jul 05 2010

Serra só é pai da Mentira

Categoria: Fascismo,José Serra,PolíticaSenhor_do_Servo @ 13:17

Serra, o que não criou o FAT, que não criou o Seguro-Desemprego, que não criou o programa de genéricos, que não criou o programa de combate a AIDS e que não foi premiado pela ONU, o que não é engenheiro e não é economista e foi ministreo do FHC, que não criou o plano Real. Me desculpem a maldade, mas pelo menos o pai da mentira parece que ele é…  Veja a matéria abaixo:

por Conceição Lemes do Viomundo

Há duas semanas foi ao ar o programa nacional do PSDB. José Serra, candidato tucano à Presidência da República, ocupou metade da apresentação, onde foi dito que ele criou o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e o seguro-desemprego.

O site de Serra insiste: Emenda de Serra criou o FAT e tirou o seguro o seguro-desemprego do papel.


Na Convenção Nacional do PTB, em 12 de junho, o próprio Serra alardeou em seu discurso:

Fui também o autor da emenda à Constituição brasileira que instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT. O Fundo, hoje, é o maior do Brasil e é patrimônio dos trabalhadores brasileiros, e financia o BNDES, a expansão das empresas, as grandes obras, os cursos de qualificação profissional, o salário dos pescadores na época do defeso. Tudo isso vem do FAT. E tenho orgulho de ter iniciado esse processo.

Graças ao FAT, também, tiramos o seguro-desemprego do papel e demos a ele a amplitude que tem hoje. O seguro-desemprego dormia há mais de 40 anos nas gavetas. Existia na lei, mas pouco na prática. Conseguimos viabilizá-lo e ele já pagou mais de 50 milhões de benefícios na hora mais difícil de qualquer família e de qualquer trabalhador.

“Nem o FAT nem o seguro-desemprego são criações do Serra”, afirma o deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Eu respeito o Serra, mas ele não pode usar a mentira como expediente para se promover e alavancar a sua candidatura, pois ele vai perder mais credibilidade.Ainda mais hoje em dia que, graças à internet, tudo é descoberto rapidamente.”

JORGE UEQUED É AUTOR DA LEI DO FAT; SARNEY CRIOU O SEGURO-DESEMPREGO

Vicentinho tem razão. O autor de projeto de lei (PL) que criou o FAT é o ex-deputado federal Jorge Uequed (PMDB-RS), considerado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – o Diap — um constituinte nota 10. O PL é o número 991, de 1988. Ele foi apresentado em 11 de outubro de 1988.

O projeto de Serra sobre o Fundo de Amparo ao Trabalhador foi apresentado sete meses depois: 5 de maio de 1989. Recebeu o número 2250/1989: www. camara. gov.br/internet/sileg/ Prop_Detalhe.asp?id=201454

Na sessão de 13 de dezembro de 1989, foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados devido à aprovação do projeto de Jorge Uequed.

O trâmite do projeto de Serra na Casa comprova que o candidato tucano à Presidência está faltando com a verdade em relação ao FAT.

Quanto ao seguro-desemprego, Serra reincide. Na campanha de 2002, o presidenciável tucano já havia trombeteado que criara o seguro-desemprego. A Frente Trabalhista, então integrada pelo PTB, PPS (hoje aliados de Serra) e PDT, contestou.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada em 10 de agosto de 2002, o senador José Sarney (PMDB-AP) desmentiu Serra: “Não sei de onde ele tirou que criou o seguro-desemprego. O seguro foi criado no meu governo. Na época, ele [Serra] era secretário de Economia e Planejamento do governador Franco Montoro”.

Verdade. O seguro-desemprego foi criado em 1986, quando Sarney ocupava a Presidência da República. Foi instituído junto com o Plano Cruzado pelo decreto-lei nº 2.284, de 10 de março de 1986. Passou a ser concedido aos trabalhadores após a sua regulamentação, que ocorreu 40 dias depois, pelo decreto nº 92.608, de 30 de abril do mesmo ano.

“Se o Serra mente assim na campanha que dirá, depois, governando”, arremata Vicentinho. “Ainda bem que ele não vai ganhar.”

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jul 03 2010

Serra, o mentiroso, e a “Carta Social”

Categoria: José Serra,PolíticaSenhor_do_Servo @ 16:53

O documento ao lado é a famosa declaração que José Serra Chirico, então candidato ao governo do município de São Paulo, de que não deixaria _caso eleito_ a prefeitura de São Paulo para concorrer a outro cargo. Pois adivinhem o que José Serra Chirico fez? Deixou o cargo para concorrer a outro cargo eletivo (o governo do estado de São Paulo). Neste sentido, ao dizer que quer registrar sua “Carta Social”, José Serra Chirico pensa o que? Que somos idiotas? Que não sabemos que ele já mentiu uma vez nas mmesmas circunstâncias? Ah, não me faça rir, José Chirico Serra. Abaixo, uma peça de ficção, retirada  do Clipping de Notícias do Ministério do Planejamento.

Serra adia para terça lançamento de programa de governo para incluir assinatura de compromisso

O lançamento da prévia do plano de governo do presidenciável José Serra (PSDB) acontecerá na próxima terça-feira, em Curitiba, no mesmo ato em que o tucano assinará uma espécie de versão social da “Carta ao Povo Brasileiro”, divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 – em que o petista se comprometeu com metas econômicas e a honrar contratos, num momento de crise nos mercados. Como antecipou O GLOBO, a carta reafirmará a paternidade do PSDB e conquistas tucanas na área social durante o governo Fernando Henrique Cardoso, e o compromisso com a continuidade e o aprofundamento dos avanços da atual gestão.

Inicialmente, o evento para a área social estava marcado para segunda-feira e não contemplava o anúncio sobre o programa de governo. Ontem, Serra pediu ao coordenador do programa de governo, Xico Graziano, que o ato fosse transferido para o dia seguinte para ser o evento de abertura da sua campanha. Segundo o calendário eleitoral, a campanha começa oficialmente na terça-feira. A decisão de lançar o esboço das suas propostas no mesmo evento também foi do candidato.

