set 21 2008

A mídia e o ocaso das grandes mentiras

Categoria: Apoiamos,Cultura,Economia,Internacional,Internet,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 18:30

Por Eduardo Guimarães

Venho escrevendo há anos que os grandes conglomerados de mídia, em todas as partes do mundo, cumprem, há muito tempo, a missão desonrosa de promover mais a desinformação do que a informação. Tal afirmação pode parecer radical e generalista, mas, se analisarmos fatos recentes da política nacional e internacional, veremos o contorcionismo que os grandes meios de comunicação têm feito para manter o público desinformado.

Pincei, pois, três crises políticas a fim de exemplificar minha tese, uma nacional e duas internacionais: a crise do suposto grampo de conversa do presidente do STF, Gilmar Mendes, a da tentativa de golpe na Bolívia e a da expulsão da Venezuela de membros da ONG Human Rights Watch por ordem do presidente Hugo Chávez. Em todos esses casos, os grandes meios de comunicação trataram de omitir e distorcer fatos da maneira mais descarada que se possa imaginar, invertendo totalmente a prioridade jornalística e dando notícias que os incomodam com destaque inaceitavelmente reduzido e a reboque de simples blogs e sites políticos, infinitamente menos estruturados do que os grandes veículos de comunicação, mas que, assim mesmo, conseguiram “furá-los” com grande facilidade nesses três assuntos.

No caso da suposta gravação ilegal de conversas telefônicas entre o presidente do STF e políticos da oposição ao governo Lula, a mídia tratou de impedir que fosse difundida uma das constatações mais elementares que se pode fazer sobre o assunto, a de que, para levantar tais acusações, do ponto de vista legal seria imperativo apresentar ao menos uma única prova de que o tal “grampo” realmente existiu, e isso jamais aconteceu.

Se você contar a alguém de algum desses países nórdicos de alto estágio civilizatório que uma acusação da gravidade dessa que os inimigos políticos do governo federal fizeram contra ele – sem uma única prova material, diga-se – gerou a queda do comando do órgão de inteligência do país, certamente essa pessoa ficaria perplexa. Imaginem, nos EUA, uma reportagem derrubar o comando da CIA por conta de uma suposta gravação ilegal de uma alta autoridade, sendo que tal gravação não foi ouvida por ninguém além daqueles que denunciaram sua existência. Com tranqüilidade, porém, o presidente da República afastou a cúpula da Abin para “facilitar as investigações”, pois certamente sabia que não provariam nada. Afinal, desde o início ficou claro que tudo se tratava de um factóide que visava manter acuado o governo federal.

Tratou-se, pois, de mais uma de muitas estratégias desesperadas de opositores políticos do governo Lula, deixados sem discurso por êxitos econômicos desse governo que ameaçam enterrar as perspectivas oposicionistas de recuperar o poder na sucessão presidencial de 2010.

O noticiário dos grandes meios de comunicação vem fazendo um contorcionismo circense para desinformar a opinião pública sobre o assunto, fazendo-a crer que se avolumam as provas de que o presidente do STF teria sido “grampeado” quando a verdade é a de que, até agora, não surgiu uma única evidência consistente de que isso aconteceu. Para que se possa dimensionar a gravidade da desinformação promovida por grandes jornais, revistas e redes de tevê brasileiros, a afirmação peremptória desses grandes meios de desinformação de que a Abin teria equipamento para fazer escutas telefônicas foi desmontada cabalmente, mas os que tratam de desinformar o público procuram minimizar um fato que deveria ter posto uma pá de cal no assunto.

Como no caso dos grampos, a crise na Bolívia também produziu um noticiário falso como uma nota de 3 reais. Grandes grupos de comunicação trataram de falsear a realidade de uma maneira que beira o fantástico, a ficção. Aliás, o melhor exemplo da desinformação que os grandes conglomerados de mídia vêm promovendo nessa questão não está nem no Brasil. Li uma postagem do blogueiro carioca Mello que me deixou de queixo caído. Tal postagem, a meu ver, constitui-se, talvez, numa das provas mais inquestionáveis de que o mundo está sendo ameaçado por grandes e poderosos meios de desinformação.

Segundo o Mello, o jornal espanhol “El País”, cujo grupo empresarial controla vários veículos de comunicação na Bolívia, identificou para seu público uma foto das ações da milícia fascista e racista boliviana auto-intitulada União Juvenil Cruzenha como se os que aparecem na foto fossem seguidores do presidente da Bolívia, Evo Morales, e identificou, também em foto, índios apoiadores do governo boliviano como sendo opositores desse governo.

Pior do que isso foi a ocultação, pelas tevês brasileiras, de vídeo amplamente difundido na internet que mostra o massacre dos camponeses leais a Evo Morales, numa ação comprovadamente promovida pelo governador do estado boliviano de Pando, Leopoldo Fernández, contra quem há uma enormidade de provas de que mandou mesmo promover o massacre.

