abr 27 2010

Os paulistas e a arché do fascismo brasileiro

Categoria: Apoiamos,Fascismo,José Serra,PolíticaSenhor_do_Servo @ 13:35

1932: revolução ou golpe?

POR EMIR SADER, EM SEU BLOGUE

As declarações do Lula no Sindicato dos Metalurgicos de São Bernardo, afirmando que o movimento de 1932 em São Paulo foi um golpe e não uma revolução, acompanhado da constatação de que nenhum espaço público de importância leva o nome de Getúlio, o estadista mais importante do Brasil no século XX, têm uma dupla importância.

Em primeiro lugar, representa uma autocrítica de uma geração de sindicalistas muito hostil ao Getúlio nas suas origens e por um bom tempo. Nascida para a política durante a ditadura militar, aquela geração de sindicalistas desenvolveu forte ojeriza contra o Estado, no que assimilavam desde o regime militar até o sindicalismo nascido com Getúlio, incluindo a oposição ao imposto sindical e ao atrelamento dos sindicatos ao Estado através dele.

Lula reconheceu, a partir da análise comparativa da história brasileira, da sua própria experiência de governo e da atitude da oposição – incluindo a imprensa de direita – as similitudes com a luta do Getúlio. A trajetória da esquerda brasileira entre Getúlio e Lula – que eu analiso no primeiro capítulo do livro “O Brasil, entre o pasado e o futuro”, que organizei com o Marco Aurélio Garcia, publicado pela Boitempo e pela Perseu Abramo – é o fio condutor para entender o Brasil de hoje e a história do movimento popular brasileiro. A inauguração de uma auditório com o nome de Getúlio Vargas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, representa esse importante resgate e a reivindicação da luta nacionalista histórica no Brasil com as lutas contemporâneas contra o neoliberalismo.

No entanto, uma outra conotação é tão importante quanto essa. O movimento de 1932 representou uma tentativa da elite paulista de recuperar o poder, arrebatado pelo Revolução de 1930, que representaria a mais importante e mais popular transformação política que o Brasil teria ao longo de todo o século passado. O movimento tinha um sentido claramente elitista e separatista, com o lema “Non ducor, duco” – “Não sou conduzido, conduzo”, – com a idéia de que São Paulo seria a “locomotiva da nação” e o resto, vagões lentos e pesados, que São Paulo carregava. Tinha um sentido separatista e antinacional, opondo-se aos projetos que Getúlio começava a implementar.

Desde Washington Luis – carioca adotado pela elite paulista, notabilizado por sua frase “A questão social é questão de polícia” – que São Paulo não conseguiu eleger um presidente – até que outro carioca adotado pela elite paulista, FHC, se elegeu. Mesmo sendo o estado mais rico, não conseguia se erigir em líder do país. Os tucanos resgataram esse papel, essa continuidade com 1932, representando a elite branca dos jardins da capital paulista, que busca falar em nome do estado que abriga a maior população nordestina do Brasil.

O governo de FHC traduziu isso da forma mais clara: governo dos banqueiros, que desprezou o desenvolvimento e o resto do país, para priorizar a estabilidade monetária e remunerar aos bancos com taxas de juros que chegaram a 48% – em janeiro de 1999, numa das três crises e cartas de intencao do FMI a que FHC levou o país.

O mesmo sentimento de arrogância, de suposta elite nacional, foi herdado pelos tucanos. As declarações que escaparam a Serra de que a culpa pela deterioração da educação em São Paulo – uma evidência que fala muito mal de quem governou o estado mais rico do Brasil há década e meia – era dos nordestinos, pelo afluxo deles ao estado, expressa esse sentimento de elite “ bem cheirosa” , como se disse agora, com grande eloqüência.

É como se essa elite branca de São Paulo odiasse o Brasil e preferisse ter nascido em um país da Europa ocidental ou nos EUA, sem se dar conta que a São Paulo real representa uma amostra de todo o Brasil, bastando recordar que é a cidade que abriga a maior quantidade de nordestinos. Mas essa elite não se sente ligada ao Brasil, tem uma atitude discriminatória, olha com um olhar superior para os outros estados e regiões.

Os tucanos, com FHC, Serra, representam esse espírito da elite paulista. Luiza Erundina foi um caso de exceção: uma mulher nordestina e de esquerda governando a cidade. Essa elite considera Marta Suplicy como tendo traído suas origens de classe, ao desenvolver uma política social dirigida prioritariamente aos mais pobres.

Ter apontado o papel de Getúlio na história do Brasil, para redefinir o caráter de 1932, como fez Lula, demonstra como os nordestinos imigrantes não têm porque ficar subordinados à visão e aos interesses da elite paulista. Há uma outra São Paulo, que constrói cotidianamente a riqueza do Estado, que não se identifica com a elite dos jardins paulistanos e da imprensa conservadora paulista.