Esboço do programa de governo vai para o TSE

Antes do lançamento, a campanha de Serra enviará na segunda-feira à Justiça Eleitoral o documento com as diretrizes do programa de governo tucano. Segundo a equipe tucana, trata-se de um esboço do programa de governo, cuja versão final deve ser divulgada em agosto. Chamado de Diretrizes do Programa de Governo, o texto tem conteúdo mais conceitual e aborda princípios e fundamentos políticos e não um detalhamento das propostas.

A entrega do plano de governo à Justiça Eleitoral é uma novidade desta eleição. Conforme a lei 12.034, aprovada em 2009, os postulantes a cargos majoritários são obrigados a entregar um programa de governo no ato do pedido de registro de candidatura. O prazo para o requerimento termina segunda-feira.

Ontem, em Londrina, Serra justificou a escolha do Paraná para o lançamento do plano de governo pela relação afetiva com o estado.

- Vou me sentir em casa – disse, reforçando que tem “parceiros incríveis” no estado, referindo-se a Richa, ao candidato à vice-governador Flávio Arns e aos candidatos ao Senado Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP).

Ele afirmou que os curitibanos costumam resumir o comportamento da média nacional da população.

- Quando as empresas vão lançar algum produto no Brasil, lançam primeiro em Curitiba – explicou Serra.

O candidato tucano não entrou em detalhes sobre o conteúdo do plano de governo e o tom de sua campanha, mas ressaltou que não pretende ter “”duas caras”".

- Vou expor o que penso e participar dos debates. Quem não se expõe, não quer ser julgado – disse.

Diante da insistência dos jornalistas sobre o tema, ele justificou que não estaria em condições de comentar o plano de governo por causa da derrota da seleção brasileira.

- Estou triste, frustrado e chateado.

O tucano evitou polemizar sobre a conjuntura instalada no Estado após a escolha do deputado carioca Índio da Costa (DEM) em detrimento do paranaense Álvaro Dias à posição de candidato a vice-presidente.

– O Álvaro Dias teve um comportamento digno. Infelizmente havia determinado entendimento que se frustrou, mas não foi por culpa do Álvaro, nem minha, nem do DEM, nem de ninguém, foi outro tipo de problema. Álvaro se comportou muito dignamente e vai estar, sem dúvida, me ajudando na campanha – disse Serra.

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jul 01 2010

Serra, seus vices e os professores

Categoria: Biografia,José Serra,PolíticaSenhor_do_Servo @ 11:57
O PRIMEIRO VICE DESCEU O SARRAFO NOS PROFESSORES

Em agosto de 1988 os professores da rede pública de ensino do estado do Paraná revindicam que o governador, Álvaro Dias, receba suas reinvindicações. A passeata que se dirige para a frente do Palácio Iguaçu sofre tentativa de bloqueio por parte da Polícia Militar.

Dentro do Palácio, o Secretário de Segurança Pública, concede entrevista na qual começa a explicar que “esse movimento dos professores…” – interrompido por o barulho ensurdecedor de uma bomba lanças pelas suas forças policiais, retira-se desconcertadamente da sala na qual os câmeras registravam a violenta repressão contra o movimento grevista através das paredes envidraçadas da sede do governo paranaense. Depois desse episódio, Dias nunca mais foi eleito governador.

Esse é o “jeito” Dias de governar. Essa é a escolha de Serra para candidato a vice-presidente.

SEGUNDO VICE: O “ÍNDIO DA MERENDA”

Entre as empresas fornecedoras de merenda escolar para a Prefeitura de São Paulo, apontadas pelo Ministério Público de São Paulo como formadoras de cartel e pagar propinas na Prefeitura de Serra e Kassab, está a Comercial Milano Brasil Ltda. A empresa é velha conhecida da facção carioca dos DEMos, composta por César Maia, Rodrigo Maia e o deputado Índio da Costa, casado com Rafaella Cacciola, filha do ex banqueiro Salvatore Cacciola, preso dno Rio de Janeiro.

É alvo de inquérito na Delegacia Fazendária, e foi alvo de CPI na Câmara dos Vereadores carioca, em 2006, pelos mesmos motivos que está sendo denunciada em São Paulo.Sob pressão, e para o escândalo não ganhar dimensões maiores, a prefeitura do Rio foi obrigada a fazer nova licitação, e, sem os vícios da anterior, gerou economia de R$ 11 milhões ao ano nos gastos com merenda.

Além da sangria nos cofres públicos, frutas estragadas, carne bovina com excesso de sebo e frango com gelo acima do permitido também eram problemas comuns na merenda do carioca fornecida pela empresa.A corrupção no Rio, em 2005, aconteceu quando o genro de Cacciola, Índio da Costa, era Secretário Municipal de Administração e responsável pela licitação, quando o prefeito era César Maia.

Segundo apurou o relatório da CPI, e agora é objeto de inquérito policial na Delegacia Fazendária, o esquema de fraude na licitação se procedeu da seguinte forma:O edital da licitação tinha entre as regras atrair um número expressivo de participantes. As empresas Milano e Ermar agiram em jogo combinado. A Ermar apresentou recursos de impugnação contra todos os concorrentes, exceto contra a Milano, deixando caminho livre.Com isso, as regras do edital não foram atendidas, e o genro de Cacciola, Índio da Costa, deveria ter cancelado o processo e feito outra licitação. Mas ele fez o contrário, e a Milano foi vencedora da licitação, ficando com 99% do fornecimento de gêneros alimentícios para a merenda.

O comportamento de Índio da Costa ainda levantou mais suspeitas ao insistir na contratação centralizada de fornecimento de merenda escolar quando, desde 2001, estudo da Controladoria Geral do Município (CGM) já recomendava a descentralização do sistema. A evidência do prejuízo aos cofres públicos municipais, são os R$ 11 milhões a menos, quando houve a nova licitação, estendendo a participação a nove empresas fornecedoras de gêneros alimentícios.

