ago 31 2009

Serra, o íntegro!

Categoria: Internet,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 17:33

Do Conversa Afiada

Os deputados que fazem oposição ao governo de José Serra na Assembléia Legislativa decidiram recorrer ao Ministério Público Estadual para investigar denúncias de irregularidades nos contatos com a companhia suíça Alstom.

A Alstom é investigada na Suíça e na França por suspeita de ter subornado autoridades de outros países, onde a empresa é fornecedora de trens para o metrô. O Estado de São Paulo é cliente da companhia desde o governo Mário Covas, nos anos 1990. No mês passado, a Justiça paulista decretou o seqüestro de uma conta US$ 1 milhão, que o  conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho, teria em um banco suíço. Robson Marinho foi secretário do governo Covas.

“É evidente que houve mal uso de recursos públicos e propina”, disse o deputado estadual Rui Falcão, líder do PT na Assembléia Legislativa, em entrevista por telefone a Paulo Henrique Amorim. Segundo o deputado, a oposição decidiu recorrer ao Ministério Público porque não consegue os 32 votos necessários para abrir uma CPI sobre o caso na Assembléia.

“Infelizmente, a base de sustentação do governo não assina pedidos de CPI. Nós conseguimos 23 assinaturas, mas são necessárias 32”, diz Falcão. De acordo com ele, a única comissão que o governo permitiu a aprovação, a da CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – permanece travada, graças ao rolo compressor da base governista.

“A presidência, vice-presidência e relatoria são da base governista. Eles não aprovam sequer o requerimento para convocar o promotor de Pirapozinho, que fez a primeira denúncia sobre a CDHU”, afirma o deputado. Segundo ele, a investigação tem como objeto 60 contratos irregulares da companhia, cujos valores dariam para construir mais de 100 mil casas populares.


ago 31 2009

Fidel Castro: Aos Povos Irmãos da América Latina.

Categoria: Internacional,PolíticaVera L. Silva @ 14:41

Na madrugada de 1º de Março de 2008, as Forças Armadas da Colômbia, treinadas e armadas pelos Estados Unidos, atacaram com bombas de precisão um grupo de guerrilheiros que entraram em uma área remota do Equador. Ao amanhecer, homens das tropas de elite colombiana, transportados por helicópteros, tomaram o pequeno acampamento, mataram os feridos e levaram o cadáver do líder guerrilheiro Raúl Reyes, que naqueles dias se reunia com jovens visitantes de outros países interessados em conhecer as experiências da guerrilha que, desde a morte do líder liberal Jorge Eliécer Gaitán, há mais de 50 anos, sustentam a luta armada. Entre as vítimas haviam estudantes universitários do México e Equador, que estavam desarmados. O método foi brutal, bem ao estilo ianque. O governo do Equador não havia recebido nenhum aviso antes do ataque.

A ação foi um fato humilhante para o pequeno e heróico país Sul-amercicano, envolvido em um processo político democrático. Se suspeitava fortemente que a base aérea estadunidense de Manta havia oferecido informações e cooperado com os agressores. O presidente Rafael Correa tomou a corajosa decisão de solicitar a devolução do território ocupado da base militar de Manta, cumprindo estritamente os termos do acordo militar com os Estados Unidos; e retirou seu embaixador de Bogotá.

Hoje a entrega do território para a criação de sete bases militares dos EUA na Colômbia ameaça diretamente a soberania e a integridade dos demais povos da América do Sul e da América Central, com as quais nossos antepassados sonharam criar uma grande pátria Latino-americana. O imperialismo ianque é cem vezes mais poderoso do que os impérios coloniais da Espanha e de Portugal, completamente alheio à origem, aos hábitos e à cultura de nossos povos.

Não se trata de chauvinismo estreito. “Pátria é humanidade”, como proclamou Martí, mas nunca sob o domínio de um império que tem imposto ao mundo sua tirania sangrenta. Em nosso próprio hemisfério, centenas de milhares de companheiros Latino-americanos assassinados, torturados e desaparecidos na Guatemala, em El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e outros países da Nossa América durante as últimas cinco décadas, por golpes de Estado e ações que os EUA promovem e apóiam, demonstram de forma incontestável o que estou dizendo.

Quando analiso os argumentos com que os Estados Undios da América do Norte procuram justificar a concessão de bases militares no território da Colômbia, eu só posso os descrever como cínicos: os EUA afirmam que necessitam dessas bases para cooperar no combate ao tráfico de drogas, ao terrorismo, ao tráfico de armas, a imigração ilegal, a posse de armas de destruição em massa, as desordens nacionalistas e as catástrofes naturais.

Esse poderoso país é o maior comprador e consumidor de drogas do planeta. Uma análise das células que circulam em Washington, capital dos Estados Unidos, revela que 95% delas passaram pelas mãos de usuários de drogas, que é o maior mercado e talvez o maior fornecedor de armas para o crime organizado na América Latina. Com eles estão morrendo dezenas de milhares de pessoas anualmente ao sul da sua fronteira. É o maior Estado terrorista que jamais existiu. Não só lançou bombas contra civis nas cidades de Hiroshima e Nagasak em suas guerras imperiais, como as promovidas no Vietnam, no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e outros países situados milhares de quilômetros de distância, onde milhões morreram. É o maior produtor e possuidor de armas de destruição em massa, incluindo armas nucleares, químicas e biológicas.

Os paramilitares colombianos, muitos dos quais oriundos desmobilizados das forças armadas são, em parte, as suas reservas, são os seus melhores aliados e protetores de traficantes.

O chamado pessoal civil que acompanham as tropas nas bases da Colômbia são, em regra geral, ex-militares Norte-americanos, perfeitamente treinados, que são depois contratados por empresas privadas como a Blackwater, que se fez famosa pelos crimes cometidos no Iraque e outras partes do mundo.

Um país que respeita a si mesmo não precisa de mercenários, nem de soldados, nem de bases militares dos EUA para combater o tráfico de drogas ou proteger a população em casos de catástrofes naturais.

Cuba é um país sem problemas com drogas nem altas taxas de mortes violentas, cujo número diminui a cada ano.

O único objetivo dos Estados Unidos com estas bases é colocar a América Latina ao alcance de suas tropas em questão de horas. A alta hierarquia militar brasileira recebeu com verdadeiro desagrado a surpreendente notícia do acordo sobre a instalação de bases militares dos EUA na Colômbia. A base de Palanquero está muito perto da fronteira com o Brasil. Com ela, juntamente com as bases das Ilhas Malvinas, Paraguai, Peru, Honduras, Aruba, Curazao e outras, não haverá um único ponto do território do Brasil e do resto da América do Sul fora do alcance do Comando Sul, onde, em questão de horas, mediante o uso de seus modernos aviões de transporte, podem fazer chegar tropas e outros sofisticados meios de combate.

Os melhores especialistas na matéria forneceram os dados necessários para demonstrar o alcance do acordo EUA-Colômbia. Esse programa, que incluiu a restauração da Quarta Frota, foi concebido por Bush e herdado pelo atual governo dos EUA, a quem alguns líderes Sul-americanos exigem o devido esclarecimento sobre sua política militar na América Latina. Porta-aviões nucleares não são necessários para combater drogas.

O objetivo imediato deste plano é liquidar o processo revolucionário bolivariano e assegurar o controle do petróleo e outros recursos naturais da Venezuela ( e agora no Brasil). Os EUA, aliás, não aceitam a jurisdição de economias emergentes em seu quintal, ou de países verdadeiramente independentes na América Latina. Os Estados Unidos contam com a oligarquia reacionária, a direita fascista e o controle dos principais meios de comunicação, interno e externo. Nada que pareça com a verdade, com a retidão e com a justiça social tem o seu apoio.

A imigração de Latino-americanos para os Estados Unidos é conseqüência do subdesenvolvimento, e este é o resultado dos saques a que temos sido submetidos por esse país e do intercâmbio desigual com os países industrializados.

O México foi despachado da América Latina pelo Acordo de Livre Comércio com os Estados Unidos e Canadá. A maioria dos 12 milhões de imigrantes ilegais no primeiro destes dois países são mexicanos e também o maior número de pessoas que morrem a cada ano no Muro da Fronteira, construído pelos EUA.

Com uma população de 107 milhões de habitantes, em meio à atual crise econômica mundial, a taxa de pobreza extrema no México aumentou para 18% e a pobreza geral atinge mais da metade de seus habitantes.

Nada incomodou tanto a vida de Martí, o Apóstolo da nossa independência, como a anexação aos Estados Unidos. Desde 1889 vinha tomando consciência de que aquela era a maior ameaça para a América Latina. Sempre sonhou com a Pátria Grande, desde o Rio Bravo à Patagônia; por ela e por Cuba deu a sua vida.

Em 10 de janeiro de 1891, escreveu na Revista Ilustrada de New York um ensaio intitulado “Nossa América”, no qual ele expressou frases memoráveis: “… as árvores irão se colocar em fila para que não passe o gigante das sete léguas! É a hora do acerto de contas, e da marcha unida, e temos que andar em grupo, apertados, como a prata nas raízes dos Andes “.

Quatro anos mais tarde, após seu desembarque por Playitas na província oriental de Cuba, quando já marchava pelos campos rebeldes, ele se reuniu com o repórter Herald George E. Bryson, em 2 de maio de 1895. Este disse-lhe que havia entrevistado em Havana o famoso general Arsenio Martínez Campos e o líder espanhol afirmara que antes de conceder a independência a Cuba preferiu entregá-lo para os Estados Unidos.

De tal forma a notícia causou-lhe impacto, que em 18 de maio escreveu a seu amigo mexicano Manuel Mercado a famosa carta póstuma em que ele fala do “…caminho que se há de cegar, e com o nosso sangue estamos cegando, da união dos povos de Nossa América ao Norte revolto e brutal que desprezam … “

No dia seguinte, desobedecendo o conselho do general Máximo Gómez, que lhe disse para ficar na retaguarda, pediu a seu ajudante um revólver, que descarregou contra uma tropa bem posicionada de soldados espanhóis, e morreu em combate.