Tags: , , , , , , , , , , , , ,


nov 29 2009

Honduras – Eleições Hoje sob os olhos de “observadores parciais, sem méritos e desacreditados”

Categoria: Internacional,Política,Vera L. SilvaVera L. Silva @ 08:12

Em uma última tentativa de legitimar as fraudulentas eleições de hoje, o Tribunal Superior Eleitoral de Honduras credenciou  como observadores   organizações e indivíduos que, em  sua maioria,  não têm nenhum mérito ou reconhecimento no mundo,  além de suas posições  inclinadas a  legitimar o governo golpista.

A turma de  Micheletti tentou figuras de prestígio como o  ex-presidente Jimmy Carter, que atuou como observador nas recentes eleições da Venezuela, Argentina, Nicarágua e outros países latino-americanos,  mas o Centro Carter anunciou recentemente que considerava  não exisitirem condições  nesse país centroamericano para  eleições transparentes, pois  os direitos eleitorais dos hondurenhos ficaram feridos desde a ocorrência do golpe de estado  contra o presidente Manuel Zelaya. A mensagem de Carter  foi clara: sem o restabecimento de Zelais na presidência  não são possíveis eleições  em Honduras.

De igual modo se pronunciaram a Organização das Nações Unidas, a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos, o Parlamento Europeu, os parlamentos nacionais dos 27 países europeus, os governos da maioria dos países no mundo e inúmeras instituições cívicas, que   rejeitaram os convites dos golpistas hondurenhos  para atuar como observadores eleitorais.

Nem mesmo a postura ambígua e hipócrita do governo dos Estados Unidos para tentar legitimar os golpistas conseguiu  arrastar  conhecidos  aliados no mundo a converter-se em  cúmplices da conspiração contra o povo de Honduras, em cuja montagem  figura o engano e uma  sinistra  farsa eleitoral.

Em Washington, como é sabido, a questão da Honduras desencadeou uma luta política forte. O jornal  The New York Times revelou recentemente que um senador da Carolina do Norte, DeMint, bloqueou  sua designação, e só a desbloqueou quando a secretária de Estado,  Hilary Clinton,  lhe assegurou  que os EUA reconheceria o resultado das eleições  sem se importar se  Zelaya  seria  reposto ou não ao seu cargo de  Presidente.

Quanto a saber se os   Estados Unidos atuaría como observador nesta  farsa, logo  apóes asumir su cargo,foi declarado   que Washington “se baseará na  opinião de observadores internacionais da sociedade civil  e de suas própias observações  durante as elecições para determinar se  estas eleições cumprem ou não as normas internacionais”.

Foi revelado pela imprensa que  os  Estados Unidos fez para  Honduras “uma lista heterogênea de “observadores “independentes” de fundações;  desde fundações  conservadoras até  exilados cubanos”. A AFP informou de  Miami que foram para Honduras “ativistas cubanos-norte-americanos, empresários e ex-presos políticos de organizações de exilados cubanos”, que representam a uma denominada  Assembleia da Resistência Cubana.

Se trata da  “ilustríssima” máfia anticubana de Miami, que precisamente alguns  dias antes do golpe Micheletti se reuniram em um hotel de luxo na cidade hondurenha de San Pedro Sula para  constituir a dita  Assembleia de Resistência, composta por conhecidas  organizações terroristas como  a Alpha 66, Irmãos ao Resgate, a Fundação Nacional Cubano- Americana, o Movimento Democracia, o Diretório  Democrático Cubana,  a Rosa Branca e muitas outras.

Na presidência do ato de incorporação, amplamente refletido pelo jornal El Heraldo,  estiveram Silvia Iriondo, conhecida por seu ativismo de uma década atrás em favor  do seqüestro do menino  Elián González,  do  ex-comandante Huber Matos, Orlando Gutiérrez e Nancy Pérez-Crespo. Essa resistência depois  criou  um “Comitê de Apoio à Democracia em Honduras” para apoiar o golpe de Micheletti. E essa   Assembléia – a qual pertence  terroristas como José Basulto,  Ramón Saúl Sanchez e  Carlos Alberto Montaner; atua  como observadora da eleição de hoje, como  também anunciou que atua, de  Madrid,  o  desacreditado  e ultra-direitista Partido Popular, do ex-presidente Aznar.

Estas são as “organizações de peritos da sociedade civil” e  ” independentes” em quem confiaa o governo dos  EUA  para basear as suas conclusões sobre as eleições em Honduras.

O tribunal  espera ter cerca de mil  observadores nacionais e 10 mil  internacionais. Não temos dúvida de que se recrutaram toda a  escória terrorista  e contra-revolucionária   sem mérito e sem prestígio espalhados ao redor do mundo  puderam alcançar este número, mas isso definitivamente  não pode legitimar algo tão repudiado  como o duro golpe dado na  democracia em Honduras.

Moral principal do que vai acontecer hoje: a irregular e decepcionante política  dos EUA na América Latina vai sofrer um novo  golpe. Os Estados Unidos, mais uma vez, será o grande perdedor.