Apesar de tudo isso, no ano de 2007, findo o contrato com a Milano, o sucessor de Índio da Costa na secretaria municipal de Administração, Wagner Siqueira, assinou despacho, publicado no Diário Oficial, em que afirma que a empresa “executou o contrato de forma satisfatória para o serviço público municipal (…), especialmente no que se refere a preço, qualidade e especificações”. Parece até uma carta de apresentação de César Maia, para a empresa se qualificar em São Paulo.O resultado da licitação de São Paulo foi 15 de maio de 2007, bem depois do escândalo no Rio.Parece até caso de transferência de tecnologia em corrupção da gestão César Maia para a gestão Kassab.  (Arquivo do blog de 2009)

O PRÓPRIO CANDIDATO: ESPIONANDO PROFESSORES
Por Maria Dirce: O caráter repressivo do governo Serra é conhecido, famoso, dispensa comentários. O que suscitou mais comentários foi a presença de um indivíduo – alegadamente professor – que carrega uma PM ferida no colo.
Para a maioria dos presentes e dos que comentaram sobre o assunto no twitter, o rapaz de mochila e barba era um professor. Um professor que, apesar de ter seus companheiros espancados e colocando sua vida em perigo, socorreu uma policia militar que precisava de ajuda.

À foto publicada na grande imprensa de uma policial sendo socorrida, a Polícia Militar esclarece que trata-se da Soldado Erika Cristina Moraes de Souza Canavezi, que foi ferida com uma paulada no rosto e que está sendo socorrida por um policial militar a paisana. A policial foi atendida no Hospital Albert Einsten medicada, liberada e passa bem. A Polícia Militar agradece as manifestações de solidariedade. O comandante Geral da PM, o Coronel Alvaro Batista Camilo confirma, em seu blog, que se tratava de policial à paisana

Dito isso, se a PM disse isso e mentiu para retirar o simbolismo e a poesia da foto, isso é intolerável e se disse a verdade, i.e., colocou espiões na manifestação, além de intolerável, é obsceno, nojento e é uma mostra do perigo que é ter o inominável como presidente (imagine uma criatura destas comandado PF, FFAA e ABIN?).

comentaristas do twitter-

@Bete_Davis: @politikaetc só queria saber pq tem policial à paisana numa manifestação por aumento salarial (justa) em plena democracia.

*Para deixar claro, sobre P2:

Também conhecido como Serviço Reservado ou Velado, os policiais da P2 têm basicamente duas funções. Uma é levantar em campo informações para que o comando planeje ações policiais, como a prisão de criminosos, apreensão de drogas ou desocupação de uma área. Dessa forma, policiais à paisana sempre vão antes ao local para colher dados. A partir do relatório da P2, o comando planeja quantos policiais participarão da operação, qual o melhor horário para empreendê-la, quais equipamentos serão utilizados, entre outras decisões que farão com que a ocorrência seja executada com o mínimo de imprevistos.

@tuliovianna: E pra quem não vê mal algum na existência de polícia secreta, vou citar só duas: Gestapo e DOI-CODI. Muito sério isso!

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jun 13 2010

Serra fala, Lula faz

Categoria: PolíticaSenhor_do_Servo @ 11:02

O que cada governo fez pela diminuição da pobreza no país (o gráfico que a Folha escondeu)

Por Brizola Neto do Tijolaço:

Enquanto José Serra promete o que oito anos de governo tucano – do qual ele foi proeminente integrante e candidato escolhido por FH para continuar a sua “obra – não fizeram, o Governo Lula termina tendo para mostrar o que nenhum governo, desde Getúlio Vargas,  exibiu em termos de elevação dos direitos de nosso povo.

A própria Folha de S. Paulo o registra hoje, embora sua manchete se volte para o bla-blá-blá serrista (do qual falarei depois). A matéria de capa do caderno de economia registra os números da Fundação Getúlio Vargas afirmando que, no ritmo atual, o Brasil reduziria à metade o número de pessoas na pobreza. Não é verdade. Este número já vai atingir a metade , segundo as informações contidas na própria matéria, ao final do Governo Lula, pois a taxa atual de redução da pobreza, que o jornal registra até 2009, é reconhecidamente maior agora, com a arrancada da economia.

No gráfico da Folha, o período FHC/Serra toma chá de sumiço...

O jornal reconhece que , durante o Governo Lula, o número de pessoas com renda familiar per capita de até R$ 137 caiu de 50 para 29,9 milhões – 43% a menos – até 2009. Não é excesso de otimismo acreditar que este ano, com mais de 2 milhões de novos empregos e uma elevação expressiva do salário mínimo, não possa acontecer o mesmo com mais quatro milhões de brasileiros.

Mas o curioso da matéria é que ela analisa diversos períodos e “pula” os oito anos de governo de Fernando Henrique, que não aparece no gráfico do jornal, que reproduzo no post. Por que seria? Vou tentar conseguir os dados, para ver se corrijo esta enorme injustiça com o governo tucano, que segundo eles, “levantou o Brasil”.

Pois, afinal, não é das próprias regras da livre concorrência que eles próprios tanto defendem que o eleitor, como “consumidor”, tenha o direito de comparar os produtos?

Versão que eu fiz do gráfico da folha, com os anos FHC, que eles tentaram esconder

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jun 12 2010

Serra tem programa sim: f* o Brasil!

Categoria: José Serra,MídiaSenhor_do_Servo @ 19:34

Parece montagem, mas não é: Serra demonstra o quer quer fazer com o Brasil

A lenda dos sem-programa, na Carta Maior

Artur Araújo

A operação de marquetagem “Serra-continuador-de-Lula” vem tendo sucesso nas hostes jornalísticas. Ainda que nenhum dado de realidade possa lastrear essa crença – e ainda que sucessivas pesquisas mostrem que o eleitorado não vê o mundo assim – persistem, dizendo que as identidades seriam mais profundas que as contraposições. Uma expressão desse fetiche é falar que ao tucano falta um programa.

Que veículos de comunicação partidarizados assim procedam, é do jogo. Interessa-lhes dar guarida à linha de marketing de seu candidato e criar uma pauta que confunda os adversários. Assumir essa fábula como verdade, no entanto, pode desorientar muito.

São três os elementos que enviam a tese ao depósito dos erros políticos. O primeiro é uma avaliação realista do que foram e são as gestões de Serra em São Paulo (a municipal prossegue através de procurador). Geração contínua de reservas de caixa, aplicadas a juros amigos da banca, e estrangulamento financeiro e de gestão dos serviços públicos – educação, saúde, segurança, transportes – sintetizam o modo tucano de governar.