No dia da prisão de Fernández, no entanto, os grandes meios de desinformação diziam que ele havia sido preso por desrespeitar o estado de sítio imposto pelo governo da Bolívia no “departamento” de Pando, quando, na verdade, a principal causa da prisão do governador foram as provas documentais de que ele havia ordenado o massacre de civis. Tal é a quantidade de provas contra Fernández que nem os outros governadores da “Meia Lula” boliviana colocaram sua libertação como pré-condição para negociarem com o governo Evo Morales. Se a prisão do ex-governador de Pando tivesse sido injusta, seria inconcebível que os governadores oposicionistas aceitassem negociar com quem o prendeu, pois se prendeu um deles injustamente é óbvio que todos estariam ameaçados de sofrer o mesmo.

Foi possível encontrar tal análise em qualquer grande meio de comunicação? De maneira nenhuma. Pelo contrário: tevês, grandes jornais e portais de internet tratam de tentar passar ao público a idéia de que o governo Evo Morales prendeu injustamente um oposicionista. E, apesar das evidências, esses veículos alegam (em off) que não podem “tomar partido” de nenhum dos lados, pois a situação estaria “nebulosa” na Bolívia – andei conversando com uma fonte que tenho num grande jornal e essa foi a explicação que recebi para a grande mídia brasileira estar minimizando os crimes contra a humanidade cometidos pelos fascistas da “Meia Lua” boliviana.

Essa nebulosidade da situação política em certos países latino-americanos – e tal nebulosidade realmente existe nesses países devido às posições extremadas dos atores envolvidos –, porém, não impediu a mídia de tomar partido, escancaradamente, na questão da medida do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de expulsar, primeiro, o embaixador americano em seu país, e, depois, membros da ONG “Human Rights Watch”, organização financiada pelo governo americano que produziu relatório acusando o governo da Venezuela de ditatorial, em suma.

Para falar da expulsão do embaixador americano por Chávez, primeiro temos que falar da expulsão do embaixador americano por Evo Morales. Todos os grandes meios de comunicação esconderam detalhes importantíssimos do currículo do embaixador dos EUA que o governo boliviano expulsou, como o fato de que o diplomata Philip Goldberg é do “primeiro time” da diplomacia americana e com histórico de envolvimento com separatismos no Leste europeu. E também esconderam a natureza dos encontros desse diplomata com a oposição boliviana e a natureza dos encontros do seu homólogo na Venezuela com a oposição daquele país.

No dia a dia, os cidadãos mais informados, sobretudo os de regiões do país mais conservadoras como São Paulo, Rio, Santa Catarina ou Paraná, podem constatar o expressivo contingente de pessoas supostamente bem informadas que acham que Evo Morales é um ditador e que, como diz o relatório da Human Rights Watch sobre a Venezuela, naquele país vige algum tipo de censura à imprensa. Tanto uma quanto outra afirmações são totalmente descabidas. Conheço muito bem a situação política da Venezuela e a da Bolívia, pois viajo com certa freqüência a esses países e, analista político compulsivo, dedico-me, durante tais incursões que faço, a reunir o maior volume de informações possível sobre os quadros políticos locais.

A liberdade de imprensa na Venezuela é absoluta. Na verdade, a liberdade que havia para falar do governo naquele país, até algum tempo atrás, não era apenas de criticar, mas de insultar e caluniar pesadamente o presidente da República. Afirmo a vocês que, faz alguns anos, estive na Venezuela e assisti, na tevê, programa em que o presidente constitucional do país foi chamado de “pedófilo”, de “homossexual”, de “drogado” etc. Não conheço nenhuma democracia no mundo em que se possa falar assim do governante do país. Diante daquela situação absurda, portanto, o governo venezuelano conseguiu aprovar uma lei que penaliza calúnias e insultos desse jaez. Nada demais. Não foi por outro motivo, pois, que estive na Venezuela faz pouco mais de dois meses e constatei o grande volume de ataques e críticas que Hugo Chávez continua recebendo na mídia.

O que acontece na Venezuela, no entanto, é que por lá o governo tem como reagir com a mídia que criou para o Estado para enfrentar a mídia privada. Sendo assim, todas as noites tevês estatais e privadas travam uma verdadeira guerra. A “Globovisión”, por exemplo, que é privada, engalfinha-se com a “Venezolana de Televisión” (VTV) diariamente. Quando estive naquele país, recentemente, a “Globovisión” estava promovendo um cerco à casa de um ministro de Estado, dando-se ao luxo de telefonar para a casa dele durante à noite e colocar a chamada telefônica no ar, em horário nobre, tecendo depois vários comentários desairosos sobre o ministro.

