fev 28 2010

Vou-me Embora pra Pasárgada

Categoria: PoesiaSenhor_do_Servo @ 17:35

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira

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fev 27 2010

Maierovitch: intervenção federal já

Categoria: José Serra,PolíticaSenhor_do_Servo @ 18:12

Situação do Distrito Federal

Do Blogue do Maierovitch no Terra Magazine

1. O governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, conta, agora, com a experiência profissional e os conhecimentos jurídicos de um só advogado. Ou seja, do bacharel Nélio Machado, que se destacou e ficou conhecido pelas defesas técnicas do banqueiro Daniel Dantas e do falecido contraventor Castor de Andrade, antigo capo dei capi da cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro.

2. O advogado Nélio Machado, conforme noticiado, quer convencer os ministros do Supremo Tribunal Federal, que julgarão o habeas corpus liberatório em favor do paciente Arruda na próxima semana, sobre a desnecessidade de se manter a prisão preventiva do governador licenciado.

Para tanto, Arruda assinaria uma carta-compromisso de se manter afastado do cargo de governador até a conclusão das apurações.

Atenção: nada de renúncia. Apenas prorrogação da licença até a conclusão das apurações. Não está esclarecido se seria o final  formal das apurações pelos órgãos persecutórios ou um término a juízo de Arruda.

O certo é que uma declaração de Arruda vale tanto quanto uma nota de R$ 3,00.

Depois do conhecido episódio do painel eletrônico no Senado e da estratégia de falso arrependimento por meio de chorosos pedidos de desculpas, tomo a liberdade de formular uma pergunta ao  leitor deste blog Sem Fronteiras de Terra Magazine:  Alguém compraria um panetone para dar de presente a um amigo e confiaria a entrega dele ao governador Arruda?

Situação do Distrito Federal

3. Não só a prisão preventiva de Arruda é necessária. A intervenção federal, nos poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal, também é imprescindível. A propósito, segue o artigo abaixo que escrevi para a revista CartaCapital, que acaba de chegar às bancas.

4. Intervenção federal já!

Várias iniciativas anticorrupção foram deflagradas no Distrito Federal para enfrentar os males saídos de uma Caixa de Pandora descoberta pela Polícia Federal. A caixa foi aberta por um colaborador de Justiça em busca de premiação legal que, em troca, oferece provas de tentacular esquema de corrupção sob o comando do governador José Roberto Arruda. A propósito, o direito premial foi intuído em 1877 pelo jusfilósofo alemão Rudolf von Jhering, que o considerou de emprego indispensável nos séculos vindouros em face do fortalecimento e da ousadia do poder criminal. Não se sabe ter a intuição de Jhering surgido ao comprar um panetone.

Passos largos já foram dados. Por exemplo, o aforamento, pela Procuradoria-Geral da República, de pedido de intervenção federal nos enlameados poderes Executivo e Legislativo do DF. Por seu lado, o Ministério Público distrital ajuizou ação para anulação do plano diretor, com convicção de canalização de obras públicas para as empresas do autodefenestrado vice-governador Paulo Octávio. Além disso, e como medida de segurança social necessária, a cúpula do Superior Tribunal de Justiça, por expressiva maioria, decretou a prisão preventiva do governador Arruda por tentar impedir a busca da verdade pela Justiça. Antes de rumar para a cadeia, Arruda licenciou-se do governo e trilha a mesma estratégia de resistência empregada por Renan Calheiros e José Sarney, bem típica de uma tropical república bananeira.

A decisão sobre a prisão cautelar não foi derrubada liminarmente em habeas corpus liberatório que tramita no STF e cujo exame de mérito ocorrerá em breve. No julgamento, haverá um embate jurídico entre o relator, o ministro Marco Aurélio, e o presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, pró-soltura e que já deixou vazar pela imprensa algumas dúvidas sobre a participação de Arruda em tentativa de desvirtuar a apuração.

Revelou-se, porém, que Arruda, por informantes, teve conhecimento antecipado da operação policial e se mexeu. Assim, visitou o ministro responsável pelo inquérito (o mesmo que votou pela sua prisão cautelar), conseguiu peças sigilosas dos autos e colocou o chefe de gabinete do governador Aécio Neves para fazer lobby no gabinete do ministro relator. Será que Arruda seria capaz de corromper testemunhas ou só painéis eletrônicos do Senado?

O STF sinalizou pela inconstitucionalidade do dispositivo da Lei Orgânica do Distrito Federal (Constituição Distrital), que estabelece, como condição para persecuções criminais, a licença do Legislativo. Igualmente inconstitucional é o dispositivo que permite ao atual presidente da Câmara, no caso de vacância por renúncia ou impeachment do governador e do vice, a sua manutenção no cargo até o prazo final do mandato. Pela nossa Lei Maior, aquele que assume o cargo vago tem de marcar eleições dentro de 90 dias. E a escolha cabe aos deputados, na condição de representantes dos cidadãos. Nessa escolha indireta, a Câmara do DF poderá eleger o interino Wilson Lima, ligado a Arruda e a Paulo Octávio. Em síntese e consoante o consagrado escritor Tomasi di Lampedusa, mudar tudo para permanecer tudo como está.

Caso acolhida, a intervenção restabelecerá o equilíbrio necessário à manutenção da forma republicana e do regime democrático. No fundo, resta saber se o STF dará pelo prevalecimento da Constituição ou se preservará um sistema federativo capenga, minado por deslavada corrupção.

Em curso na Câmara e paridos depois de três meses de manobras, os processos de impeachments têm sido usados apenas como fachada de normalidade, na tentativa de afastar a intervenção federal e salvar alguns anéis, ou melhor, evitar um interventor a legislar por decreto, temporariamente. A manter em funcionamento uma casa legislativa com a maioria dos deputados acostumada a trocas, barganhas e vantagens, pode-se esperar qualquer coisa, menos compromisso com o Estado Democrático de Direito e a representação popular.

Não há dúvida de a intervenção significar o oposto da autonomia federativa consagrada na nossa Constituição. Só que ela é instrumento fundamental num sistema democrático de freios e contrapesos. Representa medida excepcional, de segurança do Estado e do equilíbrio federativo. E atende ao interesse imediato do cidadão, que, por evidente, não elegeu representantes para conspurcar ou emporcalhar o Estado Democrático. Nem conferiu mandato para se fraudar o sistema republicano. Isto, pelo controle de territórios e de fontes capazes de levar à obtenção de indevidas vantagens financeiras e políticas.