Muito emblemática foi a recusa de Serra e Kassab, ao longo de 2009, a pôr em prática qualquer ação de viés anticíclico. Às eficazes medidas do governo federal – injeção de liquidez, expansão do crédito via bancos públicos, desonerações tributárias emergenciais, estímulo explícito ao consumo das famílias – retrucaram com crítica contínua e inação continuada.

Um segundo indicador da existência do Programa Serra são as “análises” emitidas por seu entorno. Bastou o Brasil demonstrar o acerto da política de combate à crise proposta por Lula, que nos livrou do retrocesso econômico e social bem antes dos países capitalistas centrais, que a grita se estabeleceu.

Abundam artigos, palestras e entrevistas de “economistas” que narram o apocalipse às portas. Para eles, o Brasil tem “limitantes estruturais” de crescimento e a retomada do desenvolvimento é o caminho para a ruína. Um deles pontifica que, além do limite de crescimento do PIB à taxa de 3,5% ao ano, devemos aceitar que a taxa de desemprego não pode ser menor que 9%. Tudo além disso, em aumento de produção e consumo – ou aquém disso, como mais brasileiros dignamente empregados –, seria inflacionário e desestruturante. Passaram décadas a pregar o “livre” comércio e a desindustrialização do país, defendendo a abertura sem peias às importações e demonizando qualquer tentativa de políticas industriais. Agora são campeões do “equilíbrio das contas externas” e da “revisão do câmbio”.

Essa “turma dos com-programa” se recusa a tratar o aquecimento da economia com choque de oferta e com superação de gargalos – de infraestrutura e de formação de mão-de-obra especializada –, lançando mão da indução ou da ação direta do Estado. É a velha “turma dos 30%”, os que descobriram um jeitinho de ganhar muito dinheiro com a inclusão, no mercado e na sociedade, de apenas uma parcela dos brasileiros e de uma parte do território nacional. A eles, muito juro, zero risco e gordos honorários, por prestação de serviços aos EUA e à União Européia. Aos excluídos, nem as batatas. Talvez um “programa social focado”, que os mantenha dóceis como exército de reserva e espantalho de ameaça aos salários.

O terceiro elemento que nega a falta de programa – e qualquer identidade programática entre Serra e Dilma – é a trajetória internacional da social-democracia “clássica”. Há muito mais semelhanças – ideológicas, políticas, até mesmo estéticas – do que eventuais diferenças entre FHC e Serra, como querem fazer crer os marqueteiros do tucanato. E basta um rápido olhar em direção ao trabalhismo inglês, ou uma mirada de relance no que fizeram os socialistas franceses e espanhóis, desde a década de 1980, para que se compreenda o que é o PSDB.

Se ainda persistem dúvidas sobre a rendição dos social-democratas ao neoliberalismo, a leitura dos jornais as esclarece, dando conta do que pensa e pratica essa corrente. Fomentaram a desregulamentação dos mercados europeus, tentaram desmontar o “Estado de Bem Estar”, deram carta de alforria à alta finança, estimularam bolhas de crédito e imobiliárias. Quando a orgia de capital fictício ficou impotente, endividaram irresponsavelmente seus governos, para socializar os prejuízos da banca.

Assim que seus amigos de Wall Street e da City londrina colocaram em dúvida a solvência da Grécia, da Espanha, de Portugal, entre muitos outros, não hesitaram em descarregar a fatura no lombo dos trabalhadores: redução de salários, corte de benefícios, aumento do imposto sobre o consumo, redução de aposentadorias, diminuição de serviços públicos.

A estratégia do Serrinha Paz & Amor tem dado mostras de fadiga. Tensionado pelo insucesso e pela pressão contínua de seu entorno, o candidato testa limites e reorientações. Já andou desenterrando a ALCA; como Ms. Clinton, não gostou do Acordo de Teerã; parece que pretende invadir a Bolívia, para lá fazer o que sua polícia não fez em São Paulo. Nesses momentos afloram os traços do que Serra pensa e quer do Brasil.

O ruído entre o que prega a campanha e o que elucubra o candidato se faz ouvir e dá mostras do programa que se quer ocultar. É um programa de uma perna só – a mais completa e desabrida hegemonia das finanças e do capital a serviço do Império. Quase um saci. E, como o saci, também é uma lenda o Serra Sem-Programa.

(*) Artur Araújo é consultor especializado em gestão pública e empresarial

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jun 04 2010

O spam da gasolina e uma resposta

Categoria: Fascismo,José Serra,Política,SpamsSenhor_do_Servo @ 13:58

Recebi de uma amiga (que me enviou porque desconfiava do conteúdo),  o e-mail abaixo, e dei-lhe a resposta que se segue.

GASOLINA (GNV, DIESEL e ÁLCOOL)

Como poderemos baixar os preços???
NÃO DEIXE DE LER ..
Você lembra do Criança Esperança?
A UNICEF e a Rede Globo ‘abriram as pernas’…
Foi a força da Internet contra uma FÁBRICA DE DINHEIRO que DESCOBRIU-SE nunca chegar a quem de direito. Então continue a ler.
Não deixe de participar, mesmo que você HOJE não precise abastecer seu carro com gasolina!! Mesmo que você não tenha carro, saiba que em quase tudo que você consome, compra ou utiliza no seu dia-a-dia, tem o preço dos transportes, fretes e distribuição embutidos no preço de custo e conseqüentemente repassados a você.

Você sabia que no Paraguai (que não tem nenhum poço de petróleo) a gasolina custa R$ 1,45 o litro e sem adição de álcool. Na Argentina, Chile e Uruguai que juntos (somados os 3) produzem menos de 1/5 da produção brasileira, o preço da gasolina gira em torno de R$ 1,70 o litro e sem adição de álcool. E que o Brasil vende nosso álcool para os paises vizinhos à R$0,35 o litro?

QUAL É A MÁGICA ??