“Vivi no monstro, e conheço suas entranhas”, disse ele em sua última carta.

Vivi no monstro, e conheço suas entranhas.

Cuba, final de Agosto de 2009


ago 31 2009

A Alston e o Tucanato

Categoria: Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 14:21

Gilberto Nascimento, da Carta Capital

O caminho sinuoso do esquema de propinas das empresas Alstom e Siemens para políticos tucanos de São Paulo começa a ser desvendado nos seus mínimos detalhes. Um executivo que acompanhou de perto a execução do plano forneceu informações valiosas sobre o método de operação das duas grandes companhias europeias para favorecer autoridades e funcionários de empresas públicas no Brasil.

Um documento com informações sobre o modus operandi da Alstom e da Siemens foi repassado ao Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo pelo alto funcionário, cujo nome não foi revelado. O relatório do informante faz menção também a pagamentos a políticos de Brasília e da Bahia.

A francesa Alstom é uma grande fabricante de turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala e faturou 72 bilhões de euros no ano passado. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, de acordo com a fonte.

Para que o dinheiro da “caixinha” retornasse ao Brasil, a Alstom e a Siemens, de acordo com o documento entregue ao MP, utilizariam um mesmo esquema: os serviços dos lobistas Arthur Gomes Teixeira e Sergio Meira Teixeira, donos das empresas Procint Projetos e Consultoria Internacional e Constech Assessoria e Consultoria Internacional, apontadas pelo informante como as responsáveis pelas offshore no Uruguai Leraway Consulting S/A e Gantown Consulting S/A.

A propina seria enviada para essas empresas uruguaias e daí para a Procint e Constech. Estas repassavam o dinheiro a políticos e diretores de empresas públicas, por meio de notas frias, como um suposto pagamento a serviços de consultoria. Arthur e Sergio Teixeira foram procurados por CartaCapital no escritório da Procint, em Cerqueira César, região central de São Paulo, mas não telefonaram de volta. Uma gerente administrativa, identificada como Marina, adiantou que “com certeza, ninguém vai falar nada, por não ser verdade”. Arthur também não foi localizado em sua residência.

O executivo sem nome revelado entregou ao MPF dois contratos da Siemens (em nome da matriz na Alemanha e da filial brasileira) com as offshores uruguaias. Em sua avaliação, ambos comprovariam o envolvimento da empresa alemã no esquema. Informado sobre o relato do executivo, o deputado estadual Roberto Felício (PT) encaminhou as denúncias ao procurador da República Rodrigo De Grandis para auxiliá-lo “no aprofundamento das investigações”.

Desde o ano passado, a Siemens é investigada na Alemanha e em outros países por causa de pagamentos suspeitos num total de 2 bilhões de dólares. Reportagens do Wall Street Journal a respeito da Alstom no Brasil também apontaram irregularidades semelhantes às praticadas pela Siemens. Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pago suborno a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. Um ex-diretor, Reinhard Siekaczek, acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.

O relatório enviado ao MPF aponta supostas irregularidades e desvios nos projetos da Siemens no Brasil na linha 5 do Metrô, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, na entrega dos trens série 3000 (também conhecido como trem alemão) para o governo paulista e num contrato de manutenção do Metrô do Distrito Federal. No caso do trem alemão, hoje em circulação na Vila Olímpia, na mesma zona sul paulistana, teria sido realizado um acordo para a empresa Mitsui fornecer dez desses veículos à CPTM.

Os vagões seriam produzidos na fábrica da Siemens em Viena e a Mitsui ficaria responsável pela assistência técnica, o fornecimento de peças de reposição, o treinamento e a operação inicial. Ocorre que a Mitsui não fabrica peças, tampouco tem experiência ou competência na prestação desse tipo de serviço, segundo o executivo. Daí porque a empresa subcontratou o trabalho a terceiros. O “acordo” não teria qualquer sentido, já que a Siemens é uma das fabricantes originais das peças e a provedora natural desses serviços.

O informante sugeriu ao MPF a quebra do sigilo bancário e fiscal das firmas envolvidas nas denúncias para comprovar o trajeto do dinheiro que retorna ao Brasil. Contatado, o procurador Rodrigo De Grandis informou que não comenta o caso em razão de estar sob segredo de Justiça.

Outras novidades sobre o caso Alstom têm vindo à tona. O deputado Felício e o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Rui Falcão, pediram ao MP estadual o exame da movimentação financeira de duas empresas. Uma delas tem como sócio o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), Robson Marinho, e outra o ex-presidente da Alstom no Brasil, José Luiz Alquéres.

Marinho é suspeito de ter ajudado a Alstom a conseguir um contrato de 100 milhões de reais em 1998, pouco depois de deixar a chefia de gabinete da Casa Civil do governo Mário Covas e assumir o cargo de conselheiro do TCE. O Ministério Público da Suíça bloqueou uma conta naquele país atribuída a Marinho, com cerca de 1 milhão de dólares. O conselheiro nega ser o titular da conta.

A empresa de Marinho tem um sugestivo nome: Rumo Certo Incorporação e Participação Ltda. Fica na cidade paulista de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, atua no ramo imobiliário e aluga imóveis próprios. Tem um capital social de 1 milhão de reais. O ex-presidente da Alstom é sócio majoritário da J.L. Alquéres Engenharia Consultiva Ltda., localizada na avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro. Certidões emitidas pela Receita Federal mostram que as duas empresas continuam em atividade, de acordo com os deputados petistas. Os parlamentares querem que o MPF analise se a movimentação das empresas e de seus sócios é adequada ao porte de cada uma delas e se a evolução patrimonial de Marinho e Alquéres é compatível com os seus rendimentos.

Apesar das denúncias feitas pelas autoridades suíças e pelo Ministério Público estadual e federal no Brasil, o governo Serra mantém a mesma relação com a Alstom. “O governo continua utilizando os mesmos contratos com aditivos e não fazendo novas licitações. Fizeram aditivos com valores muito diferentes dos originais, com os contratos de até cinco anos que não poderiam ser prorrogados”, critica Felício. “Para comprar novos trens, teria de ser feita outra concorrência pública.”

Entre os contratos com problemas há um de 1997 firmado com o consórcio Metrosist (do qual a Alstom faz parte), no valor de 219 milhões de reais (em valores corrigidos). O último aditivo, que o prorrogou até 2011, foi de 92 milhões de reais. Segundo o Ministério Público, os contratos nunca poderiam ultrapassar o período de 60 meses, mas o da Metrosit já completa 14 anos. O contrato da Linha 4 do metrô paulistano (a Linha Amarela, entre Vila Sonia e Faria Lima), no total de 2 bilhões de reais, já atingiu 77 meses. Teve um aditamento de 142 milhões de reais.

O total de contratos firmados pelo governo com a Alstom, entre 1989 e 2006, somou 7,5 bilhões de reais. Desses, 5,7 bilhões foram assinados pelo Metrô e 2,6 bilhões pela CPTM. No governo Serra, foram mais 2,08 bilhões de reais, dos quais 320 milhões em aditamentos. Em um novo contrato para a reforma e modernização de trens antigos da Linha 3 (na zona leste), em abril, a Alstom ganhou uma licitação no valor de 375 milhões de reais. O contrato, estranhamente, dura 68 meses.

Os recursos destinados à Alstom aumentaram entre os governos tucanos de Alckmin e Serra. Houve uma elevação no valor dos contratos de 34,5%. Na gestão de Alckmin, entre 2001 e 2006, eles totalizaram 3,1 bilhões de reais. Nos dois anos e meio de Serra, 2,08 bilhões. Por mês, Alckmin destinou à empresa 51 milhões de reais e Serra, 69,5 milhões.

Há um ano, o PT tentou, sem sucesso, aprovar a criação de uma CPI para investigar o caso Alstom na Assembleia Legislativa de São Paulo. Conseguiu coletar apenas 23 assinaturas, das 32 necessárias. “Há uma blindagem na Casa para proteger o governador”, reclama Felício. “Há uma relação espúria entre agentes públicos ligados diretamente ao Palácio dos Bandeirantes e uma empresa privada que paga propinas para continuar mantendo privilégios do Poder Público estadual”, diz o deputado petista.

Em 1999, um ex-diretor da Alstom, José Sidnei Colombo Martini, deixou a empresa para dirigir a estatal Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). Em 2006, no governo Alckmin, Martini foi responsável pelo processo de privatização dessa companhia.

Outros diretores de empresas públicas envolvidos no caso Alstom ainda gozam da confiança de Serra. Presidente da Companhia do Metropolitano entre 2003 e 2007, Luiz Carlos Frayze David foi apontado como um dos responsáveis pelo acidente da Linha 4 do Metrô e perdeu o cargo. Hoje, integra o conselho de administração da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista e a Comissão de Ética da Agência Reguladora dos Transportes no Estado de São Paulo (Artesp).

Durante suas gestões como superintendente do Departamento de Estradas de Rodagens do Estado (DER) e a presidência do Metrô, assinou contratos considerados irregulares pelo TCE num total de 510 milhões de reais (em valores atualizados). David responde ao menos a doze processos. Ele não foi encontrado na Dersa. Uma assessora identificada como Eny disse não fazer ideia de como localizá-lo.

Ex-diretor-jurídico da mesma empresa, Benedito Dantas Chiaradia também assinou contratos considerados irregulares, no total de 325 milhões de reais. Fez isso nos períodos em que ocupou os cargos de chefe de gabinete da Secretaria de Administração do Estado de São Paulo e de diretor da CPTM. Entre outros contratos com problemas, segundo o TCE, Chiaradia foi o responsável por um contrato com a Tejofran-Cegelec (esta do Grupo Alstom), para a reforma da Linha Sul da CPTM, no valor de 58 milhões de reais. Contatado por meio de uma ex-colaboradora, ele não retornou o telefonema.

Protestos
As obras da Linha Amarela trazem transtornos para os moradores da região. Por Luana Lila

A satisfação de ter uma estação de Metrô perto de casa durou pouco para os vizinhos da Linha 4 (Amarela), que ligará o bairro da Vila Sônia à região da Luz, no centro de São Paulo. As obras já ganharam destaque pela abertura de uma cratera gigante, na futura estação Pinheiros, que deixou sete mortos em janeiro de 2007. Mas acidentes menores, e menos divulgados, também fazem parte do percurso desse empreendimento.