Pano rápido. Como ensinou um filósofo europeu contemporâneo, “a corrupção é ilícito gravíssimo porque priva de legitimação as instituições democrático-republicanas”. Os ministros do STF deveriam pensar nisso.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

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fev 27 2010

De criminoso a “mártir”…

Categoria: Apoiamos,Fascismo,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 17:43

Como não produzem Cristos, a CIA e a mídia vai de ladrões mesmo...A absoluta  ausência de mártires que  a contra-revolução cubana  padece  é proporcional à sua falta de escrúpulos. É difícil  morrer-se em Cuba, não porque as expectativas de vida sejam as do primeiro mundo -  ninguém morre de fome, pese a  carência  de recursos, nem  de enfermidades  curáveis,  mas porque impera a  lei  e a  honra.

Os mercenários cubanos podem  ser detidos e julgados segundo as leis vigentes – em nenhum  país as leis podem  ser violadas:  receber dinheiro e trabalhar com a embaixada de um país considerado inimigo, nos Estados Unidos,  por exemplo, pode causar  severas sanções de privação de liberdade -, mas eles sabem que em Cuba ninguém desaparece, nem é assassiando  pela polícia. Não há “pontos obscuros”  para interrogatórios “não convencionais”  à presos-desaparecidos, como os de Guantânamo ou  Abu Ghraib. Ademais, uns dão sua vida por um ideal que  prioriza a felicidade dos demais, não por um que prioriza a própria vida.

Nas últimas horas, entretanto, algumas agências de notícias e  governos têm sido rápidos em condenar Cuba pela  morte  em  prisão, em 23 de Fevereiro, do cubano  Orlando Zapata Tamayo.

Toda morte é dolorosa e lamentável. Mas a cobertura da mídia neste momento está  entusiasmada: ao fim – parece dizer – aparece um “herói”.  Por  isso se impõe explicar brevemente, sem qualificativos desnecessários, quem  foi  Zapata Tamayo.

Apesar de todas as maquiagens, se trata de um prisioneiro comum  que iniciou  sua atividade criminosa  em 1988. Processado pelos delitos de  “violação de domicílio” (1993), “lesão  corporal  menos grave” (2000), “fraude” (2000), “lesão  corporal e posse de arma branca” (2000: ferimentos e fratura lineal do crânio no cidadão  Leonardo  Símon  com o uso de um facão) e   “alteração da ordem” e “desordem pública” (2002), entre outras causas em nada vinculadas  à política,   foi libertado  sob fiança em 9 de Março de 2003 e voltou a delinquir no dia 20 do  mesmo mês.

Considerados  seus antecedentes e condição penal, foi condenado desta vez  a 3 anos de cárcere, mas a sentença se ampliou de forma considerável nos anos seguintes  por seu comportamento agressivo na  prisão.

Na  lista dos chamados presos políticos elaborada  para condenar Cuba em 2003 pela manipulada e extinta  Comissão dos Direitos Humanos da ONU, não se vê  seu nome -  como afirma, sem verificar as fontes e os fatos, a agência espanhola EFE, apesar de     sua última detenção  coincidir  no tempo com a deles. Se tivesse havido uma intenção política prévia, não teria sido  liberado onze dias antes.

Ávidos em mobilizar o maior número possível de suspeitos ou reais correligionários nas fileiras da contrarevolução, por um lado, e convencidos, por outo lado, das  vantagens materiais  que envolvia  uma “militância” alimentada por  embaixadas estrangeiras, Zapata Tamayo adotou  o perfil “político”  quando sua biografia penal já era  extensa. No novo papel  foi estimulado  uma e outra vez pelos seus mentores políticos para iniciar  greves de fome que minaram definitivamente seu organismo.

A medicina cubana o  acompanhou. Nas diferentes  instituições hospitalares  onde foi tratado há especialistas altamente qualificados, – aos quais se agragaram consultores de diferentes centros-, que não pouparam  recursos em  seu tratamento. Ele recebeu alimentação intravenosa. A família foi informada de cada passo. Sua vida se prolongou durante dias por  respiração artificial. De tudo isto existem provas documentais.

Mas há perguntas sem responder,  que não são médicas. Quem e por que estimularam a  Zapata  manter uma atitude que já  era obviamente suicida? Para quem é conveniente  a sua morte? O resultado fatal alegra intimamente aos  hipócritas “sofridos”.

Zapata era o candidato perfeito: um homem “dispensável” para os inimigos da Revolução, e fácil de convender à  que  persistisse  em um esforço absurdo, de exigências impossíveis   -  Zapata  queria televisão, cozinha e telefone celular pessoal em sua cela -   que nenhum dos verdadeiros líderes teve a coragem de manter.

Cada greve anterior dos  instigadores havia sido  anunciada como uma provável morte, porém   estes grevistas sempre  desistiam  antes que  ocorressem incidentes de saúde irreversíveis. Instigado  e encorajado a prosseguir até a morte – estes mercenários estavam esfregando as mãos  com essa expectativa -, apesar dos esforços  não poupados dos médicos, seu nome agora é exibido com cinismo como  um troféu coletivo.

Como abutres estavam alguns meios de comunicação -  os mercenários do “patio” e da  direita internacional, penduradas em torno do morimbundo.  Sua morte era  uma festa. Nojento  o show. Porque os que escrevem não  se condoem com a morte de um ser humano – em um país  sem assassinatos extra-judiciais -, mas   quase alegremente  a utiliam  com premeditados  fins políticos.

Zapata Tamayo foi manipulado e de certa forma conduzido à auto-destruição  premeditadamente, para satisfazer   necessidades políticas alheias. Acaso isto não é uma  acusação contra aqueles que agora  se apropriam de sua “causa”?  Este caso, é consequência direta  da política  assassina contra Cuba, que estimula  a  emigração ilegal, o desacato e a  violação das leis e da ordem estabelecidas.  Eis  aí a única causa dessa  morte indesejável.

Por que tem  governos que se unem   à  esta campanha de difamação, se sabem – porque eles  sabem  sim -  que em Cuba não se executa, nem  se tortura e nem se empregam métodos extrajudiciais? Em qualquer país europeu podem  ser encontrados casos -  por vezes, de franca violaçâo  de   princípios éticos -, não tão bem atendidos como o  nosso. Alguns, como aqueles  irlandeses  que lutaram por sua  independência  na década de oitenta, morreram  em meio a total indiferença dos políticos.

Por que  tem  governantes  que iludem  a denúncia explícita do  injusto confinamento que  sofrem  cinco cubanos nos  Estados Unidos por  lutar contra  o terrorismo, e se apressam em condenar Cuba  se a pressão da mídia não põe  em perigo sua imagem política?