Juan Marrero

http://www.cubadebate.cu/opinion/2009/11/27/honduras-elecciones-observadores-parciales-meritos-desprestigiados/

* A  Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado en Honduras anuciou desde sábado  o “Toque de Recolher Popular” para hoje, em protesto  a  fraude eleitoral montada, e pede qua a população fique em suas casas das  6.00 da manhã as  6:00 da tarde – inclusive  para se proteger dos  policiais,  militares e  reservistas do  Exército que estão  nas ruas apontado fuzis  para o povo.

Ontem duas pessoas foram baleadas em um tiroteio protagonizado por dois militares hondurenhos dentro da “operação de segurança” montada para as eleições, patrocinada pelos Estados Unidos.

A  Anistia Internacional, presente no país, disse que está “sumamente preocupada, dado o histórico de ampla impunidade das violações dos direitos humanos cometidos pela polícia e os militares em Honduras” – afirmou Javier Zúñiga, chefe da delegação da Anistia Internacional em Honduras.

O Governo brasileiro está firme e  inabalável  na sua  posição de rejeitar o resultado das eleições. Lula disse que “países  democráticos do mundo têm necessidade de repudiar com veemência o que acontece em Honduras, portanto, a posição do Brasil permanece inalterada. Nós não aceitamos histórias de golpes”.

“O  Brasil não vai reconhecer o resultado das eleições  e não manterá  relações com Honduras. O  Brasil esteve  21 anos sob uma  ditadura (1964-1985) e sabe bem o que é um regime autoritário. A América Latina e a América Central têm ampla experiência de golpes que  rompem com os princípios democráticos e se  nós aceitarmos  como normal o  golpe de Estado de Honduras, amanhã acontecerá o mesmo em  outro país da América  e todos vão acreditar  que é normal.” – disse  o presidente Lula.

Zelaya “não pôde” ser restituído ao cargo (em  última instância)  por conta de  decisão do Supremo Tribunal Federal hondurenho, que  o acusou de vários crimes, entre eles, de “Traidor da Pátria”. O mesmo Supremo Tribunal Federal que o expulsou do país e sustentou o ditador Micheletti.

no Blog do Atheneu

Tags: , , , , , ,


nov 16 2009

As imagens que o PSDB/Google escondem

Categoria: Internet,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 14:11

As imagens que o PSDB/Google escondem: a pedido de José Serra as imagens do desabamento do viaduto do Rodoanel, que a mídia já esconde, sumiram também do Google e do Altavista. O Bing ainda resiste e eu publico-as.  Divulguem-nas, republiquem-nas, coloquem tags alternativas.

Mais fotos no R7, que não tem medo do Serra, aqui.

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,


nov 01 2009

FHC convida ao golpe de Estado

Categoria: Biografia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 08:16

por Fernando Henrique Cardoso*, no Zero Hora pelo Viomundo

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio, vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso…) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.

Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas – mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.

*Ex-presidente da República

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


set 24 2009

Brasil: enfim, protagonistas!

Categoria: Internacional,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 13:36

Do Excelente Mundo Novo Novas Idéias

O analfabeto político é, sobretudo, aquele que não quer ver. Jabor é o exemplo maior. Quando a Globo, através de  Jabor, Míriam Leitão e Alexandre Garcia tenta nos convencer de que o golpe militar de Honduras é um “golpe branco”e  preventivo para sustar uma  suposta “bolivarização” do pais, ela não  inova. Apenas repete, com o mesmo grau de canalhice, os argumentos que usou para defender o vil golpe militar, de 1964, contra o governo legítimo do presidente João Goulart.

São comuns os relatos de historiadores, descrevendo a indiferença, a apatia ou simplesmente a não percepção por parte das populações de  determinado país, no exato momento em que estão  vivendo um momento histórico. Ontem, 23 de setembro de 2009 o Brasil, estreou na cena mundial como protagonista, não mais como coadjuvante. Quantos perceberam isto?

Habituado a brilhos futebolísticos e musicais, nada além disso, e ensinado  de pai para filho que não é um país sério, já que esta e a visão das elites, o Brasil foi ontem aplaudido de pé  por uma  exigente platéia global por ter adotado uma posição viril, coerente e lúcida em relação ao golpe militar em Honduras. O contraponto aos aplausos globais foi a  tentativa chinfrim da   maior rede de TV brasileira, a  Globo, de   passar a idéia de  que a ação braseleira em Honduras era apenas mais um a inconseqüência, uma  aventura, um trapalhada, enfim, do presidente que, por   coincidência, foi apontado,ontem  mesmo pela  Newsweek, como o governante mais popular do planeta.