Você sabia, que já desde o ano de 2007 e conforme anunciado aos “quatro ventos” pelo LULA e sua Ministra DILMA… o Brasil já é AUTO-SUFICIENTE em petróleo e possui a TERCEIRA maior reserva de petróleo do MUNDO.

Realmente, só tem uma explicação para pagarmos R$ 2,67 (cartel do DF) o litro, a GANÂNCIA do Governo com seus impostos e a busca desenfreada dos lucros exorbitantes da nossa querida e estimada estatal brasileira que refina o petróleo por ela mesma explorado nas “terras tupiniquins”.

CHEGA !!!

Se trabalharmos juntos poderemos fazer alguma coisa.
Ou vamos esperar a gasolina chegar aos R$ 3,00 ou R$ 4,00 o litro? Mas, se você quiser que os preços da gasolina baixem, será preciso promover alguma ação lícita, inteligente, ousada e emergencial.
Unindo todos em favor de um BEM COMUM !!!

Existia uma campanha que foi iniciada em São Paulo e Belo Horizonte que nunca fez sentido e não tinha como dar certo. A campanha: “NÃO COMPRE GASOLINA” em um certo dia da semana previamente combinado, que foi popular em abril ou maio passado.

Nos USA e Canadá a mesma campanha havia sido implementada e sugerida pelos próprios governos de alguns estados aos seus consumidores, mas as Companhias de Petróleo se mataram de rir porque sabiam que os consumidores não continuariam “prejudicando a si mesmos”, ao se recusarem a comprar gasolina. Além do que, se voce não compra gasolina hoje… vai comprar MAIS amanhã. Era mais uma inconveniência ao próprio consumidor, que um problema para os vendedores.

MAS houve um economista brasileiro, muito criativo e com muita experiência em “relações  de comércio e leis de mercado”, que pensou nesta idéia relatada abaixo e propôs um plano que realmente funciona.

Nós precisamos de uma ação enérgica e agressiva para ensinar às produtoras de petróleo e derivados que são os COMPRADORES que, por serem milhões e maioria, controlam e ditam as regras do mercado, e não os VENDEDORES que são “meia-dúzia”. Com o preço da gasolina subindo mais a cada dia, nós, os consumidores, precisamos entrar rapidamente em ação!!
O único modo de chegarmos a ver o preço da gasolina diminuir é atingindo quem produz, na parte mais sensível do corpo humano: o BOLSO. Será não comprando a gasolina deles!!!

MAS COMO ??!!

Considerando que todos nós dependemos de nossos carros, e não podemos deixar de comprar gasolina, gnv, diesel ou álcool. Mas nós podemos promover um impacto tão forte a ponto dos preços dos combustíveis CAIREM, se todos juntos agirmos para

FORÇAR UMA GUERRA DE PREÇOS ENTRE ELES MESMOS.

É assim que o mercado age!!!

Isso é Lei de Mercado e Concorrência!!!

Aqui está a idéia:

Para os próximo meses (DEZEMBRO,JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO…) não compre gasolina da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, que é a PETROBRÁS (Postos BR).

Se ela tiver totalmente paralisada a venda de sua gasolina, estará inclinada e obrigada, por via de única opção que terá, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o seu mercado.

Se ela fizer isso, as outras companhias (Shell, Esso, Ipiranga, Texaco, etc…) terão que seguir o mesmo rumo, para não sucumbirem economicamente e perderem suas fatias de mercado. Isso é absolutamente certo e já vimos várias vezes isso acontecer!

CHAMA-SE LEI DA OFERTA E DA PROCURA;

Mas, para haver um grande impacto, nós precisamos alcançar milhões de consumidores da
Petrobrás. É realmente simples de se fazer!!
Continue abastecendo e consumindo normalmente!! Basta escolher qualquer outro posto ao
invés de um BR (Petrobrás).  Porque a BR?
Por tratar-se da maior companhia distribuidora hoje no Brasil e conseqüentemente com
maior poder sobre o mercado e os preços praticados.
Mas não vá recuar agora… Leia mais e veja como é simples alcançar milhões de
pessoas!!
Essa mensagem foi enviada a aproximadamente trinta pessoas. Se cada um de nós enviarmos a mesma mensagem para, pelo menos, dez pessoas a mais (30 x 10 = 300) e se cada um desses 300 enviar para pelo menos mais dez pessoas, (300 x 10 = 3.000), e assim por diante,
até que a mensagem alcance os necessários MILHÕES de consumidores!

É UMA “PROGRESSÃO GEOMÉTRICA” QUE EVOLUI RAPIDAMENTE E QUE VOCE CERTAMENTE JÁ CONHECE !!

Quanto tempo levaria a campanha?

Se cada um de nós repassarmos este e-mail para mais 10 pessoas A estimativa matemática (se você repassá-la ainda hoje) é que dentro de 08 a 15 dias, teremos atingido, todos os presumíveis 30 MILHÕES* de consumidores da Petrobrás (BR).

(fonte da ANP – Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)

Isto seria um impacto violento e de conseqüências invariavelmente conhecidas…
A BAIXA DOS PREÇOS

Agindo juntos, poderemos fazer a diferença.
Se isto fizer sentido para você, por favor, repasse esta mensagem, mesmo ficando inerte.

PARTICIPE DESTA CAMPANHA DE CIDADANIA ATÉ QUE ELES BAIXEM SEUS PREÇOS E OS MANTENHAM EM PATAMARES RAZOÁVEIS! ISTO REALMENTE FUNCIONA. VOCÊ SABE QUE ELES AMAM OS LUCROS SEM SE PREOCUPAREM COM MAIS NADA!

O BRASIL CONTA COM VOCÊ!!!