Cuba já disse uma vez: podemos enviar-lhes  todos os mercenários e suas famílias, mas nos devolvam nossos heróis. Nunca se poderá  usar  a  chantagem política contra a Revolução Cubana.

Esperamos que os adversários imperiais  saibam  que nossa pátria não poderá jamais ser intimidada, curvada, nem separada  de seu heróico e digno caminho por conta de  agressões,   mentiras  e   infâmia.

Enrique Ubieta

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fev 27 2010

Os ricos fizeram a sujeira? Eles que limpem!

Categoria: Economia,FascismoSenhor_do_Servo @ 17:13

Do Vermelho

A nova greve de 24 horas, deflagrada em 24 de fevereiro contra os planos do governo social-democrata do PASOK para colocar o fardo da crise capitalista sobre os ombros dos trabalhadores, obteve um grande êxito.

Milhões de trabalhadores resistiram à intimidação dos partidos do capital (o social-democrata PASOK, o conservador ND, e o extrema-direita, racista LAOS), os quais argumentam que os trabalhadores devem submeter-se para que se “resgate o país da falência”.

O “patriotismo” dessas forças políticas tem somente um objectivo: manter e expandir o lucro do capital as expensas dos ganhos dos trabalhadores através do aumento das idades para a aposentadoria, corte de salários e pensões, com o posterior desmonte do sistema de segurança social, deteriorando as relações de trabalho e aumentando impostos contra o povo.

70 cidades participaram

Ao mesmo tempo, a vasta maioria do povo trabalhador foi mobilizada e participou das atividades de massa organizadas pelo PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores), a aliança classista orientou os sindicatos na Grécia. PAME organizou federações de trabalhadores da indústria, Centros de Trabalho (organizações sindicais regionais), como também o fez com centenas de sindicatos de base.

Em consequência, a maioria dos trabalhadores demonstrou sua aversão às federações sindicais comprometidas do sector privado (GSEE) e do sector público que – justamente como o governo do PASOK faz – afirmam que “jogos especulativos” contra a Grécia são o maior problema deste país. Em verdade, a especulação é simplesmente um resultado e aspecto da decadência do sistema capitalista e demonstração das contradições intra-imperialistas entre o Euro e o Dólar.

A vasta maioria do povo trabalhador que participou das demonstrações do PAME em 70 cidades demonstrou que ela apoia de confrontação geral coma burguesia, linha essa promovida pela PAME, que exige que a plutocracia pague pela crise e luta contra a União Europeia, a frente unida capitalista contra o povo e suas medidas contra os direitos trabalhistas, a fim de alimentar a luta para a derrocada do poder do capital.

Bloqueio da Bolsa de Valores de Atenas

A PAME preparou esta greve, visitando centenas de locais de trabalho, discutindo com os trabalhadores sobre a necessidade da luta e preparação desta batalha em todos os níveis. A esta altura, devemos mencionar o encontro organizado em Atenas pelo Secretariado de Imigrantes da PAME. Nessa reunião, compareceram imigrantes de todo o mundo que vivem e trabalham na Grécia e aderiram às aCções da PAME.

Os comunistas desempenharam um papel significativo na organização desta greve através da campanha política que o Partido Comunista Grego travou nos locais de trabalho, revelando os objectivos reais do governo e chamando o povo trabalhador à luta contra aquelas medidas. Na véspera da greve, o Gabinete de Imprensa do CC do Partido Comunista Grego enfatizou, entre outros: “O governo, a União Europeia e a plutocracia já disseram o suficiente.

Se essas medidas bárbaras serão ou não aprovadas depende também da postura e das ações do povo trabalhador. Por esse motivo, o Partido Comunista Grego conclama todos os trabalhadores, independentemente de partido em que tenha votado nas eleições, a assumirem uma posição classista patriótica através da participação na greve e nos eventos de massa da PAME. Conclama os trabalhadores a desafiar a manipulação e intimidação dos empregadores. A luta e o sacrifício de nossa classe, o presente e o futuro da classe trabalhadora exigem que se posicionem e lutem; não para desistir dos recentes direitos populares como exigido pelas necessidades do capitalista do lucro e da competitividade.

Além disso, o Partido Comunista Grego colou cartazes e organizou demonstrações nas vizinhanças de Atenas e em outras cidades por todo o país encorajando o povo trabalhador a unir-se à luta.

O bloqueio do edifício da bolsa de valores de Atenas pelas forças da PAME desempenhou um papel significativo na propagação e no sucesso da greve. Em 23 de Fevereiro, às 6h30 da manhã as forças da PAME bloquearam as três entradas do prédio da Bolsa, símbolo da pilhagem do povo trabalhador, dos seus fundos de pensão e da sua riqueza por um punhado de capitalistas.

“A plutocracia deve pagar a crise” foi o slogan da propaganda da PAME. Ao mesmo tempo, cartazes revelavam: “Aqui está o dinheiro: os depósitos das empresas, em 2004, foram: 36 mil milhões de euros; em 2009, 136 mil milhões de euros. 250 mil trabalhadores recebem um salário de 740 euros. Ao mesmo tempo, 700 mil milhões de euros estão nos bolsos das grandes empresas. O PASOK e o ND encheram os bolsos dos banqueiros com quantias que vão de 233 a 759 mil milhões de euros”.

No dia da greve milhares de trabalhadores e estudantes juntaram-se aos piquetes da PAME nas portas das fábricas e outros locais de trabalho.

Manifestações de massa

Milhares de fábricas e empresas, locais de construção, escolas, portos e aeroportos e toda atividade produtiva foram congelados. A participação da massa na greve e as manifestações da PAME deram uma resposta vigorosa ao governo e à União Europeia. Foram criadas melhores condições para o surgimento de um contra-ataque dinâmico dos trabalhadores e do povo que evitará aquelas medidas bárbaras e a derrocada final da política anti-povo.

Em Atenas, a manifestação de massa ocorreu na praça Omonia, no centro da cidade. O presidente da federação dos sindicatos dos gráficos, Iannis Tolis, em seu discurso no comício, enfatizou: “As forças do capital e seus representantes políticos entendem que, quanto mais chantagearem e intimidarem os trabalhadores, quanto mais tentarem iludi-los e colocar novos encargos sobre eles, mais ódio e indignação causam.

Elas temem a perspectiva de um levantamento geral dos trabalhadores e, por esse motivo, o governo e o patronato, a oposição, o ND e a UE, bem como seus instrumentos e os partidos do caminho único na UE, criaram uma frente conjunta. Eles estão errados se acreditam que podem manipular a vontade dos povos, quando este está no caminho da luta de classe. A História provou que, quando o rio flui não pode refazer o seu curso”.