Deixemos pra lá a Globo que enfia os pés pelas mãos, para deixar claro o que o Brasil está fazendo em Honduras através da  bem planejada e bem sucedida Operação Tegucigalpa. Aqui, será necessário, para que o raciocínio flua com naturalidade, usar  argumentos já usados em artigos  anteriores. Então: o que o Brasil está fazendo em Honduras é o cume de uma política traçada pelo  Itamaraty desde o  primeiro governo Lula. Este projeto tinha por objetivos principais, a- compatibilizar nossa política externa ao nosso tamanho, importância econômica e aspiração histórica; b- elevar o país à condição de potência intermediária ou  regional, e c- conter a influência  norte-americana na América Latina e, em especial, na América do Sul. É fácil ver que estes objetivos foram plenamente atingidos. A Operação Tegucigalpa é o corolário de tudo isto. Só o destino pode dizer  como será o desfecho exato, mas o Brasil fez a sua parte. E a fez com coragem e competência.

A prova documental

Em artigos anteriores  apresentamos  trechos de um documento inédito produzido, há cinco anos, pelo secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. Eles comprovam o que dissemos  parágrafos acima e sua  reprodução é necessária, porque a cada dia, felizmente, chegam  novos leitores ao nosso blog. Eis os trechos:

Para o embaixador, “o MERCOSUL  (a Argentina e o Brasil em particular) enfrentam três desafios de curto prazo no processo de articulação de  um papel autônomo no sistema mundial, multipolar, em gestação: A – Resistir a uma absorção na economia e no bloco político norte-americano, que está avançando rapidamente, de maneira disfarçada, por meio de negociações da ALCA e dos TLCs (tratados de livre comércio) e da dolarização gradual. Benfrentar uma possível intervenção militar externa na  Colômbia e eventualmente em toda a região amazônica. C – Recuperar o controle sobre as políticas, doméstica e externa, no momento sob controle do FMI (e da Organização Mundial do Comércio)”.

Segundo o embaixador, a construção “paciente, persistente e gradual da união política da América do Sul e uma recusa firme e serena de políticas que submetam a região aos interesses estratégicos dos Estados Unidos tem que ser objetivo  da nossa política externa e o MERCOSUL é um instrumento essencial  para  atingir esse objetivo”. E Pinheiro Guimarães ressalta que “MERCOSUL significa Brasil e Argentina, da mesma forma que União Européia  Alemanha e França e Nafta (Mercado Comum Norte-Americano) significa Estados Unidos e Canadá”, para acrescentar “que sem uma cooperação próxima entre Brasil e Argentina, a  ação coordenada no MERCOSUL  seria uma total impossibilidade”.

Tags: , , , , , , , , , , , , , ,


ago 23 2009

Twitter e táticas golpistas

Categoria: Apoiamos,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 10:29

Rogério Mattos Costa (*), na Carta Maior

“A amigos petistas, Mercadante reclama que são milhares de mensagens pelo twitter com críticas ao apoio a Sarney”

O “twitter” é um tipo de mini-blog aparentemente inofensivo e simples.

Para alguns, pode parecer até um supérfluo objeto de desejo e exibicionismo, pois com ele, uma pessoa, aonde estiver, pelo celular, pode mandar a vários amigos uma mensagem de até 140 caracteres dizendo qualquer coisa, como se estivesse compartindo um “diário”em tempo real.

O que poucos ainda se deram conta é que essa invençãozinha, aparentemente inofensiva, pode ter um uso muito importante: emitir simultaneamente, diferentes mensagens que possam causar pânico e mobilizar pela comoção ou medo, milhares de pessoas.

Isso porque programas muito simples podem simular a emissão, com origem em um único computador, de milhares de mensagens de “twitter” e de celular, que pareceriam ser originadas de milhares de pessoas para outros milhares de pessoas.

A prova dessa possibilidade está todos os dias em nossos próprios computadores: são programas similares que originam campanhas de spam originadas da Nigéria e que recebemos todos os dias dizendo que “você ganhou um prêmio na loteria de Malta”, “sou o gerente de um banco no Yemen”. E as célebres “correntes” com remessa de “nossas fotos”, “alguém mandou uma mensagem de amor para Você”, etc.

O twitter, combinado com mensagens de celular emitidas de uma única central em nome de milhares de pessoas, foi usado pela primeira vez nas manifestações e campanhas eleitorais nas ex-republicas soviéticas da Ucrânia, Geórgia e Moldávia. E também no Nepal, no Tibet e no Irã, onde as manifestações cessaram como por encanto, de uma hora para a outra, assim que o governo desativou esse serviço e identificou, prendeu, processou e está julgando cinco funcionários da embaixada britânica que operavam o sistema, demonstrando através de gravações telefônicas os vínculos desses funcionários e de “turistas” franceses e ingleses com líderes da oposição.

A técnica é na verdade muito simples.