No bairro do Butantã, região do Jardim Previdência, dezenas de pessoas sofrem com problemas causados pela construção do Metrô. São rachaduras no chão e nas paredes, canos partidos e vazamento de água. O exemplo mais emblemático é o de dona Cida, que preferiu não revelar o sobrenome por temor de represálias. Em razão dos estragos, ela e seu marido foram obrigados a mudar para a edícula de sua casa. O conserto foi efetuado por uma empresa contratada pelo Consórcio Via Amarela e se arrastou por dez meses. Durante esse período, dona Cida foi assaltada por dois ladrões que usavam uniformes da terceirizada. Segundo ela, durante as obras, muitos funcionários da empresa se encontravam em seu quintal para discutir questões alheias à sua reforma. “Não dava para saber quem saía e quem entrava, até que um dia os ladrões renderam os pedreiros. Depois eles nos levaram para o fundo, pois já sabiam que estávamos morando lá.”

Cyro Fiuza, gerente de comunicação do Jockey Club de São Paulo, vive na mesma rua. Ele entrou em contato com a Coordenadoria de Relacionamento do Metrô e solicitou uma vistoria para indicar uma série de rachaduras que surgiu durante as obras. Depois da avaliação, o engenheiro responsável concluiu que a casa não está na área de influência do Metrô. No entanto, residências localizadas no mesmo quarteirão foram indenizadas pelo Consórcio. “Parece que eles já vieram com a conclusão pronta. Olharam apenas para cumprir o protocolo”, lamenta Fiuza. Em nota, o Consórcio Via Amarela afirmou que “as alterações encontradas no imóvel do senhor Fiuza não têm relação com as obras da Linha 4-Amarela”.


ago 31 2009

É o Pré-sal, cidadão/cidadã!

Categoria: Apoiamos,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 06:33

Do altamente recomendável Blog do Planalto

O Brasil está dando mais um passo para alcançar uma nova era: Lula reúne hoje o todo o Ministério e o Conselho Político do governo para fechar a proposta das novas regras de exploração e produção de petróleo e gás natural no País. São mudanças muito importantes para que os recursos petrolíferos descobertos pela Petrobras abaixo da camada de sal do Oceano Atlântico sejam bem aproveitados e se transformem em uma riqueza para melhorar a vida de todos os brasileiros – especialmente os mais pobres. Esses recursos são importantes também para o desenvolvimento consistente e presença marcante do Brasil no mundo.

O governo precisa fazer as mudanças nas regras de exploração e produção de petróleo no País porque o cenário mudou desde a descoberta do Campo de Tupi. Em novembro de 2007, a Petrobras informou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que seus estudos geológicos indicavam a existência de grande potencial petrolífero na Plataforma Continental, em uma área de 149 mil km², que se estende do litoral do Espírito Santo ao de Santa Catarina.

A probabilidade de se encontrar petróleo nessa província marítima, que é do tamanho dos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, juntos, passou a ser muito grande. E o modelo de concessão criado para atrair investimentos das empresas petrolíferas multinacionais deixou de ser interessante para o País.

Confira aqui o novo site da Petrobras com 10 perguntas para você entender o Pré-sal.

Pelas regras atuais, as empresas que vencem uma concorrência para a exploração de um bloco passam a ter direitos sobre tudo que for descoberto, desde que paguem os tributos e as participações governamentais definidas em lei.

Pelo novo modelo que o governo está propondo, o de partilha, a União passa a ser “sócia” das empresas que investirem na exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil, mas mantém o controle dessas atividades por meio de uma empresa pública que será criada com esse propósito. Passa também a dividir os “lucros” com as empresas contratadas, recebendo sua parte em petróleo e gás natural.

Esse modelo só será aplicado para as áreas que ainda não foram licitadas pelo regime de concessão, que equivalem a cerca de 72% do Pré-sal ou 107 mil km². Para os 28% já licitados (42 mil km²), permanecem as regras atuais de contratação e distribuição da participação governamental na produção do petróleo.

A criação de uma nova empresa pública para defender os interesses do governo federal nos empreendimentos petrolíferos – principalmente os da área Pré-sal – tem como objetivo assegurar o maior volume de recursos possível para o Novo Fundo Social que será criado para investir em programas de educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza.

A descoberta do Pré-sal é uma benção, mas é também uma recompensa gratificante para todos os que acreditaram e lutaram para provar a capacidade, a competência e a criatividade que o povo brasileiro tem para vencer desafios, mesmo aqueles considerados impossíveis. Ficaram para trás os que duvidaram da existência de petróleo no Brasil, os que duvidaram que pudéssemos retirar o petróleo da terra ou do fundo do mar com nossos próprios recursos e os que duvidaram que uma empresa estatal pudesse ser competitiva, lucrativa e respeitada mundialmente. E serão vencidos os que duvidarem da nossa capacidade de transformar o pré-sal em uma pista de vôo para um o futuro com mais prosperidade e menos desigualdades.

A divulgação das propostas do governo acontece nesta segunda-feira (31/8), em grande ato público que contará com a presença de congressistas, governadores, prefeitos, empresários, trabalhadores, intelectuais e artistas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Em seguida, a proposta será encaminhada ao Congresso Nacional para que as mudanças sejam debatidas e transformadas nas leis que vão demarcar um novo tempo de esperança e confiança no futuro.


ago 31 2009

Sobre o falso moralismo midiático

Categoria: Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 06:07

Mário Augusto Jakobskind, do Direto da Redação

O velho moralismo dos tempos de Carlos Lacerda está a todo vapor neste agosto que termina. No dia 24 último, quando completavam 55 anos do suicídio de Getúlio Vargas liguei o rádio ao acordar e levei um susto. Um jornalista da CBN bradava indignado contra a compra pelo Palácio do Planalto de toalhas de rosto e de banho de fio egípcio. Imaginei que tinha recuado no tempo ou estava tendo um pesadelo. Naquela crise de agosto de 1954, a UDN (União Democrática Nacional), que de democrática não tinha nada, pois vivia pregando o golpe, falava em mar de lama no Catete etc e tal. Agora, entre outras acusações, a CBN, do sistema Globo de rádio, se indignava contra as toalhas de fio egípcio.

Os políticos da UDN que passaram o tempo todo na porta dos quartéis tentando convencer a oficialidade sobre a necessidade de derrubar Getúlio Vargas, depois Juscelino Kubitschek e em seguida João Goulart, deixaram herdeiros neste 2009. Agora passam o tempo todo denunciando, criando fatos com repercussão na mídia conservadora hegemônica com o visível objetivo de desviar a atenção de temas relevantes relacionados com o futuro de um Brasil soberano. E o 24 de agosto remete a Era Vargas, que FHC jurou riscar do mapa, à Carta Testamento e ao suicídio de Getúlio, às riquezas petrolíferas nas mãos dos brasileiros, à IV Frota estadunidense rondando as riquezas petrolíferas do pré-sal e assim sucessivamente.

Aí surge o tal comentarista da CBN, do sistema Globo de rádio, para “denunciar” os gastos com as toalhas de fio egípcio, numa repetição grotesca da rádio Globo em 1954. Aí vem o colunista político Merval Pereira (será coincidência?) bradar contra a Era Vargas com um comentário intitulado “filhote do getulismo”, comparando o sindicalismo daquela época com o atual. O objetivo de Pereira é um só: palanque de uma candidatura tucana. O colunista de O Globo é de fato um filhote de um colunista reacionário dos anos 50 – recentemente elogiado pelo próprio Merval – de nome João Neves da Fontoura, que até o fim da vida escreveu contra o seu ex-correligionário Getúlio Vargas e criticava tudo o que passava por perto de nacionalismo.

Enfim, tais reflexões fazem parte da história contemporânea brasileira, que ainda precisa ser contada sem a visão distorcida do conservadorismo. Mas se o leitor imagina que as distorções e manipulações midiáticas se resumem a Era Vargas ou aos veículos de imprensa das Organizações Globo, enganam-se. Na edição de 26 de agosto último, a revista Isto É, no mais puro estilo Veja, editou matéria exemplo típico de manipulação da informação, que pode ser denominada “jornalismo cloaca”. Com o título “O lobista de Chávez”, a matéria de página inteira, assinada por Claudio Dantas Siqueira, mentia de cabo a rabo, exatamente com o objetivo de induzir o leitor a se posicionar contra a Telesul, um importante canal televisivo de integração, e o governo da República Bolivariana da Venezuela.

A raivosa Isto É queimava o combativo jornalista Beto Almeida com informações mentirosas, porque ele participa como diretor independente, ou seja, sem representar qualquer país, da diretoria da Telesul. De quebra, a matéria “informava” que o Governador Roberto Requião fez um convênio com o canal de integração, apresentando um telejornal da Telesul na TV E do Paraná.

O jornalismo cloaca da Isto É ainda por cima selecionou o senador tucano Álvaro Dias para questionar o jornalista Beto Almeida, que também é dos quadros da TV Senado, onde ingressou por concurso. E assim sucessivamente.

Não é à toa que alguns analistas vêem o dedo de algum serviço de inteligência na elaboração de matérias como a apresentada pela Isto É. Cabe agora a própria revista responder a tais insinuações e apresentar alguma justificativa para demonstrar que o objetivo da matéria foi apenas jornalístico. Podem crer que vai ser uma tarefa impossível, pois pela forma como foi escrita está na cara a origem da pauta.

Por estas e muitas outras, chegou a hora de os brasileiros tomarem conhecimento da necessidade urgente de abrir a discussão sobre a questão da democratização dos meios de comunicação. O que não pode mais ser permitido é os barões da mídia continuarem manipulando ao bel prazer e toda vez que são questionados responderem com acusações infundadas, misturando alhos com bugalhos, ou seja, liberdade de expressão e de imprensa com liberdade de empresa. A hora é essa!