Representantes dos imigrantes e da Frente de Luta dos Estudantes (MAS) apresentaram saudações na mobilização.

Do comício também participou uma delegação do CC do Partido Comunista Grego liderada pela secretária do partido, Aleka Papariga, que declarou: “Os trabalhadores deve superar o medo e o fatalismo. Eles devem intimidar o inimigo e não cair na armadilha da escolha entre a União Europeia e os EUA como pretende o primeiro-ministro, Sr. Papandreu”.  Em seguida, os manifestantes marcharam até o Parlamento Grego.

Fonte: Resistir

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fev 27 2010

Mais uma da Liberdade da Imprensa

Categoria: MídiaSenhor_do_Servo @ 16:43

IstoÉ quer desviar atençãoDo Conversa Afiada: IstoÉ quer desviar atenção

Pimentel reage a denúncia e diz ser vítima de calúnia

Coordenador da campanha de Dilma argumenta que inquérito citado pela revista IstoÉ não virou ação

SÃO PAULO – Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República, defendeu-se das acusações de que seria um dos operadores do mensalão do PT classificando reportagem da IstoÉ como uma tentativa “de desviar a atenção” dos “escândalos do Democratas em Brasília”.

Segundo a revista, o ex-prefeito teria superfaturado contratos da prefeitura de Belo Horizonte para pagar gastos de campanha do PT. Pimentel argumenta, por sua vez, que o inquérito citado pela revista não virou ação. “É uma investigação do Ministério Público Estadual que concluiu que não tinha nada. Simplesmente não virou ação. Então, nunca houve questionamento judicial com relação a esse convênio. É simples assim”, disse, em entrevista telefônica ao Estado nesta sexta-feira, 26.


O sr. fala em calúnia, mas há uma investigação concreta contra o sr. em Minas, que é mencionada.

Deixa eu explicar. Nunca houve qualquer ação judicial envolvendo a CDL de Belo Horizonte e a prefeitura. Esse inquérito civil público ao qual eles se referem não virou uma ação. Nunca entrou na Justiça, nunca houve procedimento judicial. É uma investigação do Ministério Público Estadual que concluiu que não tinha nada. Simplesmente não virou ação. Então, nunca houve questionamento judicial com relação a esse convênio. É simples assim. Trata-se de um convênio para colocar câmaras no centro da cidade, o chamado Projeto Olho-Vivo. Foi feito, as câmaras foram colocadas, quem fez a instalação foi a Câmara dos Diretores Lojistas e a prefeitura entrou financiando essa instalação. Depois, foi repassado o convênio à Polícia Militar de Minas Gerais, que é quem o gerencia atualmente. O projeto existe, funciona, é um grande sucesso. Não há nenhuma suspeição sobre o convênio, tanto é que não houve uma ação. A ilação que está sendo feita, uma forçação de barra completa, é porque um dos diretores da CDL à época do convênio depois foi arrolado no inquérito do mensalão como doleiro. Como tendo uma empresa offshore que fazia remessas ao exterior.

Leia o artigo completo no Estadão


fev 27 2010

A “liberdade de expressão” que a Globo defende

Categoria: Fascismo,Mídia,Política,ReligiãoSenhor_do_Servo @ 11:47

Um “diálogo” ilustrativo com a Rede Globo

José Arbex Jr.

“Novela das oito” da Rede Globo (“Viver a vida”): a cena se passa na Jordânia. É uma conversa entre duas moças que, no enredo, são modelos profissionais. Uma das personagens diz que vai sair para passear. A outra alerta, com evidente preocupação, sobre os perigos de uma caminhada solitária no local em que se encontram. Mas é imediatamente tranquilizada pela primeira personagem, que pondera: a Jordânia “é o país mais ocidentalizado da região.” Logo, sair por aí, à noite, não oferece tanto risco assim. Provavelmente a coisa seria bem diferente se a Jordânia fosse, digamos, um pouco menos “ocidental”, ou, o que dá no mesmo, um pouco mais “árabe”. Já imaginaram o perigo?

O diálogo provocou uma troca de e-mails entre a diretoria do Instituto de Cultura Árabe (ICArabe) e os responsáveis pelo setor de teledramaturgia da Rede Globo. Reproduzimos, abaixo, alguns trechos dessa troca, por ilustrar, de modo bastante didático e autoexplicativo, a maneira pela qual os “donos da mídia” encaram o exercício da liberdade de expressão e sua responsabilidade específica como divulgadores de informação, arte e cultura.

A primeira mensagem foi enviada pela diretoria do ICArabe em 13 de novembro de 2009:

“(…) Estranhamos muito o fato de que num dos capítulos recentes da “novela das oito”, um diálogo entre duas personagens que estão na Jordânia tenha dado vazão a um comentário extremamente preconceituoso, injusto e até mesmo racista sobre as sociedades “não ocidentais” em geral e sobre as sociedades árabes em particular. No referido diálogo, uma das personagens diz que vai sair para passear. A outra alerta, com evidente preocupação, sobre os perigos de uma caminhada solitária no local em que se encontram, para ser imediatamente tranquilizada pela primeira personagem, já que, segundo ela, a Jordânia “é o país mais ocidentalizado da região.”

O que, exatamente, querem os autores do roteiro dizer com uma afirmação tão estúpida, estapafúrdia e carente de qualquer sentido? Será necessário lembrar que em nosso país – até onde sabe, situado no “ocidente” – o índice anual de mortes violentas atinge, em média, a cifra de 40 mil ao ano, considerada pela ONU uma das mais elevadas do planeta?

Será necessário recordar que as maiores atrocidades já cometidas na história da humanidade – incluindo, entre muitos outros, o holocausto nazista e a bomba de Hiroshima – foram perpetrados por países “ocidentais”, e que nenhuma nação árabe ou “oriental” cometeu crime algum sequer comparável a tamanhas façanhas?

Aliás, como, exatamente, os senhores roteiristas definiriam o que é ser “ocidental” e o que é ser “oriental”? Lamento informar aos senhores roteiristas que o Deus “ocidental” nasceu no “oriente” (chame-se ele Jeová, Deus ou Alá), assim como o alfabeto, os algarismos e até mesmo o álcool com que, eventualmente, os senhores roteiristas abastecem os respectivos automóveis (ou encharcam o cérebro, antes de escrever tamanhas idiotices).

Será necessário informar aos senhores roteiristas que se existe alguma tradição permanente, duradoura e respeitada entre os povos árabes é a da hospitalidade, e que uma das faltas punidas com maior rigor é a agressão por motivos fúteis ou mundanos contra qualquer pessoa?”