Uma relação dos nomes mais comuns de um país é colocada como “remetentes”. Na Ucrânia, são colocados como remetentes os nomes próprios comuns como Tadeu, Ivan, Stan, Volódia, etc. E vários números reais, serão os destinatários, pois todo mundo nesses países tem um filho,parente ou amigo com esses nomes…e em caso de perigo ou situação de risco, a tendência natural será pensar que se trata“desse Ivan” que é seu filho ou que conhece. Depois é só escrever um conjunto de mensagens similares, com mesmo objetivo. Em minutos, o programa emitirá milhares de mensagens do tipo: “filha, venha urgente praça Ivan Mihailovitch” ou “filho, espero você às 10 em frente ao café Berlin”.Ou ainda: “companheiro: Ivan foi ferido pela polícia. Urgente manifestação em frente ao congresso”. Ao chegar ao local, “manifestantes de verdade” estarão gritando palavras de ordem e atacando a polícia, quebrando vidraças.

Depois, o trabalho de desordeiros contratados, comuns em países em crise, fará o restante do serviço. O conjunto de centenas ou até milhares de pessoas reunidas pelo celular ou twitter irá servir de “figurante” para as fotos de imprensa, para convencer aos manifestantes “reais” de que seu movimento é realmente apoiado por muita gente do povo ou para ser agredido, incorporando-se à confusão.

Quem já recebeu uma mensagem de falso seqüestro, feita por celular, sabe exatamente de que tipo de emoção estou falando.

Isso é uma realidade: embora tenham fracassado no Brasil, as manifestações de rua de direita, como as do movimento “Cansei”, não serão mais privilégio da esquerda…Com a queda das ditaduras e o crescimento do processo de aumento da consciência dos povos, com a realização regular de eleições democráticas, a direita apelará cada vez mais para essa antiga tática antes “exclusiva” da esquerda, que tem a tendência natural de vencer as eleições sob um clima de normalidade institucional.

Mas, ao contrário da esquerda, que ainda usa métodos do século XIX na organização de suas manifestações de rua, a direita o fará com o uso da mais alta tecnologia, fornecida e operada por agentes dos organismos de inteligência do chamado “império”, como o NED, National Endowment For Democracy, ( pesquisar por esse nome no Google!) uma estranha ONG. mantida com recursos do Tesouro dos EUA, criada por Ronald Reagan para substituir a CIA em ações abertas de sabotagem, manifestações políticas, desestabilização de governos “inimigos” e que faz propaganda aberta do uso do twitter como “forma de comunicação dos defensores da liberdade em países sob governos tirânicos”.

Isso tudo com o auxilio de grandes empresas privadas que produzem sistemas de informação com finalidades aparentemente modernas, “singelas” e até muito úteis, mas que devidamente manipuladas e operadas, podem se transformar em poderosas armas para derrubar, nas ruas, governos desagradáveis ou incômodos.Ou para eleger governos simpáticos, como demonstrou a formidável maquina de TI montada durante a campanha de Obama para recolher fundos e mobilizar voluntários para o trabalho de casa em casa. Desnecessário dizer que, se necessário, as operadoras de serviços locais de telecomunicação poderão ser contatadas pelos fornecedores de equipamento para remover ou reduzir eventuais sistemas de “firewall”.

Mercadante foi o primeiro senador a aderir ao twitter, já há mais de um ano. Com todo o respeito que possamos ter pelo histórico senador do PT, ele leva jeito de ser um daquelas pessoas de boa fé, que “entusiasmadas” com os modernismos “da hora”, parecem ser facilmente impressionáveis com os “avanços tecnológicos”. Ou daquelas que procuram demonstrar que estão “mais à frente” do que os outros “pois já estão usando tal ou qual nova tecnologia”. Mas que o fazem sem nenhum espírito crítico e sem ao menos desconfiar do que realmente seja aquilo que estão usando. São aquelas para as quais “o meio” é mais importante do que “a mensagem”…Como já nos explicou, nos anos 60, Marshall Mac Luhan, ele mesmo depois, uma vítima, da própria mídia que denunciava.

Existem milhões de pessoas assim, geralmente entre os mais jovens, preocupados em parecer mais modernos, atualizados… E que estão sempre preocupados em trocar de celular, usar ostensivamente o mais recente modelo de Ipod para diferenciar-se da multidão, atentos e preocupadíssimos com sua página no Facebook, no Orkut, no Messenger, no ICQ e em tantos outros sites e sistemas que já viraram passado…
Como o Luis Carlos Azenha comentou nesses dias, com esse tipo de pessoas a direita já sabe bem como lidar: basta “tuitar”para derrubar.

Ou para impressionar, mobilizar, intimidar.

Em vez de impressionar-se com o numero de mensagens de twitter que recebeu, o senador Mercadante e outros parlamentares do PT deveriam aproveitar a ocasião em que é necessário ao PT defender Sarney pela primeira vez, enquanto todos os demais partidos o defenderam todos esses anos, para usar a internet e outros recursos da tecnologia para explicar aos seus eleitores o que está acontecendo e não para complicar, pedir demissão, dar uma de “mocinhos”, fazendo o jogo da direita.

