- POST GRANDE MAS IMPORTANTE DEVIDO AO PESO DA PEDRA HÁ TANTO TEMPO CANTADA
EUA Invadem o Brasil

Resumo das intervenções dos presidentes na Cúpula Extraordinária da Unasul, realizada em Bariloche, Argentina, para discutir as bases militares dos EUA na Colômbia, em 28 de Agosto de 2009
Álvaro Uribe, presidente da Colômbia
• A Colômbia tem uma série de acordos com os EUA desde 1952. Em 2000, aconteceu o Plano Colômbia, acordo que marcou um conjunto de regras multilaterais para o controle do tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. • A Colômbia tem feito esforços na assinatura de acordos com a Argentina e com o Brasil para eliminar o flagelo das drogas e desejamos poder avançar acordos com todos os países, especialmente com os vizinhos onde se apresentam maiores dificuldades. Nos memorandos de entendimento com o Equador, a Nicarágua e a Venezuela, um acordo em 1998 foi deixado de ser aplicado por decisão do governo em 2001, e ainda com a República do Equador, que em teoria estaria em vigência, mas não é aplicado atualmente. • Este acordo com os Estados Unidos tem alguns elementos muito importantes, como a responsabilidade pelo combate ao terrorismo e as drogas, em uma área em que o tema transcende as declarações discursivas. • A Colômbia, que tem sofrido este flagelo, em todos os fóruns recebe declarações de solidariedade e de simpatia, mas raramente uma cooperação prática. • A ajuda que nos dá os Estados Unidos tem sido prática, eficaz. Esta eficiência estamos dispostos a examinar com vocês e será parte da explicação de uma co-responsabilidade que não pode ser uma regra no texto das declarações de diplomacia e que não tem força e nem aplicação prática no dia-a-dia da luta contra o terrorismo.
• A zona desmilitarizada que demos as FARC , a utilizaram para raptar, para cultivos ilícitos e para avançar em sua intenção de estabelecer um império terrorista. • Este acordo com os Estados Unidos mantém o princípio da liberdade soberana. Não há renúncia colombiana à soberania. Ela é regida pelo princípio da integridade territorial dos Estados e é uma questão importante o acesso aos Estados Unidos para ajudar a Colômbia na luta contra o narco-terrorismo. É um acesso sem renúncia da Colômbia à soberania de nenhum milímetro de seu território. • Muitas gerações de colombianos não têm vivido um único dia em paz. Estes grupos promovem massacres. Estamos falando de uma ameaça que tem derramado o sangue da sociedade colombiana, não de um tema leviano de soberania, mas do direito fundamental da sociedade colombiana de superar esta ameaça que tanto sangue tem produzido. • Enquanto a Europa, os EUA e o Canadá, ao reconhecer estas realidades, declararam esses grupos como terroristas, nós continuamos preocupados que a América Latina não fez isso. Só se tem avançado em denominar alguns fatos, não o todo. • Este acordo com os EUA tem sido importante para apoiar a justiça na Colômbia, que é independente do executivo e autônoma… temos recuperado o monopólio da justiça de Estado e o monopólio das instituições do Estado para combater todos os criminosos. • Preocupa-nos que não há severidade ao tratar esses grupos como terroristas, que se lhes aceite conotações políticas, que de vez em quando surjam disparates de reconhecimento da beligerância. Eles têm esconderijos, mas não controle territorial. O que eles fizeram foi desalojar, com a intimidação, a justiça do Estado. Cremos que devemos buscar, através de canais diplomáticos, que eles não continuem. Nos preocupa que em alguns discursos se tenha esses grupos como aliados políticos. Estamos preocupados que esses grupos encontrem armas em outros países. Nos preocupa que estes grupos possam esconder-se em territórios fora de Colômbia, venham cometer crimes na Colômbia e voltem a se esconder por lá.
Cristina Fernandez, presidente da Argentina
• Temos que estabelecer uma doutrina comum para avaliar e lidar com situações estressantes como a representada pelo acordo militar entre os Estados Unidos e Colômbia. Temos de trabalhar para o regime comum, sem doutrinas do unilateralismo que venham a perturbar a paz na região.
Rafael Correa, presidente do Equador
• Existem conflitos na região, mas deve ser transformado de forma democrática, em paz. É a primeira vez que na América Latina trata de bases não regionais no continente e isso mostra que a Unasul também serve para analisar esta classe de problemas.