E como se não bastasse isso, Chávez, eternamente acusado de manipular eleições apesar dos observadores internacionais que sempre referendaram todas as eleições naquele país, aceitou o resultado do último grande processo eleitoral venezuelano (um plebiscito sobre reforma constitucional) sem qualquer questionamento, apesar ter perdido, enquanto que a oposição a ele jamais aceitou a legitimidade das eleições que perdeu.

sobre a Bolívia, a mídia desinforma os brasileiros dizendo que a constituição que Evo Morales quer que seja referendada pelo povo foi “aprovada por constituintes governistas”, como se tal aprovação tivesse sido feita com exclusão da oposição, como se esta tivesse sido impedida de participar do processo constituinte, sendo que, na verdade, essa oposição retirou-se voluntariamente da sessão da assembléia constituinte que aprovou o novo texto constitucional.

Grandes conglomerados de mídia, aqui e em toda parte, constituem-se hoje, como ontem – e como anteontem –, em meios de desinformação, em ferramentas para se fazer prevalecer mentiras, para ocultar fatos essenciais para que o público possa tomar decisões fundamentadas em diversas áreas, sobretudo na área política. Na questão do acesso a informações corretas e amplas sobre questões cruciais, porém, a humanidade apenas começa a sair de uma era medieval, de uma era de trevas no conhecimento que durou milhares de anos, até que surgisse uma ferramenta extraordinária para a Democracia como é a internet, que, ainda que timidamente, começa a soterrar práticas medievais das aristocracias mundiais de impedirem as massas de saberem o que não queriam que soubessem. É o começo do fim da Idade Média na mídia.

Que época para se viver, que privilégio podermos participar dessa revolução humana, dessa superação histórica da escuridão do conhecimento que está acontecendo mundialmente graças à tecnologia, o que mostra que a humanidade continua achando seu caminho para, ao fim de ciclos que às vezes duram séculos e até milênios, ir solucionando seus problemas mais dramáticos.

 


set 21 2008

NEOLIBERALISMO, O SOCIALISMO DOS RICOS

Categoria: Economia,Internacional,PolíticaSenhor_do_Servo @ 15:22

James Moore, no Huffington Post

Não deixe eles te dizerem que o derretimento econômico é uma confusão complicada. Não é. Nossa crise financeira nacional é facilmente entendível por qualquer pessoa que tenha visto cobiça e hipocrisia. Mas agora testemunhamos as duas em escala profunda e monumental.

Os republicanos conservadores sempre querem que o governo fique longe dos negócios e combatem fiscalização enquanto fazem rios de dinheiro. Quando a cobiça deles, no entanto, os coloca em apuros, são os primeiros a chorar por regras e leis e dinheiro do contribuinte para salvá-los. Obviamente, os republicanos são socialistas. O governo Bush decidiu socializar a dívida das grandes empresas de Wall Street. Os contribuintes não puderam aproveitar dos grandes lucros nos instrumentos financeiros fajutos como derivativos ou papéis do sub-prime, mas nós ganhamos o privilégio de pagar pelas dívidas e falências.

Vamos considerar apenas o dinheiro. O salvamento público da seguradora gigante AIG (que está se tornando um anão) custará 85 bilhões de dólares. De acordo com uma notícia, mais do que o governo Bush gastou no programa Ajuda para Famílias com Crianças durante seus dois mandatos. Esse dinheiro cobriria os gastos de saúde de todos os homens, mulheres e crianças dos Estados Unidos por ao menos seis meses.

Como chegamos a isso?

A resposta também é simples. O nome dele é Phil Gramm. Poucos dias depois que a Suprema Corte fez Bush presidente em 2000, Gramm enfiou uma coisa chamada Ato de Modernização do Commodity Futures na lei do Orçamento. Ninguém sabia que o senador do Texas estava dando aos Estados Unidos uma pílula de veneno de 262 páginas. O Ato do Gramm foi desenhado para manter fiscais federais longe do controle de novas ferramentas financeiras descritas como credit swaps. São instrumentos como hipotecas de sub-prime empacotadas e vendidas.

[Pedro deve à Caixa Econômica 50 mil reais. A dívida dele é garantida através de papéis vendidos no mercado financeiro. Os bancos de investimento ganham rios de dinheiro com as comissões de venda. Pedro fica doente, perde o emprego e deixa de pagar a conta. Os títulos ligados à dívida do Pedro apodrecem. Foi isso o que deu origem à crise nos Estados Unidos. Pedro multiplicado por milhares de compradores de casas. Bilhões de dólares em papéis micados que se espalharam pelo mundo.]

Sob a lei de Gramm, nem a SEC [equivalente americano da Comissão de Valores Mobiliários] nem a Comissão de Vendas de Commodities Futures (CFTC) poderiam examinar as instituições financeiras como fundos de hedge ou bancos de investimento para garantir que tinham os bens necessários para cobrir perdas no mercado.