Em tempo: a briga Globo x Record deveria sensibilizar os parlamentares em Brasília a criarem uma CPI sobre a mídia. Seria a oportunidade de os brasileiros conhecerem com mais detalhes as graves acusações que foram divulgadas de um lado e do outro.


ago 30 2009

Ensaio sobre a hipocrisia

Categoria: CulturaSenhor_do_Servo @ 20:30

José Flávio Abelha, do Viomundo

Nas hostes demotucanas discute-se, virulentamente, os acordos políticos do Governo visando a governabilidade, ao que essa oposição desvairada e sem argumentos apelidou de “acordos espúrios”, objetivando negociatas obscuras.

Nada mais demagógico, desinformador e idiota.

A história contemporânea está cheia de grandes e históricos acordos visando um OBJETIVO, seja de paz, seja de guerra ou interesses econômicos e muitos mais.

Um episódio emblemático, desses “abraços” ou acordos, está no fato histórico do Governo Federal não conseguir vencer a Coluna Prestes, que usava a tática de guerrilha.

Somente uma pessoa entendia de guerrilha do lado oposto e também perseguido pelos “federais”, o cangaceiro Lampião.

Concretizado um acordo, Virgulino recebeu PATENTE DE CAPITÃO e, aí sim, lutou contra a Coluna.

O objetivo era vencer Prestes e, para tanto, promoveu-se um cangaceiro a capitão.

No livrete A MINEIRICE, o autor* descreve uma típica cena do antes e do depois.

Transcrevo ipsis litteris o fato, sem pedir licença ao autor:

“Pg.88 item 18…TANCREDO NEVES – JB de 11 de março de 1983…Dos 30 apartes que interromperam o discurso que Tancredo Neves proferiu no Senado ao se despedir, dois se destacaram (…) O Senador José Sarney também presta a sua homenagem a Tancredo.

Depois, em novo aparte, é agressivo e deseja polemizar.

Tancredo encerra a discussão: “Não desejo de maneira nenhuma e vossa excelência vai-me permitir, entrar neste momento e nesta hora, em que sou alvo de considerações especiais de todos os meus pares, correligionários e adversários, descer o meu discurso para um debate que, sem dúvida, terá outra oportunidade, em outras sessões deste Senado, travado por parlamentares mais habilitados, mais competentes do que eu para focalizar o assunto”.

Todo o Congresso aplaudiu!

O vento deu o seu giro, vem a eleição indireta e no que os demotucanos, se existissem à época, chamariam de “acordo espúrio”, surge Tancredo abraçado a Sarney candidatos à Presidência da República, e derrotam a ala castrense, aparentemente majoritária.

E o objetivo maior estava consumado, derrotar a ditadura, seus apoiadores  e mudar o “status quo” ante a política brasileira.

Que a roda do tempo dê marcha ré para que possamos reviver históricos “abraços”, mistura de água e óleo, visando um objetivo maior.

Mao Tsé Tung, inimigo de Chang-Kai-Chek, líderes das massas populares, com ideologias díspares, assinaram um acordo visando um só objetivo, expulsar os japoneses da China. E o “abraço” deu certo. Depois, continuaram a disputar, internamente, o mando do país.

Na famosa Conferência de Yalta cujo objetivo era dividir o mundo pós guerra, surgiu um “forte abraço” visando o objetivo maior, esmagar a terrível máquina de guerra alemã dirigida por Hitler.

E, em Yalta (as fotos estão aí), Churchill e Roosevelt assinaram o acordo com quem? Nada menos que Stalin, comunista feroz, inimigo das potências ocidentais, todas capitalistas.

Todos sabem (quem lê, naturalmente) que o desembarque das tropas comandadas por Patton e Montgomery na Sicília e Sardenha só foi possível, através de um “acordo”, com um cappo siciliano, preso nos EUA. O acordo era a Máfia criar condições para o desembarque e a movimentação das tropas e o indulto do mafioso
preso, o que se deu após a vitória dos aliados na Itália.

Vencidos os alemães, o general Patton foi visto muitas vezes conversando e bebendo champanha com o marechal Goering, inimigos durante toda a guerra.

Tratava Patton de um acordo, com Goering, no sentido de aproveitar o que restara da máquina de guerra alemã, a liderança do herói da 1º guerra sobre seus soldados, mais a máquina de guerra dos EUA e a liderança de Patton.

Para quê? Derrotar os russos ainda carentes de material bélico mas que haviam tomado Berlim e avançado até o rio Elba.

Muitos e muitos “abraços”/acordos, visando um objetivo sério, estão vivos na memória dos historiadores e de jornalistas que não são “orientados” pelo PIG pois, essa mídia marron, tem a única finalidade de mostrar, aos brasileiros, que todos os acordos políticos que o presidente Lula faz, são visando a maracutaia e o
interesse menor, nunca a governabilidade que permite ao Presidente colocar o Brasil no cenário mundial, agora, ouvido e imitado.

Prestes foi derrotado, a Coluna se dispersou e muitos fugiram do Brasil.

Volta o Cavaleiro da Esperança com sua guarda-costas Olga.

Depois de umas escaramuças, são presos.

O nazista Filinto Müller repatria Olga, já grávida de uma filha de Prestes. Entrega-a à Gestapo e, na Alemanha, é executada.

Prestes na prisão sofre as maiores torturas, sem direito a qualquer benefício jurídico.

O advogado Sobral Pinto apela ao STF com um hábeas-corpus baseado na Lei de Proteção aos Animais e, nem assim, a ditadura de Vargas deixa Prestes em paz.
Quebram-lhe dentes com uma coronhada de fuzil, e por aí vai o sofrimento do Cavaleiro da Esperança, nas mãos dos seus algozes, sob a égide da ditadura Vargas.

Queda de Getúlio. Anistia.

O Partido Comunista elege Prestes senador, Jorge Amado deputado e outros ilustres brasileiros.

Getúlio candidata-se novamente.

Comício no Pacaembu. Getúlio entra no estádio, em um carro de capota arriada, tendo ao lado quem? Luiz Carlos Prestes.

O mesmo Prestes, tantas vezes derrotado pelo governo do ditador Vargas, com a mulher assassinada pelos nazistas e ele, torturado nos porões das prisões do nazista Filinto Müller.

Perguntado sobre aquele gesto inusitado, mãos dadas com Vargas, ele disse:

” Não estou apoiando Vargas. Estou apoiando o seu programa de governo que contém o monopólio do petróleo, e outros órgãos promotores do desenvolvimento brasileiro. Como sei que ele vai cumprir o que me prometeu, estou apoiando a sua plataforma e, para tanto, é preciso que ele chegue ao Catete. A eleição de um nacionalista é o meu objetivo e de todos os que me seguem.”

Lacerda, O Corvo, tesoureiro do Partido Comunista e, mais tarde, o maior defensor do capitalismo, não trocou de Partido, trocou de ideologia, derrubou alguns presidentes, mas esqueceu-se de que toda revolução é antropofágica e foi devorado pelo monstro que ajudou a criar, sendo cassado.

De imediato, sonhou com uma “Frente Ampla” e humilhou-se ao extremo, procurando  o exilado Juscelino, em Portugal, com fotos, abraços e, se não me engano, um compadresco, e ajoelhou-se aos pés de Jango no Uruguai. Sinceramente não sei se Jango o recebeu para que o ato o reduzisse a pó-de-traque ou se a
educação não permitiu (como Jânio Quadro fez com Lacerda na grade do Alvorada) que o capataz colocasse sua bagagem na porta da sua mansão.

Deu em nada, a tal de Frente Ampla e Lacerda morreu no ostracismo. Seu objetivo era tão somente o PODER e nada mais.

Destes pequenos episódios que relembrei ,uns mundiais e outros nacionais, nenhum provocou essa gritaria histérica que vemos agora, só porque Lula está sendo apoiado por Sarney, Collor e outros senadores e deputados que os DEMOTUCANOS não admitem, mas quem lutou para ser Ministro do Governo Collor foi
“o Farol de Alexandria”, que andou tomando uns puxões de orelha do Franco Montoro e Mario Covas.

O que não se entende são os “desabraços”.

O líder dos comunistas brigando com Brizola e hoje nos braços da tucanalha, contra o governo do presidente Lula.

Marina Silva preocupada com os bagres e não com uma enorme região eletrificada que vai criar condições para a instalação de indústrias e a conseqüente criação de empregos.

Foi só a barragem começar a ser construída para a região sentir o desenvolvimento.

O sobrinho do grande dom Evaristo Arns, tucano de carteirinha e que mudou para o PT, para ser eleito senador, agora faz um discurso demagógico sobre ética e que tais. E deseja ir aos tribunais para ficar com o mandato que, por decisão dos mesmos tribunais, pertence ao partido. Grande figura que não saiu ao tio.

Estamos assistindo abraços e desabraços, objetivos claros e opacos e uma vaidade que nunca se viu.

E sobre a transparência tão exigida pelo PIG, nada melhor do que repetir uma piadinha que é sempre repetida em Brasília:

Os tucanos, quando estão em crise, viajam a Paris e, lá, tomam champanha e resolvem os problemas.

Os DEMOS, se enfurnam em um hotel nas cercanias de Brasília, com a mesma finalidade, e tomam uísque.