Tabaré Vázquez, presidente do Uruguai
• O Uruguai não defende a intervenção de outros estados. Em nosso território não existe mais bases militares estrangeiras ou em qualquer país da nossa América do Sul. • Por isso, rejeitamos a instalação de bases estrangeiras nas Ilhas Falkland e nós não gritamos, mas tentamos agir de forma eficaz. O Uruguai se recusou a permitir reabastecer aviões britânicos para abastecer aviões quando do ataque a Ilhas Malvinas. • O Uruguai vai agir para não reconhecer o atual embaixador em Honduras. .
Hugo Chávez Frías, presidente da Venezuela
• A estratégia global de dominação EUA é a razão pela qual estas bases estão sendo instaladas na Colômbia. • Trago um documento que eu acredito que poderá ajudar a ter mais claro este panorama, o chamado Livro Branco do Comando Aéreo dos EUA (Global En Route Strategy), que até recentemente estava disponível no site da Universidade da Força Aérea estadunidense (www.au.af.mil). Este documento menciona a base colombiana de Palanquero como um dos objetivos para a mobilização de tropas. • Palanquero é um local de segurança. De lá, quase metade do continente pode ser coberta por um avião de transporte militar pesado, C-17, e deve ser suficiente para a estratégia de mobilidade aérea no continente sul-americano. •Aprovo a proposta de Lula de que a Cúpula deveria ter sido realizada na presença do estadunidense Barack Obama. Obama seria importante para nos esclarecer essas coisas. Seria interessante, também, conhecer o documento do acordo EUA-Colômbia. • Na Venezuela não há bases militares chinesas ou russas ou presença militar destes países, apesar de comprarmos armas deles. • Menos mal que Lula encontrou bastante petróleo e segue conseguindo petróleo, assim não estaremos só nós na mira do petróleo que o império precisa para manter-se. • Eles sabem que aqui estamos a falar de mobilidade para a guerra. Em Honduras, o presidente Manuel Zelaya foi seqüestrado em um avião a ponta de fuzis e esse avião pousou, antes de ir para a Costa Rica, em uma base militar dos Estados Unidos, perto de Tegucigalpa. • Não há nenhuma dúvida de que o “acordo” entre os EUA e a Colômbia faz parte da estratégia militar global dos Estados Unidos mais do que a luta contra o tráfico de drogas. Para a Venezuela, as bases são motivo de grande preocupação.• A Venezuela não irá fornecer peças de reposição para os nossos aviões. . Bloqueiam qualquer compra nossa em qualquer parte do mundo. Eles têm um bloqueio para impedir-nos que tenhamos sequer um aviãozinho, um radar. Por isso fomos à Moscou e a Pequim, mas não há bases militares russas ou chinesas na Venezuela. A URSS desapareceu há bastante tempo, porém o império dos EUA, lamentavelmente, não desaparece. • Este documento poderá nos ajudar a entender um pouco a um nível mais estratégico. • Eu queria adicionar e atrevo-me a propor que a Unasul, que tem formado o Conselho de Defesa, reveja todo esse material e considere as bases dos EUA na Colômbia.
Rafael Correa, presidente do Equador
• No documento apresentado pelo presidente Chávez, os EUA nos trata como seiu quintal. • Há duas propostas: que se analise este documento e que peçamos uma reunião com o presidente Obama. Gostaria de propor que o Conselho de Defesa da Unasul nos apresente um informe das consequências deste documento para a região. Segundo, que peçamos uma reunião com o presidente Obama.