Não estamos falando de uma besteira qualquer. O mercado para esses instrumentos financeiros que eles esperam que a gentinha não entenda é estimado em 60 trilhões de dólares anualmente, o que equivale a quase quatro vezes o valor que gira em todo o mercado de ações dos Estados Unidos.

E o senador Phil Gramm queria que os bancos de investimento atuassem sem regulamentação. Assim como Alan Greenpan, que apoiou a legislação e agora vai a programas de televisão para falar do horror que está acontecendo. Antes que os lobistas de altos salários acabassem de mostrar os seus cartões-ouro nos corredores do Congresso, todos — dos fundos de hedge aos bancos — já estavam brincando com fogo em busca de diversão e lucros.

Gramm não apenas fez de Wall Street uma ilha da fantasia. Ele também enfiou na sua lei um artigo que evitava a regulamentação dos mercados de energia, o que levou ao colapso da Enron. Não houve colapso da casa de Gramm, no entanto, já que a mulher dele, Wendy, que já dirigiu a Comissão de Vendas de Commodities Futures (CFTC) conseguiu um emprego na Enron que rendeu quase dois milhões de dólares para o cofrinho familiar. Por que não? Wendy passou uma regra que manteve o governo distante da fiscalização dos contratos de energia futura da Enron.

Se John McCain se eleger e escolher Phil Gramm como secretário do Tesouro, o que é uma possibilidade, eles poderão conversar sobre os bons velhos tempos em que Gramm estava no Congresso e McCain no Senado e eles participaram da crise dos Savings as Loans [S&L].

[Crise financeira que atingiu instituições de poupança e empréstimos pessoais nos anos 80, em que o governo americano também entrou com dinheiro público].

O escândalo dos S&L, que parece nada comparado com a presente cascata de problemas, também não é difícil de entender. Mas é impossível levar John McCain a sério em nosso atual Armageddon financeiro uma vez que ele esteve envolvido no colapso histórico de 747 instituições de poupança que ocorreu na era de Ronald Reagan. No início dos anos 80, sob um presidente republicano, o Congresso desregulamentou as empresas de S&L da mesma forma que Gramm mais tarde acabaria com as leis para controlar os malfeitores de Wall Street. Os dirigentes das instituições de poupança fizeram lobby até derrubar as regulamentações e em seguida passaram a fazer investimentos de má qualidade.

O cara que endoidou com a liberdade financeira foi Charles Keating, que controlava a Lincoln Savings and Loan da Califórnia. Uma vez que a indústria da S&L tinha conseguido fazer com que o Congresso aumentasse a garantia federal aos depósitos de 40 mil para 100 mil dólares, o investimento irresponsável de pessoas como Keating começou a colocar em risco dinheiro do contribuinte. Keating colocou dinheiro em ações junk e projetos imobiliários duvidosos e por causa disso a direção do Federal Home Loan Bank (FHLBB) começou a pedir regulamentação para limitar esses investimentos diretos, perigosos e especulativos a 10% dos bens totais das empresas de S&L.

Keating não gostou disso; chamou um economista privado de nome Alan Greenspan, que prontamente produziu um estudo dizendo que não havia perigo em investimentos “diretos”. Mas isso não convenceu o FHLBB e o escrutinio federal mostrou que a Lincoln Savings and Loan tomava decisões historicamente ruins e uma investigação foi iniciada.

Assim, Keating chamou o senador de seu estado, John McCain.

McCain e outros quatro senadores (conhecidos como o Quinteto de Keating) se encontraram com Edwin Gray, então dirigente do FHLBB. McCain tinha hesitado em comparecer mas teria sido chamado de “fracote” por Keating nos bastidores. A mensagem de Gray e do Quinteto para a FHLBB foi de que deveria tirar as mãos da Lincoln e esfriar a investigação. Gray e a FHLBB não cederam, mas a Lincoln manteve seus negócios até 1989, quando faliu com o resto da indústria de S&L. Os investimentos de mais de 20 mil investidores da terceira idade desapareceram com a falência da Lincoln. Keating passou cinco anos na cadeia.

Charles Keating era amigão de John McCain. Eles se encontraram em 1981 e Keating deu 112 mil dólares para as campanhas de McCain entre 1982 e 1987. Um ano antes do encontro de McCain com os fiscais do FHLBB a mulher de McCain, Cindy e o pai dela, de acordo com o noticiário da época, investiram 360 mil dólares em um dos shopping centers de Keating. O jornal Arizona Republic noticiou que McCain, sua mulher e a babá viajaram nove vezes no avião privado de Keating para as Bahamas, onde ficaram no resort decadente de Cat Cay [pertencente a Keating]. O senador não pagou pelas viagens ao banqueiro até anos depois, quando Keating estava sob investigação.