CHEGA DE SER CORDEIRINHOS DESSE BANDO DE POLITICOS CORRUPTOS

…………………………………………………………………………………………………………………

A MINHA RESPOSTA:

Prezados,

Este é mais um SPAM mentiroso da campanha do PSDB. O fato é que como o José Serra:
1) Mente sobre ser o autor da lei dos genéricos, conforme você pode ver aqui:
2) Mente sobre ser o autor do programa de combate a AIDS, como está provado aqui:
3) Mente sobre ser engenheiro e sobre ser economista, como você pode ver aqui:
4) Mente sobre ter orgulho de suas origens, mas esconde até o verdadeiro nome, aqui:
5) Mente ao dizer-se especialista em segurança, mas deixou São Paulo ser controlado pelo PCC, aqui:
6) Mente sobre estar preocupado com educação, enquanto faz isso aqui:
7) Mente sobre estar preocupado com saúde, enquanto faz isso aqui:
8 ) Mente sobre estar preocupado com as pessoas pobres, enquanto faz isso aqui:
9) Mente sobre estar preocupado com qualidade da administração pública, enquanto faz isso aqui:
10) Mente sobre querer uma campanha limpa, enquanto faz isso aqui:

Você sabe quem a Bíblia diz ser o pai da mentira, não sabe? Se se esqueceu, basta dar uma olhada nisso aqui.
Mas aí você pode me perguntar: Por que afinal, o Serra mente tanto?  Por que você recebeu este e-mail manipulador e mentiroso e provavelmente irá receber mais? Porque a mesma bíblia diz que a verdade liberta (leia aqui) e eles não podem se dar a este luxo. Afinal, o governo em que ele foi ministro por 8 anos quebrou o país 4 vezes, foi de joelhos ao FMI 3, terminou com um salário mínimo de 180 reais, com um dólar a quase 4 reais, com uma dívida externa de 240 bilhões de dólares e sem um centavo nos cofres para pagá-la, venderam a Vale pelo que ela lucra hoje em um trimestre, dilapidaram o patrimônio público.
A mentira é enfim, a única arma desta gente. Então fique atenta a ela.
Quer saber mais sobre o Serra e a mídia que o apoia? Procure no Google pelo Luís Nassif, o Viomundo e o Blog da Cidadania, por exemplo. Lá eles não tentarão te manipular ou te fazer de besta.  É só digitar no Google. Não tenha medo de ser tratado(a) com respeito e de ser livre. Vá atrás da verdade! Divulgue-a. Não custa nada,é só enviar este e-mail para seus contatos.

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jun 04 2010

Serra precisa provar acusação que fez a Dilma

Categoria: Apoiamos,Fascismo,José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 12:52

Do Blog da Cidadania

Parece que o PT finalmente acordou. Até que enfim uma medida inteligente.  Interpelar José Serra judicialmente para que prove a acusação que ele e seus jornais, revistas, portais de internet, tevês e rádios estão fazendo a Dilma Rousseff, de que ela teria mandado fazer “dossiê” contra ele, obriga agora o tucano a provar a acusação que fez.

Serra está acostumado a que a mídia sempre compre suas acusações aos adversários e passe a tratá-las como verdade. No caso desse suposto dossiê contendo “acusação” à sua filha, bastou o tucano reclamar que Globos, Folhas, Vejas e Estadões passaram a repercutir a acusação como se já tivesse sido provada.

Se o PT não tivesse agido,  logo surgiria alguma fonte secreta “provando” que Dilma realmente mandou fazer dossiê e pronto, ficaria o dito pelo não dito, porque, a cada desmentido do PT, a mídia trataria de ironizar e de insinuar que seria mentira.

Com a medida judicial do PT, Serra, agora, está submetido ao ônus da prova, ou seja, terá que mostrar à Justiça com base em quê acusou a adversária de ter montando dossiê contra si – ou contra sua filha, tanto faz, porque ele seria o objetivo.

O fato de as acusações que constariam do suposto dossiê estarem circulando há muito tempo na internet tem sido desprezado pela mídia. Até porque, ela teria que explicar por que jamais sequer tocou no assunto. Mas, na Justiça, Serra terá que explicar por que alguém faria um “dossiê” sobre o que é de domínio público.

Se é verdade ou não que a filha de Serra é ou foi sócia da irmã de Daniel Dantas é outro assunto que terá que ser examinado. Vejam só. Pois a Justiça precisará determinar se o tal dossiê tem algum fundo de verdade, pois então deixaria de ser dossiê.

Particularmente, acho que essa questão não importa. Se for verdade, haverá mais um elemento para o eleitor decidir seu voto. E, se não for, nada mudará, a menos que se prove que foi Dilma que plantou essa informação na internet. Só que, se foi ela, fez isso há muito tempo, porque faz anos que essas informações estão circulando.

Aliás, se as filhas do político e do banqueiro forem mesmo sócias, em princípio não há nenhuma ilegalidade nisso. Claro que se realmente estão explorando negócios com o Estado e Serra tem alguma participação nisso, haveria que investigar a questão.

Infelizmente, a acusação de Serra terá esses desdobramentos, pois o ideal seria que as campanhas todas não resvalassem para discussões que, neste momento, não acrescentam nada e têm um viés absolutamente incompatível com o processo eleitoral que o Brasil quer e do qual precisa.

Por fim, resta atentarmos para os possíveis desdobramentos da interpelação judicial do PT. Se o candidato do PSDB à Presidência não provar que Dilma ordenou que informações que circulam na internet e que eram bem conhecidas por quem se interessa por política fossem compiladas e enviadas a meios de comunicação, acho que terá se metido em uma enrascada.

Estando o caso na Justiça, restará à mídia tentar pressioná-la para que um eventual insucesso de Serra em provar a acusação que fez pelo menos não tenha maiores conseqüências ou até para que dê razão a ele com base em alguma “evidência”, de forma a poder produzir manchetes falsamente conclusivas.

Contudo, cada tentativa de transformar em prova o que não for poderá render nova interpelação judicial do PT não só a Serra e ao PSDB, mas, também, a meios de comunicação que venderem a tese do tucano. O PT, portanto, fez o que a sociedade esperava, pois quem não deve, não teme – e quem acusa tem que provar a acusação.

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mai 29 2010

Sobre a Doutrina Serra

Categoria: América Latina,Fascismo,Internacional,José Serra,Mídia,Política,SpamsSenhor_do_Servo @ 12:25

Do Blog da Cidadania

Na história recente, um governante de um grande país fez acusações sem provas a outro país e, com base nelas, tomou medidas que posteriormente se mostraram desastrosas.  Esse tipo de conduta de um chefe de Estado pode afundar uma nação, como se verá a seguir.