No dia 30 de novembro, o Icarabe recebeu a seguinte resposta da Rede Globo:

“Nossas novelas pertencem ao gênero ficção, sem terem necessariamente nenhum vínculo com a realidade. São fundamentadas na liberdade de expressão e criação artística, amplamente amparada na nossa Constituição.

Dos personagem que lá – somente no universo fantasioso – “vivem” não se pode exigir padrão de comportamento algum, retidão de caráter, equilíbrio, fraternidade, respeito à diversidade – valores tão em falta no cotidiano real, aí sim razão de lamento.

Assim como de Shakespeare a Carlitos, uma novela não tem compromisso com o chamado “politicamente correto”. Embora, naturalmente, a maioria absoluta delas tenha um final considerado moralista.

Preocupa-nos muito uma tendência de querer-se resolver os problemas da realidade usando como plataforma o mundo do irreal.

A teledramaturgia está na categoria entretenimento. Mais do que, no campo do imaginário, como no caso, reproduzam preconceitos e clichês – inevitavelmente levando a uma positiva discussão pública –, indesejável é tentar transformar uma obra cultural em defesa de teses.

(…) Dentro dessa lógica, é importante ainda ressaltar que nossos folhetins apenas lançam temas para a reflexão das pessoas e não se propõem a influenciar comportamentos.

Aliás, felizmente, essa influência não existe. As pesquisas indicam que, assim como têm capacidade de discernimento a cada dois anos na urna eleitoral eletrônica, o telespectador-cidadão sabe distinguir claramente entre o que é novela ou realidade e se comporta de acordo com seus valores.

É a capacidade de livre-arbítrio que, se for desqualificada, atinge, mais do que um veículo de comunicação de massa, a democracia – que se baseia na capacidade de escolha das pessoas.”

Imediatamente, o ICArabe ofereceu a seguinte tréplica:

1.Fosse assim tão evidente a separação entre os vários gêneros apresentados pelos veículos de comunicação (isto é: telejornalismo, telenovela, programas de auditório, publicidade e propaganda etc.), jamais aconteceria um fenômeno como a propaganda nazista chefiada por Joseph Goebbels. (…)

2.Os senhores aceitariam um enredo que mostrasse, por exemplo, o papa católico mantendo relações homossexuais? Já que aquilo que pertence ao reino da ficção, segundo os senhores, não pode ser criticado, supomos que tal enredo passaria sem problema, certo? Ou, que tal, um enredo em que Adolf Hitler fosse mostrado como um sujeito equilibrado, sensato e razoável? Passaria pelo vosso crivo? Os senhores estão conscientes de que durante a transmissão da telenovela O Rei do Gado havia uma orientação expressa, por parte da direção da Rede Globo, no sentido de que jamais fosse mostrada uma bandeira do MST? Qual a razão? Segundo a lógica dos senhores, nenhuma!

3.Os senhores, certamente, sabem mais do que aquilo que pretendem mostrar em vossa resposta. Os senhores jogam com uma oposição absolutamente idiota, superada e maniqueísta entre “realidade” e “ficção”. Se os senhores realmente acreditam naquilo que escreveram, não podem ocupar cargos de responsabilidade em uma emissora do porte da Rede Globo. Vosso raciocínio primário, sofístico e elementar jamais conseguiria explicar como um show radiofônico de ficção – que, aliás, advertiu os seus ouvintes de que tudo o que seria narrado em seguida seria pura ficção, baseada em livro de H. G. Wells – conseguiu produzir pânico em 15 milhões de cidadãos estadunidenses, em 1938. Caso os senhores não saibam, estamos nos referindo, aqui, à célebre transmissão de Orson Welles pela rede CBS.

4.Tampouco os senhores podem explicar que, no caso de disputas eleitorais, cada vez mais vale a imagem projetada do candidato (isto é: pura ficção), muito mais do que seu programa político. Se os senhores não sabem que a performance, em nosso mundo, é tudo, e que a forma exerce predomínio absoluto sobre o conteúdo, então, mais uma vez, os senhores estão desqualificados para a função que exercem.

5.Finalmente: não há justificativa palatável, possível ou aceitável para atos de preconceito, segregação, racismo, discriminação cultural. Os senhores promoveram tudo isso com aquele simples e estúpido diálogo. Reiteramos o pedido de retratação, para evitar a adoção de medidas normativas junto à Justiça brasileira. ”

E a resposta final da Rede Globo, datada de 4 de dezembro:

“A escolha diária, a cada momento, do telespectador é um exercício de democracia, baseado na crença na capacidade de discernimento e no livre-arbítrio do cidadão.

Ameaçar a liberdade de expressão em nome de um comportamento que alguém considera politicamente correto na ficção é uma ameaça à democracia.

É ainda estranho verificar que segmentos que são vítimas de preconceito de certa forma realimentam esse sentimento ao fazerem o mesmo juízo de valor de quem descrimina.

É exatamente essa leitura que fazemos sobre a expressão “ocidentalização”, reconhecendo nela ela um caráter positivo que não é inerente a ela.

Neste aspecto, gostaríamos de nos despedir com a Constituição brasileira, nossa lei maior, que deve ser seguida por todos que moram no Brasil, independente de origem, credo, etnia ou gênero: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Nota-se, facilmente, que a Rede Globo não respondeu a qualquer dos argumentos esgrimidos pelo Icarabe. E mais: de forma cínica, inicia sua última resposta atribuindo ao telespectador uma suposta capacidade absoluta que escolher aquilo que quer ver, como se não houvesse monopólio dos meios de comunicação, e como se não existisse – pelo menos, desde Goebbels – uma “engenheira psicossocial” capaz de condicionar escolhas e estabelecer parâmetros de comportamento.

Em outros termos, para explicar o inexplicável e justificar o injustificável, os porta-vozes da Rede Globo são obrigado a assumir um discurso idiota e imaginar que os seus interlocutores sejam igualmente incapacitados do ponto de vista intelectual.

Veja aqui, o sítio eletrônico do Icarabe

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fev 24 2010

Por que a Folha está mentindo tanto

Categoria: Fascismo,Internet,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 13:10

O Luís Nassif Online explica porque a Folha de São Paulo vem atacando com mentiras, manipulações as mais grosseiras e com argumentos ocos e estapafúrdios, o projeto de banda larga do governo:

1. Apesar do pioneirismo, da capacidade de se manter na liderança do mercado, da criatividade, 85% da receita da UOL provêm de assinaturas.