O PT, ah! o PT. Resolve seus problemas às claras, na calçada de qualquer rua, tudo regado a um bom conhaque.


ago 29 2009

As Bases Militares dos EUA na América Latina

Categoria: Cultura,Internacional,Vera L. SilvaVera L. Silva @ 17:59

- POST GRANDE MAS IMPORTANTE DEVIDO AO PESO DA PEDRA HÁ TANTO TEMPO  CANTADA

EUA Invadem o Brasil

Resumo das intervenções dos presidentes na Cúpula Extraordinária da Unasul, realizada em Bariloche, Argentina,  para discutir as  bases  militares dos EUA   na Colômbia, em 28 de  Agosto de 2009

Álvaro Uribe, presidente da Colômbia
• A Colômbia tem  uma série de acordos com os EUA desde 1952. Em 2000,  aconteceu o  Plano Colômbia,  acordo  que marcou um conjunto  de regras multilaterais para o controle do tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. • A Colômbia tem feito esforços na assinatura de acordos com a Argentina e  com o Brasil  para eliminar o flagelo das drogas e desejamos  poder  avançar acordos com todos os países, especialmente com os vizinhos onde se apresentam  maiores  dificuldades. Nos memorandos de entendimento com o Equador, a Nicarágua e  a Venezuela, um acordo em 1998  foi deixado de ser  aplicado por decisão do governo em 2001, e ainda com a República do Equador, que em teoria estaria em vigência,   mas   não é  aplicado  atualmente. • Este  acordo com os Estados Unidos tem alguns elementos muito importantes, como a responsabilidade pelo combate ao terrorismo e as drogas, em uma área em que o tema transcende as declarações discursivas. • A Colômbia, que tem sofrido este flagelo,  em todos os fóruns recebe  declarações de solidariedade e de simpatia, mas raramente uma  cooperação prática. • A ajuda  que nos dá os Estados Unidos tem sido  prática, eficaz.  Esta eficiência estamos dispostos a examinar  com vocês  e será  parte da explicação de uma  co-responsabilidade que não pode ser uma regra  no texto das declarações de diplomacia e que não tem força e nem aplicação prática no dia-a-dia da luta contra o terrorismo.
• A zona desmilitarizada que demos as FARC ,  a utilizaram  para raptar, para cultivos ilícitos e  para avançar em  sua intenção de estabelecer um império terrorista. • Este acordo com os Estados Unidos mantém o princípio da liberdade soberana. Não há renúncia colombiana à   soberania. Ela é  regida pelo princípio da integridade territorial dos Estados e é uma questão importante  o acesso aos Estados Unidos para ajudar a Colômbia na luta contra o narco-terrorismo. É um acesso  sem renúncia  da Colômbia  à soberania de nenhum milímetro de seu território. • Muitas gerações de colombianos não têm vivido  um único dia em paz.  Estes grupos promovem massacres.  Estamos falando de uma ameaça que tem derramado o sangue da  sociedade colombiana, não de um tema leviano de  soberania, mas do direito fundamental da sociedade colombiana de  superar esta ameaça que tanto  sangue tem  produzido. • Enquanto a Europa, os EUA e o  Canadá,  ao  reconhecer estas realidades,  declararam  esses grupos como terroristas, nós continuamos preocupados que a América Latina não fez isso. Só  se tem avançado em denominar  alguns fatos,  não o todo. • Este acordo com  os EUA  tem sido importante para  apoiar a justiça na Colômbia, que é independente do executivo e autônoma… temos recuperado  o monopólio da justiça de Estado e o monopólio das instituições do Estado para combater todos os criminosos. • Preocupa-nos que não há severidade ao tratar  esses grupos como terroristas,  que se lhes aceite conotações  políticas, que de vez em quando surjam  disparates de reconhecimento da beligerância. Eles têm esconderijos, mas não controle territorial.  O que eles fizeram foi desalojar,  com a  intimidação, a justiça do Estado. Cremos que devemos  buscar, através de canais diplomáticos, que  eles não continuem.  Nos  preocupa que em  alguns discursos se tenha  esses grupos como aliados políticos. Estamos preocupados que esses grupos encontrem armas em  outros países. Nos  preocupa   que estes grupos possam esconder-se  em territórios  fora de Colômbia,  venham  cometer crimes na  Colômbia e  voltem a se esconder por lá.

Cristina Fernandez, presidente da Argentina
• Temos que  estabelecer uma doutrina comum para avaliar e lidar com situações estressantes como a representada pelo acordo militar entre os Estados Unidos e Colômbia.  Temos de trabalhar para o regime comum, sem doutrinas do unilateralismo que venham a perturbar a paz na região.

Rafael Correa, presidente do Equador
• Existem conflitos na região, mas deve ser transformado de forma  democrática, em paz. É a primeira vez que na América Latina trata de bases não  regionais no continente e isso mostra que a Unasul também serve para analisar esta classe de problemas.

Tabaré Vázquez, presidente do Uruguai
• O Uruguai não defende a intervenção de outros estados. Em nosso território não existe mais bases militares  estrangeiras  ou em qualquer país da nossa América do Sul. • Por isso, rejeitamos a instalação de bases estrangeiras nas Ilhas Falkland e nós não gritamos,  mas tentamos  agir de forma eficaz. O  Uruguai se recusou a permitir reabastecer aviões britânicos  para abastecer aviões quando do ataque a  Ilhas Malvinas. • O Uruguai vai agir para não reconhecer o atual embaixador em Honduras. .

Hugo Chávez Frías, presidente da Venezuela
• A estratégia global de dominação EUA é a razão pela qual estas bases estão sendo instaladas na Colômbia. • Trago  um documento que eu acredito que poderá  ajudar a ter mais claro este  panorama, o chamado Livro Branco do Comando Aéreo  dos EUA (Global En Route Strategy), que até recentemente estava disponível no site da Universidade da Força Aérea  estadunidense (www.au.af.mil). Este documento  menciona a base colombiana de Palanquero como um  dos  objetivos  para a mobilização de tropas. • Palanquero é um local de segurança. De lá, quase metade do continente pode ser coberta  por um avião de transporte militar pesado,  C-17, e deve ser suficiente para a estratégia de mobilidade aérea no continente sul-americano. •Aprovo a proposta de  Lula  de  que a Cúpula  deveria ter sido realizada na presença do estadunidense  Barack Obama. Obama seria importante para nos  esclarecer essas coisas. Seria interessante, também, conhecer o documento do acordo EUA-Colômbia. • Na Venezuela não há bases militares chinesas  ou russas  ou presença militar destes  países, apesar de comprarmos armas deles. • Menos mal que Lula encontrou bastante  petróleo e segue conseguindo petróleo, assim  não estaremos só nós  na mira do petróleo  que o  império precisa   para manter-se. • Eles sabem que aqui estamos a falar de mobilidade para a guerra. Em Honduras, o presidente Manuel Zelaya foi seqüestrado em um avião a ponta de fuzis e  esse avião pousou,  antes de ir para a Costa Rica,  em uma base militar dos Estados Unidos, perto de Tegucigalpa. • Não há nenhuma dúvida de que o “acordo” entre os EUA e a Colômbia faz parte da estratégia militar global dos Estados Unidos  mais do que a  luta  contra o tráfico de drogas. Para a Venezuela, as bases são motivo de grande   preocupação.• A Venezuela não irá fornecer peças de reposição para os nossos aviões. . Bloqueiam  qualquer compra nossa em qualquer parte do mundo. Eles têm um bloqueio para impedir-nos que tenhamos  sequer  um aviãozinho, um radar. Por isso fomos à   Moscou e a  Pequim, mas não há   bases militares russas  ou chinesas na Venezuela. A URSS desapareceu há  bastante  tempo, porém o império dos EUA, lamentavelmente, não desaparece. • Este documento poderá  nos ajudar a entender um pouco a  um nível mais estratégico. • Eu queria adicionar e atrevo-me a propor que  a Unasul, que tem formado o Conselho de Defesa, reveja  todo esse material e considere  as bases dos EUA na Colômbia.

Rafael Correa, presidente do Equador
• No  documento apresentado pelo presidente Chávez, os EUA   nos trata como seiu quintal. • Há duas propostas: que se analise este documento e que peçamos  uma reunião com o presidente Obama. Gostaria de propor que o  Conselho de Defesa da Unasul nos  apresente um informe das  consequências deste documento para a região. Segundo, que  peçamos  uma reunião com o presidente Obama.

Evo Morales, presidente da Bolívia
• Durante  a colônia os povos indígenas  eram  submetidos e humilhados pelas políticas estrangeiras. Nós somos vítimas  da  presença militar  dos EUA no meu país como um pretexto do combate ao narcotráfico. • A História da América do Sul tem sido cheia de intervenções políticas e militares dos Estados Unidos. Intervenções com muitos mecanismos. Quando os governos   lutam pela  segurança e soberania, há golpes militares. Quando tem  governo submisso a   império estadunidense, há  cooperação. Essa é a história da América do Sul …  • Primeiro, eles usaram a doutrina “do anticomunismo” para perseguir  os líderes sindicais que lutam por  reivindicações… Depois vieram as doutrinas anti-subversiva, anti-narcotráfico…  Éramos narcotraficantes  quando  não podiam identificar os   movimentos sociais com doutrinas comunistas. Desde 11 de Setembro de 2001, somos  terroristas. •  A História  na América Latina se repete e é, no fundo, a História  da  dominação imperialista  dos EUA  sobre os nossos povos, no interesse dos  recursos naturais e outros interesses mais.  • Na minha presidência, como nós não queríamos conspiração política, tiramos  o embaixador dos EUA.  Permitir que venham militares estrangeiros para o nosso país é desqualificar nossas Forças Armadas e a nossa Polícia Nacional. • Quando queremos  comprar equipamentos de combate ao tráfico de drogas, os Estados Unidos não querem  que compremos; tem-se que  pedir a eles  permissão. Se  querem  apoiar os nossos esforços nesse sentido, porque se opor à aquisição de tecnologias para combater o tráfico de drogas …?  • Os  Estados Unidos  tentam criar desconfiança nos  presidentes latino-americanos, pois estamos promovendo a  unidade. • O presidente Obama declarou  que ele não ordenou a instalação de bases norte-americanas  na Colômbia, porque a  Constituição da Colômbia só permite o trânsito de tropas estrangeiras pela  República e não a presença delas… mas se ninguém quer uma base militar, porque não podemos assinar um documento consensual  pela unidade e soberania dos nossos povos, que diga  que presidentes sul-americanos não aceitam  bases militares dos Estados Unidos ou de qualquer outro país? •Se trata de  buscar  a paz e quando há  a presença de tropas estrangeiras em um país sul-americano,  dificilmente  nós  podemos pensar que haverá paz. • Não há razão para se duvidar de uma declaração de Presidentes para recusar  bases militares em  nossos países. Quando superarmos  esta questão, vai  haver confiança para continuarmos  a construção de unidade na América do Sul. Nós não podemos ser um instrumento de divisão na América do Sul. • Os impérios nunca quiseram a unidade da América do Sul. O império norte-americano nunca vai querer a unidade na América do Sul. Eu  quero que assumamos a nossa responsabilidade para que nunca  mais  se levantem  impérios sobre  o nosso povo. • Eu quero sair desta reunião com este documento assinado declarando que não haverá nenhuma base militar estrangeira na América do Sul. • Tenho o mandato do povo da Bolívia  para dizer o seguinte: eu rejeito a instalação de bases militares estrangeiras na América do Sul