McCain não foi acusado oficialmente de nada, mas de erro de avaliação. Os republicanos, que lideraram a desregulamentação da indústria de Savings and Loans, adiaram a operação de salvamento até depois da eleição de 1988 para garantir a vitória de George H. W. na disputa pela Casa Branca. O custo da ajuda dos contribuintes às 747 empresas foi calculado em 1,4 trilhão de dólares. Se o salvamento tivesse começado em 1986, em vez de depois da eleição presidencial, o custo teria sido contido em 20 bilhões de dólares.

E agora os republicanos, que inventaram a presente crise e causaram o debacle das Savings and Loans nos anos 80, nos dizem que os mercados precisam de regulamentação. Não, de fato, eles não precisam. Por que os capitalistas republicanos que acreditam no mercado livre não caem fora e deixam o mercado funcionar, permitindo que essas casas de doido sejam esmagadas sob o peso de sua própria estupidez? Quando tudo acabar, teremos gente sã e sóbria para criar leis que garantam que o problema não se repita, isso se sobrevivermos ao caos.

Além disso, quando você estiver dando nosso dinheiro público para os idiotas de Wall Street, guarde um pouco das verdinhas para os desempregados da indústria automobilística e da construção civil que perderam seus empregos, já que você foi muito estúpido para não notar o que Phil Gramm fez e estava convencido de que tudo daria certo, uma vez que os mercados funcionam.

Esses, pois, são os caras — os republicanos — que querem o governo por mais quatro anos. John McCain não é apenas um deles. Ele anda nos jatos. Ele recebe doações de campanha. Ele os tem como assessores de campanha. E ele diz que devemos confiar nele.

Ele deve pensar que somos uma nação de bobos da corte.

Talvez a gente seja.

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set 21 2008

A invasão bárbara

Categoria: Apoiamos,Educação,PolíticaSenhor_do_Servo @ 11:55

Do Diplô Brasil:

No ensino, ao contrário do que sempre ocorreu, o professor terá de partir partir do mundo real para o pedagógico. Isso significa que a escola começa se alimentar da inteligência coletiva que emerge da rede. Uma revolução não-televisionada, que rompe os muros da educação

Hernani Dimantas

A palavra “bárbaro” provém do grego antigo, e significa “não grego”. Era como os gregos designavam os estrangeiros e os povos cuja língua materna não era a sua. Porém, foi no Império Romano que a expressão passou a ser usada com a conotação de “não-romano” ou “incivilizado”. O preconceito em relação aos povos que não compartilhavam os mesmos hábitos e costumes é natural dos habitantes dos grandes centros econômicos, sociais e culturais. Atualmente, uma das acepções da expressão “bárbaro” equivale a não civilizado, brutal ou cruel.

No uso informal, “bárbaro” também qualifica pessoas ou coisas com atributos positivos: muito bonito, ótimo, muito afável, compreensivo, uma idéia muito interessante, segundo o dicionário Houaiss.

Eu creio que ainda é uma questão civilizatória. Ou seja, o mundo está em transformação. Tudo está se modificando de forma rápida. Não seria diferente no âmbito da educação.

Uma fala importante do professor Gumercindo de Andrade, da rede pública de ensino, nos faz pensar. Ele diz, inspirado em Paulo Freire, que “o professor, hoje, não vai mais partir do pedagógico para o mundo real. Ele vai partir do mundo real para o pedagógico”. Isso significa que a escola começa se alimentar da inteligência coletiva que emerge da rede. Uma revolução não-televisionada que rompe os muros da educação.

Na verdade, essa barreira já foi destruída. “Os limites que separam nossas conversações parecem o Muro de Berlim hoje, mas eles realmente são apenas uma amargura. Nós sabemos que eles cairão. Nós iremos trabalhar de ambos os lados para derrubá-los (…) As conversações em rede podem parecer confusas, podem soar confusas. Mas nós estamos nos organizando mais rápido que eles. Nós temos ferramentas melhores, novas idéias, nada de regras para nos fazer mais lentos” [Relembremos Pierre Levy: “ainda que as pessoas aprendam em suas experiências profissionais e sociais, ainda que a escola e a universidade estejam perdendo progressivamente seu monopólio de criação e transmissão do conhecimento, os sistemas de ensino públicos podem ao menos dar-se por nova missão a de orientar os percursos individuais no saber e contribuir para o reconhecimento do conjunto de know-how das pessoas, inclusive os saberes não-acadêmicos. As ferramentas do ciberespaço permitem considerar amplos sistemas de testes automatizados acessíveis a todo o momento e redes de transação entre a oferta e a demanda de competência. Ao organizar a comunicação entre empregadores, indivíduos e recursos de aprendizado de todas as ordens, as universidades do futuro estariam contribuindo para a animação de uma nova economia do conhecimento”. Essa é a hora de fomentar incertezas, pois incertezas trazem nas entrelinhas uma descoberta, a busca pelo aprendizado.