2. Trata-se de um cartório sem lógica econômica: para acessar a banda larga de uma operadora, o assinante precisa pagar para um provedor de acesso que nada tem a ver com a operação. Na verdade, já é possível ter banda larga sem o provedor. Mas a maior parte dos usuários não sabe disso.

3. Saindo a rede pública de banda larga, desaparece automaticamente a figura do provedor de acesso – que já deveria ter sido extirpada há tempos, porque é um cartório sem função econômica – inviabilizando a UOL.

Por aí se entende o interesse da Folha em bombardear o projeto de banda larga do governo. O que não se entende é recorrer a manipulações jornalísticas óbvias, sabendo que podem ser desmascaradas na hora pela blogosfera.

Por UMA LEI PARA VIABILIZAR O UOL

E quem que garantiu este cartório? Quem?

Dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações, a criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos institucionais, nos termos da Emenda Constitucional nº 8, de 1995.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

[ EM 231 ] [ Estrutura ] [ Livro I ] [ Livro II ] [ Livro III ] [Livro IV ] [ DispFinTran ] [ Anexos ]

Brasília, 16 de julho de 1997; 176º da Independência e 109º da República.

Fernando Henrique Cardoso

Iris Rezende

Antônio Kandir

Sérgio Motta

Cláudia Maria Costin

Segundo a Lei Geral de Telecomunicações, art. 86:

A concessionária do Serviço Telefônico Fixo Comutado somente pode fornecer o meio de telecomunicações para a interligação entre usuário e provedor. A hipótese de ela mesma prestar o Serviço de Conexão à Internet está condicionada a constituição de empresa com este objetivo exclusivo.

“Art. 86. A concessão somente poderá ser outorgada a empresa constituída segundo as leis brasileiras, com sede e administração no País, criada para explorar exclusivamente os serviços de telecomunicações objeto da concessão.”

A Anatel diz que o serviço de provedor de internet (ISP), segundo a lei, estaria enquadrado como sendo de valor adicionado, e não como de telecomunicações. Então, como as empresas de banda larga só possuem licença para ofertar serviços de telecomunicações, não poderiam oferecer diretamente o acesso.

Com está norma, o consumidor é obrigado a pagar em torno de 30 reais a mais, por um serviço, que tecnicamente não necessita somado com os preços já abusivos que são cobrados pelas operadoras devido à baixa concorrência do setor.

Por Aurelio

Nassif,

Existe um pouco de confusão sobre a utilização de provedores na Banda Larga. Para isso vou contar um pouco de história. Antigamente na época que o acesso era basicamente através de linha discada, não banda larga e utilizando a própria linha telefônica tínhamos que recorrer aos serviços dos provedores de acesso dos quais cito alguns exemplos como Mandic, Terra, ZAP e UOL dentre outros. Eles eram provedores de acesso porque através de seus servidores nos conectavam na nuvem da Internet utilizando seus próprios roteadores. Para isso tínhamos que discar um número que era atendido por um de seus modems.

Um dos primeiros serviços de banda larga que surgiu foi o Speedy da Telefonica. Esse serviço se utilizava de modems tipo ADSL que funcionam com pares. Um modem Speedy na casa do usuário ligado diretamente a um par instalado na própria estação telefônica. Através desse segundo modem a conexão com a Internet estava feita utilizando-se a própria rede da Telefônica..

Nesse caso a Telefonica passou a agir como provedora de acesso dispensando outros intermediários. Aí então começou o corporativismo ou lobby, enfim qualquer sinônimo que se queira dar para sacanagem. Os antigos provedores não teriam vez nesse serviço e então através da Anatel –aquela que deveria proteger os consumidores – criaram a obrigatoriedade dos usuários terem que contratar também esses antigos provedores. Havia muita discussão sobre isso no site da abusar (http://www.abusar.org) e os ditos provedores eram chamados de “flanelinhas da Internet”.

Uma das coisas que se aventou é que eles seriam necessários para se fazer a autenticação (usuário e senha) como se isso servisse para alguma coisa já que o usuário estava perfeitamente identificado através da própria linha telefônica. Não sei se hoje o Speedy exige a contrataçao desses provedores. Virtua e Ajato que utilizam cables modems não exigem mais. Hoje em dia, UOL, Terra e outras nada mais são que provedores de conteúdo, portais. Eles provem também contas de emails, serviços esses oferecidos gratuitamente por muitos sites como Yahoo, hotmail e outros. Quanto a essa iniciativa do governo não se trata de não exigir provedor. No caso a própria empresa vai fazer esse serviço não de graça e sim a baixo custo.

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fev 24 2010

A Folha mentiu, mais uma vez…

Categoria: Apoiamos,José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 09:20

Do Luís Nassif Online

Veja em que lamaçal se meteu a Folha.

Aqui, um resumo. Na sequência, a descrição. Clicando aqui, o clipping das matérias do dia sobre o tema.

1. Ontem matéria do notório Márcio Aith denunciou que a decisão do governo de recuperar a rede de fibras óticas da Eletronet – massa falida administrada pela Justiça do Rio – permitiria a Nelson Santos, ex-acionista, receber R$ 200 milhões. E relacionava essa operação com a consultoria que lhe foi prestada por José Dirceu.

2. Os fatos foram amplamente desmentidos no decorrer do dia. Mostrou-se que seria impossível qualquer pagamento a Nelson, já que o governo retomou a rede de fibras óticas da empresa e as pendências remanescentes são com os credores, não com os ex-acionistas.

Hoje, o notório Aith volta ao tema, não toca mais no assunto Nelson Santos. Substituiu o escândalo anterior por um novo: a operação, na verdade, destinava-se a permitir a Oi, em conluio com o governo, assumir a rede da Eletronet.

É outro factóide desmentido pelos fatos: o governo quer que a Telebras se incumba da rede de banda larga, contrariando os interesses das operadoras. Quais os dados objetivos que fundamentam a acusação de Aith? Nenhum. Ou melhor, uma tentativa da Oi de negociar com os credores da Eletronet. E que não deu certo, porque, segundo a OI, chegou-se a um «impasse comercial».

3. Aí a reportagem do Estadão driblou o controle do aquário e mostrou a razão do impasse comercial: a tentativa da OI foi vetada pela Eletrobras, controlada pelo governo. Com isso, impediu-se a OI de assumir a empresa e o Nelson de embolsar R$ 70 milhões.

Os fatos e as notícias

Vamos aos detalhes dessa mixórdia jornalística.