Alan García, presidente do Peru 

 • Acho que é uma boa oportunidade de colocar as cartas na mesa e dizer  do que se trata  este acordo com  os Estados Unidos, de que bases ou apoio  estamos  falando; que presença é  essa? • O que alarma é que, enquanto nós queremos construir  um pólo de referência mundial, podemos nos ver como  parte de uma estratégia de outros blocos militares fora da nossa  região. Isto é o que  alarma  os presidentes e os nossos povos. • No caso em que os presidentes dos países sul-americanos evitem analisar as crises diplomática regional, a partir dessa perspectiva estamos traindo  a essência da América do Sul para colocar a região em um conflito internacional. E isso é motivo para alarme. • Se se trata de   os Estados Unidos colocar  aviões invisíveis e  radares  esféricos  na Colômbia, estou tentado a assinar um documento rejeitando as bases. Se se trata de um acordo  limitado  à área colombiana,  não me parece uma ameaça. • O meu país tem acordos de cooperação com os Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas há anos. Mas nunca pensei que poderia vir bombardeiros  invisíveis  ou radares esféricos  para o nosso território. • Eu sugiro que a  Unasul  estabeleça  um mecanismo de verificação de que ninguém pode recusar-se a ver o que mais temos, e veja em que consiste que essas bases ou ajuda que  motivaram esta reunião. • É vergonhoso que  presidentes que se dizem  defensores do povo,  comprem  38 bilhões de dólares em armas. Isso é mais do que suficiente para resolver a vida de milhões de famílias em todo o continente.

Rafael Correa, presidente do Equador
• Este tipo de problemas que estamos  discutindo sobre a  presença de bases militares norte-americanas, sempre existiram, apenas não eram  discutidos. • Sugiro  que  exista a  capacidade de Conselho de Defesa para verificar o uso destas  bases em nossos países. Quem nada deve, nada teme. • Não  só verificar as bases que vão  ser utilizados por  tropas  dos EUA na Colômbia, mas que se verifique qualquer base militar na América do Sul

Alan García, presidente do Peru
• Agora, o grande mercado de drogas está constituído na   Ásia e  Europa e também no nosso continente. Os Estados Unidos é uma parte do tráfego e, talvez, já não é o mais importante. Por que não fazermos um conjunto de ações  concretas para combater este flagelo?  Por que não constítuimos os capacetes verdes na  América Latina?

Rafael Correa, presidente de Equador
• Revisarmos  as leis anti-drogas impostas pelos Estados Unidos no início dos anos 90 e para todos os países é exatamente o mesmo.

Cristina Fernández, presidente  de Argentina
• Os dispositivos sobre as bases de Palanquero têm mais a ver com a guerra convencional que com a luta contra o narco-tráfego.

Michelle Bachelet, presidente  do Chile
• Precisamos ser capazes de tomar uma posição sobre a agenda de segurança dos nossos povos. • Quero reafirmar o nosso acordo com os princípios da  Unasul com  respeito à soberania e inviolabilidade dos estados e com a autodeterminação dos povos. • Em Quito, concordamos em construir o Conselho Sul Americano Contra o Narco-tráfego,  manifestando a nossa clara intenção de reforçar o nosso processo de integração.

Fernando Lugo, presidente do Paraguai
• Têm nos  despojado de valores morais e materiais  e não podemos desperdiçar este momento de construir  estados e povos verdadeiramente independente e abertos para a integração. • Se as bases militares na Colômbia não constituem perigo, parabéns, mas se constituem  perigo,  a Unasul tem que  se  pronunciar. 

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil  •

Nós  respeitamos  a soberania de cada país. Mas  queremos nos resguardar,  e é importante que  exista um tratado com  garantias legais  ou  um fórum internacional para isto. • Defendemos a existência de instrumentos que nos assegurem que a presença  militar dos EUA na Colômbia é algo específico para o território colombiano. • A discussão deve ser ampliada, não só para analisar o papel destas tropas na Colômbia, mas o papel dos Estados Unidos  na  América Latina.  • Sugiro  que a  necessidade de ter tropas estadunidenses para combater o narcotráfico e o  terrorismo possam  ser objetos de   revisão. • O que diria a Uribe, com o devido respeito, é que se as bases  estão lá desde 1952 e ainda não  resolveram  o problema,   então devemos repensar o que mais podemos fazer juntos.

Rafael Correa, presidente do Equador
• Os  vizinhos não acolhem grupos   terroristas para atacar a Colômbia,  é exatamente o oposto. Grupos como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) operam em território equatoriano. Tivemos que enviar 1.500 homens  além dos 10.000 que temos em Esmeralda. • Nós não limitamos com a Colômbia, mas com as FARC. De um lado está o  Equador com os cultivos ilícitos e do outro lado está o mar verde do cultivo de drogas. O problema é a Colômbia. São  20%  das forças equatorianas na fronteira com a Colômbia. Por isso o Equador está livre das drogas. A  Colômbia tem apenas 3.000 soldados na fronteira, que é  1%  por cento das suas forças. • O milionário Plano Colômbia, que se  iniciou há  mais de dez anos,  tem sido um fracasso e só reduziu  10.000 hectares da produção de droga reduziu no país. • Em um relatório de 2005,  o senado estadunidense, no qual se  integrava  Barack Obama,  concluiu que havia uma falta de evidências claras na luta contra o tráfico de drogas pela mão do Plano Colômbia. • Foi demonstrado que esta luta  militarista é um fracasso.  • O governo colombiano tem seus próprios meios militares suficientes para combater o tráfico de drogas e a Colômbia não será capaz de controlar os norte-americanos. • Se o acordo prevê  imunidade para os soldados dos EUA, insisto em conhecer  o documento inteiro, porque  esse  acordo transpassa a soberania de um povo . • Quanto à escalada armamentista  na região, de acordo com nossas informações, parte  das armas usadas por grupos rebeldes que operam na Colômbia vem do Peru e não podemos esquecer que os soldados estadunidenses foram presos por fornecer armas para os paramilitares. Analisemos  de onde vem o tráfico de armas.

Runaldo Ronald Venetiaan, presidente do Suriname
• A delegação do Suriname  apoia a unidade sul-americana.  • A Colômbia tem a liberdade para conseguir apoio na luta contra o tráfico de drogas, mas  o Suriname se dá conta  que é   parte do direito de soberania existir um direito  regional que deve ser protegido. • Apoiamos a preocupação com a legalidade da decisão da Colômbia. • Apoiamos que se crie instrumentos que analisem  esta questão.

Álvaro Uribe, presidente da Colômbia
• Para nós é importante que o processo da UNASUL não se desvincule  da OEA nem vá contra ela. • Chávez, este documento que leu é público, não é uma descoberta. O que averiguamos  é que não é  um documento adotado pelos EUA, e sim  uma proposta de um  bloco acadêmico. • A Venezuela também tem jogos de guerra onde  não aparece o  nome da Colômbia, mas pelos  mapas se  infere. Não posso esconder essa preocupação. Em várias ocasiões  o presidente Chávez tem declarado  que os aviões  Sukoy  em poucos minutos estará na Colômbia. Estes documentos e as ameaças verbais eu poderia colocar em questão, mas nunca fizemos uma ameaça verbal. • A Constituição da Colômbia não  permite que o governo autorize o trânsito de tropas ou de  aviões sem permissão. • O alcance do acordo que a Colômbia fez com os Estados Unidos não pode levar  a Colômbia a  inserir o trânsito de tropas ou de  navios de guerra …  • Com relação a  Carmona,  não se pode comparar um procedimento jurídico  que  outorga um asilo com o pedido de ajudar a  capturar um  criminoso como Ivan Marquez, o  Timoshenko  que está  na Venezuela. • O presidente Morales, eu compreendo  que  para ele a proibição de bases dos EUA  necessariamente  teria que entender-se hoje como a  aprovação do tratado da  Colômbia  com  Estados Unidos. Por mais que digamos  que não são bases, e  podemos demonstrar  que não são bases norte-americanas,  seguiriam dizendo que  sim, são bases norte-americanas. • Eu não acho que nós devemos chamar Obama  para prestar contas, está no sistema inter-americano, na OEA, nas Nações Unidas. Uma coisa é ter um bom diálogo com os EUA e outra coisa é  chamar  o presidente Obama para prestar contas.  O  máximo autorizado de  presença de militares norte-americanos  na Colômbia não ultrapassa  800 pessoas. •A medida que avance o diálogo  podemos  tomar medidas para combater o narcotráfico. Os radares estão restritos a esta luta, não para uso estratégico.  • O acordo  com os EUA  está fechado mas não temos nenhuma objeção que o  Conselho analise esta questão. Mas  nós pedimos que se olhe  todos os acordos militares na região e as denúncias contra o tráfico de armas. • O que a  Colômbia comprou não se destina a guerras entre nações, mas um problema interno do narco-tráfco e do narco-terrorismo.

Cristina Fernandez, presidente da Argentina
• Acho que   devemos  ler o acordo sobre as bases militares,  as condições específicas e concretas. Não estamos falando de conceitos religiosos ou filosóficos sobre essas  bases, estamos  falando de  verificar  aviões, armas, quer para uma luta de guerrilha ou para o  combate ao tráfico de drogas. • Nós colocamos a doutrina da Unasul sobre o estabelecimento do  assentamento de tropas que não sejam de países da região, não apenas as bases dos EUA.  • Se em um país vizinho  forem instaladas bases, eu, pelo menos,  me sentirei  insegura. Temos de conciliar o  desejo do presidente da Colômbia de desenvolver seu projeto em cooperação com os EUA,  mas  temos de assegurar que este acordo não afetará a segurança e a institucionalização dos países vizinhos.