Isso tudo é bárbaro! Somos estrangeiros no nosso próprio mundo. Imigrantes do conhecimento. Somos aqueles que atingem seus objetivos com trabalho e resiliência. E é certo que venceremos. Somos a invasão bárbara.


set 18 2008

O Tibete é parte da China!

Categoria: Apoiamos,Internacional,PolíticaSenhor_do_Servo @ 22:03

Beijing, 8 abr (Xinhua) — A Administração de Arquivos do Estado da China publicou segunda-feira alguns registros históricos que provam que o Tibet está sob a jurisdição do governo central chinês há mais de 700 anos, desde a dinastia Yuan (1271-1368).

Os arquivos, incluindo 15 documentos oficiais sobre a entrega de títulos a funcionários tibetanos e sobre a instalação de escritórios do governo central no Tibet ao longo da história, foram publicados, em forma de vídeo, no site da AAEC: www.saac.gov.cn.

“Esta é apenas uma pequena parte dos registros históricos”, indicou Yang Dongquan, diretor da AAEC.  “Os registros são uma prova indiscutível de que o Tibet é parte da China desde tempos remotos, e que a região esteve sob a jurisdição do governo central chinês nos últimos 700 anos“, declarou o diretor, acrescentando que qualquer tentativa para separar o Tibet da China não será permitida.
Segundo a AAEC, os arquivos são os seguintes:

– Um edito emitido pelo imperador Thogan Themur a Yontan Gyaltshan no ano 1362, no qual nomeou o último como Comissionário de Pacificação no Tibet. Isto demonstra que o governo central da dinastia Yuan estabeleceu o Conselho de Pacificação na capital Dadu e o Departamento de Pacificação no Tibet, com o objetivo de exercer jurisdição sobre a região.

– Um edito emitido pelo primeiro imperador da dinastia Ming (1368-1644) para Hrogskunrgyal, nomeando-o general de Olisi, um posto encarregado dos assuntos militares e administrativos de uma região remota no Tibet.

– Um edito emitido pelo governo da República da China, então regime central da China, no qual aprovou a entronização do 14º Dalai Lama.

– Um telegrama enviado pelo 14º Dalai Lama ao falecido presidente Mao Zedong em outubro de 1951, no qual o monge tibetano expressou sua esperança de “proteger a unificação e a soberania da pátria sob a liderança do presidente Mao e do governo central”.

– Uma carta enviada pelo 14º Dalai Lama a Mao, no qual chamava Mao de “presidente Mao do governo popular central” e “o grande líder”, elogiando-o como “uma mãe amorosa que nos protege”.
Yang declarou que a história e os fatos devem ser respeitados e que esses registros históricos originais são “evidências irrefutáveis” de que nenhuma tentativa será capaz de separar o Tibet da China.

Fim


set 18 2008

América do Sul, livre

Categoria: CulturaSenhor_do_Servo @ 21:26

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Declaração da Unasul em defesa da Bolívia

E por corolário, contra as intenções golpista dos Estados Unidos da América e da direira nazi-facista boliviana:

1.- Expressam seu mais pleno e decidido respaldo ao governo constitucional do presidente Evo Morales, cujo mandato foi ratificado por uma ampla maioria em recente referendo popular.

2.- Advertem que seus respectivos governos rechaçam energicamente e não reconhecerão qualquer situação que implique em tentativa de golpe civil, ruptura da ordem institucional que comprometa a integridade territorial da República da Bolívia

3.- De acordo com o tópico anterior, e em consideração à grave situação que afeta a república irmã da Bolívia, condenam o ataque às instalações governamentais e à Força Pública por parte de grupos que buscam a desestabilização da democracia boliviana, exigindo a pronta devolução dessas instalações como condição para o início de um processo de diálogo.

4.- Também fazem um chamado a todos os atores políticos e sociais envolvidos a que tomem as medidas necessárias para que cessem imediatamente as ações de violência, intimidação e de desacato às instituições democráticas e à ordem jurídica estabelecida.

5.- Nesse contexto, condenam firmemente o massacre de camponeses no departamento de Pando e respaldam o chamado realizado pelo governo boliviano para que uma comissão da Unasul seja constituída nesse país irmão para realizar uma investigação imparcial que permita estabelecer e esclarecer rapidamente o sucedido e formular recomendações, de maneira a garantir que o sucedido não fique impune.

6.- Instam a todos os membros da sociedade boliviana a preservarem a unidade nacional e a integridade territorial desse país, fundamentos básicos de todo Estado, e rechaçam qualquer tentativa de violar esses princípios.

7.- Fazem um chamado ao diálogo para restabelecer as condições que permitam superar a atual situação e proceder à busca de uma solução sustentável dentro do marco do pleno respeito ao estado de direito e à ordem legal vigente.