Ontem a Folha publicou a suposta denúncia de que, ao ressuscitar a banda larga e aproveitar a rede da massa falida da Eletronet, o governo poderia pagar R$ 200 milhões a Nelson dos Santos – que recebeu 51% da Eletronet de antiga controlodora, a AES, por R$ 1,00. Para reforçar a denúncia foi informado que Nelson tinha contrato de R$ 20 mil por mês com José Dirceu.

No decorrer do dia, mostrou-se que a denúncia era vazia, a partir das seguintes informações:

1. O governo pretende utilizar a rede de fibras óticas da Eletronet para montar sua rede de banda larga, não a Eletronet

2. Para tanto, quando a Eletronet foi à falência, pegou de volta a rede de fibras óticas, sem pagar um tostão.

3. A empresa tornou-se uma massa falida gerida pelo Poder Judiciário do Rio, que tem a posse legal das fibras óticas. E segurou para garantir os direitos dos credores de receber a dívida.

Portanto, a única pendência é a Jurídica, envolvendo a União (que quer as fibras) e os credores (que querem receber parte do devido). Não há a mais remota ligação de Nelson dos Santos com o caso. Nelson recebeu a empresa por R$ 1,00, a empresa faliu, ele sai sem nada.

Se o repórter Márcio Aith garantia que Nelson poderia receber R$ 200 milhões do governo, de que forma se daria isso, porque se pagaria, se o assunto está sendo resolvido na Justiça, não no Executivo?

Hoje o Aith volta ao tema. O que ele levanta:

Passo 1 – reformula a “denúncia”, já que a anterior foi desmontada no próprio dia. Agora, a denúncia diz que a Oi negocia a compra da dívida da Eletronet com seus credores por cerca de R$ 140 milhões, quase 20% do valor total, estimado em R$ 800 milhões.

O objetivo seria retirá-la da falência e, como contrapartida, explorar comercialmente a rede da companhia.

Caso seja concretizado, será outro negócio controverso da Oi envolvendo o governo. Em 2005, a operadora investiu R$ 5 milhões na Gamecorp, empresa que tem como sócio Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente. Três anos depois, o governo aprovou a mudança na legislação do setor de telecomunicações para que a Oi comprasse a Brasil Telecom. Desse negócio surgiu a atual Oi, dona de uma rede comparável à da Embratel e à da Eletronet em cobertura nacional.

O governo já anunciou taxativamente que trsnaferirá a rede «acesa» para a Telebras operar, ela própria, a banda larga nacional. São compromissos públicos, anunciados pelo Lula. Assim como a intenção de nada pagar pela rede da Eletronet.

Aí o notório Márcio Aith pega uma intenção da OI – de negociar com os credores na Justiça, isto é, sem passar pelo campo do Executivo – e transforma em «outro negócios controverso», comparando com o dda BrOi – esse, efetivamente, controverso.

Para dar aparência de seriedade a essas suposições, o repórter vai ouvir a Oi, e recebe a seguinte informação:

A Oi não quis comentar o caso. Disse somente que “estudou o negócio, sua pertinência e compatibilidade, mas chegou a um impasse comercial”.

E quanto aos R$ 200 milhões que seriam pagos ao Nelson dos Santos? Nenhuma informação, nenhuma para o ponto central da manchete escandalosa de onte. Limita-se a escrever o seguinte:

O governo tenta solucionar a dívida da Eletronet desde 2003, quando a companhia pediu autofalência. Embora o governo diga, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), que as fibras ópticas foram transferidas à União por liminar, os credores continuam recorrendo na Justiça.

Eles alegam que as fibras são de sua propriedade até que a dívida seja paga -algo que, ainda segundo eles, não ocorreu. Por isso, entraram com uma petição na Justiça para cassar a liminar. A decisão não saiu.

Mesmo que o governo desista de usar as fibras da Eletronet, existe um contrato prevendo que a companhia seja a gestora dessa rede (sem competidores) por mais 11 anos, com punições em caso de rescisão como forma de preservar os sócios privados, a canadense Contem Canada e a Star Overseas, a empresa de Nelson dos Santos que teve José Dirceu como consultor até 2009.

E só. Qualquer repórter iniciante sabe que empresa falida perde a concessão pública. É bê-a-bá de cobertura setorial.

Ou seja, a manchete de ontem foi reduzida a uma pendência entre o governo (que quer retomar a rede) e os credores (que não receberam pelo equipamento entregue). Onde entram os R$ 200 milhões ao Nelson? Sumiram. Nenhuma linha.

A matéria do Estadão

E por que as negociações da Oi com a Eletronet não avançaram? Vai se saber lendo o Estadão.

Aí entra essa divertíssima briga entre o aquário e as notícias. O Estadão entra no jogo com chamada de primeira página forçada: «Governo deve assumnir dívida da Eletronet, de ex-cliente de Dirceu». A matéria interna do repórter Renato Cruz é correta, descreve a disputa entre o governo e os credores, mostra que ex-acionistas nada receberão.

Na sequencia, uma matéria sobre os interesses da Oi em adquirir a Eletronet. Só que contando com começo, meio e fim e desmontando a nova falsificação de Márcio Aith.

Mostra que a Oi tentou na Justiça uma negociação com os credores que permitiria assumir a Eletronet por R$ 200 milhões. Sendo bem sucedida, Nelson conseguiria receber R$ 50 milhões.

Por que não deu certo? Porque o governo resolveu pegar as linhas para montar a infra-estrutura da banda larga:

A negociação levou vários meses e estava em estágio avançado. A Oi, Nelson dos Santos e os principais credores da Eletronet já haviam fechado os principais termos do acordo, segundo fontes ligadas à negociação. A Eletronet devia para instituições financeiras como Banco do Brasil e Safra, e fornecedores de equipamentos como a Furukawa e a Alcatel Lucent. A dívida chegava a R$ 800 milhões, mas os credores aceitariam um desconto para receber pelo menos uma parte do dinheiro a que tinham direito.

O acordo esbarrou, porém, no interesse do governo, que diz querer uma rede estatal de internet banda larga. Dona de 49% do capital da Eletronet, a estatal de energia Eletrobrás tinha o direito de vetar o acordo com a Oi. E foi o que fez, quando o governo decidiu retomar a rede de fibras ópticas e recriar a estatal de telefonia Telebrás.

O circuito da repercussão interna

A própria reportagem da Folha não consegue confirmar uma linha da denúncia. Todas as informações durante o dia mostraram que o caso está sendo tratado na Justiça do Rio – portanto, sem nenhuma ingerência do governo federal. Portanto, não existe denúncia.

A própria sequencia da reportagem não confirma a denúncia. Esquece completamente, como se não tivesse sido feita, e muda para uma segunda, que não ocorreu.