Evo Morales, presidente da Bolívia
• Durante a colônia os povos indígenas eram submetidos e humilhados pelas políticas estrangeiras. Nós somos vítimas da presença militar dos EUA no meu país como um pretexto do combate ao narcotráfico. • A História da América do Sul tem sido cheia de intervenções políticas e militares dos Estados Unidos. Intervenções com muitos mecanismos. Quando os governos lutam pela segurança e soberania, há golpes militares. Quando tem governo submisso a império estadunidense, há cooperação. Essa é a história da América do Sul … • Primeiro, eles usaram a doutrina “do anticomunismo” para perseguir os líderes sindicais que lutam por reivindicações… Depois vieram as doutrinas anti-subversiva, anti-narcotráfico… Éramos narcotraficantes quando não podiam identificar os movimentos sociais com doutrinas comunistas. Desde 11 de Setembro de 2001, somos terroristas. • A História na América Latina se repete e é, no fundo, a História da dominação imperialista dos EUA sobre os nossos povos, no interesse dos recursos naturais e outros interesses mais. • Na minha presidência, como nós não queríamos conspiração política, tiramos o embaixador dos EUA. Permitir que venham militares estrangeiros para o nosso país é desqualificar nossas Forças Armadas e a nossa Polícia Nacional. • Quando queremos comprar equipamentos de combate ao tráfico de drogas, os Estados Unidos não querem que compremos; tem-se que pedir a eles permissão. Se querem apoiar os nossos esforços nesse sentido, porque se opor à aquisição de tecnologias para combater o tráfico de drogas …? • Os Estados Unidos tentam criar desconfiança nos presidentes latino-americanos, pois estamos promovendo a unidade. • O presidente Obama declarou que ele não ordenou a instalação de bases norte-americanas na Colômbia, porque a Constituição da Colômbia só permite o trânsito de tropas estrangeiras pela República e não a presença delas… mas se ninguém quer uma base militar, porque não podemos assinar um documento consensual pela unidade e soberania dos nossos povos, que diga que presidentes sul-americanos não aceitam bases militares dos Estados Unidos ou de qualquer outro país? •Se trata de buscar a paz e quando há a presença de tropas estrangeiras em um país sul-americano, dificilmente nós podemos pensar que haverá paz. • Não há razão para se duvidar de uma declaração de Presidentes para recusar bases militares em nossos países. Quando superarmos esta questão, vai haver confiança para continuarmos a construção de unidade na América do Sul. Nós não podemos ser um instrumento de divisão na América do Sul. • Os impérios nunca quiseram a unidade da América do Sul. O império norte-americano nunca vai querer a unidade na América do Sul. Eu quero que assumamos a nossa responsabilidade para que nunca mais se levantem impérios sobre o nosso povo. • Eu quero sair desta reunião com este documento assinado declarando que não haverá nenhuma base militar estrangeira na América do Sul. • Tenho o mandato do povo da Bolívia para dizer o seguinte: eu rejeito a instalação de bases militares estrangeiras na América do Sul
Alan García, presidente do Peru
• Acho que é uma boa oportunidade de colocar as cartas na mesa e dizer do que se trata este acordo com os Estados Unidos, de que bases ou apoio estamos falando; que presença é essa? • O que alarma é que, enquanto nós queremos construir um pólo de referência mundial, podemos nos ver como parte de uma estratégia de outros blocos militares fora da nossa região. Isto é o que alarma os presidentes e os nossos povos. • No caso em que os presidentes dos países sul-americanos evitem analisar as crises diplomática regional, a partir dessa perspectiva estamos traindo a essência da América do Sul para colocar a região em um conflito internacional. E isso é motivo para alarme. • Se se trata de os Estados Unidos colocar aviões invisíveis e radares esféricos na Colômbia, estou tentado a assinar um documento rejeitando as bases. Se se trata de um acordo limitado à área colombiana, não me parece uma ameaça. • O meu país tem acordos de cooperação com os Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas há anos. Mas nunca pensei que poderia vir bombardeiros invisíveis ou radares esféricos para o nosso território. • Eu sugiro que a Unasul estabeleça um mecanismo de verificação de que ninguém pode recusar-se a ver o que mais temos, e veja em que consiste que essas bases ou ajuda que motivaram esta reunião. • É vergonhoso que presidentes que se dizem defensores do povo, comprem 38 bilhões de dólares em armas. Isso é mais do que suficiente para resolver a vida de milhões de famílias em todo o continente.
Rafael Correa, presidente do Equador
• Este tipo de problemas que estamos discutindo sobre a presença de bases militares norte-americanas, sempre existiram, apenas não eram discutidos. • Sugiro que exista a capacidade de Conselho de Defesa para verificar o uso destas bases em nossos países. Quem nada deve, nada teme. • Não só verificar as bases que vão ser utilizados por tropas dos EUA na Colômbia, mas que se verifique qualquer base militar na América do Sul
Alan García, presidente do Peru
• Agora, o grande mercado de drogas está constituído na Ásia e Europa e também no nosso continente. Os Estados Unidos é uma parte do tráfego e, talvez, já não é o mais importante. Por que não fazermos um conjunto de ações concretas para combater este flagelo? Por que não constítuimos os capacetes verdes na América Latina?
Rafael Correa, presidente de Equador
• Revisarmos as leis anti-drogas impostas pelos Estados Unidos no início dos anos 90 e para todos os países é exatamente o mesmo.
Cristina Fernández, presidente de Argentina
• Os dispositivos sobre as bases de Palanquero têm mais a ver com a guerra convencional que com a luta contra o narco-tráfego.
Michelle Bachelet, presidente do Chile
• Precisamos ser capazes de tomar uma posição sobre a agenda de segurança dos nossos povos. • Quero reafirmar o nosso acordo com os princípios da Unasul com respeito à soberania e inviolabilidade dos estados e com a autodeterminação dos povos. • Em Quito, concordamos em construir o Conselho Sul Americano Contra o Narco-tráfego, manifestando a nossa clara intenção de reforçar o nosso processo de integração.