8.- Nesse sentido, os presidentes da Unasul concordam em criar uma comissão aberta a todos os seus membros, coordenada pela presidência pro tempore, para acompanhar os trabalhos dessa mesa de diálogo conduzida pelo legítimo governo da Bolívia.

9.- Criam uma comissão de apoio e assitência ao governo da Bolívia em função de seus requerimentos, incluindo recursos humanos especializados.


set 18 2008

A NOVA AMÉRICA DO SUL

Categoria: Apoiamos,Internacional,PolíticaSenhor_do_Servo @ 18:08

Do Direto da Redação:

A MORTE DA OEA, Mair Pena Neto

A histórica reunião da recém-criada Unasul (União das Nações Sul-Americanas) em Santiago do Chile para se solidarizar com o governo legítimo de Evo Morales na Bolívia e condenar qualquer movimento de secessão no país andino, decretou o fim simbólico da OEA (Organização dos Estados Americanos) e sua permanente manipulação pelos Estados Unidos.

Os nove presidentes sul-americanos reunidos no Palácio de La Moneda, onde o ex-presidente Salvador Allende deu a vida para defender o país contra um golpe financiado pelos EUA, tomaram para si a responsabilidade sobre o destino de um país da região sem se subordinar aos interesses norte-americanos.

Independentemente de matiz ideológica, todos os presidentes sul-americanos foram unânimes em defender a legalidade na Bolívia e dar um chega pra lá nas intenções golpistas da radical classe dominante boliviana, inconformada com a ascensão de um índio ao poder e com as mudanças que vem implementando.

Os Estados Unidos ficaram isolados nesse processo, com um pensamento diametralmente oposto e com suas velhas e conhecidas práticas intervencionistas. O golpe civil que se armava na Bolívia assemelhava-se muito ao que ocorreu no Chile, em 1973, o que tornou o encontro no La Moneda ainda mais apropriado. A mensagem da Unasul foi de que o continente não toleraria mais novos Chiles, com golpes de Estado fomentados artificialmente a partir de interesses externos.

A mão do império foi vislumbrada imediatamente pelo presidente Evo Morales, que expulsou do país o embaixador norte-americano Philip Goldberg, enviado a La Paz em 2006 aparentemente com a missão de desestabilizar o governo boliviano. Goldberg, com livre trânsito entre os governadores da meia lua, tinha experiência no assunto. Estivera na Bósnia e no Kosovo participando ativamente dos processos separatistas nessas regiões.

A solidariedade da Unasul representou uma guinada em relação à trajetória lamentável da OEA, marcada para sempre por decisões orientadas pelos EUA, como a aprovação do bloqueio a Cuba, em 1962, e a intervenção na República Dominicana, em 1965.

A pronta reação dos países sul-americanos em torno de sua nova entidade foi um atestado de soberania e uma virada de página na relação entre vizinhos sempre afastados por interesses alheios.

O Clone de Lincoln Gordon, Mário Augusto Jakobskind

A crise na Bolívia, provocada por grupos extremistas de direita com o apoio ostensivo da Embaixada dos Estados Unidos, remete a algumas reflexões importantes. Diferente dos anos 70, quando golpes de estado eram dados, geralmente com o sinal verde das representações diplomáticas estadunidenses, desta vez a tentativa de derrubar um governo constitucional entrou em choque com governos de nove países latino-americanos, que imediatamente se reuniram em Santiago do Chile, onde a presidenta Michele Bachelet exerce a direção da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), para dar apoio integral ao Presidente Evo Morales.

Outro fato relevante é a questão dos diplomatas estadunidenses expulsos respectivamente da Bolívia e Venezuela. Como sempre fez, o Departamento de Estado norte-americano negou qualquer ingerência na crise boliviana. Nos anos 50, 60, 70 e 80 o mesmo Departamento também negava participação em golpes militares, mas alguns anos depois os arquivos implacáveis abertos ao público confirmavam o apoio dos Estados Unidos. Foi assim na Guatemala de Jacob Arbens, o mesmo aconteceu aqui no Brasil quando o Embaixador Lincoln Gordon, sugeria a derrubada do presidente constitucional João Goulart, para não falar da Brother Sun, a operação de navios de guerra estadunidenses ao largo da costa brasileira para intervir no caso de necessidade.

Menos de 10 anos depois, o então secretário de Estado do governo Richard Nixon, Henri Kissinger, coordenava o apoio aos golpistas que derrubaram Salvador Allende. Nada disso chega hoje a ser novidade, mas vale sempre recordar.

Até os postes de La Paz sabiam que o diplomata Philip Goldberg ao chegar à Bolívia, em outubro de 2006, não passou praticamente um dia sem conspirar. Morales chegou até a denunciar a intromissão de Goldberg. Ele tinha vindo de Prístina, a capital do Kosovo, onde foi chefe da missão estadunidense e trabalhou diuturnamente para consolidar a separação e a independência dessa região, marcada por muita violência com milhares de mortes.