Confirma-se mais um factóide da Folha.

Internamente, dois colunistas da página 2 tratam do tema velho, sem sequer ter o cuidado de perguntar ao repórter – que fica a alguns metros da sua mesa – se a denúncia foi confirmada ou não.

Fernando Barros da Silva:

Se a Telebrás for reativada, como anuncia o governo, o mesmo bidu que desembolsou R$ 1 pela Eletronet pode sair dela com R$ 200 milhões.

Melchíades Filho:

Não está claro, ainda, se e como a Star Overseas lucrará com essa remontagem do setor, que será anunciada no mês que vem pelo Palácio do Planalto. Mas a remuneração de Dirceu (R$ 620 mil em dois anos) indica que a offshore não esperava pouco. Advogados ouvidos pela Folha estimam em R$ 200 milhões.

“Advogados ouvidos pela Folha”, e só.

E o grande O Globo? Batata. Manchete principal:

De O Globo

Governo corre para esvaziar denúncia de lobby de Dirceu

Oposição pede CPI para investigar atuação de ex-ministro em nova Telebrás

O governo agiu rápido diante das denúncias de que o ex-ministro José Dirceu teria feito lobby em favor de uma empresa privada que poderia ser beneficiada no Plano Nacional de Banda Larga, uma das prioridades da atual gestão. O empresário Nelson dos Santos, da Star Overseas, sócio da Eletronet, dona de uma rede de fibras ópticas, afirmou que pagou a Dirceu R$ 620 mil entre 2007 e 2009. Essa rede, hoje pertencente a subsidiárias da Eletrobrás, poderia ser usada pela Telebrás, que, reativada, expandiria a banda larga no país.

Com declarações da cúpula do governo sobre a reativação da Telebrás, as ações já subiram 248% este ano. A oposição quer abrir CPI para investigar a denúncia. Páginas 17 a 19


fev 23 2010

A Folha, o jornal do Serra, violenta a verdade

Categoria: José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 15:54

Do Luís Nassif  Online

Havia um padrão histórico de manipulação jornalística. Tem-se um fato qualquer, verdadeiro. Em cima dele cria-se uma denúncia, infundada. Recebe-se o desmentido, detalhado. Publica-se um resumo, sem destaque. E repercute-se a denúncia, como se não tivesse havido a explicação.

Esse modelo de manipulação funcionava antes do advento da blogosfera. Hoje em dia, é desmascarado em pouco tempo e reflete-se em perdas terríveis para a credibilidade do órgão manipulador.

O comentário abaixo mostra isso:

1. A Receita tomou uma deliberação não-sigilosa, uma norma operacional de centralizar informações de grandes contribuintes, para melhorar o trabalho de inteligência tributária.

2. A lógica da Receita é parte de qualquer manual de estratégia de fiscalização: o trabalho de inteligência tributária é maximizado quando focado nos grandes contribuintes

3. A genialidade analítica da Folha transformou um princípio comezinho de inteligência tributária no seguinte samba do auditor maluco.  a. A medida se refere a grandes contribuintes. b. Grabndes contribuintes são também grandes financiadores de campanha. c. Logo, a medida destina-se a beneficiar grandes financiadores de campanhas políticas.

4. Aí a Receita respondeu explicando que não blindou ninguém, que o fato de se centralizar as informações sobre os grandes contribuintes não impede nenhuma delegacia de investigá-los. Em vão. A resposta do jornalista rebate apenas um dado irrelevante da resposta: a de que a medida vigorará a partir deste ano.

5. No dia seguinte, editorial do jornal desancando a Receita por um escândalo que só estava na cabeça do jornal.

O comentarista – que apropriadamente se assina “nonsense”  – traz todos os elementos que mostram esse jogo.

Por nonsense

Nassif, hoje me deparei com o editorial da Folha – “Receita politizada” (item 1) decorrente de notícia falaciosa do dia 21/02/2010 (item 2) onde diz que em 2010 a Receita Federal não vai fiscalizar os grandes contribuintes.
.
O desmentido da Receita consta no painel do leitor de hoje (23/02/2010, item 3). Além do editorial não levar em conta o desmentido da Receita, a Folha manipulou (alterou) o desmentido da Receita cuja integralidade está transcrito no item 4.

Continua aqui


fev 23 2010

O Demo se desespera…

Categoria: José Serra,PolíticaSenhor_do_Servo @ 14:28

Do Yahoo Notícias pelo Luís Nassif Online

Por Bruno Cabral

DEM anuncia represália contra o governo no Congresso

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, que suspendeu a cassação do mandato do prefeito da capital, Gilberto Kassab, até o julgamento final do processo por suposto recebimento de doação ilegal, não acalmou o DEM. Alegando que o fato não deve ser lido isoladamente, a cúpula do DEM pretende dar o troco, abrindo guerra contra o governo no Congresso. “Não se vota mais nada por acordo, porque não dá para negociar com quem nos jurou de morte”, afirma o líder na Câmara, Paulo Bornhausen (DEM-SC).

A reação do DEM pode dificultar votações de propostas de interesse do governo. “Por que vamos aprovar os projetos do pré-sal?”, indaga Bornhausen, que já está articulando a obstrução com o PSDB.

“Se querem radicalização, vamos entregar o produto, e que aprovem o que quiserem com os votos deles; não com os nossos”, propõe Bornhausen. “A Câmara pode ser usada como instrumento eleitoral contra o nosso partido, e isto nós não vamos permitir”, concorda o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

O líder acusa o PT de mobilizar “células autônomas para destruir a oposição” e de fazer uma “pajelança” com o mesmo objetivo, durante o Congresso do partido no fim de semana. “Nos tiraram da categoria de adversários, para inimigos. Isto é prática stalinista de quem não quer adversário na eleição”, diz Bornhausen.

Rodrigo Maia lembra que o discurso dos petistas no Congresso partidário no último fim de semana remeteu a uma frase do ex-presidente do partido Jorge Bornhausen em 2006 – “a gente vai se ver livre dessa raça por pelo menos uns 30 anos”. Diz que o PT tentou atualizar a frase antes qualificada como preconceituosa, na base do “tentaram acabar com nossa raça, agora vamos acabar com a raça deles”. Depois disso, conclui Maia, “ficou claro que o ambiente é de confronto e requer toda atenção porque tomaram o caminho de nos ter como inimigos”.

A cúpula do partido está convencida de que a oportunidade de o partido crescer é agora. “Oposição cresce em período eleitoral e o PT é a prova disso. Vão ter que nos aturar”, encerra Bornhausen.

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