Fernando Lugo, presidente do Paraguai
• Têm nos despojado de valores morais e materiais e não podemos desperdiçar este momento de construir estados e povos verdadeiramente independente e abertos para a integração. • Se as bases militares na Colômbia não constituem perigo, parabéns, mas se constituem perigo, a Unasul tem que se pronunciar.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil •
Nós respeitamos a soberania de cada país. Mas queremos nos resguardar, e é importante que exista um tratado com garantias legais ou um fórum internacional para isto. • Defendemos a existência de instrumentos que nos assegurem que a presença militar dos EUA na Colômbia é algo específico para o território colombiano. • A discussão deve ser ampliada, não só para analisar o papel destas tropas na Colômbia, mas o papel dos Estados Unidos na América Latina. • Sugiro que a necessidade de ter tropas estadunidenses para combater o narcotráfico e o terrorismo possam ser objetos de revisão. • O que diria a Uribe, com o devido respeito, é que se as bases estão lá desde 1952 e ainda não resolveram o problema, então devemos repensar o que mais podemos fazer juntos.
Rafael Correa, presidente do Equador
• Os vizinhos não acolhem grupos terroristas para atacar a Colômbia, é exatamente o oposto. Grupos como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) operam em território equatoriano. Tivemos que enviar 1.500 homens além dos 10.000 que temos em Esmeralda. • Nós não limitamos com a Colômbia, mas com as FARC. De um lado está o Equador com os cultivos ilícitos e do outro lado está o mar verde do cultivo de drogas. O problema é a Colômbia. São 20% das forças equatorianas na fronteira com a Colômbia. Por isso o Equador está livre das drogas. A Colômbia tem apenas 3.000 soldados na fronteira, que é 1% por cento das suas forças. • O milionário Plano Colômbia, que se iniciou há mais de dez anos, tem sido um fracasso e só reduziu 10.000 hectares da produção de droga reduziu no país. • Em um relatório de 2005, o senado estadunidense, no qual se integrava Barack Obama, concluiu que havia uma falta de evidências claras na luta contra o tráfico de drogas pela mão do Plano Colômbia. • Foi demonstrado que esta luta militarista é um fracasso. • O governo colombiano tem seus próprios meios militares suficientes para combater o tráfico de drogas e a Colômbia não será capaz de controlar os norte-americanos. • Se o acordo prevê imunidade para os soldados dos EUA, insisto em conhecer o documento inteiro, porque esse acordo transpassa a soberania de um povo . • Quanto à escalada armamentista na região, de acordo com nossas informações, parte das armas usadas por grupos rebeldes que operam na Colômbia vem do Peru e não podemos esquecer que os soldados estadunidenses foram presos por fornecer armas para os paramilitares. Analisemos de onde vem o tráfico de armas.
Runaldo Ronald Venetiaan, presidente do Suriname
• A delegação do Suriname apoia a unidade sul-americana. • A Colômbia tem a liberdade para conseguir apoio na luta contra o tráfico de drogas, mas o Suriname se dá conta que é parte do direito de soberania existir um direito regional que deve ser protegido. • Apoiamos a preocupação com a legalidade da decisão da Colômbia. • Apoiamos que se crie instrumentos que analisem esta questão.
Álvaro Uribe, presidente da Colômbia
• Para nós é importante que o processo da UNASUL não se desvincule da OEA nem vá contra ela. • Chávez, este documento que leu é público, não é uma descoberta. O que averiguamos é que não é um documento adotado pelos EUA, e sim uma proposta de um bloco acadêmico. • A Venezuela também tem jogos de guerra onde não aparece o nome da Colômbia, mas pelos mapas se infere. Não posso esconder essa preocupação. Em várias ocasiões o presidente Chávez tem declarado que os aviões Sukoy em poucos minutos estará na Colômbia. Estes documentos e as ameaças verbais eu poderia colocar em questão, mas nunca fizemos uma ameaça verbal. • A Constituição da Colômbia não permite que o governo autorize o trânsito de tropas ou de aviões sem permissão. • O alcance do acordo que a Colômbia fez com os Estados Unidos não pode levar a Colômbia a inserir o trânsito de tropas ou de navios de guerra … • Com relação a Carmona, não se pode comparar um procedimento jurídico que outorga um asilo com o pedido de ajudar a capturar um criminoso como Ivan Marquez, o Timoshenko que está na Venezuela. • O presidente Morales, eu compreendo que para ele a proibição de bases dos EUA necessariamente teria que entender-se hoje como a aprovação do tratado da Colômbia com Estados Unidos. Por mais que digamos que não são bases, e podemos demonstrar que não são bases norte-americanas, seguiriam dizendo que sim, são bases norte-americanas. • Eu não acho que nós devemos chamar Obama para prestar contas, está no sistema inter-americano, na OEA, nas Nações Unidas. Uma coisa é ter um bom diálogo com os EUA e outra coisa é chamar o presidente Obama para prestar contas. O máximo autorizado de presença de militares norte-americanos na Colômbia não ultrapassa 800 pessoas. •A medida que avance o diálogo podemos tomar medidas para combater o narcotráfico. Os radares estão restritos a esta luta, não para uso estratégico. • O acordo com os EUA está fechado mas não temos nenhuma objeção que o Conselho analise esta questão. Mas nós pedimos que se olhe todos os acordos militares na região e as denúncias contra o tráfico de armas. • O que a Colômbia comprou não se destina a guerras entre nações, mas um problema interno do narco-tráfco e do narco-terrorismo.