O governante em questão foi George Walker Bush, que acusou o Iraque de possuir “armas de destruição em massa” e, com base no que não podia provar, declarou guerra ao país, invadiu-o, assassinou centenas de milhares de inocentes e, de quebra, ainda afundou a economia americana e fez os Estados Unidos perderem o respeito do mundo.

Disse bem Dilma Rousseff, sobre a acusação que seu adversário José Serra fez ao governo Evo Morales de que este permitiria o tráfico de “cocaína” para o Brasil: “Estadista não faz acusação sem provas a outro país”.

Após Serra posar todo orgulhoso para fotos ao lado do “exterminador do futuro”, o dublê de ator e atual governador republicano da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, pode-se ter uma idéia do tipo de relações internacionais que seriam construídas por um eventual governo tucano.

Mas que não se pense que os recentes ataques de Serra ao Mercosul, à Bolívia, à Venezuela e ao Irã são produto de suas convicções. Na verdade, o tucano busca agradar aos países ricos, sobretudo aos Estados Unidos, que, como se sabe, estão amplamente incomodados com o protagonismo brasileiro na cena internacional.

Ao fazer esse agrado às potências do norte – chamar Evo Morales de traficante soa como música à poderosa direita americana –, o candidato tucano calcula que terá o apoio delas para se eleger presidente. Mas resta saber quantos votos os governos do mundo rico têm por aqui…

Não, Serra não é louco, não. Ele sabe que ser o candidato do Primeiro Mundo pode lhe abrir financiamentos ilimitados de campanha, via laranjas dos estrangeiros aqui no Brasil, e que pode produzir um noticiário internacional francamente favorável à sua candidatura, gerando pressão nos agentes econômicos internos.

Ainda assim, em situação análoga a esta que o tucano tenta criar, ele perdeu as eleições de 2002 para Lula mesmo com o megaespeculador internacional George Soros dizendo a famosa frase “Serra ou o caos”, dando a entender que o mundo rico afundaria o Brasil se Lula ganhasse a eleição.

Tenho reportado cenas do script encenado em 2002 e em 2006 que estão sendo reprisadas em 2010, tais como fraude em pesquisas, processos do PSDB contra o instituto Sensus, a velha história de que Serra seria “mais preparado” do que o adversário etc. O tucano tentar se vender ao mundo rico como seu candidato a lhe entregar o Brasil, é só mais uma.

Ao fim do processo eleitoral deste ano, porém, tenho a mais absoluta certeza de que não teremos uma nova doutrina Bush versão Terceiro Mundo convulsionando a América Latina, com Serra comprando brigas com nossos vizinhos e entregando nossa economia aos ianques.

A doutrina Serra, que o próprio encena para as potências sedentas de saquearem o Brasil, é um filme velho e sem audiência. O Brasil está mais maduro, esperto e bem satisfeito com o rumo que tomou há oito anos. Não cairá mais nas vigarices renitentes do PSDB.

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mai 29 2010

Mais da “diplomacia” do PSDB

Olhos do Sertão

Queridos, o texto abaixo provoca em nós mais reflexões sobre os motivos que levaram mídia e Serra a critcarem a política externa brasileira. Ontem estava almoçando em uma escola de tempo integral com três alunos do primeiro ano do ensino médio.
E eu perguntei o que eles achavam do governo Lula. Um disse que o governo Lula era  bom para “os de fora” e  deixava de atender o próprio país. E fui  ouvindo-os.
E naquela conversa fiz duas perguntas: O Brasil, através de seu governo não poder ser solidário com outros países? E o governo atual não tem melhorado a vida das pessoas mais humildes deste país? Eles ficaram calados e depois disseram que sim. Vejam meus queridos que de certa forma, o pensamento “Vira-latas” da mídia ainda pode afetar mentes em processo de construção.
Vamos, então, ao texto Política externa e opinião pública. em  Carta Capital.
Quem, nas últimas semanas, leu os principais jornais deve ter ficado com a impressão de que a nossa política de relações exteriores será um problema para Dilma Rousseff
Por Marcos Coimbra

Dentre os muitos descompassos que existem entre os sentimentos da maioria da população e o que dizem a oposição e a grande imprensa, um dos maiores acontece na avaliação da política externa do atual governo. Onde alguns só veem equívocos, ela enxerga, quase sempre, sucessos.

Quem, nas últimas semanas, leu os principais jornais deve ter ficado com a impressão de que a nossa política de relações exteriores será um problema para Dilma Rousseff. Como ela conseguirá defendê-la, se pouco ou nada se salva no que o governo faz?
Irresponsável, inconsequente, atrapalhada, é assim que pintam sua condução. Para quem tem a missão de propor a continuidade, seria um fardo e tanto para carregar.

Há tempos que a política externa é um dos alvos preferidos da oposição. Já na eleição de 2006, os estrategistas da campanha de Geraldo Alckmin viram uma oportunidade para enfraquecer a vantagem de Lula nas pesquisas no episódio da nacionalização das reservas bolivianas de petróleo e gás natural, feita pelo recém-empossado governo de Evo Morales. Não funcionou, e gorou a tentativa de transformar o assunto em tema eleitoral.

Ao longo do segundo mandato, foi subindo o tom das críticas, seja contra a política latino-americana do Itamaraty, seja em relação a outras questões, de comerciais e tarifárias a disputas por posição em organismos multilaterais. A compreensão e, às vezes, a simpatia do governo para com os bolivarianos do continente chegou a provocar, pelo que se ouviu no período, tremores de raiva em muita gente.

Em um importante jornal carioca, lemos, faz pouco tempo, uma pergunta que exemplifica esses sentimentos. Escrevendo sobre o que terá mais peso na decisão dos eleitores em outubro, o colunista se indagava se seria a satisfação das pessoas com o presidente e a constatação de que sua vida melhorou, ou “a percepção de parte do eleitorado de que uma política externa radicalizada à esquerda tem reflexos inevitáveis na maneira de conduzir a política interna”.