Hugo Chávez Frías, Presidente da Venezuela
•Não vou cair em provocações nem responder a montanha de mentiras. • O cardeal de Honduras  disse  que  haviam dado um golpe,  mas “salvamos a Honduras de Chávez “.  Ele criou um fantasma, porque Chávez… Chávez vai metendo as mãos em todas as partes.  • O Conselheiro de  Israel disse que já existem cédulas do  Hezbollah na Venezuela. Se existe veio para confirmar o imaginário, para confirmar uma agressão contra a Venezuela,  e   planos existem sim, de invadir a Venezuela e  de assassinar o Presidente da Venezuela. • Capturamos quase 200 paramilitares colombianos em  Caracas, prontos para atacar o Palácio do Governo. Me digam o  que quiser, eu ignoro, e não me afeta, já me curei. O que eu quero é que o meu país  seja  livre e que possamos unir-nos.  • Pedimos ao governo da Colômbia que apresente  o documento oficial do acordo com os Estados Unidos. Existem  versões  onde se falam da tecnologia que virá para  essas bases. • Tenho um documento aqui, que foi publicado, não é uma descoberta minha, apareceu no Diário em Tempo, na  Colômbia.. Vinte  pontos estão contidos no acordo. • No dia do golpe de Estado,   helicópteros  dos EUA aterrizaram em Maiquetía, na Venezuela.  Os EUA passou por cima das Nações Unidas  e  atacaram o Iraque. Quem vai acreditar neste  império? • Até que isto seja esclarecido,  devemos rejeitar  a pretensão  dos Estados Unidos de  instalar bases militares na Colômbia. • Da Venezuela, em nome do povo venezuelano, pedimos que o governo da Colômbia   reveja  essa decisão, pois afeta a todos nós. Se as bases estão instaladas, nem o presidente da Colômbia, nem  aquele que vem depois, irá garantir a paz. As sementes da guerra vão estar  semeadas. • Estamos de acordo para ativar o Conselho de Defesa da Unasul. Não tenho nenhum problema para mostrar aqui e diante do  mundo o que fazemos com a China, a Rússia ou o Iran, temos acordos de cooperação. Eu confirmo a vontade do  governo e do  povo da Venezuela de continuar a apoiar a integração da nossa  UNASUL

Evo Morales, Presidente da Bolívia
• Antes da Unasul havia poucos conflitos na América do Sul. Quando surgia  um governo apoiado pelo povo, recebia-se  um golpe de Estado. Eles querem atacar o “Eixo do Mal” agora,  a partir da  Colômbia. • Não haverá  integração até que  acabemos com as   bases militares dos EUA  na Colômbia. • Se não houver acordo para assinar um documento onde  rechaçamos as  bases militares, consultemos nossos  povos e que eles decidam se querem ou não bases norte-americanas no nosso continente. • Uribe reiterou que não há bases militares na Colômbia. Que haja  confiança e que o Conselho  investigue  se há bases ou se não há bases.  Constatado então que não se  permitiram bases militares dos EUA   no continente,  o  problema estará  resolvido.

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


ago 28 2009

Colômbia, país do passado…

Categoria: Apoiamos,Internacional,PolíticaSenhor_do_Servo @ 17:52

Caracas, 28 de agosto de 2009 (Eva Golinger). A visita de Noam Chomski a Venezuela se produziu em um momento histórico no que ocorrem muitas mudanças na América Latina, potenciais mudanças na relação dos EUA com nações latino-americanas, e atualmente existem importantes tensões e conflitos que causam grande preocupação aos latino-americanos.

Neste contexto, e com o recrudescimento das agressões nos últimos meses, com o golpe de estado na Honduras, o aumento da presença militar na Colômbia, com a ocupação de mais de sete bases militares, além de um controle territorial a nível militar na Colômbia, temos também a reativação da quarta frota da armada que ocorreu o ano passado, mas está sendo usada agora neste contexto.

Também o tom do discurso para a Venezuela se feito mais forte, acusando a Venezuela de permitir o narcotráfico, terrorismo, e houve um aumento do orçamento militar do Pentágono, para o Comando Sul nesta região.

Eva Golinger (EG): É este algum tipo de fenômeno? “Agora com um presidente supostamente progressista na Casa Branca vemos mais ataque contra movimentos progressistas na América Latina”…

Noam Chomsky (NC): E no resto do mundo. Mas o que ocorre na América Latina ocorreu por mais tempo. EUA por muito tempo deu por sentado que podia controlar a América Latina, e de fato este foi um princípio básico de sua política externa desde suas origens como república, como uma aspiração, que conseguiram concretizar no século XX. O Conselho de Segurança Nacional, a maior entidade de planejamento, diz que se não podermos controlar a América Latina, como podemos o resto do mundo.

Henry Kissinger, quando o golpe do Pinochet, disse: “temos que nos desfazer além de ou não teremos credibilidade no resto do mundo”. Essa é a chave para controlar o mundo, e é obvio grande parte da economia estado-unidenses estava apoiada em investimentos, que eram uma espécie de saque, do século XIX. Tudo isto ocorreu por muito tempo e de distintas maneiras, intervenção militar, golpes de estado, agressões, durante o governo do Kennedy, com agressão de Estado, o exército instaurando Estados de segurança ao estilo neonazi.

Logo chegou o período neoliberal, o controle dos países por meios econômicos, mas a finais dos noventa já não era tão freqüente, Venezuela é um exemplo, mas ocorria em muitos outros países. Lentamente os países latino-americanos começaram a escapar do grande período, da época dos conquistadores espanhóis e portugueses, de uma ou outra forma de colonização. Começaram a livrar do FMI, pagar e reestruturar suas dívidas enfocar-se nos problemas internos, e EUA começava a perder controle, e tinha que haver uma resposta, que se desdobrou desde finais dos anos noventa, e que tem duas frentes, um militar, e o outro que denominam promoção da democracia, que é um eufemismo de submissão. A gente é militar e a outra é a submissão, e Obama simplesmente lhes está dando continuidade. Não Começaram a livrar do FMI, pagar e reestruturar suas dívidas enfocar-se nos problemas internos, e EUA começava a perder controle, e tinha que haver uma resposta, que se desdobrou desde finais dos anos noventa, e que tem duas frentes, um militar, e o outro que denominam promoção da democracia, que é um eufemismo de submissão. A gente é militar e a outra é a submissão, e Obama simplesmente lhes está dando continuidade. Não está fazendo nada de novo.

Parece diferente ao Bush, mas a razão é se virmos à opinião pública, porta-vozes do governo, eles criticam ao Bush por não prestado atenção a América Latina, e que a região sofreu por isso. De fato é o melhor que passou a América Latina, que os EUA dirija sua atenção a outras regiões. Mas Obama quer remediar essa situação de uma perspectiva progressista liberal, prestando mais atenção a América Latina, o que implica um retorno a políticas mais tradicionais, a militarização e a submissão.

O que você menciona é um exemplo, mas vem de antes, de faz muitos anos, por exemplo, o treinamento de militares latino-americanos pelos últimos dez ou quinze anos aumentou em grande medida, possivelmente 50% mais do que era nos anos noventa. E agora a posição militar dos EUA na América Latina é relativamente maior que durante a Guerra Fria. Pela primeira vez, há mais oficiais de treinamento militar que assessores econômicos. A estratégia trocou para um esforço por reconstruir uma estrutura de intervenção potencial, e também para a chamada promoção da democracia.

EG: Que experimentamos em grande medida aqui na Venezuela através da USAID, a National Endowment for Democracy com financiamento a grupos opositores e agora com participação em uma campanha de contrainsurgencia ao interior das forças revolucionárias que apóiam ao governo, que tentam neutralizar.

NC: Mas estas são políticas de grande data. EUA de fato iniciou uma nova fase do imperialismo faz um século, ao converter-se em uma potência mundial, já tinha sido uma potência regional, mas com a conquista de Filipinas, esse foi o momento crucial, pelos anos 1900, matou a centenas de milhares de pessoas, estabeleceu um controle militar parcial, mas tinham que governar o país. Como governar o país Bom, desenvolveu uma nova forma de colonialismo, com um Estado de vigilância muito complexo, usando a última tecnologia da época para escavar movimentos políticos, para desintegrá-los, promover o faccionalismo.

Criaram uma força militar-policial paralela que podia usar a força quando fosse necessário. Era muito minucioso e complexo, e de fato retornou aos países de origem, os Estados de vigilância o Ocidente: EUA, Inglaterra, da Primeira guerra mundial, apoiados no modelo filipino. E segue até hoje. Filipinas é o único país no leste asiático que não participou do rápido crescimento econômico das últimas décadas, e ainda tem uma força militar terrorista, violações a direitos humanos, etc.

As técnicas são: primeiro, uma força militar internamente, se for necessária, e segundo a colaboração dos líderes do Estado, por isso é que querem infiltrar os movimentos revolucionários, incitar a separação, escavar o poder de outros grupos e obter benefícios de seus contatos com o poder imperial. Os britânicos e os franceses fizeram coisas parecidas, mas esta vez se fez com grande detalhe, algo novo na história do imperialismo, e é obvio se estendeu a América Latina.

Por isso é que depois de cada intervenção, por exemplo, o Haiti, República Dominicana, Nicarágua, onde seja, deixam o país em mãos do Guarda Nacional e em colaboração com líderes do Estado. E o Guarda Nacional é uma força de terrorismo de Estado. O Guarda Nacional haitiana nunca lutou contra outro país. Seu exército luta contra a população, o mesmo com a Somoza.

Essa capacidade se perdeu em parte nos anos noventa e agora se reconstrói de outra maneira. Mas é uma tradição antiga. De fato data de muito antes. Vale recordar que os EUA é o único país do mundo que foi baseado como um império. George Washington o descreveu como um império infante e é obvio tiveram que conquistar o território nacional, isso é imperialismo, não cruzaram mares, mas além disso, é imperialismo padrão. Virtualmente exterminaram à população, roubaram-se a metade do território do México e em 1898 começaram a expandir-se a outras regiões, mas o processo é o mesmo.