Cristina Fernandez, presidente da Argentina
• Acho que devemos ler o acordo sobre as bases militares, as condições específicas e concretas. Não estamos falando de conceitos religiosos ou filosóficos sobre essas bases, estamos falando de verificar aviões, armas, quer para uma luta de guerrilha ou para o combate ao tráfico de drogas. • Nós colocamos a doutrina da Unasul sobre o estabelecimento do assentamento de tropas que não sejam de países da região, não apenas as bases dos EUA. • Se em um país vizinho forem instaladas bases, eu, pelo menos, me sentirei insegura. Temos de conciliar o desejo do presidente da Colômbia de desenvolver seu projeto em cooperação com os EUA, mas temos de assegurar que este acordo não afetará a segurança e a institucionalização dos países vizinhos.
Hugo Chávez Frías, Presidente da Venezuela
•Não vou cair em provocações nem responder a montanha de mentiras. • O cardeal de Honduras disse que haviam dado um golpe, mas “salvamos a Honduras de Chávez “. Ele criou um fantasma, porque Chávez… Chávez vai metendo as mãos em todas as partes. • O Conselheiro de Israel disse que já existem cédulas do Hezbollah na Venezuela. Se existe veio para confirmar o imaginário, para confirmar uma agressão contra a Venezuela, e planos existem sim, de invadir a Venezuela e de assassinar o Presidente da Venezuela. • Capturamos quase 200 paramilitares colombianos em Caracas, prontos para atacar o Palácio do Governo. Me digam o que quiser, eu ignoro, e não me afeta, já me curei. O que eu quero é que o meu país seja livre e que possamos unir-nos. • Pedimos ao governo da Colômbia que apresente o documento oficial do acordo com os Estados Unidos. Existem versões onde se falam da tecnologia que virá para essas bases. • Tenho um documento aqui, que foi publicado, não é uma descoberta minha, apareceu no Diário em Tempo, na Colômbia.. Vinte pontos estão contidos no acordo. • No dia do golpe de Estado, helicópteros dos EUA aterrizaram em Maiquetía, na Venezuela. Os EUA passou por cima das Nações Unidas e atacaram o Iraque. Quem vai acreditar neste império? • Até que isto seja esclarecido, devemos rejeitar a pretensão dos Estados Unidos de instalar bases militares na Colômbia. • Da Venezuela, em nome do povo venezuelano, pedimos que o governo da Colômbia reveja essa decisão, pois afeta a todos nós. Se as bases estão instaladas, nem o presidente da Colômbia, nem aquele que vem depois, irá garantir a paz. As sementes da guerra vão estar semeadas. • Estamos de acordo para ativar o Conselho de Defesa da Unasul. Não tenho nenhum problema para mostrar aqui e diante do mundo o que fazemos com a China, a Rússia ou o Iran, temos acordos de cooperação. Eu confirmo a vontade do governo e do povo da Venezuela de continuar a apoiar a integração da nossa UNASUL
Evo Morales, Presidente da Bolívia
• Antes da Unasul havia poucos conflitos na América do Sul. Quando surgia um governo apoiado pelo povo, recebia-se um golpe de Estado. Eles querem atacar o “Eixo do Mal” agora, a partir da Colômbia. • Não haverá integração até que acabemos com as bases militares dos EUA na Colômbia. • Se não houver acordo para assinar um documento onde rechaçamos as bases militares, consultemos nossos povos e que eles decidam se querem ou não bases norte-americanas no nosso continente. • Uribe reiterou que não há bases militares na Colômbia. Que haja confiança e que o Conselho investigue se há bases ou se não há bases. Constatado então que não se permitiram bases militares dos EUA no continente, o problema estará resolvido.
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