O CLONE DE LINCOLN GORDON

A crise na Bolívia, provocada por grupos extremistas de direita com o apoio ostensivo da Embaixada dos Estados Unidos, remete a algumas reflexões importantes. Diferente dos anos 70, quando golpes de estado eram dados, geralmente com o sinal verde das representações diplomáticas estadunidenses, desta vez a tentativa de derrubar um governo constitucional entrou em choque com governos de nove países latino-americanos, que imediatamente se reuniram em Santiago do Chile, onde a presidenta Michele Bachelet exerce a direção da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), para dar apoio integral ao Presidente Evo Morales.

Outro fato relevante é a questão dos diplomatas estadunidenses expulsos respectivamente da Bolívia e Venezuela. Como sempre fez, o Departamento de Estado norte-americano negou qualquer ingerência na crise boliviana. Nos anos 50, 60, 70 e 80 o mesmo Departamento também negava participação em golpes militares, mas alguns anos depois os arquivos implacáveis abertos ao público confirmavam o apoio dos Estados Unidos. Foi assim na Guatemala de Jacob Arbens, o mesmo aconteceu aqui no Brasil quando o Embaixador Lincoln Gordon, sugeria a derrubada do presidente constitucional João Goulart, para não falar da Brother Sun, a operação de navios de guerra estadunidenses ao largo da costa brasileira para intervir no caso de necessidade.

Menos de 10 anos depois, o então secretário de Estado do governo Richard Nixon, Henri Kissinger, coordenava o apoio aos golpistas que derrubaram Salvador Allende. Nada disso chega hoje a ser novidade, mas vale sempre recordar.

Até os postes de La Paz sabiam que o diplomata Philip Goldberg ao chegar à Bolívia, em outubro de 2006, não passou praticamente um dia sem conspirar. Morales chegou até a denunciar a intromissão de Goldberg. Ele tinha vindo de Prístina, a capital do Kosovo, onde foi chefe da missão estadunidense e trabalhou diuturnamente para consolidar a separação e a independência dessa região, marcada por muita violência com milhares de mortes.

O Departamento de Estado considera a Meia Lua boliviana fundamental em função da riqueza do gás e petróleo. Madame Condoleezza não mediu esforços no sentido de possibilitar a Goldberg o necessário para fabricar uma crise que resultasse na derrubada de Morales. E o governo Bush pouco se importou com o fato de apoiar grupos racistas, que chegaram a afirmar em alto e bom som a seguinte barbaridade: se Hitler conhecesse os índios bolivianos não teria necessidade de matar os judeus. Goldberg, de origem judaica, pouco se importou, pois tinha que cumprir a missão de qualquer maneira.

O espaço aqui é pequeno para enumerar a série de atividades conspiratórias de Goldberg. Parlamentares e a imprensa alternativa boliviana não se cansaram de denunciar o diplomata. O embaixador se reuniu diversas vezes com políticos e empresários da região da Meia Lua, bem como com proprietários de veículos de comunicação. O Departamento de Estado abriu a torneira, via Usaid, com milhões de dólares. O empresário Branko Marinkovic, líder do poderoso Comitê Cívico do Departamento de Santa Cruz, segundo denúncias de parlamentares, viajou até para os Estados Unidos nos dias que antecederam ao surto de violência para informar às autoridades que estava tudo pronto para a trama final.

O esquema montado por Goldberg se intensificou depois do resultado do plebiscito revogatório em que 67% dos bolivianos apoiaram Morales. Goldberg e seus aliados extremistas decidiram então partir para o confronto. O governador (prefeito) do Departamento (Estado), Leopoldo Fernandes foi preso e acusado de responsável pela contratação de criminosos para armar uma emboscada a um grupo de camponeses resultando oficialmente em 15 mortos, 37 feridos e 106 desaparecidos. Para variar, Fernandes jurou inocência.

Diante desses e muitos outros fatos, não restou alternativa a Morales se não expulsar o diplomata-conspirador, numa medida de profilaxia. Como não poderia deixar de ser, Washington gritou e esperneou. Thomas Shannon, chefe da diplomacia estadunidense para a América Latina, ganhou espaços para dizer que Goldberg “é um diplomata com comportamento impecável” e que “a expulsão é um grande erro”. Seria cômico se não fosse trágico.

O Presidente Hugo Chávez, que em abril de 2002 foi vítima de um frustrado golpe com o apoio dos Estados Unidos, numa demonstração objetiva de solidariedade a Morales e mostrando a intromissão em assuntos internos do país decidiu também expulsar o representante de Bush na Venezuela. Pouco antes, os serviços de inteligência venezuelanos desbaratavam uma tentativa de golpe prendendo oficiais da reserva.

Trinta e cinco anos depois do golpe no Chile, os EUA não aprenderem a lição, muito menos os críticos da expulsão do diplomata-conspirador.

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