E é importante saber que o fazem com toda franqueza e com uma crença no caráter divino de sua missão. É um país religioso e sempre atuou para cumprir a missão da Divina Providência. George Bush falava nesses termos. Obama não precisa usar as mesmas palavras. É sofisticado. O melhor exemplo, como todos sabem, é a primeira colônia nos EUA: Massachussets. Sua carta institucional é de 1629, estabeleceram seu escudo no que aparecia um índio apontando sua lança para baixo e um pergaminho saindo de sua boca, que dizia “venha a nos ajudar”, assim que os colonos que foram lá a lhes tirar suas terras e exterminá-los estavam convencidos de que estavam respondendo a esse chamado de auxílio, e essa atitude segue na atualidade.

Cada agressão, tentativa de submissão tem a mesma inspiração. Outros países imperialistas como a França têm atitudes similares, mas está muito mais arraigada na cultura e crença estado-unidenses. Há um importante fundo religioso, tudo se justifica. O mais que pode acontecer é que se cometam enganos.

EG: Isso é também como uma guerra psicológica, uma manipulação da realidade, para dar essa impressão.

NC: É importante entender que é aceito internamente. Por exemplo, não se pode fazer um comentário crítico sobre qualquer ação dos EUA Obama, por exemplo, é muito elogiado por ser um dos principais críticos da guerra no Iraque. Qual foi sua crítica“ Disse que era um engano monumental estratégico”. Assumiu a mesma posição que assumiu o estado maior alemão depois do Stalingrado. Ou a posição dos russos sobre o Afeganistão a princípios dos oitenta.

E não o chamamos crítica quando é de nossos inimigos, chamamo-lo servilismo ao poder. Mas em nosso caso, as liberais, progressistas o chamam oposição principal. E se pode ir mais à frente e estar ainda dentro do marco doutrinal básico, e vem dessa auto percepção de nobreza, da missão divina de civilizar o mundo, elevá-lo a um maior nível, então a submissão e a militarização são considerados primitivos, e de fato no caso da América Latina a esquerda condena ao Bush por não enfocar-se na América Latina, por não cumprir com a missão civilizadora. Não são surpresas então as ações do Obama.

EG: E é um processo cujo ritmo está aumentando rapidamente.

NC: Em parte por estas razões e em parte porque os problemas são mais prementes. A chamada “maré rosa” é considerada um verdadeiro perigo. De fato o governo dos EUA está apoiando governos que faz quarenta anos teria tombado. O governo do Brasil, por exemplo. As políticas de Lula não são tão diferentes das políticas do Goulart a princípios dos sessenta, quando o governo do Kennedy iniciou um golpe militar e instalou o primeiro Estado de segurança nacional uso neonazi, e agora é um país amigo, porque todo o espectro se deslocou tanto que agora o EUA deve apoiar ao tipo de governo que antes teria tombado e é obvio tratar de submeter aos outros.

EG: Falemos disso especificamente, porque está o tema do aumento de presença militar estado-unidenses na Colômbia, que causou tensão na região. O governo da Colômbia e o governo dos EUA, Obama, sustentam que isto é um assunto bilateral, que isto não é uma ocupação ou o estabelecimento de novas bases militares; é um acordo de cooperação em segurança.

Mas alguns dos detalhes que sabemos, além das três bases que os EUA já ocupou sob o Plano a Colômbia, e mais de uma dúzia de estações de radar, é que definitivamente terão acesso a sete bases, uma das quais, no Palanquero, dar-lhes-á acesso aéreo a todo o hemisfério, que não tinham anteriormente, com gigantescos aviões militares de carrega tipo C17, e além disso, está o tema do que os EUA chama defesa interna em um país estrangeiro, com a que treinam forças armadas colombianas, equipamentos comando especiais, forças especiais, a Polícia Nacional colombiana, treinam-nos, comandam-nos e os controlam, e agora existe a possibilidade de uma recolocação da Escola das Américas, agora chamada WHINSEC, na Colômbia, para começar o treinamento em outros países da região.

Esta sexta-feira 28 se produz uma reunião de presidentes do Unasur na Argentina para tratar este tema, que muitos dizem que é uma ameaça para a estabilidade regional. Mas há nações que mantêm a posição de que terá que respeitar a soberania colombiana. Com governos apoiados por Washington como o Brasil, e com o golpe na Honduras que foi visto como um ataque contra os países do ALBA.

É esta ocupação ou ampliação de presença militar na Colômbia uma tentativa de dividir e impedir um maior progresso da integração latino-americana, primeiro mediante a promoção destes conflitos entre nações, além do conflito entre a Colômbia como governo de direita e Venezuela como governo de esquerda, com países como o Brasil ou Chile, que podem assumir uma posição mais ambígua ou neutra quanto ao respeito da soberania colombiana, que se opõem à expansão militar americano, mas sem chegar a condená-la”.

NC: Falar de soberania colombiana é uma piada. O Plano a Colômbia, criado pelo Clinton, é uma intervenção agressiva nos assuntos internos da Colômbia, que teve conseqüências. Há um pretexto, e o pretexto é a guerra contra o narcotráfico, mas é só um pretexto e não se pode tomar a sério. E o estabelecimento das bases militares na Colômbia é uma reação ao feito de que o EUA perdeu sua posição militar em outros países. Equador desativou a base em Manta, que dava aos EUA grande capacidade de vigilância aérea na região. Paraguai era uma espécie de base militar estado-unidenses, e isso já acabou. Tinham que reconstruí-la em outra parte e Colômbia é o único país onde podiam fazê-lo.

NC: Falar de soberania colombiana é uma piada. O Plano Colômbia, criado pelo Clinton, é uma intervenção agressiva nos assuntos internos da Colômbia, que teve conseqüências. Há um pretexto, e o pretexto é a guerra contra o narcotráfico, mas é só um pretexto e não se pode tomar a sério. E o estabelecimento das bases militares na Colômbia é uma reação ao feito de que o EUA perdeu sua posição militar em outros países. Equador desativou a base em Manta, que dava aos EUA grande capacidade de vigilância aérea na região. Paraguai era uma espécie de base militar estado-unidenses, e isso já  acabou. Tinham que reconstruí-la em outra parte e Colômbia é o único país onde podiam fazê-lo.

O golpe em Honduras é parte de outro processo. Centro América tinha sido tão devastado pelas guerras contra o terrorismo do Reagan que não eram parte da tendência da chamada maré rosa, para a integração latino-americana. Honduras estava no caminho da integração, e bom agora e que eles não acreditam, e em realidade se expandiu na Centro América. Nicarágua é outro caso. Tudo isto me parece que é uma tentativa de recuperar a posição tradicional inclusive antes, faz 10 ou 15 anos o treinamento de oficiais aumentou rapidamente, e trocou agora o treinamento é em táticas de infantaria.

A idéia é criar forças paramilitares. Não estão treinando policiais de trânsito. O controle da “ajuda” oficial trocou que Departamento de Estado, agora está em mãos do Pentágono, que é uma mudança relevante. Quando estava sob o Departamento de Estado tinha ao menos em teoria supervisão do Congresso, que quer dizer que havia condições que terei que cumprir sobre direitos humanos, por exemplo, que não se implementavam muito, mas eram uma limitação a possíveis abusos, mas sob o controle do Pentágono, não há regras, tudo é válido.

Agencia Bolivariana de Noticias

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


ago 28 2009

Concurso Público

Categoria: Saúde,Vera L. SilvaVera L. Silva @ 01:59

Catalão GO

 

A Prefeitura de Catalão abriu inscrições para o preenchimento de 60  vagas nos   cargos de  Médico (Médico Auditor, Cardiologista, Cirurgião,   Clinico Geral, Dermatologista, Endocrinologista, Endoscopista,  Geriatra,  Ginecologista, Infectologista, Nefrologista, Neurologista,  Neuropediatra,  Oftalmologista, Ortopedista,  Otorrinolaringologista,  Pediatra,  Perito, Pneumologista,  Médico PSF, Radiologista,  Ultrassonografista e  Urologista.) e ainda para  Odontólogo Cirurgião e  Periodontista;   Técnico de Enfermagem e Técnico em Laboratório.

Para conhecer Catalão, vá  até mossa  página  na  Wikipédia,   Aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Catal%C3%A3o_%28Goi%C3%A1s%29

Para  fazer sua  inscrição até o dia  4 de setembro de 2009, vá Aqui:  www.catalao.go.gov.br :

Boa  sorte e…  Seja Bem-vindo!


ago 27 2009

Até onde a Globo é capaz de ir?

Categoria: CulturaSenhor_do_Servo @ 12:51

Globo Manipuladora

Por Stanley Burburinho, Blog do Nassif

Vejam o que a  Rede Globo, golpista, mentirosa e defensora de interesses estrangeiros, é capaz de fazer:

“Diálogo no capítulo da novela Paraíso que foi ao ar no dia 12 de agosto de 2009 para bater na Petrobrás:

Atriz: “Vamos perfurar um poço de petróleo aqui na cidade”

Ator: “Você não é candidata a presidente da república. Nem presidente da Petrobrás”

Atriz: “Quanto custa pra perfurar um poço de petróleo?”

Ator: “Muito…”

Atriz: “Mais de mil escolas?”

Ator: “Bota mil nisso…”

Atriz: “Mais de mil hospitais?”

Ator: “Bota mil nisso… Em vez de gastar dinheiro perfurando poço de petróleo, a gente poderia encher de escolas, hospitais…”

Clique aqui – só para assinantes.

Eles mentiram. O custo da exploração de um poço de petróleo não dá para construir uma escola, se falamos daqueles terrestres; Quanto mais, mil. E outra: a Petrobrás é uma empresa, não o governo. O governo não retira dinheiro dos impostos para a Petrobrás furar poços. O intuito foi manipular os telespectadores.

Por que a Globo mente? Ou melhor: para que e para quem ela mente? Quantas escolas e hospitais seriam possíveis construir com o dinheiro que o governo de São Paulo gasta em propaganda?


Próxima Página »