Essa “radicalização à esquerda” terá se acentuado depois das gestões brasileiras para resolver a crise nuclear iraniana. Nelas, não só a preferência do governo Lula pelos “radicais” se manifestaria, mas ficariam evidentes os traços que a oposição identifica como mais característicos de nossa política externa, nos quais se inclui a falta de compreensão do papel internacional do Brasil e de sua diplomacia.

Ao ouvir os especialistas convidados pelas grandes redes de televisão (a maioria ex-ministros de Fernando Henrique Cardoso), os espectadores poderiam se perguntar como um governo tão canhestro é tão respeitado pelo resto do mundo. Enquanto o coro dessas críticas só aumenta aqui dentro, o de elogios sobe a cada dia lá fora. Vindos de gregos e troianos.

Em vez de perceber qualquer problema na “esquerdização” da política externa, a opinião pública vê a atuação do governo e, especialmente, de Lula nas relações internacionais como um de seus maiores trunfos. Nenhum presidente recebeu, antes dele, tanto destaque nesse campo.

Nas pesquisas qualitativas feitas atualmente, o que se encontra é uma sensação de orgulho do cidadão comum pelo que avalia ser um crescente reconhecimento internacional do Brasil, seu governo e sua economia. Predomina a visão de Lula como um presidente que busca e consegue acordos com outros países, favoráveis aos interesses nacionais. Simplesmente não se ouvem ecos do que a grande imprensa publica. Conciliação, bom senso, entendimento, afirmação nacional, é com palavras como essas que as pessoas caracterizam a política externa.

Ela é (mais um) exemplo da surpresa positiva que a população teve com Lula e com o PT no governo. Muita gente temia pelo desempenho internacional de uma liderança como Lula, que poderia não estar à altura do que o País necessitava. Velhos preconceitos cercavam de expectativas cautelosas o que ele seria. Pelo que as pessoas sentem hoje, no entanto, nenhuma se confirmou.

Assim, Dilma Rousseff não terá dificuldades com esse tema na campanha. Ele nunca foi central nas nossas disputas presidenciais, mas vai subir de importância agora e nos próximos anos. Se desejar, Dilma pode promovê-lo desde já, e tem tudo a ganhar com isso.

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mai 18 2010

Folha e Serra amassam a lama

Categoria: Fascismo,José Serra,Mídia,PolíticaSenhor_do_Servo @ 18:38
Disso aqui pode sair uma outra ficha falsa da Dilma

O Conversa Afiada reproduz texto do Blog Amigos do Presidente

terça-feira, 18 de maio de 2010

Exclusivo: Datafolha indica que campanha de Serra prepara dossiê da ditadura contra Dilma

Em primeira mão no blog Os Amigos do Presidente Lula em 18/05/2010 às 01:20hs

A pesquisa DataFolha, protocolo no TSE 12044/2010, registrada na segunda-feira, dia 17, traz no questionário duas perguntas que apontam para a estratégia de baixaria de campanha de José Serra (PSDB/SP).

A indicação é de que campanha do demo-tucano cogita centrar a campanha na baixaria das fichas falsas que circularam no submundo da internet e na Folha de São Paulo, trazendo o assunto para o centro da campanha em forma “dossiês”. Obviamente deturpando, com a intenção de desconstruir a imagem de Dilma Rousseff, querendo tripudiar com sua condição de ex-torturada quando era presa política, e querendo, para atingi-la, criminalizar guerrilheiros, que agiram como soldados de exércitos rebeldes, e entraram em combate contra autoridades e forças policiais, militares e paramilitares da ditadura, nos anos de chumbo.

Eis as perguntas:

Caso não consiga ler a figura, as perguntas do Datafolha são:

P.23 Você diria que é a favor ou contra a punição de pessoas que torturaram presos políticos durante a ditadura?

P.24 Você é a favor ou contra a punição de pessoas que praticaram atos terroristas contra o governo durante a ditadura?

Por mais que os donos do Grupo Folha tenham relações afetivas, amorosas e saudosistas com a ditadura, a qual já chamaram carinhosamente de “ditabranda”, não faz qualquer sentido incluir estas duas perguntas acima, na forma de pesquisa qualitativa, se não estiverem pensando em explorar o tema. E por trás disso só pode ser coisa da campanha demo-tucana que, inclusive, já fez um teste prévio, na própria Folha, quando publicou a ficha falsa, para ver a repercussão que dava.

Fica claro nesta pesquisa, que estão estudando como a população seria receptiva ou não à baixaria. Se avaliarem que o “custo/benefício” eleitoral compensa, irão mandar às favas todos os escrúpulos e executar o plano de baixaria. Basta que Serra se sinta ameaçado nas pesquisas, o que já está acontecendo.

A pesquisa (não o “dossiê”) provavelmente será publicada no próximo fim de semana, pela data de registro.

Perguntas para cruzamento de dados:

O que reforça a desconfiança, ou melhor a quase certeza, de que essas perguntas qualitativas só podem ter sido encomendadas pela campanha de José Serra, são as perguntas que antecedem (Perguntas 21 e 22):

Isso não é coisa de marqueteiro para uso em uma campanha séria e limpa. Está totalmente fora do interesse para definir qualquer estratégia de campanha que tenha efeito eleitoral, no Brasil, saber se o eleitor se considera de esquerda ou de direita, e ainda como ele classifica cada candidato. Principalmente porque há pergunta no próprio questionário sobre partido preferido, que é mais objetiva e precisa.

Ser ou não ser? Eis a questão…

Se não fossem as perguntas que seguiram sobre tortura e “atos terroristas”, seria de se pensar que estas perguntas sobre esquerda/direita eram prescrição do psicanalista de José Serra (PSDB/SP), e o demo-tucano estaria em crise existencial. Ele estaria querendo saber se o eleitorado o vê de esquerda, como ele tentou se declarar.

Mas com o encadeamento das perguntas seguintes, passam a fazer sentido lógico, para fazer o cruzamento do que pensam as pessoas que se definem de esquerda ou direita, sobre os acontecimentos da ditadura, e sobre como vêem Serra, para analisar o custo/benefício em termos de perdas e ganhos de votos, ao mandar às favas todos os escrúpulos, e forjar dossiês da ditadura.

A íntegra do questionário pode ser consultada aqui ou no TSE (protocolo 12044/2010).

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