Mercadante, como verdadeiro líder, deveria tomar a iniciativa, ser um dos atores do processo e não fazer o triste papel de vítima das circunstâncias, de simples platéia muda, alvo de mensagens de twitter, mas sim origem de esclarecimentos que o presidente da Republica, até pela natureza do seu cargo, não pode fazer.

Será que era difícil explicar que o congresso brasileiro é formado por representantes de grandes oligarquias, das quais o “clã” do Sarney, atual presidente do Senado, é apenas uma das mais fortes e que foi eleito pelo DEM e PSDB contra o candidato do PT que era Tião Maia?

Será que era difícil ao Mercadante explicar que existem dezenas de outros clãs, como os Maia, no Rio Grande do Norte, os Magalhães na Bahia, os Vasconcellos em Pernambuco, os Lucena na Paraíba, os Jereissati no Ceará, os Serra-Alkmin-Kassab em São Paulo, que são tão nocivos quanto o clã Sarney???

Será que era difícil ao Mercadante e seus colegas explicarem ao povo e a seus eleitores, inclusive usando a internet e o twiter, que esses clãs querem derrubar o Sarney da presidência do Senado, apenas para colocar em seu lugar o clã do Marconi Perillo, que tem seis processos de corrupção parados no STF, que aliás podem ser acessados por qualquer um no endereço www.stf.gov.br ?

Será que era difícil ao Mercadante como líder do PT, em vez de se curvar à mídia, explicar que Marconi Perillo é do mesmo partido de Serra, cujo interesse é causar a maior confusão possível ao país para favorecê-lo nas pesquisas e interromper as ações do governo Lula? E ainda para, se possível, usar a presidência do Senado para tentar um “impeachment”de Lula e do enfermo José Alencar e dar a presidência da República para alguém não eleito para isso como Gilmar Mendes ou Michel Temer?

Será que era difícil ao Mercadante como líder do PT, em vez de se curvar à mídia, dizer que concordaria com uma CPI contra toda a mesa do Senado e contra todos os senadores e ex-senadores que são acusados pelo Ministério Publico Federal em processos que “dormem” no STF?

O Mercadante histórico sabe que pode perder o espaço para o fulgurante Protogenes, queridinho da mídia em São Paulo, mas recorrendo ao caminho que lhe está traçando a própria mídia, só aproxima-se mais da derrota.

O caminho de Mercadante é explicar aquilo que a mídia não pode explicar. E não complicar, fora de hora, o caminho da manutenção das instituições democráticas, regime no qual os avanços sociais são comprovadamente mais permanentes e efetivos.

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


jul 23 2008

Rússia e América Latina

Categoria: CulturaSenhor_do_Servo @ 08:45

Deveríamos nos conformar em ser o “quintal dos Estados Unidos”?

Deveríamos aceitar a “América para os Americanos”?

Deveríamos confiar nos Estados Unidos?

Deveríamos acreditar nos Estados Unidos?

Para a mim, a resposta para todas estas perguntas é NÃO, não deveríamos. Por que são governados por um complexo industrial militar, disfarçados sob uma democracia de mentirinha que já permitiu a morte de  quatro presidentes. Por que implantaram e mantoiveram ditaduras em toda a América Latina. Por que mesmo recentemente, tentaram dar um golpe de Estado na Venezuela e influir em todas as eleições regionais. Porque invaadiram o Iraque sem razão justifícável.  Por que não invadiem a Arábia Saudita, mesmo com todas as justificativas razoáveis. Há nações e povos que concordam comigo. A mídia discorda. De toda forma, veja os trechos abaixhos, tirados da agência de notícias, RIA Novosti. Por que na nossa mídia entreguista e americanófila você com certeza apenas achará a opinião dos Estados Unidos, como se não houvesse outra.

……………………………………………………………………………………….

El diario ruso Izvestia informó este lunes citando a un alto cargo que “los aviones estratégicos rusos están aterrizando en Cuba”.

“Aunque son rumores, no quiero decir que son rumores infundados”, declaró a Izvestia la citada fuente en el Estado Mayor de la Aviación Estratégica.

El general Deinekin señaló que el plan de emplazar aviones estratégicos rusos en Cuba sería una respuesta eficaz a los intentos de instalar bases de la OTAN cerca de las fronteras de Rusia.

“No hay duda que los aviones de la Aviación Estratégica rusa son capaces de llegar hasta Cuba para quedar emplazados en su territorio -dijo Deinekin-. En este caso Rusia no cometería nada censurable porque nadie le pregunta su opinión sobre la instalación de bases aéreas en los países vecinos”.

Deinekin recordó que Rusia, como sucesora jurídica de la Unión Soviética, ya tiene experiencia de vuelos a largas distancias. En particular, aviones pesados soviéticos volaban a Cuba y en su territorio había tropas y estructuras militares de la URSS.

………………………………………………………………………………………..

“Cualquiera que sea la coyuntura en el mercado mundial del material bélico, Hugo Chávez seguirá comprando armamento en Rusia y podría gastar en ello hasta cinco mil millones de dólares en  la próxima década”, afirmó el experto en una entrevista concedida hoy a RIA Novosti.

