que são ELES (os EUA) que precisam do petróleo? E que se os países da OPEP pura e simplesmente não lhes venderem petróleo, a sua economia debilitada afunda de uma vez? Ou pior, será que nunca ouviram falar de “petrodólares”, que são recursos de TRILHÕES de dólares nas mãos dos inimigos de Hollywood, como árabes e orientais?

Deixaram a China, o Japão, os árabes, os europeus absorverem trilhões de dólares aos quais eles, os estado-unidenses, devem pagar muitas dezenas de bilhões de dólares em juro todo ano. Pior: entre 1989 e 2009 a dívida pública nacional terá saltado de 2,7 bilhões para 10 trilhões de dólares, ou seja, terão deixado que em 20 anos sua dívida pública tenha aumentado quase 4 mil vezes e mesmo assim, ainda acham que têm poder para dissolver a OPEP por decreto de seu congresso.

O que os ianques não perceberam que esta não é a Guerra Fria, que eles ganharam ao jogar a URSS em uma corrida armamentista inútil e suicida. Esta é na verdade uma Guerra Surda que eles estão perdendo por que árabes, chineses, asiáticos e russos (suprema ironia) estão emprestando trilhões de dólares aos EUA e adquirindo ainda mais trilhões em ativos estadunidenses. Em resumo: aqueles que os EUA chamam, ainda que sub-repticiamente e em seus filmes, de inimigos, são os mesmos para quem estão vendendo a alma. Ou eles acham que os credores nunca quererão receber o dinheiro de volta? E isso sem falar no déficit comercial, que só em 2008 será de mais de 800 bilhões de dólares e do déficit público de outras centenas de bilhões anuais.

Se tudo isso já não bastasse, os Estados Unidos ainda tem de lidar com os problemas decorrentes e tendencialmente cada vez mais graves da desvalorização do dólar. Devendo até as cuecas, gastando muito mais do que arrecadando e comprando muito mais o que vendendo, os Estados Unidos tem duas saídas para tamparem os buracos que crescem cada vez mais: ou aumentam a dívida, o que amplia o buraco, ou emitem mais moeda ou títulos lastreados em dólares. Tanto uma como outra opção significam excesso de dólares no mercado. Havendo excesso de oferta, o preço da mercadoria, isto é, do dólar, cai em relação a outras moedas. Desvalorizado e com grande parcela de sua economia dependente de importações trilhonárias, inclusive de produtos e matérias-primas básicas como combustíveis, metais, alimentos e eletrônicos, a inflação é um perigo que bate na porta dos ianques. Mas para conter a inflação, os Estados Unidos teriam de elevar os juros da dívida; o problema é que eles devem demais e isso fariam com que tivessem de gastar mais dinheiro para pagar os juros desta mesma dívida e atrairia investidores que a aumentariam.

Não podendo controlar a inflação e a desvalorização do dólar por mecanismos cambiais, eles poderiam optar pelo caminho do aumento da oferta. Ocorre que para fazer isso, eles têm de superar dois problemas: o primeiro é que os EUA estão em recessão e pouca gente se dispõe a investir nestas circunstâncias. E finalmente, parcela considerável de sua capacidade produtiva foi desmontada pela liberalização da economia que eles mesmos promoveram e que levou centenas de empresas a desmontarem suas fábricas nos EUA e as remontarem em outros países. De toda forma, há uma série d eprodutos, fundamentais para a economia estado-unidense, cujo aumento da oferta não depende ou depende pouco dos próprios ianques, como petróleo, metais, energia e um sem número de outras mercadorias. Enquanto isso, fundos de investimentos soberanos de países da OPEP, com patrimônio de centenas de bilhões de dólares vão pouco a pouco, comprando empresas estadunidenses. Como se vê, ao tentar proibir a OPEP por decreto, o Congresso dos EUA deram sinais de várias coisas, menos de inteligência.

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