El mercado europeo de las armas, en opinión de Pújov, está “prácticamente inasequible para Caracas, primero, porque es muy caro y, segundo, porque varios componentes se producen en EEUU que prohíbe vender este material a Venezuela”.

El experto piensa que los futuros contratos de armas entre Caracas y Moscú se firmarán “con el uso de créditos, esquemas offset, traspaso de tecnologías y licencias de producción”.

……………………………………………………………………………………….

Señor Presidente, en un futuro próximo ¿se prevé la aparición de aviones y barcos rusos en los aeródromos y bases navales de Venezuela? – una de entre las preguntas formuladas al líder latinoamericano por la prensa local y extranjera, a la cual respondió: “Bueno, aviones ya aparecieron, y van a seguir apareciendo, seguro. Claro, los aviones ahora ya son venezolanos”. Especificando más, Hugo Chávez resaltó los aviones Sukhoi y helicópteros Mi.

En lo que respecta a los barcos rusos, el presidente venezolano comentó: “… yo creo que Rusia tiene suficiente capacidad de movilización de aeronaves y de barcos para aparecer en cualquier parte del mundo. Que aparezcan en Venezuela, no sería raro. Que vayan a visitar los mares del Asia, del África, del Caribe”. En el caso de que aparezcan en Venezuela, Hugo Chávez declaró: “… serán bienvenidos, porque no estamos hablando de la 4ª  flota -refiriéndose a la flota norteamericana-. La 4ª  flota es una amenaza contra nosotros. Y no sólo contra Venezuela, sino contra toda América Latina”.

A continuación, el Presidente Chávez señaló: “si algún día una flota rusa llega por el Caribe, izaremos banderas, tocaremos tambores… porque sería la llegada de un amigo, que llegaría a dar la mano, sería la llegada de un aliado nuestro. Rusia se ha convertido hoy en uno de nuestros más grandes aliados en todo el planeta…

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,


jul 12 2008

Razões para destituir Gilmar Mendes

Categoria: Apoiamos,Política,Senhor do ServoSenhor_do_Servo @ 10:20

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1248
. O Presidente Supremo Gilmar Mendes deu entrevista ao jornal nacional em que critica a “espetacularização” das prisões que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal fizeram hoje para interromper a atividade criminosa de Daniel Dantas e uma de suas múltiplas quadrilhas.

. Mendes criticou o uso de algemas.

. E avisou que vai re-examinar o que a Policia Federal e o Ministério Público Federal fizeram.

. O Presidente Supremo já chamou os profissionais federais de gangsters.

. Agora, ele se preparar para desfazer o mais profissional e decisivo golpe que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal já desfecharam contra o crime organizado no país.

. Mendes quer dar um golpe nas instituições.

. Mendes quer fechar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

. Ele já se considera o Legislativo.

. Ele se considera co e futuro Presidente da República.

. E agora assume, no jornal nacional, o comando da Polícia Federal e destitui o Ministro da Justiça.

. Segundo o jornal nacional, Dantas tentou subornar um policial federal, porque só temia a Justiça de primeira instância, já que no STJ e no STF ele teria “facilidades”.

. É preciso iniciar o processo de impeachment do presidente do Supremo já.

. Ele ameaça dar um Golpe de Estado.

Em tempo: o Supremo Presidente atropela, desautoriza e desqualifica o trabalho de seu colega Joaquim Barbosa e do Procurador Geral da República Antônio Fernando de Souza que, juntos, se debruçaram sobre o envolvimento de Dantas no valerioduto e contribuíram decisivamente para colocá-lo na cadeia. Gilmar Mendes, nesta entrevista no jornal nacional, desrespeitou e ultrapassou todos os limites que uma democracia pode tolerar quando trata da distinção e da hierarquia dos Três Poderes. Ele É o golpe.

Em tempo 2: o Conversa Afiada enviou a seguinte pergunta à assessora de imprensa do Ministro da Justiça Tarso Genro, Vera Spolidoro:

“O Ministério da Justiça vai fazer alguma coisa para defender a Polícia Federal das acusações que Gilmar Mendes fez no jornal nacional? Gilmar Mendes disse que a Polícia Federal dá espetáculo. O Ministro Tarso Genro também acha que a Polícia Federal dá espetáculo?”

Leia também

Tags: , , , , , , , , ,


jun 30 2008

Imprensa corrupta, jornalistas desonestos

Categoria: Internacional,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 08:26

Do Direto da Redação:

Apesar do silêncio e muitas vezes da parcialidade da mídia conservadora, vários fatos estão ocorrendo nesta América Latina que mereceriam no mínimo algum destaque nas páginas internacionais.

É o caso, por exemplo, do Chile, onde o Colégio de Jornalistas, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) daquelas bandas, está pedindo desculpas aos familiares de vítimas da ditadura Pinochet pela participação “culposa e antiprofissional” que tiveram os responsáveis pelos principais jornais e televisões na edição de notícias sobre falsos enfrentamentos entre integrantes de um grupo de esquerda, que resultaram na morte de mais de 100 opositores.

As investigações feitas pela Comissão de Ética do Colégio de Jornalistas confirmaram a culpa dos profissionais de imprensa Roberto Araya Silva, expulso da entidade, e de Julio López Blanco, Vicente Pérez Zurita, Manfredo Mayol, todos eles na época do Canal 7, e Claudio Sánchez, do Canal 13. Estes quatro jornalistas foram suspensos e criticados publicamente pela conduta antiética que tiveram nos casos da Operação Colombo e Rinconada de Maipú.

Também foram suspensos e repreendidos publicamente Fernando Díaz Palma (então diretor do jornal As Últimas Notícias), Alberto Guerrero Espinoza (diretor do La Tercera) e Beatriz Undurraga Gómez, do El Mercúrio, jornal que na época do golpe que derrubou o presidente constitucional Salvador Allende recebeu mais de um milhão e meio de dólares da CIA.

O serviço de inteligência da ditadura de Pinochet, então sob a responsabilidade do general assassino Manuel Contreras, pagou a edição de publicações na Argentina e no Brasil para a divulgação de falsas notícias sobre os enfrentamentos entre militantes esquerdistas. Com base nesta “informação”, os jornalistas punidos divulgaram a noticia como se fosse verdade, exatamente para retirar a culpa da própria ditadura. Os proprietários dos veículos de comunicação, claro, estavam acumpliciados com a ditadura. (…)

Mário Augusto Jakobskind

P.S. Diferente da imprensa brasileira, na argentina há meios de comunicação que divulgam histórias da mídia golpista, aqui. Mas o mais surpreendente, para quem está acostumdo a nossa própria imprensa golpista, muda e mentirosa, é que mesmo no próprio Chile  (aqui) a notícia foi divulgada. No Brasil? Nem um pio. Silêncio sepulcral, como das sepulturas que eles ajudaram a cavar e que esconderam tão bem, nos vendendo a idéia de que eram oratórios.

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,


jun 28 2008

A fraude eleitoral de Uribe

Categoria: Cultura,Internacional,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 10:29

Álvaro Uribe finalmente mostrou sua cara e decidiu convocar um referendo para repetir as eleições de 2006. Mas por que repetir eleições que ele mesmo ganhou? Simples, por que a Corte Suprema da Colômbia condenou a 47 meses de prisão a ex congresista Yidis Medina, que confessou ter recebido subornos do governo para votar a reforma que permitiu a reeleição de Uribe. Esta atitude desencadeou ferozes críticas de diversos setores e incerteza sobre os detalhes do projeto de  lei que Uribe apresentará ao Congreso.

“Convocarei o Congreso da República para que tramite con a maior celeridade um projeto de lei de referendo que chame ao pueblo a ordenar a imediata repetição das eleições presidenciais”, disse Uribe em uma inusual aparição radiotelevisada pouco antes da meia noite de quinta.

O presidente fez o anúncio depois que a Corte Suprema de Justiça pediu que se revise a legalidade dl reforma constitucional que autorizou a Uribe para se candidatar a um segundo mandato, que termina em 2010. Na sentença, a Corte considerou que a aprovação da reeleição “foi um claro desvio de poder, na medida que o apoio de uma congresista a iniciativa de emenda constitucional se obtuve a partir de açoes delitivas”.

Uribe respondeu em sua aparição na TV, acusando aos magistrados de “pressionar indevidamente, mediante abuso de poder e usurpação de competências” e de aplicar “uma justiça seletiva”. Quinta-feira, o govierno ampliou a polêmica com a Corte ao anunciar que processará os magistrados por “falsas imputações”, segundo o ministro de Proteção Social, Diego Palacio, um dos implicados nos supostos sobornos.

O opositor Partido Liberal acusou o Presidente de “provocar uma crise institucional”, enquanto dirigentes do esquierdista Polo Democrático foram mais além e advirtiram que Uribe está no caminho de se converter em um “ditador” e “tirano”.

Enquanto isso, nem um único pio da mídia nacional. Nada: silêncio sepulcral. Chegamos ao ponto em que a mídia brasileira não consegue se igualar a paraguaia. Ah, descobri um tal de “Movimento Ordem e Vig[ília Contra a Corrupção“, que se auto intitula defensor da moralidade. Se tiver estômago, entre lá e pergunte a eles o que vão falar a respeito do queridinho da direita quisling e golpista. José Alston Serra.  Aproveite e também pergunte por que não falam de outros corruptos que estão na crista da onda da imprensa  (européia, por que a tupiniquim não dá um pio): os outros tucanos paulistas da Alston ou a tucana Crusius, atolada até o pescoço em escândalos de corrupção no Rio Grande do Sul.

Tags: , , , , , , ,